domingo, 30 de outubro de 2011

Cooperativismo

Recursos para cooperativas

Recursos para cooperativas
 
O Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou em R$ 1 bilhão os recursos do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro), usados para financiar capital de giro na safra 2011/12. O volume financeiro foi remanejado do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop).

A medida foi tomada em função do comprometimento dos recursos disponíveis para esta linha de crédito no Procap-Agro já no início da safra, explicou o coordenador-geral de Crédito Rural e Normas da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Francisco Erismar. "A demanda está muito grande. Então, o ministério [Agricultura] solicitou e o Conselho atendeu. E o Prodecoop está com demanda bem menor".

O Procap-Agro também foi autorizado a elevar o percentual dos recursos totais destinado ao financiamento de capital de giro, dos atuais 70% para até 80%. Em contrapartida, o CMN aumentou a taxa de juros do programa para esse tipo de crédito, de 6,75% para 9,5% ao ano, em contratos firmados a partir de 1º de novembro.

Outra medida foi a extinção do prazo mínimo de dois anos do Manual de Crédito Rural para financiamento de investimentos.

A exigência de um índice de nacionalização para financiamentos do Pronaf começa a vigorar a partir de 2012. Entretanto, os contratos do Pronaf Mais Alimentos para máquinas e equipamentos continuam exigindo o índice de nacionalização, como determinado na última reunião do CMN.

Fonte: Valor Econômico em 28/10/2011

Cooperativismo

Projeto de hidroponia de cooperativa em Marituba tem apoio da Emater

Nesta quarta-feira, 27, foi inaugurado o segundo projeto de hidroponia de alface da Cooperativa Agrícola Santo Antônio (Coopsant), no município de Marituba, com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). Em 10 dias serão colhidos os primeiros pés da hortaliça. O empreendimento tem investimento do Banco da Amazônia, através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), de mais de R$ 140 mil. O início do pagamento acontecerá após dois anos.
O projeto agrícola, que teve a primeira fase no ano de 2003, contou com investimento de 72 mil reais, já quitado, entra na segunda fase com boas propostas de produção e comercialização. Uma parceria com a Secretaria de Agricultura do município, já prevê que a futura produção faça parte do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que garante que 30% da alimentação dos alunos sejam provenientes da agricultura familiar.

Os 16 agricultores da Coopsant estão esperançosos com os novos rumos que a produção toma. Segundo José Ivanildo Costa, diretor operacional da cooperativa, o quantitativo que for acordado com a prefeitura local será possível atender. “Estamos operando com o dobro da capacidade neste segundo projeto. A demanda é quem vai condicionar nossa produção que já atende as feiras locais e a Ceasa {Central de Abastecimento do Pará”, disse.

O técnico da Emater, o engenheiro agrônomo Romildo Martins – que acompanha o projeto desde o início junto com o técnico Ronaldo Sanches, especialista em hidropia -, garante que a alface hidropônica tem maior aceitabilidade pelo mercado consumidor. “Por meio de um maior domínio da produção e a qualificação do produto por ser livre de contaminações, aliado a uma maior durabilidade deste tipo alface por causa do equilíbrio nutricional, o produto se torna muito mais atrativo”, explicou. “Esses fatores são positivos para o agricultor que daqui a dois anos inicia o pagamento do financiamento junto ao Banco da Amazônia” disse.

O evento que marcou a inauguração do projeto foi organizado pelo escritório local da Emater em Marituba, com o apoio dos escritórios de Santa Barbara e Ananindeua. Ao final da visitação a unidade de produção foi degustada duas receitas tendo a alface como prato principal. “Servimos uma salada da alface com manga e laranja e um suco de alface com maracujá. Nossos visitantes adoraram”, comentou a administradora da Emater, Sandra de Souza.

Fonte: Agência Pará de Notícias em 28/10/2011

Notícias

Paraná vai incentivar produtores rurais a preservarem meio ambiente
               
Paraná vai incentivar produtores rurais a preservarem meio ambiente
 
O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, assumiu o compromisso de aderir ao Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), do Governo Federal, e incentivar agricultores e pecuaristas a adotar práticas sustentáveis. O Seminário de Sensibilização e Difusão do Plano reuniu cerca de 130 pessoas, nesta quinta-feira (27), em Curitiba, e teve a participação do secretário nacional de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Erikson Camargo Chandoha.

No Paraná, será reforçado o trabalho de recuperação de pastagens e de disseminação de práticas de desenvolvimento sustentável na lavoura, pecuária e floresta. O Plano ABC pretende capacitar 900 mil técnicos e produtores em todo o País para a prática da Agricultura Verde. Chandoha conta com a parceria dos estados para implementação das técnicas de conservação e de desenvolvimento sustentável do programa. Ele disse não ter dúvidas que o programa ABC encontrará terreno fértil no Paraná, pela capacidade dos seus técnicos das instituições públicas e privadas.

Chandoha está consciente que, no início, pode haver resistência dos produtores. “Não é simples convencer o agricultor ou o pecuarista que o que ele fazia não é mais recomendável”, afirmou o secretário nacional. Para tentar romper com padrões, serão promovidos cursos e abertas linhas de financiamento para recuperação de áreas degradadas e construir sistemas sustentáveis de produção.

IMPACTO
– As emendas para o dimensionamento do impacto de cada ação no balanço de carbono dos programas estão sendo escritas pelos técnicos da Embrapa e serão divulgadas dentro de poucos dias. Chandoha disse que a Agricultura Verde e a sustentabilidade da agropecuária brasileira deverão ter ampla repercussão internacional, a partir da conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável Rio + 20, que será realizada em junho do ano que vem, no Rio de Janeiro.

“O ABC vai ser a grande oportunidade para o País demonstrar o que se pratica de agricultura sustentável e como se promove a recuperação de áreas degradadas”, disse Chandoha. Segundo ele, o Brasil está consciente que desmatou muito e precisa recuperar as áreas perdidas.

As instituições da iniciativa privada anunciaram total colaboração com o poder público para implementação das medidas. A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) se dispôs a qualificar os técnicos do Banco do Brasil para análises financeiras dos projetos, conforme anunciou o superintendente da entidade Nelson Costa.

O Sistema Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) se comprometeu em financiar 50% dos cursos de qualificação para os técnicos e 100% dos cursos de qualificação dos produtores. O anúncio foi feito pelo superintendente da entidade Ronei Volpi, que também é um dos 13 integrantes do Fórum do Desenvolvimento do Agronegócio, instituído pelo governador Beto Richa.

FINANCIAMENTO – O superintendente do Banco do Brasil no Paraná, Paulo Roberto Meinerz, informou que o banco tem R$ 122 milhões para serem aplicados no programa ABC no Paraná, durante a safra 2011/12. Para o Brasil, o banco tem disponíveis R$ 850 milhões, no mesmo período. As taxas são atrativas, de 5,5% de juros ao ano e prazo de pagamento de até 15 anos dependendo da finalidade.

Pelo ABC, o banco vai financiar investimentos para recuperação de áreas e pastagens degradadas; sistemas orgânicos de produção; sistemas integrados de lavoura, pecuária e floresta; florestas comerciais; recomposição de áreas de preservação permanente ou de reserva legal; viveiros florestais e florestas de dendê.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná / Foto: SEAB em 28/10/2011

Cooperativismo

Artesãos da região serrana do Rio participam de cursos de capacitação
               
Artesãos da região serrana do Rio participam de cursos de capacitação
 
O governo do Rio de Janeiro está promovendo cursos de capacitação para artesãos da região serrana, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), com o objetivo de prepará-los para atuar na gestão da produção e negociação dos produtos.

As aulas ocorrem na Secretaria de Cultura de Nova Friburgo e integram o Programa de Artesanato Brasileiro (PAB). Técnicos do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (UnB) são responsáveis por ministrar o curso.

Os alunos aprendem noções teóricas e práticas de referências culturais do artesanato, conceitos de marketing, planejamento, associativismo e cooperativismo, além de formação de preços e empreendedorismo. A carga horária é 40 horas. Para a subsecretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Dulce Ângela Procópio, as aulas são importantes para passar o conhecimento de mercado aos alunos. “Não adianta fazer um produto de excelente qualidade se esse produto não chegar à ponta, a quem interessa, que é o cliente”.

A subsecretária ressaltou a importância do curso de empreendedorismo, no qual os alunos são submetidos à prática de oratória e persuasão. O objetivo é capacitar o artesão para atuar com o público-alvo.

"É importante que o artesão tenha esses conhecimentos para levar os produtos para fora da região. Sem esquecer também que, por estar em uma região bastante demandada por turistas, eles podem aproveitar para vender [os produtos], seja em hotelaria, em restaurantes ou nas feiras”, disse Dulce. Os cursos terminam nesta sexta-feira (28).

Fonte: Agência Brasil em 28/10/2011

Cooperativismo

Cooperativas de transporte de cargas apresentam pleitos à ANTT

Cooperativas de transporte de cargas apresentam pleitos à ANTT
 
O sistema cooperativista está mobilizado para alterar alguns pontos da Resolução 3.658/11, que dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas, e poderiam prejudicar o setor. A principal reivindicação é que o registro das operações no sistema de pagamento eletrônico seja feito unicamente via cooperativa, e que não exista a obrigatoriedade para os associados. Para reforçar a necessidade de mudança, representantes do cooperativismo se reuniram com integrantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nesta quinta-feira (27/10), na sede do órgão, em Brasília (DF). Pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), participaram o representante nacional do ramo, José Carneiro, e o analista de Ramos e Mercados Gustavo Beduschi.

Segundo Beduschi, as propostas do cooperativismo já foram aprovadas pela área jurídica da agência e atualmente estão com a gerência que irá viabilizar a operacionalização. “Estamos defendendo uma condição de igualdade entre os atores do segmento de transporte de carga. Esperamos resolver a questão o quanto antes, afinal a fiscalização começará efetivamente no dia 20 de janeiro de 2012”, explica o analista da OCB.

As sugestões do segmento foram encaminhadas à ANTT via ofício no último dia 15 de setembro. No documento, as cooperativas também ressaltavam que seu objetivo é acessar o mercado em busca de contratos com clientes para viabilizar trabalho aos seus associados.
Fonte: OCB em 28/10/2011

Cooperativismo

Cooperativas ganham destaque na gestão de pessoas

Cooperativas ganham destaque na gestão de pessoas
 
A Unimed Federação - Rio de Janeiro e a Copercampos de Santa Catarina estão entre as 30 melhores empresas na gestão de pessoas. O reconhecimento é da revista Valor Carreira, vinculada ao jornal Valor Econômico, que, anualmente, divulga uma pesquisa sobre o tema, feita pela consultoria Aon Hewitt.

O levantamento mostra os principais desafios de recursos humanos, como confiança, talento, equipe e performance, identificados nas empresas eleitas. Para o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, “a premiação certifica a dedicação e a importância que as cooperativas dão para o capital humano.” A mostra também aponta um alto comprometido dos funcionários ligados ao setor. O índice de engajamento fica 84% acima da média, que hoje é de 68% nas demais empresas.

Os dados coletados foram a partir dos próprios empregados que se reuniram em grupos para responder aos questionamento. Entre os critérios, esteve a cultura de alto desempenho, trabalhado em conjunto com o índice de engajamento e a satisfação dos colaboradores. Os três quesitos determinaram a escolha das 30 melhores instituições, que corou a Coopercampos em terceiro lugar (100 a 500 funcionários) e a Unimed Federação- Rio de Janeiro (501 a 1000 funcionários) em quarto.

Fonte: OCB em 28/10/2011

Cooperativas

De costureiras a empresárias da moda

De costureiras a empresárias da moda
 
Em agradecimento ao apoio e parceria com o Governo da Cidade de Embu das Artes, as profissionais da Cooperativa de Costura realizaram na sexta-feira, 14/10, um café da manhã para o prefeito Chico Brito. Elas também comemoraram a conquista de um novo espaço, mais amplo e confortável para atender aos pedidos que, segundo a presidente da cooperativa, Luzia da Conceição, vêm crescendo a cada mês. “Não estamos mais precisando buscar clientes, porque eles vêm até nós”, disse emocionada.

O motivo de tanta alegria também se deve à parceria fechada com a Renner, que conta com uma ampla rede de lojas de departamentos de vestuário. Segundo o site da empresa, é a segunda maior do Brasil. Além de fornecer para clientes de Embu das Artes e região. “Vocês não estão com essa parceria com a Renner por acaso, é porque são empreendedoras”, enfatizou Chico Brito em sua fala.

Essa história começa em 2001 quando Chico Brito, então secretário de Cidadania, propôs a criação de uma Incubadora de Cooperativas populares, um projeto inédito no país. A idéia surgiu após conhecer incubadoras de cooperativas formadas em outras cidades e perceber que nenhuma delas era voltada à prática popular, como a costura. A iniciativa contou com o apoio e recursos vindo do Fundo Social do município, presidido, na época, pela atual vereadora Ná.

A partir daí, Chico Brito fez um levantamento das pessoas cadastradas na Secretaria de Cidadania para identificar as atividades que elas teriam condições de desenvolver. Uma delas foi a costura. Ele então realizou a primeira reunião para a criação da Incubadora de Cooperativas, que contou com a participação de quatro pessoas, dois homens e duas mulheres. Em seguida, buscou-se a parceria com o Sebrae que teve como desafio elaborar cursos de cooperativismo a partir dessa proposta do município de atender trabalhadores que queriam ter o próprio negócio.

Em 2002, foi inaugurada a Incubadora de Cooperativas Populares de Embu das Artes. “Nosso desejo era que acontecesse o que aconteceu com a cooperativa de vocês, caminhasse com as próprias pernas”, enfatizou Chico Brito. Ele falou ainda que quer que a cooperativa de costura “continue sendo parceira da prefeitura”.

“Nosso trabalho desde 2001, é dar oportunidade e abrir novos espaços. Hoje vocês estão graduadas, são independentes”, destacou a vereadora Ná .

A diretora financeira, Ana Lucia Gonçalves, falou emocionada sobre o quanto é gratificante trabalhar em uma empresa que também é dela: “É muito bom sair de casa e ir para minha empresa”. Ela disse ainda que, em todos esses anos, aprendeu muito e cresceu profissionalmente: “Através da cooperativa, aprendi muita coisa, como a mexer em computadores, porque a prefeitura está dando toda a assessoria para nós”.

“Para mim é muito emocionante esse momento porque é a primeira cooperativa que teve sua independência, conquistando clientes como a Renner”, disse Selma Fernandes, secretária de Assistência Social. O prefeito, na ocasião, também agradeceu a “oportunidade de darmos nossa contribuição para propor políticas públicas eficientes”.

Atualmente, a cooperativa de costura conta com 15 pessoas. Chico Brito, para finalizar, deixou um recado para os novos membros: “quem chegou agora não desanime porque não tenho dúvida que vocês vão crescer ainda mais e que esse espaço ficará pequeno”.

Fonte: Prefeitura de Embu das Artes em 28/10/2011