terça-feira, 27 de setembro de 2011

Cooperativismo

Proposta elimina vínculo empregatício de profissional cooperado

Bernardo Vasconcellos: cooperado é associado, não empregado. Tramita na Câmara o Projeto de Lei 318/11, do deputado Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG), que regulamenta o exercício da atividade das cooperativas de profissionais da saúde. Conforme a proposta, não há vínculo empregatício entre o profissional de saúde cooperado e o estabelecimento contratante (hospitais, clínicas médicas, odontológicas, de fisioterapia, psicologia, radiologia, laboratórios de análises clínicas, etc.).
Com isso, a proposta elimina a contribuição previdenciária paga por empresas da área de saúde que contratam profissionais associados a cooperativas de trabalho.
A proposta altera a Lei 8.212/91 , que institui o Plano de Custeio da Seguridade Social. A lei fixa a contribuição previdenciária (paga pela empresa) em 15% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços a cargo de cooperados contratados por intermédio de cooperativas de trabalho.
Para Vasconcellos, não há justificativa para a aplicação de direitos trabalhistas a cooperados, porque cada profissional é um associado, não um empregado. "O próprio associado é um dos beneficiários centrais dos serviços prestados, na medida em que também recebe bens ou serviços da sociedade", sustenta.
O projeto deixa claro ainda que a aplicação de penalidades aos estabelecimentos de saúde decorrentes do reconhecimento de emprego só poderá ocorrer após decisão definitiva da Justiça do Trabalho.
A proposta é semelhante ao PL 3711/08 , que foi arquivado no fim da legislatura passada pelo fato de sua tramitação não ter sido concluída.

Tramitação
O projeto terá análise conclusiva das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Economia Solidária

Políticas Públicas de Economia Solidária

A chamada “economia solidária” se constitui, tal como o cooperativismo popular, em um movimento de superação ao modo capitalista de organizar as relações sócio-econômicas formado por indivíduos marginalizados do mercado de trabalho.

Associada à pobreza e à necessidade de os trabalhadores sobreviverem ao desemprego, a origem do movimento de “economia solidária” no Brasil também se confunde com o surgimento de empreendimentos considerados “solidários”, isto é, com um conjunto de iniciativas e empreendimentos de trabalhadores que têm em comum a idéia de que organizações econômicas baseadas em princípios igualitários podem ser instrumentos de combate à pobreza e ao desemprego.

A categoria “solidária”, que quando relacionada à economia procura enfatizar o caráter fundamentalmente cooperativo desses “outros tipos” de organizações econômicas, reforça a idéia de que a associação de pessoas para produzirem ou consumirem é a forma mais vantajosa para todos os envolvidos. Defende-se, em outras palavras, que a solidariedade é o melhor para todos, especialmente para os que se encontram em situação de exclusão sócio-econômica.

A economia popular solidária, no Brasil, é uma estratégia surgida no âmago de resistências e lutas sociais contra o desemprego e a pobreza, composta por atividades sócio-econômicas, de caráter associativo e autogestionário, cujo primado é o do trabalho sobre o capital. As atividades de Economia Solidária têm garantido a reprodução da vida de centenas de pessoas marginalizadas do mercado de trabalho, promovendo a inclusão e o desenvolvimento econômico, social e cultural com maior sustentabilidade, eqüidade e democratização.

Assim, o estabelecimento de políticas públicas de fomento à economia solidária pode ser pensado como parte da construção de um Estado Republicano e Democrático, pois reconhece a existência desses novos sujeitos sociais, de novos direitos de cidadania e de novas formas de produção, reprodução e distribuição social, além de propiciar o acesso aos bens e recursos públicos para seu desenvolvimento, tal qual permite a outros segmentos. O papel do Estado frente à economia solidária é o de dar-lhe propulsão por meio de políticas públicas que disponham de instrumentos e mecanismos adequados para o reconhecimento e o fortalecimento desse segmento.

Uma política de apoio à economia popular solidária não deve, portanto, ser compreendida como uma política de assistência ou compensatória. Trata-se, antes de tudo, de uma alavanca emancipatória integrada às políticas de transferência de renda, constituindo-se numa política para o desenvolvimento e orientando-se para uma parcela da população historicamente excluída, assim como para as vítimas da reestruturação produtiva e da flexibilização das relações de trabalho. Por um lado, essa Política demanda ações transversais que articulem instrumentos de várias áreas (educação, saúde, trabalho, habitação, saúde e tecnologia, crédito e financiamento, entre outras) para criar um ambiente propulsor de emancipação e sustentabilidade. Por outro lado, é fundamental que se leve em consideração a heterogeneidade das formas de organização e dos sujeitos integrantes dessa economia, bem como da diversidade de suas demandas e necessidades. Dessa forma, toda a política deve ser estruturada de forma a permitir acesso integrado, múltiplo e escalonado aos seus instrumentos e mecanismos, buscando atingir patamares cada vez mais sustentáveis de desenvolvimento social.

Finalmente, a Política de fomento à economia popular solidária deve reconhecer e fortalecer a organização social desses trabalhadores e o seu protagonismo político, premissa fundamental para a institucionalização de direitos, para a interlocução com o Estado, fortalecendo as esferas públicas democráticas no país. Nesse sentido, o controle social da Política Pública é questão de princípio, meio - processual e permanente, e fim. 

Economia Solidária

SENAES divulga edital de apoio aos empreendimentos de catadores/as        

Fonte: Secretaria Nacional de Economia Solidária

O Ministério do Trabalho e Emprego – MTE (União), observando as disposições do art. 116 da Lei no. 8.666, de 21 de junho de 1993, da Lei no 12.309, de 9 de agosto de 2010, do Decreto no. 6.170, de 25 de julho de 2007, da Portaria Interministerial no. 127, de 29 de maio de 2008, e da Portaria MTE no. 586, de 02 de setembro de 2008, por meio da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), divulga Chamada Pública para apresentação de projetos, conforme termos definidos neste instrumento. Os projetos serão recebidos pela SENAES/MTE entre os dias 22 de setembro a 23 de outubro de 2011.


Notícias

Plantio por estacas começa a dar resultado no Sertão da Bahia



Moradores de comunidades tradicionais Fundo de Pasto no sertão da Bahia se animaram ao verem os brotos que começam a surgir nas estacas de espécies nativas plantadas nas áreas protegidas para recuperação e preservação, através do Projeto Recaatingamento, executado pelo Irpaa.

Na comunidade de Fartura, a 87 Km do município de Sento Sé, as estacas de umburana que foram plantadas em mutirão no mês de julho, já apresentam folhagens, confirmando a técnica de plantio de estacas como uma importante prática que garante a reprodução das árvores adaptadas à caatinga.

Nas demais comunidades envolvidas com o Projeto Recaantigamento, também estão sendo realizados plantios através de estacas, incluindo outras espécies de plantas, como o mandacaru e o xique-xique na comunidade de Melancia, em Casa Nova, o quiabento em Curral Novo, município de Juazeiro e a macambira na comunidade de Angico, no município de Canudos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Economia Solidária

Semana de Ecosol debate assessoria a empreendimentos e políticas públicas
Por Camila Queiroz , jornalista ADITAL

Na região conhecida como ABC Paulista, estado de São Paulo, ocorrerá a I Semana de Economia Solidária no ABC Paulista, entre os dias 27 deste mês e 1º de outubro. Promovido pelo Instituto Consulado da Mulher, o evento se divide em Formação em Metodologia de Assessoria a Empreendimentos Solidários, nos dois primeiros dias, e Seminário Internacional, no restante da semana.
 
Como um todo, a Semana debaterá tecnologias sociais, políticas públicas, marco jurídico da Economia Solidária e fomento à Economia Solidária. Convidados internacionais, gestores públicos, entidades de fomento, universidades, trabalhadores da Ecosol e empresas constituem o público-alvo.

Durante o evento de Formação, articulado em parceria com a incubadora da Universidade de São Paulo, haverá curso introdutório a assessoria a empreendimentos solidários, quando serão pautados temas como Educação Popular e gestão coletiva.
De acordo com o coordenador de Desenvolvimento de Programas para Geração de Renda do Consulado da Mulher, Christiano Basile, estes temas serão postos em pauta com o objetivo de fortalecer experiências de todo o Brasil e internacionais, que estarão presentes na Semana, bem como para diversificar o público da Economia Solidária e atrair empresas que queiram investir nessa prática.
Já o Seminário Internacional, segundo Christiano, objetiva fortalecer as entidades que promovem projetos de transformação social, dar visibilidade às suas atividades e encorajar a sociedade a apoiar essas ações de combate à pobreza, principalmente com enfoque de gênero, o que é o caso do Consulado da Mulher.

Durante o seminário, serão discutidos contexto e desenvolvimento da Economia Social, analisando políticas públicas e tecnologia social; marco jurídico e reconhecimento de outra forma de trabalho; assim como relação da Economia Solidária com universidades e investimentos privados.
Entre os palestrantes, Christiano destaca Alessia Benizzi, representante da região da Emilia-Romagna para assuntos de Cooperação Internacional; Ibrahim João Elias, da Mondragon Corporação Cooperativa (Espanha) e a professora Heloisa Primavera, da Rede Latino-Americana de Socioeconomia Solidária.

A I Semana de Economia Solidária no ABC Paulista ocorrerá na Universidade Federal do ABC, localizada na Rua Santa Adélia, 166 - Bangu - Santo André - São Paulo.

Inscrições e mais informações no endereço www.semanaecosolabc.org.br.



domingo, 25 de setembro de 2011

Cooperativismo

Alexandre Tombini destaca a importância do Cooperativismo de Crédito

O presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, reúne perfil técnico. E, por isso, é reconhecido por sua competência administrativa. O cooperativismo de crédito o tem como grande incentivador do segmento, pois é conhecedor do meio e valoriza o papel das cooperativas de crédito na economia do País.
Ex-diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro da instituição, Tombini não é de falar muito. Prefere ser objetivo e ágil nas soluções, por mais complexos que os problemas possam parecer. Cercado por uma excelente equipe técnica, em poucos meses de atuação já imprimiu sua marca no Bacen e sua metodologia de trabalho.
Natural de Porto Alegre e, declaradamente, torcedor do Internacional, o presidente do Banco Central tem 47 anos e exerce cargos públicos desde 1991. Economista pela Universidade de Brasília (UnB), Tombini fez doutorado na Universidade de Illinois (EUA). Foi coordenador da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, assessor especial da Casa Civil e representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI). No Bacen, passou por três diretorias, além de ter sido consultor da presidência e o primeiro chefe do Departamento de Estudos Especiais.

Notícias

Bahia Pesca faz convênios para capacitação de pescadores de vários municípios
Os pescadores de Remanso, Sento Sé, Casa Nova, Pilão Arcado e Juazeiro vão participar de curso de capacitação para manutenção de motores marítimos. O curso será realizado em Remanso a partir de segunda-feira (26), terá uma duração de 100 horas, cerca de 20 dias, e é fruto de um convênio entre a Bahia Pesca e a Associação de Pescadores e Pescadoras de Remanso.

A Bahia Pesca, empresa vinculada à Seagri, vai doar também Bolsa Auxílio de R$ 200. “Também vai pagar a hospedagem e alimentação, já que esses profissionais não poderão trabalhar durante o período da capacitação”, explica a subgerente de pesca Eliana Carla. Além disso, as entidades receberão gratuitamente kits de ferramentas.

Os convênios no valor total de R$ 175 mil vão beneficiar 110 pescadores de 17 associações.