domingo, 12 de fevereiro de 2012

Notícias

Milho Coodetec agrada produtores e mostra potencial no evento
 
 
Milho Coodetec agrada produtores e mostra potencial no eventoO produtor pediu e a chuva finalmente chegou a Cascavel, nesta quinta-feira (09/02). Para os visitantes do Show Rural, um alívio. O sol não deu trégua durante a semana e o calor estava intenso, com temperaturas sempre acima dos 30°C. Mesmo assim, a visitação é grande e, no estande da Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola - Coodetec, os agricultores encontram sombra, água fresca e excelentes opções para as lavouras de soja e milho.

Sucesso - Um híbrido que tem feito sucesso no campo e também no Show Rural é o CD 384Hx. Este milho, indicado para safra e safrinha, tem alto potencial produtivo, resistência ao acamamento, qualidade de grão e proteção contra as principais lagartas da cultura. "Quem passar pelo evento da Coopavel, até sexta-feira (10/02), terá a oportunidade de conferir de perto a raiz do híbrido CD. São 2,3 metros de cumprimento. O produtor pode até comparar com o milho (testemunha). Em um painel as duas raízes estão sendo apresentadas", explicou o supervisor regional de vendas, Martim Herpich.

Palavra de quem planta -
Um grupo de produtores de Ubiratã, da Cooperativa Coagru, passou, na manhã desta quinta-feira, no estande que a Coodetec divide com a Ocepar. A maioria, produtores de soja e de milho. Entre eles, estavam Agostinho Pereira Sabião e Ramiro André da Silva. O primeiro, já plantou as duas versões do híbrido da Coodetec (CD 384 e CD 384Hx). "Plantei este milho na safrinha. Em 2010, consegui 280 sacas por alqueire e, na última safrinha, foram 240 sacas. Vou continuar com a Coodetec, pois é um híbrido que apresenta sanidade, qualidade de grãos e alta produtividade."


Primeira vez - Pela primeira vez, Ramiro André da Silva plantou o híbrido CD 384Hx. O plantio ocorreu em 28 de janeiro e, segundo ele, a lavoura está bonita, apresentando bom desenvolvimento. "Ouvi falar muito deste milho e, por ter um preço mais acessível, produzindo igual ou até mais que outros híbridos mais caros, decidi investir na semente da Coodetec."

Dobradinha CD - A dupla CD 250RR STS e CD 384Hx fez muito sucesso na última safra e safrinha. A soja, por ter ciclo mais curto, permite a antecipação do plantio de milho safrinha e o híbrido garante ao agricultor alta produtividade, fugindo do período de geadas. O produtor do distrito de Salto Portão, em Cascavel, Eleandro Araújo, veio até o Show Rural Coopavel atrás da dupla. Ele irá plantar os dois produtos Coodetec. "Além da precocidade, esta cultivar garante boa produção. Com a CD 250RR STS consigo antecipar o plantio do milho. O agrônomo que me orienta, sempre fala do híbrido CD 384Hx. Este, vou plantar pela precocidade, pela resistência ao acamamento e pela alta produção", garantiu. Para Araújo, a Coodetec é importante para o produtor, porque está mais próxima de quem planta. "É uma empresa daqui. A pesquisa está concentrada em nossa região e isso torna mais fácil a chegada de bons produtos até a lavoura."

Amostras de lavouras que deram certo - No estande da Coodetec, o produtor de soja irá encontrar plantas que foram colhidas em diversas regiões do Paraná e Mato Grosso do Sul. Estas amostras são da variedade CD 250RR STS, que resistiu ao período de seca e garantiu bons resultados aos produtores. Nádia Maria Costa Felippe Corazza, de São Jorge do Ivaí, planta soja em uma área de 360 alqueires. Parte da lavoura dela recebeu a soja CD 250RR STS. O resultado: colheita antecipada e 58 sacas por hectare.

Resultado - "Gostei muito do resultado. Com um bom período sem chuva, conseguimos uma produtividade muito boa. Quando se fala em precocidade, nós, que produzimos, geralmente pensamos que não vai render tanto. Mas, com a Coodetec, a realidade é outra. Vamos continuar com essa variedade e até aumentar a área", detalhou a produtora. Segundo ela, é muito importante investir na lavoura para que o resultado seja satisfatório. "O sucesso é garantido, primeiramente por Deus, depois por uma equipe motivada e também pela alta tecnologia empregada na lavoura."

Estande Coodetec/Ocepar - Ainda no estande da Coodetec, o visitante encontrará outras novidades para as lavouras de milho e soja. "Temos soja de plantio antecipado, com diversidade de ciclo, crescimento indeterminado, tolerância a nematoides e doenças", informou o gerente comercial Sul, Marcelo da Costa Rodrigues. Entre os destaques para a safra 12/13, o produtor tem acesso a cultivar CD 2585RR, de ciclo superprecoce, crescimento indeterminado e altamente resistente ao acamamento. A CD 2630RR é outra novidade. De ciclo precoce, esta cultivar indeterminada permite antecipação da semeadura, viabilizando o plantio de milho safrinha.

Versão RR - Além disso, os sojicultores terão a oportunidade de conhecer a versão RR das cultivares CD 202 e CD 215. Estas duas variedades são conhecidas do produtor, porém, agora transformadas, garantirão maior facilidade no manejo de plantas daninhas.

Superprecoces - De acordo com Rodrigues, a Coodetec traz, também, híbridos superprecoces, de alto potencial produtivo, tolerância ao acamamento, com sanidade foliar e de grãos. "Os visitantes terão acesso aos destaques de rendimento nos ensaios da safrinha 2011: CD 3501Hx e CD 3464Hx. O primeiro exige nível de tecnologia mais avançado na lavoura, enquanto que o segundo requer tecnologia média." Os dois híbridos possuem como principais características sanidade, tolerância ao acamamento e qualidade de grãos, tendo ainda proteção contra lagartas.
Fonte: Imprensa Coodetec em 10/02/2012

Notícias

Famílias brasileiras estão mais otimistas com a economia

Famílias brasileiras estão mais otimistas com a economia
 
O Índice de Expectativa das Famílias brasileiras (IEF) aumentou de 67,2 pontos, em dezembro, para 69 pontos em janeiro, alcançando a taxa mais alta já registrada pelo indicador. Em relação ao apurado em janeiro de 2011, quando o índice ficou em 67,2, também houve crescimento. A pesquisa mensal é feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 3.810 domicílios, em 214 municípios, abrangendo todas as unidades da Federação. A escala varia de 0 a 100. Quanto maior o resultado, maior o otimismo das famílias.
    
Otimismo - Segundo a metodologia utilizada na pesquisa (amostragem probabilística), o brasileiro se manteve otimista em todo o período entre janeiro de 2011 e janeiro de 2012. Entre as questões analisadas estão o momento para adquirir bens de consumo duráveis, a situação financeira da família comparada à de um ano atrás; a situação econômica do Brasil daqui a cinco anos; condições sobre quitação de contas atrasadas no próximo mês e a percepção do responsável pelo domicílio sobre estabilidade no trabalho.
    
Virada do ano - Sobre o comportamento socioeconômico nacional, as famílias brasileiras mantiveram-se mais otimistas na virada do ano. Segundo a pesquisa, 64,9% dos entrevistados têm expectativa de melhores momentos nos próximos 12 meses. Os moradores das regiões Centro-Oeste (84,6%) e Nordeste (68,9%) são os mais otimistas para os próximos 12 meses.

Aumento - O percentual de famílias que consideram o momento atual favorável à compra de bens de consumo duráveis aumentou de 57,4% em dezembro para 64,4% em janeiro. O índice de pessoas com essa opinião é maior na Região Centro-Oeste (77,5%). Enquanto isso, a avaliação de que não é um bom momento para adquirir esses bens está em queda em todo o país desde o mês de setembro (41,1%), fechando o mês de janeiro com 32,2%. Entretanto, na Região Norte, as expectativas de que a situação não é favorável para a compra (71,7%) são maiores do que as positivas (25%).

Endividamento - Em relação ao grau de endividamento, as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul apresentam maiores índices de famílias com poucas contas a pagar: 86%, 69,4% e 53,9%, respectivamente. Em todo o Brasil, 57,1% das famílias se consideram pouco endividadas. Em janeiro, a dívida média do brasileiro mostrou uma queda em relação a dezembro de 2011 chegando a R$ 4.428,46, o quinto menor valor dos últimos 12 meses.
    
Norte - Quanto à segurança no mercado de trabalho, a Região Norte apresenta o maior índice de expectativas positivas, tanto para o responsável pelo domicílio (96,1%) quanto para os demais membros da família (96,2%). Entretanto, segundo os pesquisadores do Ipea, as expectativas para melhorias profissionais nos próximos seis meses, na Região Norte, são as mais baixas, com apenas 15,3% das famílias confiantes. A margem de erro da pesquisa é 5%.

Fonte: Agência Brasil em 10/02/2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Notícias

Brasil sem miséria desperta interesse do governo de Honduras.

O governo de Honduras tem interesse em levar a experiência brasileira de combate à extrema pobreza à realidade daquele país. A intenção foi manifestada nesta quinta-feira (9), em Brasília, durante encontro da secretária de Estado de Desenvolvimento Social hondurenha, Hilda Alvarado, e o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rômulo Paes de Sousa. “O Brasil é referência mundial na luta contra a pobreza e é um compromisso do nosso governo em superar a extrema pobreza”, disse Hilda.

Para Rômulo Paes, o compromisso nacional é passo importante para a execução das políticas públicas, principalmente na área social, mas outros aspectos também devem ser observados. “É preciso demonstrar a importância da agenda social, ter competência em todas as áreas de ação para legitimar a política, além de apresentar resultados satisfatórios.”

A secretária relatou que o país centro-americano fez um pacto nacional pelo desenvolvimento social envolvendo o governo, trabalhadores, empresários e a sociedade civil organizada. De acordo com Hilda, já está em prática a inserção de pessoas em situação de vulnerabilidade social em um registro único de beneficiários, o equivalente no Brasil ao Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. “Cerca de 800 mil pessoas já estão inseridas nesse banco de dados”, afirma a secretária. Com uma população de 7,6 milhões de pessoas, Honduras tem atualmente, segundo dados de 2010 do Banco Mundial, 60% da população vivendo abaixo da linha da pobreza, ou seja, com menos de US$ 1,25, por dia.

No encontro, ficou acertado que o governo hondurenho irá encaminhar pedido formal à Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Ministério das Relações Exteriores, para a elaboração de um projeto de parceria na área social. Não há uma data determinada para que isso ocorra.

Histórico – Em 1998, Honduras foi devastado pelo furacão Mitch, que matou aproximadamente 5,6 mil pessoas e causou prejuízos de mais de US$ 2 bilhões. Atualmente, o país é o segundo mais pobre da América Central, ficando à frente apenas do Haiti. A economia é fortemente liga à dos Estados Unidos. Trinta por cento do que é produzido no país é exportado para lá, desde pescados a minério. Importa máquinas, equipamentos, produtos químicos e combustível.

Nos últimos cinco anos, teve média de crescimento anual da economia de 3,5%. As riquezas produzidas no país vêm basicamente de serviços, com 60%, indústria representa 25% e a agricultura tem participação de 15% no Produto Interno Bruto (PIB).

Superação – O objetivo do Plano Brasil Sem Miséria é elevar a renda e as condições de bem-estar da população. Segundo dados do Censo de 2101 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) existem 16,2 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza – com menos de R$ 70 por mês. As famílias extremamente pobres ainda não atendidas por programas de proteção social estão sendo localizadas e incluídas, de forma integrada, nos diferentes programas sociais, de acordo com suas necessidades.

André Carvalho
Ascom/MDS

Cooperativismo

Cooperativismo e sustentabilidade são prioridades do Mapa

Cooperativismo e sustentabilidade são prioridades do MapaO ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, destacou a importância das cooperativas para alavancar o desenvolvimento da agropecuária do país, especialmente pela geração de emprego e renda. Foi durante a abertura do Show Rural, feira realizada pela cooperativa Coopavel, em Cascavel (PR). O evento foi aberto ao público nesta segunda-feira, dia 6 de fevereiro e segue até sexta-feira, dia 10. Para ele, o ministério precisa estar cada vez mais perto do produtor e as cooperativas serão um instrumento para isso. "Quero regionalizar o Ministério da Agricultura e transformar o pequeno produtor em médio produtor. O médio produtor em grande produtor e o Brasil em uma enorme potência mundial e, para alcançar esse objetivo, as cooperativas são fundamentais", salientou.

Agricultura -
Durante a visita, Mendes Ribeiro reiterou a importância de o governo desenvolver a agricultura de maneira sustentável. No entendimento dele, o governo tem um compromisso sério com a sustentabilidade e por isso o meio ambiente é um assunto que tem de estar dentro de todos os segmentos da sociedade. "Ninguém cuida mais do meio ambiente do que o agricultor. O país já avançou nessa questão e nós estamos nos adaptando cada vez mais para o controle do meio ambiente", disse. Ao ser questionado sobre as questões de sanidade animal no país, o ministro destacou a necessidade de avançar no Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) para beneficiar o pequeno produtor. "O Suasa tem de ser um instrumento para permitir que os pequenos possam comercializar o seu produto. Isso é um trabalho contínuo e uma determinação minha", enfatizou. O Mapa reconheceu a equivalência do serviço de inspeção do Paraná em 2010 e, do município de Cascavel, no ano passado.

Visita - Acompanhado do presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo prefeito de Cascavel, Edgar Bueno, o ministro visitou a estrutura do Show Rural, feira que tem 72 hectares da extensão. Mendes Ribeiro conheceu o estande do Ministério da Agricultura e o espaço destinado à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No percurso, passou ainda pela vitrine de cultivares, pela estação do conhecimento, local onde a Empresa está realizando palestras ao longo da programação da feira, e visitou a Casa da Embrapa, espaço onde estão sendo expostas as tecnologias da vinculada. Após a visita, o ministro almoçou no restaurante do Show Rural. O secretário de Desenvolvimento Sustentável e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Erikson Chandoha, e o superintendente federal de Agricultura do Paraná, Daniel Gonçalves, acompanharam o ministro no almoço.

Fonte: Imprensa Mapa em 08/02/2012

Cooperativismo

Cooperativismo brasileiro é referência no Timor Leste

 
Cooperativismo brasileiro é referência no Timor LesteUm modelo de negócios que promove o desenvolvimento econômico e, ao mesmo tempo, a inclusão social despertou o interesse do governo de Timor Leste. Para mostrar o panorama do setor, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) participou do Fórum de Crescimento Inclusivo, promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNU) e pelo Ministério da Economia daquele país. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, em Dili, e contou com presença de diversas autoridades da ONU, de representantes do governo da Indonésia e da Malásia, além do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.

Como integrante da Organização das Cooperativas dos Países de Língua Portuguesa (OCPLP), a OCB apresentou o modelo de gestão adotado no Brasil, os principais números e os diferenciais competitivos do segmento. A proximidade da língua e das áreas produtivas, como o café, foram fatores que também atraíram os timorenses.

Hoje, existem 100 cooperativas registradas no Timor, que beneficiam 10 mil sócios. &&147;É grande o potencial de crescimento do cooperativismo na região, especialmente no setor agrícola e de pesca&&148;, disse a analista de Relações Institucionais da OCB Joana Nogueira. Segundo ela, as cooperativas de crédito são as mais desenvolvidas, tanto que já alcançaram um US$ 1,6 milhão em ativos.

Para crescer com sustentabilidade, o governo timorense precisa investir em infraestrutura e em capacitação, apontados como os maiores desafios do setor.

Saiba mais - O Timor Leste é uma ilha localizada no sudeste asiático que, no passado, foi colônia portuguesa. Posteriormente, passou ao domínio da Indonésia e, desde 2000, tornou-se um país independente. Entre os principais produtos produzidos, destaca-se o café. A maior parte da produção agrícola é direcionada ao mercado interno. Por meio da ABC/MRE, o governo brasileiro mantém projetos de cooperação no local. Por ser uma forma de organização econômica e social, o cooperativismo figura como um tema transversal nesses projetos.

Fonte: OCB-MS em 08/02/2012
 

Cooperativismo

OCB/MT participa de reunião de reivindicação sobre o ICMS
 
OCB/MT participa de reunião de reivindicação sobre o ICMSOs impactos causados pelas alterações do Decreto 789/11, que aumentou os encargos da cadeia produtiva é pauta das reuniões com o Governo na última semana. Após diversas reuniões com representantes do setor agropecuário e industrial, o governo afirmou que até sexta-feira(27) haverá uma definição das ações a serem adotadas sobre as reivindicações do setor pela redução dos tarifas e impostos alteradas pelos conjunto de decretos editados em outubro. Um estudo realizados por técnicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), mobilizadora das discussões, apontou um salto no custo de produção por hectare de R$36 para R$132, após os decretos. "Esse aumento desestabiliza o produtor, a confiança dos investidores e faz com que o tão falado 'custo Mato Grosso' seja ainda maior", afirmou Rui Prado, Presidente da Famato, em reunião de alinhamento com os representantes do Agro e da Indústria.

“A discussão é importante. Os números do impacto apresentado pelo setor são diferentes daqueles calculados pelo Estado. Será reavaliado o que estiver dentro disso e até sexta-feira teremos uma posição”, afirmou o presidente do Legislativo estadual, deputado José Riva. Após a reunião, foi formado um grupo de trabalho que ficará responsável em avaliar setorialmente os efeitos dos decretos e portarias publicados em 2011 e que elevaram as taxas e impostos que incidem nos custos de produção do agronegócio e da indústria mato-grossenses.

O decreto do Governo do Estado, sobre o Regulamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (RICMS), foi publicado em outubro do ano passado e começou a valer desde 1º de janeiro desse ano. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as alterações na política tributária do Estado oneram em R$ 1,1 bilhão as atividades agrícola, pecuária e industrial.

Além das cooperativas de produção, um segmento que tem sofrido diretamente o aumento da tributação foi o de transportes de cargas e das cooperativas transportadoras que atuam em Mato Grosso. Segundo o representante do ramo cooperativo de transportes no estado, Nilton Jonas da Silva, as cooperativas que eram isentas da cobrança, a partir de 1o. de janeiro têm um carga de 17%, maior inclusive que as empresas do “SIMPLES”, que recolhem apenas 7,5%. “Com essa sobrecarga de taxas estamos com vários contratos parados. Temos o mesmo tamanho que as empresas do SIMPLES, prestamos os mesmos serviços, mas diferimos por não ter fim lucrativos. Todos nossos esforços são para reduzir ainda mais os custos para rentabilizar o negócio dos associados. Agora com essa tributação maior, fica inviável”, afirmou Nilton, que também é Diretor Presidente da Cooptrans-MT.

Segundo o Superintendente da OCB-MT, Adair Mazzotti, a discussão não está apenas no aumento dos impostos, mas na exigência do recolhimento antecipado deles. “As alterações no RICMS incidirão na cobrança sobre valores de pauta emitidos pela Sefaz, exorbitantes em relação ao valor real do frete praticados pelas empresas. Outro ponto é que a não inclusão das cooperativas de transportadores no regime especial, faz com que a efetivação de pagamento do serviço pelo contratante se dará após entrega da mercadoria, o que obriga a cooperativa a pagar antecipadamente o ICMS, sem que o serviço tenha sido executado.”, afirmou Mazzotti.

A reunião oficializou a entrega de um documento para o Governador Silval Barbosa, com todas as reivindicações dos setores agro e industrial referentes ao Decreto, e teve a participação de representantes do Legislativo Estadual e Federal, além da Famato que conduziu as negociações e de entidades parceiras como a OCB/MT (Sindicato e Organização de Cooperativas Brasileiras no Estado de Mato Grosso), Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso), Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso), Ampa (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão), Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso), Acrismat (Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso), e Sindmat (Sindicato de Transportadoras do Estado de Mato Grosso).
Fonte: OCB/MT em 08/02/2012
 

Economia Solidária

Vila Cacau expõe produtos da agricultura familiar

 
 
Vila Cacau expõe produtos da agricultura familiarA tapioca de Buerarema, o mel e o achocolatado de Ilhéus, e as barras do chocolate fino de Ibicaraí são os produtos de maior destaque – e os mais vendidos – nestes primeiros dias do “Vila Cacau”, projeto que está expondo e comercializando artigos originários da agricultura familiar do sul da Bahia. A feira acontece em Ilhéus até o dia 4 de março, em estandes montados na avenida Soares Lopes, e está aberta à visitação de turistas e da comunidade local.

Em comum, estes produtos trazem uma marca: ganharam a simpatia e o respeito do mercado regional a partir de iniciativas de qualificação e do apoio logístico oferecidos pela unidade regional do Sebrae, com sede em Ilhéus.

A empreendedora Marinalva dos Santos, de 59 anos, não esquece: “Cinco anos atrás, meu produto ficava restrito ao pequeno público da feira popular de Buerarema. Foi o Sebrae quem me abriu as portas. Primeiro, me oferecendo consultorias. Depois, me levando gratuitamente para feiras e grande eventos realizados no estado”.

A presidente da Associação dos Apicultores Ambientalistas de Ilhéus, Selma Dantas D´Alencar, também reconhece a importância do apoio do Sebrae. Criada em 1999, a associação quase chegou ao fim. Produtores, desestimulados, pensaram em abandonar o negócio. Graças às consultorias e aos treinamentos de técnicos da entidade, os apicultores deixaram de sofrer grandes prejuízos e voltaram a se entusiasmar com a atividade.

O Sebrae também tem garantido a participação dos empreendedores em congressos e feiras em todo o estado. “Agora a gente sabe aonde quer chegar”, afirma Selma, confiante nos dois próximos passos, que considera fundamentais para a consolidação do projeto: a criação de uma cooperativa e a instalação de uma moderna usina de beneficiamento do mel. A Associação reúne 25 famílias e cada uma delas trabalha, em média, com 20 colmeias.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias em 08/02/2012