terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Cooperativismo

Cooperativas de reciclagem, uma alternativa ao desemprego e à geração de renda.
 
A indústria da reciclagem é o novo motor do emprego e renda no país. Através do reaproveitamento da sucata que chega pelas mãos dos catadores, somente o setor de plásticos gerou 20 mil postos formais de trabalho em quatro anos e faturou R$ 1,8 bilhão. São 780 empresas que reprocessam o plástico e revendem para os fabricantes de brinquedos, acessórios, móveis, material de limpeza, além dos setores automotivo e de eletroeletrônicos. Enquanto o mercado de resina virgem registra crescimento de 30%, o de plástico reciclado chega a 55% no período de 2003 a 2007. Os números da pesquisa do Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida) revelam o potencial do setor, que pode ser impulsionado ainda mais com a ampliação da coleta seletiva do lixo.

São pequenos empreendedores espalhados de Norte a Sul do país que se instalam para reciclar o plástico e revender. A pesquisa da Plastivida mostra que em 2007 foram recicladas 780 mil toneladas de plástico contra apenas 492 mil em 2003. Uma taxa de crescimento anual de 14,6%. No mesmo período, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 3,4%. O preço médio de venda por tonelada para a indústria após o reprocessamento saltou de R$ 1.749 para R$ 2.644 no mesmo período. Sinal de lucratividade do negócio que surfa na onda do desenvolvimento sustentável com respeito ao meio ambiente.

Francisco de Assis Esmeraldo, presidente do Plastivida, está otimista com o crescimento da reciclagem mecânica de plástico no Brasil, cuja taxa média de 21% do consumo pode ser comparada à média de 18,5% da União Européia. Ele aponta alguns fatores que contribuem para boom do setor. Primeiro, a redução dos custos de produção na indústria de bens semiduráveis e duráveis. O plástico reciclado fica entre 5% e 15% mais barato do que o plástico virgem. A qualidade entre o virgem e o reciclado é igual. Outro diferencial é a qualidade e técnica mais apurada usada pelas indústrias de reciclagem de material plástico. "Uma prova é que a indústria automotiva e de eletroletrônicos já começa a usar o reciclado", cita.

Em Pernambuco, a Frompet Indústria e Comércio Importação e Exportação entrou no mercado de reciclagem de plástico há cinco anos. Reprocessa mais de 1.000 toneladas de plástico por mês, o que equivale ao faturamento de cerca de R$ 1 milhão. A empresa prioriza as garrafas de PET e compra o produto das cooperativas e associações de catadores de lixo. A diretora sócio-ambiental da empresa, Maria Botelho, coordena as ações de apoio aos catadores, através da doação de equipamentos e da formação de mão-de-obra. Segundo ela já foram doadas doze prensas - equipamento fundamental para a prensagem do plástico usado - e são oferecidos cursos de capacitação.

Maioria de mulheres

Além dos empregos formais, a cadeia da reciclagem gera emprego e renda para os catadores. Em todo o país são 550 mil e perto de 6 mil na Região Metropolitana do Recife (RMR) que tiram o sustento do lixo. Na cooperativa dos catadores profissionais do Recife (Pró Recife), 41 pessoas, majoritariamente mulheres, sobrevivem da renda que ganha com a venda dos produtos para reciclagem. O trabalho durante oito horas no galpão onde é separado o lixo coletado nas ruas e prédios da Zona Sul da cidade é duro, mas gratificante. Para quem está desempregado, a renda mensal entre R$ 350 e R$ 415 é bem-vinda.

Ainda mais quando é dada a oportunidade que pode mudar uma vida. É o caso da catadora Edvânia de Souza Andrade, 19 anos, que terminou o ensino médio e conseguiu uma bolsa para fazer vestibular e cursar administração numa faculdade privada. "É a chance da minha vida. Estava procurando emprego e conheci uma pessoa na rua que me chamou para trabalhar aqui. Estou satisfeita", diz. "Na rua é dureza, mas vale a pena porque consegui o meu objetivo que é estudar", comemora. O presidente da cooperativa, José Cardoso, explica que a bolsa é uma doação de uma instituição para apoiar a qualificação dos catadores.

Roberta Pessoa tem 34 anos e desde os sete trabalha como catadora. Ela conta que no começo foi difícil porque os catadores vendiam para os atravessadores e ganhavam pouco. Agora sem a intermediação - a cooperativa vende direto às fábricas - a renda dos catadores melhorou.

Chefe de família, Maria José da Silva, 27 anos entrou na cooperativa depois que ficou desempregada há dois anos não conseguia trabalho. Com três filhos para criar, ela decidiu ser catadora. Dependendo do movimento e das venda Maria José tira por semana entre R$ 50 e R$ 100. "Gosto do que faço aqui. Separo o material e levo para a prensa, mas também vou para a rua. Dá para sustentar os meus filhos", diz.

Reciclagem de plásticos

 
São 780 empresas recicladorasR$ 1,8 bilhão é o faturamento bruto

R$ 2.644 é o preço médio de venda por tonelada

1,5 milhão de toneladas é a capacidade instalada

20 mil postos de trabalho diretos

962.566 toneladas são recicladas

Sudeste lidera com 577.540 toneladas (60%)

Nordeste vem em terceiro com 115.508 toneladas (12%)

14,6% é a taxa de crescimento anual da indústria

Dos 5.564 municípios somente 7% contam com coleta seletiva


Fonte - Pesquisa Monitoramento dos Índices de Reciclagem de Plástico/Plastivida

Cooperativismo

EUA: Banker Transfer Day leva 210 mil novos para as cooperativas de crédito.

A CUNA (Associação Nacional das Cooperativas de Crédito), órgão do cooperativismo norte-americano, divulgou a informação de que durante o período chamado de Bank Transfer Day 210 mil pessoas associaram-se às Cooperativas de Crédito nos EUA. Além disto foram abertas 400 mil novas contas correntes neste período.

Os dados foram divulgados na internet (link) com base nas informações repassadas pelas cooperativas de crédito.
O movimento chamado Bank Transfer Day ocorreu no dia 05/11/2011, e foi desencadeado por um negociante de arte após o Bank Of America divulgar que iria cobrar US$ 5,00 por mês de seus usuários de cartão de crédito. O movimento ganhou força através das mídias sociais e fez inclusive que o Bank of America revisse sua decisão. A essência do movimento era o incentivo de que as pessoas encerrassem suas contas correntes em bancos e transferissem os recursos para uma cooperativa de crédito.

Fonte: Credit Union Times

Notícias

Comissão do Senado aprova exclusão de juros sobre o capital próprio da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins.

Aprovada em caráter terminativo, sem necessidade de votação pelo plenário do Senado, a matéria segue agora para a apreciação da Câmara dos Deputados.

Projeto aprovado hoje (13) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado prevê que os juros recebidos ou creditados, a título de remuneração do capital próprio, poderão ser excluídos da base de cálculo da contribuição para os programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e também da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

O relator da matéria, senador Eduardo Suplicy (PT-SP), apresentou parecer pela rejeição, mas a maioria dos membros do colegiado votou pela aprovação do projeto, de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO). Com isso, o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) foi designado para elaborar um novo relatório pela aprovação.

Em sua justificativa para a apresentação da proposta, Raupp argumentou que a doutrina do direito tributário identificou, nos juros sobre o capital próprio, a natureza de lucro ou dividendo. Por essa razão, justifica-se a exclusão dos juros sobre o capital próprio da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins, como já ocorre com os lucros e dividendos.

Aprovada em caráter terminativo, sem necessidade de votação pelo plenário do Senado, a matéria segue agora para a apreciação da Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Brasil, por Ivan Richard

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Agricultura familiar fatura R$ 1,4 bilhões em oleaginosas para biodiesel.

O Programa Nacional de Uso e Produção do Biodiesel (PNPB) fecha 2011 com números expressivos para a agricultura familiar. A estimativa é de que o ano termine com R$ 1,4 bilhão em faturamento da agricultura familiar em vendas de oleaginosas para as usinas de biodiesel. O valor representa um crescimento de 32% em relação ao ano de 2010 (com faturamento de R$ 1,058 bilhão). A aquisição de matéria prima do combustível (grãos e óleos) atingiu R$ 1,15 bilhão nos três primeiros trimestres deste ano.

Mercado institucional

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), por seu turno, beneficiou cerca de 204 mil agricultores familiares. Para este ano, o orçamento disponibilizado pelo Governo Federal para o PAA chegou a R$ 793 milhões, que corresponde a R$ 138 milhões a mais do que o disponibilizado em 2010. Neste final de 2011, cerca de 364 mil agricultores familiares participam do programa.

Em 2011, foram disponibilizados Rid="mce_marker" bilhão para a a aquisição de produtos da agricultura familiar para atender à alimentação escolar no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Além disso, o Projeto Nutre consolidou suas ações na região Nordeste, com a metodologia de ATER que atua com as organizações econômicas da agricultura familiar e com os gestores dos municípios para garantir a execução da Lei da Alimentação Escolar. Este ano essa metodologia foi implantada nos estados do Pará, de São Paulo, do Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

A Lei da Alimentação Escolar determina que no mínimo 30% dos recursos repassados pelo FNDE no âmbito do PNAE deverão ser utilizados na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações.

Fonte: MDA

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Material eletrônico tem destinação correta

Analista de informática João Batista aposta em uma ideia inovadora, com empresa de reciclagem de material eletrônico.

A logística reversa consiste em extrair de bens já utilizados insumos para a produção de novos produtos. Essa é a técnica adotada pelo analista de informática João Batista de Barros, 53 anos, para reciclar material eletrônico. O empresário criou a empresa DIOXL em 2009 e contou com a ajuda do Sebrae no DF para colocar a ideia em prática. Em menos de três anos de existência, o negócio já começa a se expandir.
A empresa que, no início, reciclava apenas as partes de ferro e plástico, já começa a dedicar-se a placas de memória e processadores. "Vamos dar início à nova fase em janeiro. Já temos 12 toneladas de material estocado. O ideal é processar oito toneladas por mês", explica João.

Por meio da logística reversa, a DIOXL extrai, além do plástico e do ferro, substâncias poluentes como manganês, zinco e cloreto de amônia de equipamentos obsoletos. Essas substâncias podem ser utilizadas na produção de outros produtos. "São materiais muitos pesados que, se não tiverem a destinação adequada, contaminam o meio ambiente, principalmente o lençol freático", alerta o empreendedor.
João teve a ideia de abrir a empresa após assistir uma palestra sobre os problemas ambientais provocados pelo lixo eletrônico quando terminou o curso de tecnólogo em redes. "A minha monografia foi focada no tratamento de resíduos eletrônicos pelo processo de reverter a matéria prima de um equipamento usado em insumo para outra máquina", reitera.
O trabalho passou pela banca do curso, mas João não se deu por satisfeito. Apresentou a ideia ao Sebrae no DF que avaliou a possibilidade de execução do projeto. Depois, recorreu de novo à instituição para elaborar o plano de negócios da empresa. "Foi o Sebrae também que ajudou a fazermos o registro da empresa e nos incentivou a alugar um espaço físico para a empresa que, antes, funcionava virtualmente e em salas compartilhadas", lembra João. Hoje, a DIOXL realiza a reciclagem dos produtos em um galpão alugado em Ceilândia.

"No começo foi tudo muito difícil. Não tínhamos recursos financeiros e nem parâmetros para estruturar a empresa e dar início às atividades de reciclagem. Graças ao apoio do Sebrae conseguimos levar a ideia inovadora adiante", conta. Atualmente, a empresa tem parcerias com cooperativas de material reciclado e conta com a ajuda de professores das universidades de Brasília e Federal do Rio Grande do Sul para dar início à reciclagem de circuitos internos de eletrônicos.
Fonte: Agência Sebrae [Foto: Coletivo Verde]


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Cooperativismo

Mais vitórias para o cooperativismo


OCB
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) alcançou bons resultados em 2011, nas principais articulações feitas no Congresso Nacional em defesa do setor. O trabalho realizado em conjunto com a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) resultou na aprovação do novo Código Florestal e no Projeto de Lei 40/2011, que dá o acesso das cooperativas de crédito aos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), no Senado Federal. No próximo ano, o foco é conseguir a validação dos dois textos na Câmara dos Deputados e a sanção presidencial.

“É fato que não podemos mais continuar como estamos. Precisamos devolver aos produtores a sensação de segurança e tirar da ilegalidade grande parte das propriedades rurais brasileiras. Aprovar o novo Código Florestal significa definir uma legislação que seja realmente conectada à realidade do nosso país e consiga contemplar a continuidade da produção com a preservação do meio ambiente”, ressalta o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

O acesso das cooperativas de crédito aos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) é outra conquista que deve ser destacada. “A proposição foi apresentada em fevereiro pela senadora Ana Amélia e, não há dúvida, de que o comprometimento dos parlamentares membros da frente foi determinante para que a tramitação fosse célere”, comenta Freitas. Já o o gerente do ramo crédito da OCB, Sílvio Giusti, enfatiza que a capilaridade do segmento na distribuição de recursos beneficiará um número maior de pessoas. “Isso se evidencia quando avaliamos os índices de acesso ao crédito rural do último ano. Em 2010, as cooperativas responderam por 19% dos contratos de custeio”. Ele ainda chama a atenção para o ganho na dinâmica e agilidade do processo.

Este ano, no início da nova legislatura, a OCB iniciou o projeto de Apoio às atividades da Frencoop, dando ênfase ao desenvolvimento e ao fortalecimento da frente no Congresso. A entidade também atuou no estímulo à criação de Frencoops estaduais e municipais, a partir do Programa Brasil Cooperativo. Ao todo, são 11 Frencoops estaduais espalhadas por quatro regiões do país e 78 municipais instaladas nas Câmaras de Vereadores.

Frencoop

Hoje, a Frencoop é composta por 255 parlamentares, sendo 224 deputados e 31 senadores. De acordo com pesquisa realizada no Congresso Nacional sobre temas referentes ao cooperativismo, ¼ dos deputados são associados a cooperativas e, portanto, possuem uma visão positiva da prática cooperativista. Todo esse esforço tem se concretizado na definição de marcos regulatórios determinantes para o cooperativismo. A meta é intensificar as ações e continuar trabalhando para garantir um ambiente político e legal favorável para o crescimento do setor.

Fonte: Federalcred Central