segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Notícias

71 cooperativas cubanas estão negociando diretamente com hotéis

71 cooperativas cubanas estão negociando diretamente com hotéis
 
Desde que o governo de Cuba permitiu, por meio de um decreto, que as cooperativas de agricultores estabelecessem contratos diretos com os hoteis estaduais do país, 71 proprietários particulares tomaram esta iniciativa, publicou a imprensa local hoje.

O especialista de Comercialização e Comunicação do Ministério de Turismo na região de Varadero, Velio A. Barrera Victoria, disse ao jornal Juventud Rebelde que esta é uma experiência nova que não supre as formas tradicionais de comercialização dos produtos agrícolas no país.
  
Ele, no entanto, destacou que esta é uma opção adicional para alcançar maior dinamismo, variedade e qualidade no fornecimento destes produtos às áreas de turismo.
  
O governo do presidente Raúl Castro autorizou que todas as modalidades de cooperativas agropecuárias no país vendam de forma direta seus produtos não industrializados a hoteis e centros de turismo no final do ano passado.
  
A medida apoia a gestão de cerca de 170 mil novos agricultores que receberam terras ociosas estatais, ação política destinada a aumentar a produção nacional de alimentos. Desde que assumiu a Presidência, em 2008, Raúl vem implementando um plano de mudanças econômicas que visam "atualizar o socialismo".

Fonte: ANSA em 09/01/2012
 

Notícias

Agricultura familiar movimenta economia de Itararé, SP

Agricultura familiar movimenta economia de Itararé, SP
 
Em Itararé, interior de São Paulo, é a agricultura familiar que tem movimentado a economia. Os produtores se uniram e já oferecem mais de quarenta produtos, como hortaliças e leite. Hoje o setor gera R$ 1,2 milhão por ano.

Há dois anos, José Aparecido Domingues é cooperado da Coafai, Cooperativa de Agricultores Familiares de Itararé. Com isso, ele consegue uma renda mensal de R$ 2 mil pelos alimentos que cultiva. Antes, o agricultor tinha de vender os produtos na feira e não recebia mais de R$ 300.

A cooperativa foi fundada no inicio de 2010. Começou com 14 famílias e agora já são 230. A produção de Domingues e dos cooperados vai abastecer 12 mil alunos da rede escolar local e de outras cidades da região.

Segundo o secretario municipal de Agricultura, Castelar Pimentel Junior, uma lei federal garante que 30% da merenda tem que ser comprada direto dos pequenos produtores, o que garante mais renda para quem vive no campo. Apenas em Itararé o setor movimenta R$ 1,2 milhão por ano.

Para o ano de 2012 as perspectivas são as melhores e o trabalho deve aumentar.

Fonte: G1 Itapetininga e Região em 09/01/2012
 

Notícias

Óleo de cozinha abastecerá caminhões da coleta seletiva de lixo

Óleo de cozinha abastecerá caminhões da coleta seletiva de lixo
 
Dois caminhões que fazem a coleta seletiva de lixo reciclável em Araraquara passarão a ser abastecidos com biodiesel produzido com óleo de cozinha. O combustível é processado no laboratório de uma universidade do município.

Uma reunião no próximo dia 16 de janeiro entre representantes da Cooperativa Acácia, responsável também pela coleta do óleo, e do Centro Universitário de Araraquara (Uniara) formalizará a parceria.

Também participa do projeto a empresa Triângulo Alimentos, de Itápolis, que possui os equipamentos necessários para fazer o beneficiamento do óleo recolhido pela cooperativa e enviado à universidade.

“É preciso enviar o óleo à indústria de alimentos para que as impurezas sejam removidas”, explicou David Teixeira Pinto, gerente-ambiental da Acácia.

Os dois veículos que ajudam a recolher 400 toneladas de materiais recicláveis por mês consomem nesse período mil litros de combustível. Com o uso do biodiesel, que será repassado sem custo, a expectativa é que a economia mensal seja de R$ 2 mil.

“Além disso, o resultado ambiental é excelente. Estaremos fazendo o ciclo completo, da coleta ao reaproveitamento”, afirmou Teixeira.

Marcelo Anhesine, coordenador do curso de Engenharia Bioenergética da Uniara, explica que o laboratório já produz combustível suficiente para os caminhões da Acácia e que o projeto pode ser ampliado para atender a frota da própria universidade. “Produzimos cerca de 1,9 mil litros de combustível por mês e a tendência é aumentar”.

Importância

A geração de energias alternativas renováveis produzidas a partir de fontes vegetais é, segundo Anhesine, uma alternativa importante para a manutenção do modo de vida contemporâneo, do meio ambiente e do crescimento do país.

“O que vem sendo comentado nos congressos é que o futuro da energia está voltado ao aperfeiçoamento das fontes alternativas desta, que envolvem as fontes naturais e as biomassas, justamente o nosso propósito”.

Como doar o óleo

A orientação para descartar o óleo usado corretamente é colocá-lo em garrafas pet e entregá-las aos cooperados do serviço de Coleta Seletiva, juntamente com os outros materiais recicláveis.

Não é necessário nenhum tipo de processo de filtragem para o armazenamento do óleo. O recolhimento de todo o material é de responsabilidade dos cooperados da Acácia, e é realizada em todos dos bairros, em horários já pré-determinados.

Fonte: EP Araraquara em 09/01/2012

Economia Solidária

BNDES apoia com R$ 1,1 milhão cooperativa de catadores em SP
               
BNDES apoia com R$ 1,1 milhão cooperativa de catadores em SP
 
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou colaboração financeira não reembolsável no valor de R$ 1,1 milhão para a Cooperativa de Catadores de Materiais Reaproveitáveis (Coopere), de São Paulo. A operação acontece no âmbito do acordo de cooperação técnica celebrado em 2008 entre o BNDES e o Banco do Brasil.

De acordo com nota do banco, os recursos serão utilizados para ampliação e aprimoramento da estrutura produtiva da entidade, que pretende, com os investimentos, aumentar o faturamento, a quantidade de material reciclado coletado, bem como o número e a retirada média dos cooperados.

Ao apoio de R$ 1,1 milhão do BNDES (com recursos do seu Fundo Social), a Coopere acrescentará aproximadamente R$ 130 mil em recursos próprios. Além de itens como equipamentos, móveis, veículos e capacitação dos cooperados, o projeto prevê ações de divulgação para sensibilizar a sociedade quanto à separação do lixo e a coleta seletiva.

Fundada em 2003, a Coopere é uma das 21 cooperativas de catadores conveniadas com o município de São Paulo. Atua no bairro da Luz, região central da capital paulista, que gera mensalmente cerca de 9,3 mil toneladas de resíduos domiciliares, dos quais 40% recicláveis. Com sua atual estrutura, a Coopere pode coletar e processar no máximo 253 toneladas/mês.

A presente operação dá continuidade aos esforços do BNDES em apoiar as cooperativas de material reciclável no município de São Paulo. Seis delas já foram objeto de colaboração financeira não reembolsável no âmbito do 1º e do 2º ciclo de apoio do BNDES a projetos do tipo, em 2007 e 2008.
Fonte: Portal Fator Brasil em 09/01/2012
 

Cooperativismo

Cotrijuí poderá confirmar dois investimentos importantes               

A Cotrijuí poderá confirmar ao longo do ano dois investimentos importantes no setor industrial.

Para oficializar estes empreendimentos a Cooperativa aguarda manifestação oficial de parceiros internacionais.

Na última terça-feira Diretores do grupo mantiveram contato telefônico com o Presidente da Cotrijuí Carlos Domingos Poletto, quando a negociação avançou bastante.

Segundo o dirigente cooperativista esses projetos passam pela ampliação da Agroindústria de Ijuí, do Frigorífico de São Luiz Gonzaga e da Fábrica de rações.

Por outro lado, recentemente a Cotrijuí também efetuou melhorias nas estruturas de armazenagem de Coronel Bicaco, Chiapetta e Tenente Portela.

Além disso a Cooperativa também projeta ampliações de supermercados e com perspectiva de lojas em cidades que ainda não contem com o serviço, especialmente com a entrada em operação recentemente da nova Central de Distribuição.

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí em 09/01/2012
 

Economia Solidária

Feiras da Economia Popular Solidária movimentam 167 municípios em todo o Estado

Feiras da Economia Popular Solidária movimentam 167 municípios em todo o Estado
 
Em 2011, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Trabalho e Emprego, buscou fomentar e fortalecer os empreendimentos econômicos solidários e suas redes e cadeias de produção, comercialização e consumo, com base nas diretrizes e princípios do comércio justo e solidário.

O apoio à comercialização foi empreendido por meio da realização de 12 feiras regionais da Economia Popular Solidária, que funcionam como espaços de geração de trabalho e renda e de exercício de autonomia para seus integrantes.

Para a artesã de Tiradentes, Luzia Batista da Silva, as feiras, muito além de aumentar a visibilidade do empreendimento e as vendas dos produtos, proporcionam o intercâmbio de informações e o convívio com as mais diversas representações culturais. “Essa não é somente uma forma de economia, é um conjunto de descobertas de talentos e a oportunidade de conhecer pessoas, municípios e diferentes tipos de arte”, considera.

Essa opinião é compartilhada com o facilitador estadual do Projeto Rede de Desenvolvimento, da ONG Visão Mundial, Najane Pinheiro. Para ele, as feiras também são oportunidades para obter a valorização do público, que é apresentado a novas técnicas e produtos. “Trabalhamos com grupos de mulheres que se sustentam com o artesanato. Por meio de oficinas, elas aprendem novas técnicas, resgatam outras bem antigas e trocam experiências. A exposição na feira é a consolidação, a apresentação do produto final do nosso trabalho e o reconhecimento do público que compra nossos artigos”, afirma.

Os empreendimentos de Economia Popular Solidária são iniciativas da sociedade civil que visam à geração de produto ou serviço, por meio da organização, cooperação, gestão democrática, solidariedade, distribuição equitativa das riquezas produzidas coletivamente, autogestão, desenvolvimento local integrado e sustentável, respeito ao equilíbrio dos ecossistemas, valorização do ser humano e do trabalho e do estabelecimento de relações igualitárias entre homens e mulheres. Fazem parte dessa prática os empreendimentos econômicos solidários organizados coletivamente por trabalhadores em diversos ramos de atividades, como alimentação, artesanato, confecção e calçados.

O secretário Adjunto de Estado de Trabalho e Emprego, Hélio Rabelo, destaca que o Governo de Minas está investindo na formação e assistência técnica dos empreendedores, além de liberação de crédito com baixa tributação. “O que vemos aqui são produtos especiais, diferentes e únicos de cada região. Não estamos trabalhando apenas pelas feiras, mas também pela certificação dos produtos e qualificação dos artesãos”, declara.

A Política Estadual de Fomento à Economia Popular Solidária é desenvolvida pela Sete, em parceria com o Conselho Estadual de Economia Popular Solidária, o Fórum Mineiro de Economia Popular Solidária e as prefeituras.

As feiras em números

Em 2011, foram realizadas feiras nas cidades de Araçuaí, Alfenas, Almenara, Belo Horizonte, Governador Valadares, Janaúba, Juiz de Fora, Lavras, Montes Claros, Paracatu, Teófilo Otoni e Uberlândia, com investimentos do governo mineiro, da ordem de R$ 886.042,31. No total, participaram das feiras 462 empreendimentos de 167 municípios, com média de ganho por empreendimento de R$ 368,24, com a maior renda em Lavras (R$ 773,20).

Os produtos mais ofertados foram no setor de confecção (34%), seguidos pelos do setor de artesanatos (32%). Entre os mais procurados, estão os produtos alimentícios (40%), também seguidos pelos artesanatos (33%).

Durante os eventos, foi realizada pesquisa com os empreendedores e consumidores sobre a efetividade e resultado das feiras. Dos empreendedores participantes, 67% disseram que as suas expectativas foram atendidas e 86% ficaram satisfeitos com sua organização. Entre os visitantes, 84% disseram ter tido as expectativas atendidas e 72% encontraram os produtos que desejavam.

Fonte: Agência Minas / Foto: Divulgação/Sete MG em 09/01/2012
 

Notícias

Compras governamentais estimulam fornecimento de produtos da agricultura familiar ao varejo

Compras governamentais estimulam fornecimento de produtos da agricultura familiar ao varejo
 
Quatro mil cooperativas e associações familiares estão inscritas em programas de compras governamentais, como o de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o de Produção de Biodiesel (PNPB). O fornecimento aos programas mobiliza cerca de 300 mil famílias em todo o país.

A avaliação no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) é que o fornecimento de alimentos e produtos extrativistas a esses programas ajuda as cooperativas a se organizar e a melhorar a produção. O incremento favorece a entrada dos produtos dessas cooperativas nas redes privadas de supermercados.

“Quando uma cooperativa, uma associação, entra em um programa como esse passa por uma experiência de formalização. Às vezes, tem que tirar um registro do produto, tem que retirar as notas fiscais, tem que organizar a logística, tem que ter regularidade”, disse o diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA, Arnoldo de Campos.

Segundo ele, “as compras não são de balcão”, mas estabelecidas em projeto, e há produtos que as cooperativas devem fornecer o ano inteiro. “As cooperativas têm que programar a produção e isso acaba fazendo com que adquiram uma experiência nova, que acaba servindo ao mercado também”, considera o diretor.

Além da melhora da capacidade de gestão, as cooperativas estão sendo mais procuradas por necessidade do varejo. “A gente está vivendo um crescimento da economia pela parte de baixo da pirâmide, o que significa mais alimentação em casa, a diversificação da cesta de alimentos, produtos diferenciados, o que tem impacto direto nas redes varejistas. Essas redes passam a demandar fornecedores mais frequentes, mais regulares, mais qualificados, abrindo as portas para a agricultura familiar com a produção orgânica, o produto regional, produto típico, produto da biodiversidade”, acrescentou Campos.

De acordo com o diretor, as compras públicas iniciam um “círculo virtuoso” e as cooperativas, com a garantia de escoamento de toda a produção, compram sementes melhores, mais insumos e equipamentos, o que aumenta a produtividade. Com isso, há condições para as cooperativas agregarem mais valor aos produtos.

A Coop Cerrado reúne a produção de baru, gergelim e flocos de arroz de 30 municípios nos estados de Goiás, Minas Gerais e da Bahia para fornecer barrinhas de cereais. Outro exemplo é a Coopaf, no Paraná, que em vez de fornecer trigo, beneficia o alimento com uma empresa terceirizada e fornece macarrão às escolas da região.

Cerca de 70% dos produtos da cesta básica no Brasil, como feijão, hortaliças, leite, carne suína e de frango são produzidos por agricultores familiares. Além de produtos tradicionais, cresce na rede varejista a demanda por castanha do Brasil, pequi, umbu, pinhão e erva mate. “São produtos típicos da biodiversidade brasileira que estão ganhando as prateleiras e abrem nova perspectiva para a agricultura familiar”.

O governo contabiliza mais de 12 mil cooperativas em todo o país e cerca de 4,3 milhões de famílias de pequenos agricultores. Conforme Arnoldo Campos, a meta até 2014 é superar os 10% desse universo. Este ano, o governo pretende estabelecer acordos com as redes varejistas para a compra de alimentos das cooperativas apoiadas pelo MDA.

Fonte: Agência Brasil em 09/01/2012