quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cooperativismo

Coopertinga: trabalho, desenvolvimento e prosperidade
Produtividade e desenvolvimento sustentável são alguns dos norteadores percorridos pela Cooperativa Agropecuária da Região do Piratinga (Coopertinga). Criada em 1990, a entidade reúne 82 cooperados, é referência na região e alavanca do desenvolvimento econômico e social do município de Formoso, no noroeste de Minas Gerais (MG).

Da tecnologia de ponta, passando pelo asfalto até os cuidados com o meio ambiente, tudo gira em torno da ação cooperativista local. São diversas conquistas que só chegaram à comunidade por intermédio da Coopertinga, responsável, por exemplo, por 38 km de asfalto da estrada que dá acesso à BR-020. A obra foi executada em parceria com o estado de Goiás, que hoje cuida de sua manutenção. O provimento de acesso à internet possibilitou a inclusão digital dos 400 alunos atendidos pela escola rural do complexo, além dos moradores de outras 20 propriedades vizinhas.

Com um faturamento de R$ 72 milhões por ano, a cooperativa responde por mais de 70% da movimentação econômica do município, o que garante retorno aos cerca de oito mil habitantes da cidade e emprego para mais de mil trabalhadores.

A preocupação com o meio ambiente é uma das características da cooperativa. Localizado em pleno cerrado brasileiro, o complexo de cultivo reúne 77 propriedades que, juntas, produzem uma safra anual superior a 115 toneladas de café, laranja, feijão, soja, milho e sorgo. A área plantada nos mais de 20 mil hectares é monitorada pelo departamento de Meio Ambiente da cooperativa, garantindo, assim ,a preservação das nascentes, o reflorestamento das áreas degradadas e 100% de certificação das propriedades no que diz respeito às exigências do licenciamento ambiental.
 
“A Coopertinga possui uma área própria reflorestada com eucalipto, onde é extraída a madeira destinada às fornalhas dos secadores de grãos, o que permite manter a vegetação nativa atual intacta. Visando diversificar a produção, alguns cooperados também estão realizando reflorestamento de eucalipto”, orgulha-se o diretor presidente da cooperativa, Irineu José Balbinot.

Além disso, a Coopertinga desenvolve trabalhos voltados para o monitoramento de rios, proteção de nascentes, além do recebimento de embalagens vazias para reciclagem (atendendo à disposição legal contida no Decreto 4.074/2002).


Fundação: 1990
Cooperados: 82
Faturamento: 72 milhões por ano

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Cooperativismo

Dia C 2012 terá abordagem comemorativa ao Ano Internacional das Cooperativas

A nova campanha do Dia de Cooperar (Dia C) já está disponível no blog www.minasgerais.coop.br/diac. Este ano, a campanha está focada no Ano Internacional das Cooperativas, que tem como tema "Cooperativas constroem um mundo melhor". Ações que transformam, resultados que emocionam foi o slogan escolhido pelo Sistema para impulsionar as ações a serem desenvolvidas no Dia C do segmento cooperativista mineiro.

Um lançamento oficial da edição 2012 será realizado no próximo dia 28 de maio, na sede do Sistema Ocemg, para iniciar o período de sensibilização e mobilização das cooperativas para o projeto.

O Dia C tem o objetivo de promover e estimular a integração das ações voluntárias de todas as cooperativas, cooperados, colaboradores e familiares, em um grande movimento de solidariedade cooperativista.

Este ano o Dia C está marcado para 1º de setembro. Nesse dia, as cooperativas participantes, individualmente ou em grupo, mais uma vez, desenvolverão em suas localidades um elenco de realizações sociais, na forma de projetos, atividades e iniciativas que, priorizando o trabalho voluntário, demonstrarão a capacidade e o empenho do setor para atuar socialmente.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no blog do Dia C. De acordo com Cláudia Mello, responsável pela área de promoção social do Sistema Ocemg, o Dia C já está consolidado no calendário do Sistema Ocemg e recebe um grande volume de inscrições todo ano. "O número de cooperativas interessadas aumenta cada ano. Esperamos bater o recorde de participações do ano passado, quando tivemos mais de 200 instituições inscritas,"disse.

Cláudia ressaltou que o Sistema oferece todo apoio e direcionamento aos cooperados que participam do projeto, fornecendo um Kit com camiseta, balão, flyers, chaveiros, dentre outros brindes, além de uma cartilha informativa com o regulamento do Projeto.

História
O Dia C aconteceu pela primeira vez em 2009, quando 139 cooperativas realizaram, num mesmo dia e em todo o Estado, ações sociais voluntárias diversificadas. Naquele ano os resultados foram fantásticos e o sucesso foi estendido também ao ano seguinte. Em 2010, foram 182 cooperativas participantes, 12 mil voluntários envolvidos e mais de 100 mil pessoas beneficiadas.

Em 2011, 216 cooperativas integraram a proposta. Foram cerca de 18 mil voluntários, mais de 218 mil pessoas beneficiadas e 214 municípios envolvidos. O crescimento expressivo de pessoas envolvidas mostra que o Dia de Cooperar vem representando uma mobilização pela qualidade de vida e por uma sociedade mais igualitária em Minas.

Cooperativismo

Coapimig oferece cursos e promove o desenvolvimento do segmento apícola mineiro

A história da Apicultura em Minas Gerais se confunde com a fundação da Cooperativa Agrícola de Minas Gerais (Coapimig), em 1981. Data dessa época o nascimento de empresas que trouxeram para o Estado tecnologias de manipulação de produtos derivados, principalmente aqueles formulados com própolis.

A apicultura começava a se profissionalizar agregando valor aos produtos in natura. Ao longo de 29 anos de atuação, a cooperativa chegou a ter 1.350 cooperados e ministrou, por todo interior de Minas, cursos de formação de novos apicultores. Mais de 1.000 desses associados passaram por treinamentos oferecidos pela Coapimig.

De acordo com dados da cooperativa, em 2010, a apicultura e o mel produzidos em Minas Gerais experimentaram um desenvolvimento vindo com a tecnologia e com os cursos promovidos pela Coapimig nunca antes observado.

Atualmente, a Coapimig oferece cursos práticos e teóricos para formação de apicultores e implantação de apiários, por meio do fornecimento de enxames com rainha selecionada, montagem e assistência técnica. A cooperativa possui ainda uma Central de Vendas de produtos, material e equipamentos apícolas e está implementando salas de recepção e manipulação de produtos apícolas in natura, além de laboratório de controle de qualidade.

Aberta aos novos tempos, a cooperativa se prepara ainda para atuar em toda a cadeia produtiva do agronegócio apícola.

Economia

A necessidade de uma política de preços mínimos no agronegócio das uvas finas de mesa

Este artigo é a continuação de uma reflexão analítica sobre a atual condição da viticultura no Vale do São Francisco e está mais relacionado com os preços. Na equação que define a rentabilidade, o preço do produto e a quantidade vendida estão diretamente relacionados com o lucro e os custos inversamente relacionados.
Com base na teoria econômica, em mercado de concorrência perfeita os preços e as quantidades de equilíbrio são definidos pela lei da oferta e demanda. Entretanto, no caso dos produtores agrícolas, a estrutura de mercado que estão inseridos é diferente. De um lado um setor oligopolista, dominado por um pequeno número de empresas vendedoras dos insumos necessários à produção e que cobram preços acima do que seria em concorrência perfeita. Na outra ponta, um oligopsônio em que um número reduzido de empresas (tradings) comercializam as uvas no mercado internacional e pagam ao produtor um preço menor do que o obtido no caso de livre concorrência.

As tradings, que forma um oligopsônio, tem a função de facilitar o fluxo de transações no mercado internacional, atuando nas exportações e também importações. Segundo informações da Folha de São Paulo do dia 30/01/2012 (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1041444-tradings-representam-mais-de-11-de-tudo-o-que-brasil-exporta.shtml), entre 2005 e 2011, as tradings exportaram cerca de US$ 30 bilhões.

A maior desvantagem dos produtores de uva de mesa na comercialização é entregar sua mercadoria sem saber quanto receberá por ela. Além do grande período custeando a atividade sem entrada de receita, ocorre a colheita e a entrega do produto para ser encaminhado para o mercado externo. Deste período até o momento do recebimento do relatório e a informação do quanto o produtor irá receber líquido no bolso pode levar até 5 meses em alguns casos. O risco nesta situação cresce de forma exponencial. O preço é componente fundamental para definir se haverá lucro ou prejuízo com a atividade.

Existem algumas possibilidades para o produtor: a) não exportar; b) não usar as tradings e tentar fazer exportação direta; c) conseguir um comprador que garanta um preço mínimo pela fruta. Sobre a primeira possibilidade, é viável desde que consiga vender no mercado interno. Na média, consegue-se hoje preços melhores no mercado interno do que no externo, dada a demanda e a quantidade ofertada. Contudo, se não houver planejamento e ocorrer um excesso de oferta no mercado interno, os preços cairão e isto poderá ser extremamente desvantajoso para o produtor. Além disto, no mercado interno também existem os atravessadores e estes, da mesma forma, buscam maximizar seus lucros (comprar o mais barato possível e vender o mais caro possível). Com relação à segunda a possibilidade, para um conjunto de produtores não é viável, dado que dependem dos adiantamentos em dinheiro para poder custear a atividade, por não estarem capitalizados e, consequentemente, sem acesso ao crédito bancário oficial. Além disto, não é tarefa simples exportar diretamente, existe a necessidade de buscar encontrar compradores, a burocracia do processo, etc. A terceira possibilidade é a garantia de um preço mínimo para a uva proporcionado por alguns compradores.

Por João Ricardo Ferreira de Lima
Doutor em Economia Aplicada – UFV. Pesquisador A da Embrapa Semiárido. Prof. Titular na FACAPE-Petrolina e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da UFT-Palmas/Tocantins.

Economia

Poder de mercado e diversificação para minimizar riscos no agronegócio

Este artigo tem o objetivo de debater sobre duas questões importantes para quem está inserido em alguma atividade do agronegócio: as relações entre produtor versus atacadista e o papel da diversificação para reduzir o risco total. Na teoria econômica existe um ramo dedicado exclusivamente ao estudo de estruturas de mercado oligopolizadas, denominado de economia industrial. O sentido de industrial não está relacionado ao setor “secundário” da economia e sim ao que se considera como indústria na microeconomia, um conjunto de firmas com correlação técnica-produtiva que fornecem para o mesmo mercado. Além do oligopólio, existem outras estruturas de mercado, como a concorrência perfeita e o monopólio. Na livre concorrência existe um grande número de compradores e vendedores de forma que nenhum possui condições de ditar os preços. Ao contrário, no monopólio (monopsônio) existe apenas 1 empresa vendedora (compradora) que define o preço do mercado. Assim, são dois extremos quando se estuda estruturas de mercado. O oligopólio (oligopsônio) é uma estrutura intermediária, possuindo poucas empresas vendedoras (compradoras), na qual os preços praticados são menores do que no caso do monopólio, mas maiores em comparação ao de livre concorrência.
Por poder de mercado se entende a “habilidade” das firmas para influenciar o preço do produto que vende ou compra. Existe uma grande quantidade de estudos empíricos que visaram analisar o poder de mercado em vários setores do agronegócio. No geral, os resultados indicam que poder de mercado dos produtores é muito baixo e os preços são influenciados pelos atacadistas. No Vale do São Francisco existe uma quantidade muito grande de pequenos produtores, que isoladamente não possuem condições de influenciar os preços. Do outro lado, se defrontam com um número reduzido de compradores que exercem seu poder de mercado para definir o preço de compra.
O exercício do poder de mercado gera diversas consequências, relacionadas com perda de bem estar, desde que este poder não seja socialmente aceitável. Um efeito do poder de mercado é a transferência de renda dos produtores vitícolas para os atacadistas/atravessadores. Ao se acumular durante anos, esta transferência de renda altera a distribuição da riqueza na região, levando a perda da capacidade financeira dos produtores e aumento da renda dos atacadistas. Isto explica em parte a maior capitalização dos atravessadores e a cada vez pior condição financeira dos produtores.
Ao se deparar com estas condições, uma possibilidade é buscar o apoio governamental para que desenvolva algum tipo de política que corrija as distorções do mercado. Em artigo anterior, intitulado “A necessidade de uma política de preços mínimos no agronegócio das uvas finas de mesa” foi demonstrado que no Governo Federal existe uma política de garantia de preços mínimos (para diversos produtos, mas não para uva de mesa), gerando uma alternativa de venda aos produtores, reduzindo a dependência dos atravessadores. A outra opção é se unir para fortalecer. Para isto, ao invés de cada um buscar agir individualmente no momento de venda de suas uvas, a melhor estratégia é reunir uma grande quantidade de forma que se tenha maior poder de barganha na negociação com o comprador. Isto não seria uma novidade para a região, que já possuiu uma organização de produtores-exportadores, a Brazilian Grapes Marketing Association (BGMA) e conta com profissionais capacitados e com experiência em exportação de frutas.
O segundo aspecto a que se refere este artigo é a diversificação produtiva para minimizar riscos. Segundo a Teoria do Portfólio, desenvolvida pelo economista Harry Markowitz e publicada em 1952, é possível obter retornos iguais, mas com riscos menores, diversificando os investimentos ao invés de concentrar em apenas uma atividade. Desta forma, os produtores precisam ter múltiplas fontes de renda, oriundas de mais de uma atividade. Para isto existem diversas possibilidades, algumas delas já executadas por alguns produtores: a) produzir variedades de uvas diferentes; b) vender no mercado externo para destinos diferentes; c) produzir para o mercado externo e também para o mercado interno, considerando que não necessariamente o mercado interno deve consumir o que não tem condições de ser exportado. No Brasil existem muitas famílias com renda suficiente para comprar uma uva de qualidade comprovada e que tem um preço mais elevado; d) diversificar as frutas produzidas, não se especializando como produtor de manga ou de uva apenas, por exemplo. O importante é ter receita na maior parte do ano; e) Diversificar com produção animal, a exemplo da frutiovinocultura, ou com alguma outra atividade, até mesmo não agrícola.

Por João Ricardo Ferreira de Lima
Doutor em Economia Aplicada – Universidade Federal de Viçosa. Pesquisador A da Embrapa Semiárido. Prof. Titular na FACAPE-Petrolina e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da UFT-Palmas/Tocantins.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Notícias

Última Atualização: 07/05/2012

Principais Bancos Centrais
Próxima Reunião
Última Alteração
Taxa Atual
Banco Central do Brasil 29/05/2012 18/04/2012 9,00%
Banco Central do Canadá 05/06/2012 08/09/2010 1,00%
Banco da Inglaterra (BoE) 10/05/2012 05/03/2009 0,50%
Banco do Japão (BoJ) 23/05/2012 19/12/2008 0,10%
Banco Ceuntral Eropeu (BCE) 06/06/2012 08/12/2011 1,00%
Federal Reserve (Estados Unidos) 20/06/2012 16/12/2008 0,25%
Banco Central da Suíça 14/06/2012 03/08/2011 0,00%
Banco Central da Austrália 05/06/2012 01/05/2012 3,75%
África
Países
Taxa Atual
Última Alteração
Taxa Anterior
Egito
9,25%
24/11/2011
8,25%
África do Sul
5,50%
10/09/2010
6,50%
Ásia
Países
Taxa Atual
Última Alteração
Taxa Anterior
Austrália 3,75% 01/05/2012 4,25%
China 6,56% 06/07/2011 6,31%
Hong Kong 0,50% 17/12/2008 1,50%
Índia 8,00% 17/04/2011 8,50%
Japão 0,10% 19/12/2008 0,30%
Coreia do Sul 3,25% 10/06/2011 3,00%
Nova Zelândia 2,50% 09/03/2011 3,00%
Taiwan 1,875% 01/07/2011 1,75%
Europa
Países
Taxa Atual
Última Alteração
Taxa Anterior
República Tcheca
0,75%
06/05/2010
1,00%
Dinamarca
1,25%
08/07/2011
1,00%
União Européia
1,00%
08/12/2011
1,25%
Hungria
7,00%
20/12/2011
6,50%
Islândia
5,00%
21/03/2012
4,75%
Noruega
1,50%
14/03/2012
1,75%
Polônia
4,50%
08/06/2011
4,25%
Suécia
1,50%
16/02/2012
1,75%
Suíça
0,00%
03/08/2011
0,25%
Reino Unido
0,50%
05/03/2009
1,00%
Eslováquia
1,75%
13/05/2009
2,25%
Oriente Mé
Países
Taxa Atual
Última Alteração
Taxa Anterior
Turquia
5,75%
05/08/2011
6,25%
Américas
Países
Taxa Atual
Última Alteração
Taxa Anterior
Canadá
1,00%
08/09/2010
0,75%
Estados Unidos
0,25%
16/12/2008
1,00%
Brasil
9,00%
18/04/2012
9,75%
Argentina 11,15%
N/A
10,50%
Chile 5,00%
14/02/2012
5,25%
México 4,50%
17/07/2009
4,75%

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Notícias

Classe C troca geladeira por TV a cabo e poupança

Após sucessivos estímulos do governo para baratear o preço de geladeiras, fogões, máquinas de lavar roupas --a chamada linha branca-- e aumentar o consumo, esses produtos vêm deixando a lista de prioridades da nova classe média, mais disposta a poupar ou gastar com TV a cabo, telefonia e educação.

A renovação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) foi uma das primeiras medidas anunciadas para tentar impulsionar a indústria e melhorar o desempenho da economia, considerado fraco neste ano.

Como esse instrumento vem sendo usado pelo governo desde 2009, sua eficácia começa a ser questionada. Apesar de afirmarem que ainda há espaço para o consumo, especialistas creem que o ritmo de crescimento das vendas tende a ser menor, mesmo com incentivo fiscal.

Levantamentos do Data Popular, instituto com foco na nova classe média, público-alvo da medida, mostram que serviços --o que inclui o conserto de eletrodomésticos-- representam a maior parte dos gastos das famílias.

O item "serviços", que representava 49,5% dos gastos efetuados em 2002 por esse público, já responde por 65%, segundo a pesquisa do Data Popular, de setembro de 2011.

O trabalho, que indica também que as despesas com a compra de produtos caíram de 50,5% para 34,8% no período, é baseado em projeções feitas a partir do cruzamento de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), ambas do IBGE.

Para especialistas, não há dúvidas de que a nova classe média continua consumindo, mas o perfil está gradualmente mudando, pois a prioridade mudou. "Quem comprou uma TV nova quer TV a cabo; a máquina precisa de manutenção", diz Renato Meirelles, dono do Data Popular.

Para o professor Luiz Alberto Machado, do Conselho Federal de Economia, o impacto inicial da redução do IPI foi absorvido e o nível elevado do emprego está garantindo renda para consumir.

"Ainda há espaço a ser explorado, mas o crescimento marginal desse consumo tende a ser cada vez menor."

Professor de economia da UnB (Universidade de Brasília), João Carlos de Oliveira diz que a redução do IPI não terá impacto "para a vida toda". Ele argumenta que o sucesso da medida também depende da oferta de crédito.

POUPANÇA

Recebendo R$ 800 mensais como diarista, Neide Batista de Moraes, 32, de Águas Lindas de Goiás, comprou um micro-ondas e uma TV nova recentemente. Ainda quer trocar a geladeira, "que está bem velha, soltando os pedaços". Mas, se recebesse dinheiro extra, diz que pouparia para comprar à vista.
"As lojas falam em redução de imposto, mas nem sempre vejo isso", diz. "Anunciam a geladeira como se estivesse com preço menor, mas acompanho e o preço não mudou. Com dinheiro na mão, tenho como negociar melhor."