domingo, 6 de novembro de 2011

Economia Solidária

O que é comércio justo?

Comércio Justo e Solidário (CJS): é o fluxo comercial diferenciado, baseado no cumprimento de critérios de justiça e solidariedade nas relações comerciais, que resulte na participação ativa dos Empreendimentos Econômicos Solidários por meio de sua autonomia;

CARACTERÍSTICAS DO COMÉRCIO JUSTO E SOLIDÁRIO:

I. Existência de relações comerciais mais justas, solidárias, duradouras e transparentes;
II. Co-responsabilidade nas relações comerciais entre os diversos participantes da produção, comercialização e consumo;
III. Valorização, nas relações comerciais, da diversidade étnica e cultural e do conhecimento das comunidades tradicionais; e
IV. Transparência nas relações comerciais, na composição dos preços praticados e na elaboração dos produtos, garantindo acesso à informação acerca dos produtos, processos, e organizações que participam do Comércio Justo e Solidário

OBJETIVOS DO COMÉRCIO JUSTO E SOLIDÁRIO:

I. Promover o desenvolvimento sustentável, a justiça social, a soberania, e a segurança alimentar e nutricional;
II. Garantir os direitos dos produtores, comerciantes e consumidores nas relações comerciais;
III. Promover a cooperação entre produtores, comerciantes e consumidores e suas respectivas organizações para aumentar a viabilidade destas, reduzindo riscos e dependência econômica;
IV. Promover o exercício de práticas de autogestão nos processos de trabalho e nas definições estratégicas e cotidianas dos empreendimentos, bem como a transparência e democracia nas instâncias, direção e coordenação das atividades produtivas e gerenciais
V. Estimular relações de solidariedade a partir do comprometimento permanente com a justa distribuição dos resultados e com a melhoria das condições de vida dos participantes;
VI. Garantir a remuneração justa do trabalho; e
VII. Valorizar as práticas de preservação e de recuperação do meio-ambiente, com ênfase na produção de produtos de base agro-ecológica e nas atividades de extrativismo sustentável.


Cooperativismo

Cooperativa de reciclagem volta ao Butantã
 
Cooperativa de reciclagem volta ao Butantã
 
A Cooperativa Vira Lata está de volta ao  Butantã, na Zona Oeste, mas o cenário na nova sede, na Rua Nella Murari Rosa, é bem diferente da área de 10 m² onde tudo começou, no Jardim Boa Vista, em 1998.

Os materiais recicláveis coletados pelo grupo e parceiros agora são levados para a Central de Triagem do Butantã, que foi inaugurada nesta quinta (3) pelo prefeito Gilberto Kassab e vai ser gerenciada pelo grupo.

A cooperativa trabalhava  desde 2009 numa área de 800 m² no Jaraguá por falta de espaço adequado no Butantã. Agora os cerca de 60 cooperados contam com um galpão de 2 mil m² totalmente reformado e até com sala de informática. Segundo Wilson Santos Pereira, presidente da Associação Vira Lata, que apoia a cooperativa, o número de trabalhadores deve dobrar até 2012 com o novo espaço.

“(O local) permite estocagem maior e carregar três caminhões simultaneamente”, destaca. A ideia é levar para a cooperativa puxadores de carroças e desempregados.

A expectativa é também dobrar a quantidade de material separado, que atualmente é de 230 toneladas por mês. Jaci Lúcio Silva, 46 anos, que trabalha na triagem, acredita que o serviço vai ser mais rápido e organizado. Cada tipo de material será armazenado num espaço diferente. Jaci cuidará do papel branco. Apaixonada pela profissão, ela  garante que o ambiente motivará ainda mais o grupo. 

A central recebe material de três caminhões da Prefeitura que fazem coleta na região do Butantã e  de um caminhão e uma van da cooperativa, que percorrem empresas, condomínios e restaurantes. O local tem capacidade para tratar 460 toneladas de material reciclável por mês. Com investimento de R$ 1,6 milhão, é o maior equipamento do Programa Socioambiental de Coleta Seletiva da Prefeitura. “Esta inauguração representa um avanço nas políticas públicas vinculadas às pessoas e à destinação de materiais reaproveitáveis. Nós teremos a oportunidade de criar aproximadamente 10 mil empregos nessa área até o final da nossa gestão”, destacou o prefeito.

Novas centrais

A Secretaria de Serviços mantém convênio com 21 cooperativas, incluindo uma de material eletrônico. Com renda mensal média de R$ 800, cerca de 1,2 mil cooperados estão inclusos no Programa Socioambiental de Coleta Seletiva da Prefeitura, que atende 75 dos 96 distritos. O município pretende implantar mais quatro centrais de triagem neste ano. A próxima a ser inaugurada fica na Lapa. Até o final de 2012, devem ser 30 unidades.

Fonte: Silvério Morais - Diário de São Paulo / Foto: Vinicius Pereira/Diário SP em 04/11/2011

Cooperativismo

Aliança Cooperativa Internacional busca o aumento da quantidade de membros associados
 
Aliança Cooperativa Internacional busca o aumento da quantidade de membros associados
 
A ACI (Aliança Cooperativa Internacional) está buscando o aumento de cooperativas singulares, centrais e federações filiadas à ela. A ACI será a responsável pela estruturação e divulgação das ações que ocorrerão em 2012, o Ano Internacional das Cooperativas e com isto necessita de fontes de receitas para custear os investimentos que serão necessários. Para isto busca aumentar a quantidade de entidades à ela filiadas o que consequentemente a tornará ainda mais representativa do ambiente de cooperativas.

A chamada da campanha diz “quanto mais pessoas formos, mais forte se escutará nossa voz“. Informações sobre a associação podem ser encaminhadas para o email member@aciamericas.coop.
Formas de Associação:

Existem duas formas distintas de participar na ACI: membro associado e membro pleno, sendo que ambos dão direito a voz nas Assembléias, mas somente o membro pleno tem direito de voto.

Os custos das anuidades também variam, sendo:

Membro associado: valor fixo, independente do tamanho da cooperativa, equivalente a R$ 5.800,00 anuais (3.000 francos suíços);

Membro pleno: valor variável conforme a quantidade de associados da cooperativa, sendo:

        para cooperativas com menos de 50.000 associados = R$ 7.700,00
        para cooperativas entre 50.000 e 100.000 associados: R$ 8.660,00
        para cooperativas entre 100.000 e 500.000 associados: R$ 11.550,00

Sempre que uma cooperativa associar-se como Membro Pleno é permitido que a entidade da qual ela participe  (central, federação, …) beneficie-se através da diminuição na quantidade de sócios que compõe a base de cálculo da entidade centralizadora.

Atualmente são filiadas à ACI mundial cerca de 250 entidades cooperativas de diferentes países. Contribua para o sucesso do Ano Internacional das Cooperativas. Encaminhe hoje mesmo sua associação à Aliança Cooperativa Internacional.

Fonte: ACI em 04/11/2011

Cooperativismo

3º ENCOMEX: Koslovski destaca a importância do evento para as exportações do Paraná
 
3º ENCOMEX: Koslovski destaca a importância do evento para as exportações do Paraná
 
O presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, participou, na manhã desta quinta-feira (03/11), em Curitiba, do lançamento do 3º Encontro de Comércio Exterior do Mercosul (Encomex Mercosul), promovido pelos governos federal e estadual, no Palácio das Araucárias. “Entendemos que é um evento muito importante para o nosso Estado.

O Paraná precisa ampliar a sua participação nas exportações. Nesse sentido, há bastante espaço para o agronegócio paranaense, que responde por 22% da produção de grãos do País. Mas é necessário agregar mais valor aos produtos para termos uma presença mais ativa no mercado internacional”, ressaltou Koslovski em seu pronunciamento no evento. O presidente da Ocepar disse ainda que as cooperativas agropecuárias do Paraná, que atualmente industrializam 42% da produção recebida, querem aumentar esse percentual para 50% até 2015. “As cooperativas do Paraná já exportam cerca de 45 produtos com bom percentual de valor agregado para 100 países”, frisou ele. “Nós apoiamos o Encomex pois o evento vai promover debates e desencadear ações que podem contribuir para acelerar o processo de exportação paranaense, melhorando as condições de vida dos nossos cooperados e da população em geral”, completou.

Encomex - O Encomex será realizado em 1.º e 2 de dezembro, na Universidade Positivo, em Curitiba. O encontro busca ampliar a cultura exportadora e estimular a participação do empresariado brasileiro no comércio internacional, com a divulgação de informações estratégicas sobre exportações, mecanismos de apoio ao exportador, oportunidades de negócios, logística, inovação e financiamento. “Vamos mobilizar empresários de pequeno e médio porte para estabelecer novos contatos, criar rotas de negócios e consolidar, no Paraná, ações e políticas de apoio ao comércio exterior”, afirmou o secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros.

Presenças – Também estiveram presentes no lançamento do 3º Encomex, a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres, que apresentou dados da balança comercial do Paraná e do Mercosul, além de membros de várias entidades, entre eles, o diretor-superintendente do Sebrae/PR, Allan Marcelo de Campos Costa, o economista e reitor da Universidade Positivo, José Pio Martins, o presidente da Federação das Associações Comerciais do Paraná (Faciap), Rainer Zielasko, o vice-presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Odone Martins, o cônsul-geral do Senegal para o Paraná e Santa Catarina, Ozeil Moura dos Santos, o primeiro-vice-presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Mandaguari, Cyllêneo Pessoa Pereira Junior, e o vice-presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Rommel Barion.

Fonte: Com informações da Agência Estadual de Notícias em 04/11/2011

Cooperativismo

Coopavel promove encontro com 130 jovens cooperativistas
 
Coopavel promove encontro com 130 jovens cooperativistas
 
Cento e trinta jovens cooperativistas participaram, no último dia 29 de outubro, em Cascavel, Oeste do Estado, do encontro promovido pela Coopavel, com apoio do Sescoop/PR, no Parque Tecnológico onde a cooperativa realiza o Show Rural, tradicional evento de difusão de tecnologias ligadas ao setor agropecuário.

Três palestras fizeram parte da programação: o professor Lievore ressaltou a importância da participação do jovem na sua cooperativa e seu comprometimento com a sua permanência na propriedade rural. Formado em Marketing de Varejo, ele é especialista em Administração, Marketing e Finanças pela Drexel University, dos Estados Unidos.
    
Motivação - O precursor do estilo “aula show”, José Inácio da Silva Pereira, o Professor Pachecão, falou aos jovens sobre a importância do desenvolvimento da motivação nos relacionamento, permitindo-lhes assim, explorar ao máximo suas potencialidades. Ele é engenheiro mecânico, com pós-graduação em gestão de negócios pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gestão ambiental e desenvolvimento sustentável pela Fundação Getúlio Vargas e atualmente é mestrando em Gestão e Auditoria Ambiental pela Universidade Leon, da Espanha. Já o analista de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Leandro Macioski, apresentou as ações do Sistema Ocepar e os números do Sescoop/PR que, até o mês de outubro, realizou 3.987 eventos de formação e promoção social, número que corresponde a 88% do total de ações previstas para 2011.

Fonte: Ocepar em 04/11/2011

Cooperativismo

'O cooperativismo é a ponte entre o capitalismo e o socialismo'
 
O cooperativismo é a ponte entre o capitalismo e o socialismo   

Jadir Girotto começou falando aqui hoje, 17, 8h, em Poconé-MT, no 8º Encontro de Líderes e Profissionais de SPC, da história do cooperativismo.

"A primeira cooperativa nacional é de Petrópolis, 1802", lembra. Mas, conforme Girotto, até a década de 80, esta forma de negócio ficou estagnada, por uma série de fatores socioeconômicos e políticos, mas principalmente culturais. "E chegamos a 2011, com números assustadores de cooperativas, um crescimento muito grande no País", aponta ele, lembrando uma reunião com o ex-presidente Lula da Silva e o então na época ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues. "Face a pressões para que Rodrigues fosse tirado do ministério por não ter partido político, o ministro lembrou ao presidente que ele era do PCA, Partido do Cooperativismo e Agricultura, e apontou que 40% do PIB nacional está nas mãos das cooperativas de crédito, o que fazia de seu partido uma organização significativa".

No contexto em que são inseridas social e economicamente as cooperativas no Brasil, muitas vezes subestimadas em sua capacidade no cenário de planos e metas de desenvolvimento do País, o também presidente do Sicoob Central MT/MS Girotto lembrou o importante fator cultural em que estas estão de fato.

"Existe um rio entre o capitalismo e o socialismo. Eles prosseguem paralelos, mas, por mais que partidos políticos tentem misturá-los, não se misturam, realmente, os conceitos. E o cooperativismo é a ponte que une perfeitamente a ambos".

Sicoob - 600 cooperativas singulares. Este é o número Sicoob nacional. O Sicredi é a segunda maior, com 130 em todo o Brasil. As agências Sicoob somam 1884. "Se unissemos todas as cooperativas do País seríamos mais de 5.500 agências no País, a segunda maior rede bancária do Brasil". Estes números mostram o quanto este tipo de organização fomenta hoje a economia nacional e o quanto vem progredindo autonomamente do sistema financeiro tradicional. "Atualmente nosso sistema tem seu banco, o Bancoob, que é a sustentação de todo este sistema financeiro", exemplifica ele, completando que além da lista completa de serviços e produtos de bancos usuais, o Sicoob tem seu próprio Fundo Garantidor, a exemplo do que é exigido nos bancos. "O dinheiro do cooperado fica assegurado, pois temos esta cobertura, que é no mesmo nível do mercado, R$ 70 mil".

Ele lembrou ainda que o Sicoob tem um foco especial para buscar e atender o Setor de Comércio. "Entendemos suas problemáticas, temos produtos e serviços direcionados aos comerciantes e temos tido muito sucesso nesta proposta, porque trabalhamos, inclusive, com dirigentes do Comércio dentro das cooperativas". Hoje no Sicoob, 102 mil associados são do Comércio.

Mais números Sicoob - São 14 cooperativas centrais, e além do Bancoob, conta-se com uma confederação, 1.300 postos de atendimento cooperativo (PACs) e 1.884 pontos de atendimento, atendendo a 1.921.322 associados em todo o Brasil.

R$ 14.033 milhões em operações de crédito; R$ 2.599 milhões em depósitos à vista; R$ 11.139 milhões em depósitos à prazo; R$ 13.738 milhões em depósitos totais; R$ 6.146 milhões em patrimônio líquido; R$ 667 milhões de resultado do ano;R$ 24.716 milhões de ativos totais. Este são dados até dezembro último. O índice de empregos gerado diretamente é também interessante: 15.045 funcionários e 7.382 dirigentes.

Cooperloja - O superintendente do Sicoob Cooperloja, Jessé Ribeiro, contou parte da história da Cooperloja, nascida em 1999, com apenas 36 cooperados, com R$ 36 mil (Hoje as regras do Banco Central não permite esta abertura com menos de R$ 1 milhão). "A ideia partiu do empresário Ruyter Barbosa, que conheceu a cooperativa chamada 'Acredito', em outro estado, e naquela época já entendeu a importância daquele processo para o nosso Estado e capital, principalmente para o Setor de Comércio", comentou Jessé, apontando que até agosto deste ano a instituição somou mais de 1.560 cooperados, em sua maioria empresas do Setor de Comércio, associados nos PACs Cuiabá e Várzea Grande-MT.

O superintendente explicou que a missão das cooperativas não é dar lucro a um dono, mas propiciar soluções financeiras aos seus associados, que são todos donos do banco e clientes ao mesmo tempo, e os detentores do lucro no final de cada exercício, que são as chamadas "sobras".

Como a um banco comercial, a Cooperloja tem todos os serviços e produtos para tender a clientes pessoas jurídica e física, mas com taxas de juros mais competitivas e diferencial nas tarifas e cobranças.
 

Cooperativismo

O Cooperativismo como instrumento de desenvolvimento local
 
O Cooperativismo como instrumento de desenvolvimento localPor Mário José Konzen

O Cooperativismo é uma verdade crescente no Brasil, mesmo sendo um país gigantesco, de linhas continentais e com grandes desigualdades sociais. Embora não haja um aumento de cooperativas, há sim, um aumento significativo de cooperados e uma gradativa compreensão de que essa forma de organização social proporciona uma honrosa forma de ganho de renda. O fato de a cooperativa oportunizar o evitamento do intermediário proporciona a retenção de volumosos recursos na comunidade onde atua, que em caso contrário seria “exportado” por empresas capitalistas centralizadores do capital. E estes valores são agregadores de renda aos indivíduos, melhorando desta forma a qualidade de vida dos cidadãos e contribuindo no crescimento da região onde está inserida, produzindo uma verdadeira mutação social.

Entretanto, se o cooperativismo é uma forma de mitigar e reduzir sensivelmente diferenças sociais pelo potencial de desenvolvimento local e regional que pode produzir temos, de um lado que o governo não fomenta mais esta forma de organização, e de outro lado, há o desconhecimento quase que por completo das pessoas, relativo a esta capacidade de agregar renda a todos os que integram a organização cooperativa e consequentemente fomentar as economias locais nos mais diferentes ambientes e particulares.

Falta então ser disseminada esta cultura do potencial de crescimento que uma organização de cooperação contém. Falta a educação cooperativa. Falta ao cooperado ser protagonista, visualizar o potencial de uma cooperativa de proporcionar um verdadeiro vôo para o futuro.

É inconcebível que as pessoas ainda optam em contribuir para a centralização cada vez maior do capital, operando com instituições/empresas de poucos ou um único dono, que não gastam um centavo na nossa cidade. Ou que recolhe as nossas poupanças e as encaminha para regiões distantes onde proporciona o desenvolvimento, ou ainda, levando os polpudos lucros para fora do nosso país. Uma verdadeira evasão de divisas. É incompreensível que nós cidadãos optamos em nos abastecer num supermercado de donos que moram na Europa e para lá destinam todas as sobras ou lucros, desperdiçando a oportunidade de promover o fortalecimento e auxilio na geração do ciclo econômico local.

Pensemos numa cooperativa de crédito, que tem todos os produtos e serviços que um banco tem. Que tem, quase sempre, melhores taxas e juros. Que devolve ao seu dono que são os associados e à sociedade, tudo que cobra, ou seja, somente compra, reinveste e distribui na comunidade onde atua, pois só tem interesses locais e desta forma contribui substancialmente como instrumento de desenvolvimento, fomentando, fortalecendo e potencializando a economia local. Portanto, colabora para o surgimento de novas e prósperas realidades socioeconômicas, principalmente em cidades menores ou de menor densidade demográfica e assim gerando riqueza e melhoria da qualidade de vida para todos. Mas, se são tantos os benefícios que uma cooperativa de crédito deixa explícito, se ao operar com uma cooperativa de crédito eu não gasto nem um centavo a mais do que gastaria no banco, antes pelo contrário, pois o banco não me devolve sobra ou reparte comigo seu fabuloso lucro, então como compreender que alguém opera com uma instituição financeira que não seja a sua cooperativa de crédito?

Por Mário José Konzen – Vice-Presidente da Sicredi Pioneira RS