sábado, 25 de fevereiro de 2012

Cooperativismo

Cooperativas: uma alternativa para o campo

Cooperativas: uma alternativa para o campoA Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. As cooperativas podem ser utilizadas como um meio de redução da pobreza, inclusão econômica e social de grupos que historicamente são excluídos da sociedade capitalista como, por exemplo, os indígenas, as mulheres e os pequenos agricultores. A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) estima que hajam cerca de 6.600 cooperativas no país e, só na agrícola, representam 40% de toda a produção.

Atualmente, 130 delas são do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que aposta na modalidade como ferramenta para fomentar desenvolvimento no campo. A expectativa é que haja mais políticas voltadas para o setor.

Para Milton Fornazieri, da coordenação de produção nacional do MST e presidente da Confederação Nacional das Cooperativas de Reforma Agrária no Brasil (Concrab), a decisão da ONU representa uma chance para que esse modo de organização avance com mais força.

“É um reconhecimento do processo cooperativo que está presente no mundo inteiro e isso pode incentivar sua continuidade”, acredita.

Fornazieri explica que há duas formas de organizar a produção: a individual – e que a cada dia vem se torna mais difícil -, e a outra é de maneira organizada e coletiva.

“Dentro desse campo (organizada) é que entra a cooperativa. Ela é uma ferramenta que expressa o trabalho cooperado. Outro elemento central é a aglutinação do trabalho que existe não só dentro dos assentamentos, mas também entre os assentamentos”, pontua.

São diversos os benefícios trazidos por essa prática, para diversos setores da população como para os pequenos produtores rurais, que encontram nas cooperativas uma força maior para negociar e compartilhar seus alimentos.

Números

O setor vem contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país e têm participação expressiva na economia brasileira, atuando em outros mercados. As vendas ao exterior fecharam em US$ 6,175 bilhões, em 2011, um crescimento de 39,8% na comparação com o mesmo período de 2010 (US$ 4,417 bilhão). Este foi o maior resultado alcançado desde o início da série em 2005.

Segundo a ONU, o número de pessoas ligadas a cooperativas em todo mundo chega a 1 bilhão, acima do número de acionistas de empresas com capital ( 328 milhões de pessoas). As cooperativas geram 100 milhões de postos de trabalho. - 20% a mais do que gera as empresas multinacionais. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) aponta o modelo de cooperativas enquanto uma premissa essencial para eliminar a fome dos cerca de 1 bilhão de famintos que existem no mundo inteiro.

Mais ações

No entanto, de acordo com Fornazieri, apenas esse reconhecimento da ONU não é suficiente para que esse modelo de produção se desenvolva com mais vigor. É necessário que haja, sobretudo, políticas públicas mais eficazes voltadas para o setor, “principalmente junto ao Ministério da Agricultura, que visa apenas às grandes cooperativas tradicionais, que de cooperação tem pouca coisa além do nome”, ressalta. Esse é um dos objetivos da ONU em 2012: incentivar a criação de políticas que incentivem a ampliação do setor.

Para o MST, isso implica na mudança do modelo predominante de agricultura praticado no Brasil e na maior parte do mundo: o agronegócio, cuja base produtiva não se respalda na produção de alimentos, e sim no monocultivo de commodities voltada para o mercado externo, com a utilização de enormes quantidades de agrotóxicos, sem a geração de grandes quantidades de emprego e se utilizando da mão de obra barata, fomentando a precarização do trabalho.

Os produtos do agronegócio, no entanto, se destacam entre os mais exportados pelas cooperativas. O açúcar refinado foi o mais vendido, representando 17% do total exportado, com total de US$ 1,048 bilhão. O café em grãos negociou US$ 839,3 milhões (13,6%). Em seguida aparecem: soja em grãos; açúcar em bruto; pedaços e miudezas de frango; etanol; farelo de soja; e trigo.

O MST e as cooperativas

As 130 cooperativas do MST se organizam em quatro modelos. A primeira são as cooperativas de base ou de produção, onde a produção é organizada coletivamente pelas famílias. Também há as cooperativas centrais normalmente especializadas na comercialização de produtos e prestação de serviços, chamadas regionais, com o foco no desenvolvimento de algum trabalho coletivo.

Outro tipo de cooperativa são as Centrais, que são organizadas entre os estados, numa escala maior que as anteriores. Por último, trata-se de um modelo que foco a organização técnica, com o objetivo de prestar serviços nos assentamentos. Esse modelo visa auxiliar principalmente o desenvolvimento sustentável a partir da produção agroecológica, conciliando a proteção ambiental com o crescimento da produção e a geração de alimentos saudáveis.

As cooperativas servem como um instrumento para a manutenção da população do campo no meio rural, inclusive dos jovens, além de criar condições dignas de vida aos camponeses, ao aumentar a qualidade de vida.

Fonte: Portal O Vermelho Com informações do MST e OCB em 23/02/2012

Cooperativismo

Faturamento da Coopagrícola tem incremento de 35% em 2011
 
 
Faturamento da Coopagrícola tem incremento de 35% em 2011A Cooperativa Agrícola Mista de Ponta Grossa (Coopagrícola) – que neste ano completa 50 anos de fundação - concluiu o ano de 2011 com um faturamento de R$ 116 milhões, o que significa um incremento de 35% na comparação com o ano anterior. A expectativa para este ano é de crescer 16% em relação a 2011 e chegar a R$ 135 milhões de movimentação financeira.

Segundo o gerente-geral da Coopagrícola, Prentice Balthazar Junior, esse desempenho se deve em parte pelo aumento do preço das commodities e, principalmente, ao Programa de Fidelização do Cooperado, criado em 2010. O programa iniciou com 9 mil hectares de programação fechada e hoje está em 21 mil hectares. A meta para 2012 é atingir 30 mil hectares, do total de 43 mil hectares da Coopagrícola.

Fonte: Jornal da Manhã - Ponta Grossa / Foto: Christopher Eudes em 23/02/2012

Notícias

Ministro Fernando Bezerra visitou Alagoas nesta sexta-feira.
Ministro Fernando Bezerra vai a Alagoas nesta sexta-feiraA maior cooperativa agroindustrial do Nordeste, a Cooperativa Pindorama, vai receber nesta sexta-feira, 24, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. A chegada do representante do Governo Federal foi confirmada para as 10h, no Povoado de Pindorama, município de Coruripe. Fernando Bezerra vem a convite do presidente da Cooperativa Klécio Santos, para conhecer o modelo administrativo e social da unidade.

Em 2012 a Cooperativa Pindorama comemora 56 anos de história e desenvolvimento. Para safra 2011/2012 a cooperativa investiu mais de um milhão de reais e deve alcançar a marca de um milhão de toneladas de cana-de-açúcar esmagada. É a única unidade industrial sucroalcooleira do Nordeste com 1.100 usineiros.

“Temos orgulho de mostrar o modelo de Pindorama como exemplo para o mundo. A vinda de um ministro do Governo Federal para conhecer como trabalhamos reforça que estamos no caminho certo. Ainda podemos fazer muito pela comunidade que vive em torno da cooperativa e por nossos cooperados e estamos trabalhando para isso”, destacou Klécio Santos.

Além da unidade sucroalcooleira, a cooperativa possui um parque industrial amplo com a produção de sucos naturais, sucos em pó, leite de coco, coco ralado, balas, goiabada, manteiga e leite pasteurizado. Esse último faz parte do trabalho de fomento da cadeia produtiva do leite na região do Baixo São Francisco de Alagoas.

O governador Teotonio Vilela Filho e o senador Benedito de Lira irão acompanhar Fernando Bezerra durante a visita.

Fonte: Aqui Acontece / Foto: José Cruz-ABr em 23/02/2012

Cooperativismo

2011 tem saldo positivo para a cooperativa

 
2011 tem saldo positivo para a cooperativaEm 2011, a Primato Cooperativa Agroindustrial obteve um dos melhores resultados de sua história, com faturamento de mais de R$ 117 milhões e sobras líquidas de aproximadamente R$ 2,4 milhões. O balanço com estes números foi apresentado na Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada no último sábado (18/02), em Toledo, Oeste do Estado. O relatório com a prestação de contas foi aprovado pelos cooperados, assim como a destinação das sobras.

Total - Neste ano de 2012, a Primato distribuirá aproximadamente R$ 500 mil de sobras aos cooperados. Deste total, R$ 100 mil fazem parte do Programa Fidelidade, para serem retirados em insumos pelos cooperados, conforme a movimentação de cada um no ano passado. “Apresentamos resultados positivos, que representam a soma de esforços dos produtores e suas famílias. Ficamos felizes com o apoio dos cooperados, com a aprovação unânime da prestação de contas e do plano de atividades para 2012. Buscamos a transparência das nossas ações e esta confiança dos cooperados é muito importante para continuarmos nossos projetos de crescimento,” ressalta o presidente Ilmo Werle Welter.

A distribuição de sobras a ser capitalizada aos cooperados representa ganho de 14,76%, valor que é muito expressivo diante do cenário econômico. “Apesar de impasse econômicos globais, a Primato demonstrou que tem capacidade e potencial. Nossa estabilidade possibilitou crescimento com este resultado que é o melhor da história, com rendimento de mais de 14%, superando o índice de inflação”, destaca o presidente.

Presença - Participaram da assembleia o deputado estadual Elton Welter, o gerente de Desenvolvimento e Autogestão da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Gerson Lauermann, o prefeito de Nova Santa Rosa, Norberto Pinz, entre outras lideranças.

Expansão e plano de atividades para 2012 - Em 2011, a Primato abriu a segunda unidade de supermercado, com área de 1.200 metros quadradros, em modernas instalações na Vila Industrial, em Toledo. Em março, no dia 14, inaugura nova loja agropecuária em Vera Cruz do Oeste, que representa a expansão da área de atuação da cooperativa.

Projetos - Outros projetos foram aprovados na AGO. Entre eles está a conclusão da segunda linha de produção e expedição da indústria de alimentos para animais, ampliação da estrutura de recebimento de grãos, instalação de indústria de derivados de frutas e a abertura de nova unidade de supermercado. Os projetos representam investimentos de R$ 10 milhões, por meio do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap). “Nossos projetos visam solidificar a Cooperativa e vamos continuar trabalhando com seriedade, bases sólidas e profissionais para crescer cada vez mais”, frisa o presidente Ilmo Werle Welter.

Fonte: Imprensa Primato em 23/02/2012

Cooperativismo

Saldo comercial de cooperativas de Mato Grosso cresce 184% em janeiro

Saldo comercial de cooperativas de Mato Grosso cresce 184% em janeiroNo primeiro mês deste ano, os produtos exportados pelas cooperativas movimentaram US$ 22,269 milhões, 224,82% a mais que em janeiro de 2011, quando o resultado das exportações correspondeu a US$ 6,856 milhões, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Apesar da queda de 34,23% na quantidade de produtos embarcados, a elevação dos preços garantiu o saldo positivo de US$ 15,413 milhões logo no início de 2012. Para o mercado externo foram enviadas 16,196 mil toneladas de produtos este ano, contra 24,626 mil em janeiro de 2011.

Em comparação com o ano passado, o preço médio dos produtos valorizou 393,88%, variando de US$ 0,28 (kg) para US$ 1,37 (kg). Números indicam que existem mercados disponíveis para aumentar as exportações das cooperativas mato-grossenses, na avaliação do economista Amado de Oliveira Filho.

As importações acompanharam o movimento ascendente no mês passado, subindo 6.628% em comparação com igual período de 2011, ao movimentar US$ 2,916 milhões, ante os US$ 43,350 mil do ano passado.

Foram adquiridos do mercado externo 6 mil toneladas de produtos, contra 150 toneladas em 2011, um aumento de 3.900%. Importados são, na maioria, insumos para atividade agrícola, principalmente fertilizantes, lembra o conselheiro da Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Mato Grosso (OCB), João Luiz Pessa.

Crescimento nas importações, explica Pessa, está relacionado ao aumento da produção agrícola. Observa que as cooperativas mato-grossenses se diferenciam daquelas localizadas em outras regiões do país, se caracterizando como cooperativas de serviços, apoiadas pela infraestrutura mantida pelos próprios produtores. “Aqui os produtores se reúnem para vender e comprar os produtos a preços melhores”.

Representante da Cooperativa de Cotonicultores de Campo Verde (Cooperfibra), Carlos Alberto Menegatti, informa que as exportações pela cooperativa no mês passado suplantaram as de janeiro de 2011. “Além de algodão, exportamos milho e soja a granel”. Previsão é que a alta seja mantida no fechamento deste ano.

Aos poucos, até mesmo os produtos oriundos da agricultura familiar começam a ter acesso ao mercado internacional, por meio do cooperativismo, conforme atesta o presidente da Cooperativa de Agricultores Ecológicos do Portal da Amazônia (Cooperagrepa), Domingos Jari Vargas. “Exportamos melado de cana e açúcar orgânico, além de guaraná em pó, para a França e Áustria”.

Ainda neste ano, com a instalação de uma processadora de café e guaraná na cooperativa localizada no município de Terra Nova do Norte, as negociações com o mercado externo devem se fortalecer, adianta Vargas.

Fonte: A Gazeta em 24/02/2012

Cooperativismo

Venda de bens duráveis cresce 14% na Coop

Venda de bens duráveis cresce 14% na CoopA disposição maior dos consumidores para adquirir eletrodoméstico e eletrônicos durante o ano passado fez com que as vendas da Coop (Cooperativa de Consumo) aumentassem 14% no período. Há seis anos, a participação do setor no faturamento da supermercadista era de apenas 2,5%, mas em 2011 aumentou para 10%.

Para o gerente de compras Bazar e Eletro da Coop, Edson Rodrigues, o desempenho melhor também é atribuído ao treinamento da equipe de vendas, que vem sendo realizado desde 2005. Naquela época, foi realizada uma reestruturação comercial e a varejista contratou uma consultoria para alavancar os resultados. O próximo passo será modernizar o layout do setor.

Rodrigues destaca que os vendedores agora têm a função de consultores, ajudando o cooperado na escolha dos melhores produtos e esclarecendo eventuais dúvidas técnicas. Para completar, a Coop readequou o mix de produtos da categoria, elevando em 50% o número de itens no primeiro ano da ação.

Fonte: Alexandre Melo Do Diário do Grande ABC em 24/02/2012

Notícias

Programa Cooperjovem liga escola, cooperativa e comunidade

Programa Cooperjovem liga escola, cooperativa e comunidadeA Cooperja participa desde 2011 do Programa Cooperjovem, uma iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). O objetivo é fomentar o cooperativismo por meio da escola. Esta realidade é alcançada a partir da inserção de uma proposta educacional, baseada na relação ensino-aprendizagem, construída por meio dos princípios, valores e da prática da cooperação que embasam a doutrina do cooperativismo.

A Cooperja adotou três escolas, E.E.B. Jacinto Machado; E.M.E.B. Albino Zanatta e E.E.B. Abel Esteves de Aguiar. A Cooperativa coordena o projeto, dando assistência necessária para que o mesmo seja desenvolvido plenamente. De acordo com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o professor exerce papel fundamental no programa. É ele quem vai trabalhar o conteúdo em sala de aula e envolver os alunos na cultura da cooperação. Com isso, a criança descobrirá os valores e princípios cooperativistas, e ainda praticará a ajuda mútua, a cooperação e a solidariedade em pequenos gestos do dia-a-dia.

A psicóloga da Cooperja, Janaina Cibien, coordena o programa dentro da Cooperativa. Ela explica que existe formação continuada para os professores. “Os cursos são oferecidos pelo Sescoop. E a Cooperja se responsabiliza financeiramente e também por toda a logística. Os professores levam a vontade de aprender e depois, de repassar o conhecimento adquirido”, salienta Janaina.

Após os primeiros cursos, o Programa foi efetivamente implantado nas escolas. Os estudantes ensaiaram danças, músicas e outras apresentações no Lançamento Oficial. Todas as escolas receberam material didático, camisetas e outros itens importantes para a continuidade do projeto. Para celebrar a participação dos alunos, foram plantadas árvores que simbolizaram o Cooperjovem, onde todos se responsabilizaram em cuidar. Um gesto de cooperação, amor e consciência planetária. 

No final do ano, dois estudantes venceram o Concurso Estadual de Desenho do Programa Cooperjovem. Na categoria I - 1º e 2º ano do Ensino Fundamental, a vencedora foi Karina dos Santos Furlaneto (E.M.E.B. Albino Zanatta) e ganhou uma bicicleta. Já na Categoria II – 3º e 4º ano do Ensino Fundamental, que venceu foi Cauê Cardoso Paganini (E.E.B. Abel Esteves de Aguiar), e levou para casa uma máquina fotográfica digital.

Em 2012 o Programa deve continuar. A Cooperja será a incentivadora das escolas e deverá manter os cursos de capacitação.

Fonte: Assessoria de Comunicação - Cooperja em 24/02/2012