segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Notícias

Países desenvolvidos terão baixo crescimento

Comunicado mostra que nos próximos anos economia mundial será impulsionada pelos países em desenvolvimento

O crescimento de Estados Unidos, Japão e Europa (exceto a Alemanha) será tímido neste ano e nos próximos. A previsão está no Comunicado 119 – Estados Unidos, Europa e China no contexto da crise financeira internacional, divulgado nesta quinta-feira em coletiva pública na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A apresentação foi feita pelo assessor técnico da Presidência do Instituto, Lucas Ferras Vasconcelos, e pelo técnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac), Cláudio Hamilton.

“O cenário é diferente do que certamente acontecerá nos países em desenvolvimento”, afirmou Vasconcelos. A contribuição para o crescimento mundial, portanto, será maior por parte dos países emergentes. O técnico do Ipea explicou que a crise econômica de 2008 teve forte impacto na economia mundial, que, de 2005 a 2007, cresceu em média 5% ao ano. Em 2008, porém, a taxa ficou em 2,8%, e no ano seguinte, com a piora do quadro de crise, foi negativa (-0,7%). Em 2010, o crescimento retornou, mas os países desenvolvidos, especialmente Estados Unidos e Europa se recuperam muito lentamente.

Estados Unidos

Na crise de 2008, de acordo com Vasconcelos, o governo americano reagiu com fortes políticas intervencionistas, nos âmbitos monetário e fiscal, e conseguiu sanear o mercado financeiro do país, mas, mesmo com incentivos fiscais, a atividade econômica não ganhou força. “Desde o início de 2011, temos uma situação de semi-estagnação da economia norte-americana, por conta do baixo crescimento do consumo e instabilidade do investimento”, concluiu.
O desempenho econômico ruim teve consequências no mercado de trabalho. A taxa de desemprego quase dobrou: de 4,6%, em 2007, para 9,1% em 2011. “A instabilidade fez com que os empresários protelassem seus investimentos”, disse. O assessor da presidência não prevê, no entanto, uma crise fiscal nos EUA. “Como os Estados Unidos são distribuidores da moeda chave mundial, há garantia sólida de seus títulos”.

Europa

Na Zona do Euro, também há a perspectiva de baixo crescimento econômico e alto desemprego, mas a situação é pior porque existem riscos de uma crise fiscal e bancária. Segundo Lucas Vasconcelos, Portugal tem atualmente 12% de desempregados, Grécia e Irlanda, 15%, e Espanha, 20%. “A situação nesses países é crítica, com aumento significativo da dívida pública. Na Irlanda, a dívida pública compromete hoje 70% do PIB”, afirmou.

Os bancos europeus sofreram forte impacto da crise americana, o que obrigou os governos a arcarem com gastos bastante altos em planos de salvamento do sistema financeiro, gerando o quadro atual de fragilização das contas públicas. Países em melhor situação, na avaliação de Vasconcelos, não querem se dispor a salvar os mais problemáticos.

“De quando em quando vão surgir problemas políticos, devido as dificuldade de solidez de papéis públicos, e a Zona do Euro poderá dar soluções localizadas para problemas nesses países. O quadro é mais grave na região, pois, além de baixo crescimento e alto desemprego, há uma ameaça latente de crise bancária, que vai se estender por algum tempo”, previu.

China

Na China, a preocupação do governo, desde fim de 2010, não é com crescimento econômico, mas com agravamento do quadro inflacionário, afirmou Lucas Vasconcelos. “Em 12 meses, a inflação aumentou, chegando a 6,5% em julho, principalmente no setor de alimentos, mas provavelmente isso não implicará em dificuldades para o governo chinês”, alegou.

Depois de 2008, a estratégia chinesa de recuperação foi muito bem sucedida. Segundo Cláudio Hamilton, no caso do país asiático, em meio à maior crise dos últimos 50 anos, seu crescimento passou de 11% para 9%. “A China vive um grande programa de investimento infraestrutural e de atendimento à demanda interna, movimento que dificilmente vai amainar nos próximos anos, por isso o otimismo”, finalizou.

domingo, 6 de novembro de 2011

Notícias

Estudo do PNUD mostra que o Brasil avança nos indicadores sociais.

Estudo do Pnud mostra que o Brasil avança nos indicadores sociais Tereza Campello: "O Brasil avançou nos indicadores de forma consistente e sistemática nos últimos anos" Ubirajara Machado/MDS


A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, destacou que o relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), mostra que o Brasil avançou nos indicadores de forma consistente e sistemática nos últimos anos. A declaração da ministra ocorreu durante entrevista coletiva sobre os resultados do relatório divulgado nesta quarta-feira (2).

“O Brasil está entre os 36 países que subiram no ranking nos últimos anos”, ressaltou a ministra, responsável pela coordenação do Plano Brasil Sem Miséria. Tereza Campello acrescentou que esses impactos decorrem da construção de políticas sociais nos últimos anos. A ministra lembrou que o IDH ainda não reflete resultados da evolução do Programa Bolsa Família, da política de correção do salário mínimo e da agricultura familiar, porque os dados usados pelo Pnud se referem a 2006. Nessa época, os valores da transferência de renda ainda não tinham sido reajustados.

A ministra revelou que o Governo Federal solicitou ao Pnud, no início do ano, a incorporação de estatísticas mais recentes, mas o pedido não foi atendido. Ela acredita que os resultados terão impactos maiores no próximo ano. Tereza Campello citou, por exemplo, o avanço na área de eletricidade com o Programa Luz para Todos. O Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) foi outra iniciativa que ampliou o investimento de R$ 2,4 bilhões, em 2003, para 16 bilhões, em 2011. O relatório aponta que o Brasil subiu uma posição entre 2010 e 2011 e está em 84º entre 187 nações.

Tereza Campello apontou que o relatório traz avanços do Brasil em relação à expansão de água e saneamento, além de indicar que 98% das famílias têm acesso a combustível moderno no preparo da alimentação, ou seja, usam o gás de cozinha. Outra iniciativa que combina desenvolvimento com sustentabilidade foi o programa brasileiro do etanol como combustível capaz de reduzir a poluição. A ministra finalizou informando que o casamento das políticas sociais combinadas às ações de sustentabilidade do Brasil será apresentado na Rio +20, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, que será realizada no Rio de Janeiro em 2012.

http://www.brasilsemmiseria.gov.br/noticia/estudo-do-pnud-mostra-que-o-brasil-avanca-nos-indicadores-sociais/

Cooperativismo

Exportação - Cooperativas e Mercado Internacional


As cooperativas respondem por quase metade da produção do agronegócio brasileiro, mas apenas por cerca de 6% das exportações diretas do setor. Essa diferença mostra que ainda há necessidade de profissionalização da gestão e de capacitação em tecnologias de acesso a mercado.

Em 2009, as exportações do agronegócio cooperativo brasileiro alcançaram US$ 3,6 bilhões e se concentraram nos produtos do complexo soja, açúcar e etanol, carne in natura e café em grão, que, em conjunto, responderam por 87% das exportações das cooperativas do agronegócio brasileiro.

As cooperativas lograram ampliar suas exportações nos últimos 10 anos, acompanhando o aumento expressivo das exportações agropecuárias do país. Ainda que bastante expressiva em termos absolutos, as exportações diretas das cooperativas brasileiras corresponderam a apenas 6,6% das exportações agropecuárias totais do Brasil em 2009. Portanto, a participação nas exportações do agronegócio é ainda incipiente, comparada à sua participação na produção agropecuária do país, estimada em pouco mais de 40%.

Os dez principais destinos das exportações agrícolas das cooperativas brasileiras em 2009 foram: União Europeia, China, Emirados Árabes Unidos, Índia, Japão, Arábia Saudita, Hong Kong, EUA, Rússia e Coreia do Sul. Vale destacar o primeiro lugar geral da Alemanha, considerando-se os países individualmente, com uma cifra da ordem de US$ 367 milhões (cerca de 10% do total). Ainda entre os europeus destacam-se os Países Baixos (principal entreposto europeu, com US$ 285 milhões), França (US$ 173 milhões) e Reino Unido (US$ 86 milhões).

No gráfico abaixo, percebe-se a concentração das exportações de cooperativas para os 27 Estados-Membros da União Europeia, responsáveis pela compra de cerca de 1/3 do total exportado pelas cooperativas brasileiras.

Não obstante, existe uma substancial fatia de 24% das exportações do setor cooperativista brasileiro que foi destinada a mercados bastante distintos como Canadá (US$ 76 milhões), Irã (US$ 66 milhões), Nigéria (US$ 65 milhões), Bangladesh (US$ 60 milhões) e Indonésia (US$ 50 milhões), o que sugere um potencial ainda inexplorado nesses mercados.

Cabe ainda destacar a forte presença de destinos localizados no Extremo Oriente entre os dez maiores compradores do cooperativismo brasileiro - nada menos que quatro (China, Japão, Hong Kong e Coreia do Sul).

Economia Solidária

Distrito Federal se prepara para criar Banco Comunitário

Localizado na Região Administrativa do Distrito Federal, o bairro de Vila Nova, em São Sebastião, será sede de mais um banco comunitário no país. Ainda em fase de implantação, o empreendimento solidário já tem um nome previsto sugerido pela comunidade: Liberdade; e uma moeda própria, a Pardal.A moeda será confeccionada pela Casa da Moeda e terá dispositivos contra falsificação como marca d’água, código de barra e número de série.

A Associação de Artesanato Entre Nós, entidade que encabeça o projeto, atualmente está em articulação com a comunidade e outras organizações. O próximo encontro está marcado para as 14h30 do domingo (06), na sede da associação.

"Nós temos um grupo chamado de animador. São umas 20 pessoas que se reúnem semanal, ou quinzenalmente, para debater sobre o projeto com a população", explica a secretária da Associação de Artesanato Entre Nós, Doralice Carvalho.

O banco de São Sebastião foi aprovado por um edital da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) e terá acompanhamento do órgão até dezembro de 2012.

Desde a aprovação, houve duas oficinas, uma em setembro e outra em outubro, com a associação Ateliê de Ideias, entidade responsável pelo Banco Bem, do Espírito Santo (ES).

Os encontros tinham o objetivo de proporcionar ao grupo responsável pela implementação do banco comunitário Liberdade, como deve ser o trabalho deste empreendimento solidário, qual a sua importância e o que ele proporciona a comunidade, entre outros pontos.

Além deste intercâmbio, está previsto - dentro do projeto - conhecer o funcionamento de outros bancos do Distrito Federal e de outros estados do Brasil. "Nosso objetivo é que as pessoas abracem a causa. A proposta do banco é de trazer desenvolvimento para a região", declara Doralice confiante no projeto de economia solidária.

O Banco de São Sebastião está previsto para ser inaugurado em dezembro de 2011.

As matérias sobre Economia Solidária da Adital são produzidas com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

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Perímetros irrigados serão recuperados pelo Governo Federal
O Ministério da Integração Nacional elabora um programa que visa implantar 200 mil hectares de perímetros irrigados no semiárido nordestino. O objetivo também é modernizar e recuperar perímetros já existentes. Cerca de R$ 200 milhões serão investidos em 35 perímetros do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). As informações são do Ministério da Integração.

De acordo com informações da ministério, o trabalho de revitalização já pode ser visto nos 400 hectares do perímetro irrigado de Mandacaru, em Juazeiro - um investimento de R$ 3 milhões. Outros R$ 37 milhões serão destinados aos 5 mil hectares de Bebedouro, Curaçá e Maniçoba.

O programa, que deve gerar algo em torno de 500 mil empregos diretos e indiretos, realiza ainda a reavaliação do uso potencial do solo de projetos mais antigos. São perímetros que ao longo dos anos perderam a característica de área rural e foram incorporados ao meio urbano.

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Facape promove XXII Feira de Marketing
A Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape) realiza nesta quarta-feira (9) a XXII edição da Feira de Marketing, evento promovido neste semestre pelos cursos de Administração e Secretariado Executivo, a fim de propiciar oportunidades de negócios para a região do Vale do São Francisco e aproximar investidores e consumidores à criação de novos produtos e serviços.

Consolidada no calendário de eventos acadêmicos da Faculdade, a Feira de Marketing tem como objetivo simular o mercado aproximando-o da realidade para compreensão de conceitos como empreendedorismo, estratégia, venda, comercialização e custo-benefício.

Nesta edição, 14 projetos inovadores idealizados pelos estudantes e coordenados pelos professores Alessandro Brito, Deise Cristiane e Inácio Loyola, serão apresentados em estandes temáticos. Esses projetos apresentam produtos inéditos ou aperfeiçoados e serão lançados no cenário real podendo ser sequenciados para comercialização.

Segundo o professor Alessandro Brito, a Feira de Marketing vem crescendo a cada semestre e o envolvimento dos alunos nesse projeto é o grande diferencial para o sucesso do evento. “Na feira do primeiro semestre deste ano tivemos a visitação de mais de 1.500 pessoas entre alunos, professores e empresários. Neste semestre os alunos estão apostando numa visitação maior por parte do empresariado local, visto que já foram convidados formalmente mais de 300 empresários”, concluiu.

O evento acontecerá no estacionamento da Facape, a partir das 19 horas e, contará ainda com apresentações de shows musicais.

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CETEP Sertão do São Francisco realiza Feira de Oportunidades

Os moradores de Juazeiro e região poderão aproveitar a Feira de Oportunidades, onde serão ofertados vários serviços gratuitos. A feira será neste sábado (05), das 8h às 17h, na Praça da Bandeira, promovida pelo Centro Territorial de Educação Profissional do Sertão do São Francisco, em Juazeiro. O evento tem como tema central "Cooperativismo nas interfaces sociais, tecnológicas e sustentáveis".

Os estudantes irão aferir pressão arterial, verificar glicemia e prestar orientações sobre legislação ambiental. O público também poderá participar de oficinas sobre confecção de jogos matemáticos feitos com sucata e aproveitar apresentações culturais como forro pé de serra e peças teatrais.

Tecnologiais sociais também serão apresentadas. São tecnologias sustentáveis de baixo custo, que permitem melhorar o bem estar de famílias em comunidade e nos territórios de identidade onde os estudantes vivem e estão sendo preparados para exercer suas futuras profissões. Um dos exemplos são produtos como geléias, picles, doces de banana e licores, e da fruticultura como goiaba e manga que foram desenvolvidos pelos estudantes de Técnico em Agroindústria e que serão expostos.