domingo, 11 de março de 2012

Cooperativismo

OCB e organizações estaduais discutem propostas na Ocepar               
 
OCB e organizações estaduais discutem propostas na OceparA Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) está promovendo, nesta quinta-feira (08/03), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, uma reunião com representantes do cooperativismo dos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais para discutir propostas ao Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2012/13 e ao Plano Safra da Agricultura Familiar.

O encontro está sendo coordenado pelo gerente de Ramos e Mercados da OCB, Gregory Honczar. Também estão participando Paulo César Dias Júnior (OCB); Flávio Turra e Robson Mafioletti (Ocepar); Milton Darago (Ocesc); Antonio Pedro Pezzuto Júnior (Ocesp); Marco Tulio Borgatti (Ocemg); Alceu Carlos Krombauer (Aurora Alimentos) e Alberto Francisco Filippeni (Cooperflora/SC).

Fonte: Ocepar em 08/03/2012

Cooperativismo

Vantagens de ser cooperado

Vantagens de ser cooperado''A união em todas as áreas faz a diferença. Um grupo reunido é capaz de mudar o sentido do mundo.'' A afirmação é do produtor Sérgio Munhoz, 47 anos, de Santa Cecília do Pavão. Ele é associado a duas cooperativas: à Integrada e ao Sicredi União. ''Na cooperativa, compramos insumos juntos, o que torna esse custo mais barato. Na hora de vender também conseguimos melhores valores pela produção'', diz Munhoz. ''Sem contar que temos o apoio técnico dos agrônomos que nos dão segurança quanto à nova lavoura'', complementa.

Sobras - Como em toda cooperativa, na Integrada não existe lucro mas sobras que são divididas no final do ano para todos os cooperados. ''Essa é outra grande vantagem. Dependendo da situação, o cooperado consegue até comprar um carro ou um trator com a sobra'', relata.

Dono da empresa - Antes de se associar ao Sicredi, o produtor buscava financiamento no Banco do Brasil ou em outros bancos comerciais. Agora só usa o sistema cooperativo. ''A vantagem é que a gente é dono da empresa. Também no Sicredi temos as sobras no final do ano. Quando a gente paga uma tarifa no banco particular, a gente não sabe para quem vai. Quando pagamos no Sicredi, sabemos que esse valor vai ser investido na nossa atividade'', declara.

Fonte: Folha de Londrina em 08/03/2012

Cooperativismo

A força do cooperativismo               
 
A força do cooperativismoElas são apenas 240 entre as cerca de 800 mil empresas paranaenses, mas juntas faturaram R$ 30 bilhões no ano passado, valor que representa 12% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Esse setor no Paraná tem muito a comemorar em 2012, quando se comemora o Ano Internacional das Cooperativas definido pela ONU.

Destaque - Em todo o Estado, são mais de 680 mil cooperados. Juntas, as organizações empregam 65 mil pessoas. Quando se considera apenas o PIB do agronegócio, a participação do cooperativismo é muito maior, em torno de 55%. As cooperativas paranaenses ainda são destaque no cenário nacional, respondendo por 30% de toda a receita bruta obtida pelas mais de 6 mil organizações do tipo existentes no País.

Referência - ''O cooperativismo paranaense representa uma referência para nós'', afirma Renato Nóbile, superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Ele ressalta o fato de 11 cooperativas paranaenses terem faturamento acima de R$ 1 bilhão. ''A agroindustrialização praticada pelas cooperativas no Paraná é um modelo a ser seguido'', declara.

Crescimento - Segundo ele, o setor vem crescendo no Brasil inteiro. ''Metade do que é produzido no agronegócio brasileiro passa pelas cooperativas. Isso já revela a importância do setor para o País'', considera. Apesar da força do ramo agropecuário, o cooperativismo urbano também vem ganhando espaço.

Saúde - Nóbile destaca o cooperativismo em saúde. ''O sistema Unimed está presente em todo o País'', afirma. O de transporte também vem crescendo, segundo ele, no segmento de passageiros: motoristas de vans, taxistas e mototaxistas cada vez mais estão formando cooperativas para viabilizarem seus negócios.

Marco regulatório - O superintendente explica que o marco regulatório introduzido pela lei 130/2009 para o cooperativismo de crédito tornou-se um incentivo importante para esse ramo. ''Em muitas cidades do País, as cooperativas estão presentes onde não existem bancos comerciais'', conta

Divulgação - De acordo com Nóbile, muita gente ainda não conhece o cooperativismo e as comemorações do ano internacional estão ajudando a divulgá-lo. ''É uma oportunidade para levarmos esse modelo para a sociedade, para quem ainda o desconhece'', justifica.

Receita - A Coamo, com sede em Campo Mourão, é a cooperativa com maior receita bruta do Paraná. Em 2010, ela faturou R$ 4,5 bilhões, sendo considerada a 10 maior empresa do Sul do País. Fundada há 40 anos, a organização aposta na agroindústria. Ela possui uma unidade de esmagamento, uma refinaria de óleo de soja, fábricas de gordura hidrogenada e margarina, duas fiações de algodão, um moinho de trigo e uma indústria de torrefação.

Industrialização - ''É fato que as cooperativas que atuam na industrialização de produtos são mais rentáveis do que aquelas que trabalham só com grãos onde a competitividade é maior'', afirma o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini. Para ele, são três os fatores que explicam o sucesso da cooperativa: a união dos cooperados, a estabilidade da administração e a equipe de funcionários devidamente treinada e comprometida com os objetivos da diretoria.

Crédito - O cooperativismo de crédito também vem crescendo bastante no Estado. O presidente do Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) União, Wellington Ferreira, diz que 25% dos recursos de crédito rural no Paraná são oferecidos pelo sistema. ''Somos a segunda instituição que mais concede crédito rural, perdendo só para o Banco do Brasil'', afirma.

O Sicredi União tem R$ 1,1 bilhão de ativos e conta com 59 mil cooperados. ''Para se tornar sócio, a pessoa tem de abrir uma conta e capitalizar no mínimo R$ 20'', explica Ferreira.
Fonte: Folha de Londrina em 08/03/2012
 

Cooperativismo

Doces e geleias de umbu do sertão baiano são vendidos para grande rede de supermercado               
 
Doces e geleias de umbu do sertão baiano são vendidos para grande rede de supermercadoOs cooperados da Coopercuc (Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá), no norte da Bahia, estão vivendo a expectativa de ter, pela primeira vez, em oito anos de comercialização, seus produtos numa grande rede de supermercados do Brasil. Ainda neste mês de março, geleias de umbu e maracujá da caatinga serão vendidas em lojas do Grupo Pão de Açúcar, em cinco estados do sul e sudeste.

O primeiro lote está pronto. São 400 caixas com 12 unidades cada uma. A venda foi intermediada pelo programa Talentos do Brasil, que apoia o fortalecimento do processo de gestão, promoção e comercialização de grupos de agricultores familiares. O programa foi desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Sebrae e tem o apoio do Programa Texbrasil (ABIT-Associação Brasileira da Indústria Textil e APEXbrasil-Agência brasileira de promoção de exportação e investimentos), Agência de Cooperação Alemã (GTZ) e do Ministério do Turismo.

A colheita de umbu no norte baiano começou em outubro e está quase terminando. Nesta safra, por causa da falta de chuva, o fruto está menor, mas não deve comprometer a produção de doces, polpas, sucos e geleias. Apenas o doce em compota, que é feito com a fruta inteira, terá a produção reduzida.

Cerca de 80% da colheita já foram processados. A maioria dos produtos vai para a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), atravé do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e para escolas de 11 municípios, que cumprem a determinação legal de adquirir da agricultura familiar, pelo menos, 30% da merenda escolar. A venda para o Grupo Pão de Açúcar vai ser o diferencial da comercialização este ano. “Outro bom suporte para a comercialização que teremos em breve é a Rede Brasil Rural, um ambiente virtual de venda de produtos da agricultura familiar que vai ser operado pelos Correios”, conta o presidente da Coopercuc, Adilson Santos.

Festival do Umbu

Pelo quarto ano consecutivo, a Coopercuc organizou o Festival do Umbu, em Uauá, cidade sede da instituição. O evento foi uma forma de dar visibilidade à produção do sertão e à iniciativa dos agricultores familiares. Este ano, cerca de seis mil pessoas participaram do festival, entre 24 e 26 de fevereiro. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florense, participou do evento e ressaltou a importância das políticas públicas para o semiárido brasileiro.

Palestras, oficinas, degustação de produtos, concursos culturais e shows formaram a programação do festival do umbu, que teve expressiva participação dos agricultores. Este ano, eles discutiram a importância do trabalho em grupo, já que 2012 é o Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela ONU.

O Sebrae também apoiou a realização do Festival do Umbu. “O evento é uma celebração da agricultura familiar, que mostra ser viável através do trabalho cooperativista”, afirma a coordenadora regional, Jussara Oliveira.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias Bahia em 09/03/2012

Economia Solidária

Economia solidária recebe aporte de R$ 2 milhões               
 
Economia solidária recebe aporte de R$ 2 milhõesA fim de incentivar trabalhadores informais a elevar renda, gerar capacitação e distribuição do que é produzido, a Prefeitura de São Bernardo lançou ontem a Incubadora de Empreendimentos Solidários. Apesar do interesse em fisgar quem não tem CNPJ, a ação também busca abarcar grandes empresas. A iniciativa é gratuita e a ação dura dois anos. A previsão é incubar até 30 empreendimentos no prazo do contrato. A chamada cooperativa solidária é a união de pequenos empreendedores que atuarão de forma conjunta.

O programa é resultado de quatro atores (duas instituições de ensino, mais o governo federal e o Paço) e aporte de R$ 2 milhões - R$ 300 mil deles cofinanciados pela Prefeitura. O governo federal destinou R$ 1,7 milhão.

Para receber o montante, a iniciativa precisou do aval de ‘inovador' da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), braço do Ministério da Ciência e Tecnologia. O projeto será executado pela Universidade Metodista, da cidade, e pelo Instituto Metodista Granbery, de Minas Gerais, que fornecerá técnicos e professores.

O prefeito Luiz Marinho disse que o diferencial do programa frente aos já existentes na região, como em Santo André e Diadema, é o fato de a ação ser pautada pelo caráter metodológico e individualizado - o foco é nas necessidades de cada empreendimento.

"Nós temos no Brasil a experiência de incubadoras organizadas pelas universidades e outras pelo poder público. Esperamos conseguir produzir aqui experiência que seja um passo adiante. Se der certo, pode servir de parâmetro para outras cidades", disse Marinho.

A nova forma de desenvolvimento deve impactar positivamente na formalização, expansão, além de promover a sustentabilidade, assinalou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo Jefferson da Conceição.

O reitor da Metodista, Marcio de Moraes, disse que, apesar de a instituição elaborar a metodologia e programa de incubação, por meio de cursos e assessorias, a iniciativa é do Paço, que cederá área na Central de Trabalho e Renda.

A Metodista busca inserir alunos e professores, e também proporcionar a qualificação dos empreendimentos solidários da cidade, acrescentou Conceição. Empreendedores Individuais só poderão participar caso reúnam semelhantes e, assim, sejam caracterizados como cooperativas solidárias.

Interessados podem se inscrever pelo telefone 4348-1053. O programa será realizado no CTR, que fica na Rua Marechal Deodoro, 2.316, das 8h às 17h, de segundas às quintas-feiras. Nas sextas, funcionará das 8h às 15h.

Fonte: Vinicius Gorczeski Do Diário do Grande ABC em 09/03/2012
 

Notícias

Mais mulheres participam de cooperativas
 
Mais mulheres participam de cooperativasA inclusão da mulher na tomada de decisões dentro do cooperativismo foi o que impulsionou a advogada e historiadora Vera Daller, diretora do Departamento de Cooperativismo e Associativismo (Denacoop) do Ministério da Agricultura (Mapa) a idealizar o Coopergênero. “Este foi um trabalho pioneiro no Mapa e visa colocar as mulheres em igualdade de oportunidade nas cooperativas e associações rurais. Nossa proposta é a quebra de paradigmas provocados pela herança cultural”, explica.

O Coopergênero consiste em treinamentos que abordam temas como cidadania, economia e produção. O foco é geração de trabalho e renda para melhorar a auto-estima e ajudar a mulher a perceber sua capacidade e competência para inserção na economia e na sociedade.

“A mulher percebe que pode participar de toda a cadeia produtiva, levando seu produto para as gôndolas dos supermercados e abrindo caminho para possíveis negócios, como a exportação”, explica a coordenadora do Denacoop.

O programa teve início em 2003 com um processo de sensibilização de um pequeno grupo de mulheres e homens e hoje atinge 23 Estados. Mais de 40 mil mulheres passaram pelos cursos e treinamentos promovidos pelo Coopergênero. “Hoje percebemos que pelo menos 30% das decisões nas cooperativas partem das mulheres. Muitas se tornaram presidentes de núcleos e de sindicatos e outras ingressaram na política, estimuladas pelas ações do programa”, comemora Vera.

De acordo com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a mulher representa 52% dos cooperados no País. Por região, a maior participação feminina está no Nordeste (59%), seguida pelo Norte (55%), Sudeste (52%), Sul ( 46%) e Centro-Oeste (38%).

Auto-estima reduz violência doméstica

Segundo Vera, o processo de ganho de poder da mulher também tem um reflexo direto na relação familiar. “A mulher sai do papel de submissão e o homem passa a perceber a importância da mulher, essa relação de respeito diminui também os casos de violência domética”, diz.

Para assegurar a mudança de postura da sociedade em relação à mulher do campo, o Mapa lançou nessa semana, durante a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), a cartilha “Coopergênero, Cooperativismo e Igualdade de Gênero”. O material lúdico é direcionado a adolescentes e jovens para trabalhar questões relativas à equidade de gênero respaldada na doutrina cooperativista.

A publicação será distribuída às cooperativas e instituições de ensino. “Queremos trabalhar a base para que as futuras gerações se vejam com direitos e deveres iguais”, pontua Vera.

Participação da mulher na agropecuária

Estudo apresentado por Vera em 2010 durante o 1º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) em Brasília, apontava que:

Dos 16 milhões de trabalhadores rurais, as mulheres são as que enfrentam o trabalho mais precário e não remunerado e, as que exercem trabalho remunerado, desempenhando as mesmass funções que os homens, recebem 25% menos;

As mulheres representam 50% da população rural em idade produtiva, entre 15 e 55 anos, e correspondem a 36% da população rural economicamente ativa;

Entre a população mais pobre do campo as mulheres representam 62%;

24,43% das mulheres rurais são chefes de família

Na produção agropecuária nacional, 66% são pequenas produtoras e 22% assalariadas, mas apenas 15% tem carteira assinada.
Fonte: Portal DBO em 09/03/2012

Notícias

Assessores de Comunicação das Cooperativas debatem gestão de redes sociais
 
Assessores de Comunicação das Cooperativas debatem gestão de redes sociaisFormação e gestão de redes sociais serão temas do 8º Encontro de Assessores de Comunicação das Cooperativas de Santa Catarina, programado para o dia 9 de março, em Florianópolis. O evento será desenvolvido das 8 às 18 horas no Hotel Slaviero Executive Viacatarina e o principal conteúdo será ministrado pela jornalista e doutora em comunicação Pollyana Ferrari. As inscrições encerram nesta terça-feira, dia 6.

A coordenação é da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/SC).

O tema havia sido discutido no encontro de 2007 com a mesma docente e, neste ano, volta à pauta em razão da crescente importância das redes sociais nas organizações.

As redes visam aumentar a integração de seus colaboradores e o fluxo de informações entre suas divisões, departamentos e cooperativas, fortalecendo as funcionalidades e recursos existentes nos conteúdos oferecidos pela Assessoria de Imprensa. Isso significa gerar ambientes de troca de informações, de experiências e de casos de sucesso em que todos são beneficiados, cooperados e trabalhadores. Os participantes ganharão o livro “Jornalismo Digital, Hipertexto, Hipermídia” de autoria de Pollyanna Ferrari.

O conteúdo programático focalizará a Web 2.0 que pode ser definida como a segunda geração de serviços disponíveis na Internet, o que permite às pessoas colaborarem e compartilharem informações online. Leva em conta que as redes sociais tornaram-se a resposta imediata de toda uma geração que se relaciona pela web, encontra empregos, trabalha, discute e adquire conhecimento pela rede mundial.

O programa inclui, entre outras, as seguintes abordagens: Web 2.0: qual sua abrangência e significados práticos; compartilhamento de informações; o caráter de interação e usos corporativos do Twitter e Facebook.

A professora Pollyana Ferrari é jornalista pela PUC-SP e doutora em ciência da comunicação pela ECA/USP. Há 23 anos atua no mercado editorial de tecnologia da informação, tendo dedicado os últimos 13 anos à Internet. É professora da PUC-SP e da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial. Escreveu os livros Jornalismo Digital, Hipertexto, Hipermídia e A força da Mídia Social. Dirige a Polipress Cooperativa Digital.

O encontro será coordenado pelo jornalista Marcos Bedin. As inscrições podem ser feitas com o coordenador de treinamento do Sescoop, Ramiro Hensel (ramiro@ocesc.org.br). O Hotel Slaviero Executive Viacatarina funciona anexo ao Shopping Viacatarina, a rua Atílio Pedro Pagani, 300, em Palhoça.
Fonte: MB Comunicação em 09/03/2012