segunda-feira, 28 de maio de 2012

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Investidor estrangeiro fica com 67,5% da oferta brasileira do BTG


SÃO PAULO – O BTG Pactual informou nesta segunda-feira o encerramento da oferta pública inicial de papéis em bolsa de valores (IPO, na sigla em inglês), com destaque para a participação dos investidores estrangeiros.

Considerando apenas a oferta brasileira, foram distribuídas 116,871 milhões de units (recibo de ações), das quais 67,5% ficaram nas mãos de investidores estrangeiros (78,923 milhões de units). Os fundos de investimento abocanharam 13,9% da oferta, seguidos pelas pessoas físicas, com 9,3%.

Clubes de investimento, demais instituições financeiras e pessoas jurídicas subscreveram o restante.
Do montante distribuído (116,871 milhões de papéis), 13,5 milhões foram recomprados pelo agente estabilizador dos preços. A operação contou ainda com 129 mil units na oferta internacional (units alternext). Não houve colocação de papéis suplementares.

No saldo total, o BTG captou R$ 3,234 bilhões na abertura de capital. As units saíram ao preço de R$ 31,25 e estrearam na bolsa no dia 26 de abril. Na última sexta-feira, a cotação na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) estava em R$ 26,10, após uma alta de 1,16% no dia.

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Frencoop discute projetos prioritários para o cooperativismo
Parlamentares debateram, entre outros tópicos, estratégias de atuação para o Projeto de Lei do Senado (PLS) 03/2007, que altera a Lei Geral do Cooperativismo
Alinhar o plano de trabalho e discutir estratégias para as proposições prioritárias do sistema cooperativista nos próximos meses. Esse foi o objetivo da reunião da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), realizada nesta quarta-feira (23/5) na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Além da participação de parlamentares integrantes da Frencoop e de seus assessores, a reunião contou com a presença do presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, e da gerente de relações institucionais da entidade, Tânia Zanella.
Dando início às atividades, o presidente da Frencoop, senador Waldemir Moka (MS), indicou o deputado Marcos Montes (MG) para assumir o cargo de Coordenador Político da Região Sudeste, antes ocupado pelo atual ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Desta forma, o deputado Marcos Montes passa a direcionar as atividades da Frencoop junto aos estados do Sudeste, que atualmente possui cerca de 4,7 milhões de pessoas associadas em mais de 2.300 cooperativas.
Em seguida, os parlamentares debateram estratégias de atuação para o Projeto de Lei do Senado (PLS) 03/2007, que altera a Lei Geral do Cooperativismo (Lei 5.764/1971). Durante esta semana, a matéria em referência será debatida pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado e contará com a participação de Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura; Odacir Klein, ex-ministro do Transporte; e de Vergílio Perius, presidente da Organização e Sindicato das Cooperativas do Estado do Rio Grande Do Sul (OCERGS).
Outro tema tratado durante a reunião foi o Projeto de Lei (PL) 1.572/2011, que cria o novo Código Comercial. A proposta, que tem o objetivo de sistematizar e atualizar a legislação sobre as relações entre pessoas jurídicas, atualmente tramita em comissão especial da Câmara. A intenção da Frencoop é atuar junto ao Sistema OCB na comissão para retirar do texto do projeto os artigos que mencionam o cooperativismo, de forma que o setor continue sendo regulamentado pela legislação própria.
A reunião também serviu para ressaltar a importância da aprovação de outros temas fundamentais para o sistema cooperativista como o PL 4.622/2004, que regulamenta as cooperativas de trabalho, e o Projeto de Lei Complementar (PLP) 271/2005, que dispõe sobre o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo.
O encontro contou com a presença do Senador Waldemir Moka (MS); e dos deputados Alceu Moreira (RS), Arnaldo Jardim (SP), Dilceu Sperafico (PR), Edinho Bez (SC), Giovani Cherini (RS), Lelo Coimbra (ES), Luis Carlos Heinze (RS), Marcos Montes (MG), Osmar Serraglio (PR), Paulo Piau (MG), Reinaldo Azambuja (MS) e Raimundo Gomes de Matos (CE).

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Governo anuncia vetos ao novo Código Florestal
Medida provisória que deverá ser publicada pela presidente Dilma na próxima semana tratará dos temas vetados

Em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (25/5), ministros do Governo Federal anunciaram que a presidente Dilma Rousseff deverá vetar doze artigos do projeto do novo Código Florestal aprovado pelo Congresso. A proposta é vetar integralmente os artigos 1º e 61º, além dos parágrafos que tratam da ocupação em Área de Preservação Permanente (APP) urbana. Segundo o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Luis Inácio Adams, deverão ser promovidas 32 modificações. Destas, 14 recuperam o texto do Senado Federal, cinco correspondem a dispositivos e 13 tratam de ajustes ou adequações de conteúdo ao projeto de lei.
O senador Jorge Viana (AC), um dos relatores do Código Florestal no Senado, reforçou que Dilma deve editar uma medida provisória, na próxima semana, sobre os temas que forem vetados. Um deles, segundo Viana, será a obrigatoriedade de recompor áreas desmatadas ilegalmente. “A presidente vai tirar do texto aprovado tudo que implicar em novos desmatamentos. Está mais do que na hora de virarmos a página da insegurança jurídica”, disse o senador, referindo-se à decisão de editar MPV para preencher as lacunas legais geradas a partir do possível veto a trechos do texto aprovado pelo Congresso.
De acordo com o senador, a MPV dará tratamento diferenciado a pequenos produtores e agricultores familiares com propriedades até dois módulos rurais. E deverá fazer parte da nova legislação a obrigação de recomposição ambiental das reservas que foram desmatadas ilegalmente e a proibição a novos desmatamentos.
A estratégia de veto foi decidida ontem (24/5) à noite, após uma exaustiva série de encontros que a presidente vinha fazendo desde sábado com os ministros Gleisi Hoffman (Casa Civil), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Mendes Ribeiro (Agricultura), Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário) e Luis Inácio Adams (Advocacia-Geral da União). A previsão é que a MPV seja publicada no Diário Oficial da União na próxima segunda-feira (28/5).

Cooperativismo


Goiás reúne dirigentes cooperativistas para discutir os desafios da gestão

Presidente do Sistema OCB participa apresentando uma análise sobre as tendências do cooperativismo
Com o objetivo de debater os desafios e oportunidades para melhoria da gestão cooperativista, o Sistema OCB/Sescoop-GO está promovendo nesta quinta e sexta-feira (24 e 25/5) o 4º Fórum Goiano de Presidentes Cooperativistas. Com o tema “O líder cooperativista contemporâneo e o negócio cooperativo”, o evento reúne 120 presidentes e diretores de cooperativas do estado de Goiás. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, é um dos palestrantes convidados e participou na manhã de hoje (25/5) da plenária “Os desafios do Sistema Cooperativista”.

“O objetivo é apresentar um panorama sobre as tendências do cooperativismo. Entre elas, a profissionalização da gestão, a intercooperação, a educação cooperativista e a responsabilidade social voltada para a sustentabilidade. O grande desafio é, sem dúvida, a governança cooperativa. Esse conjunto de mecanismos e controles, que permite aos cooperados definir e assegurar a execução dos objetivos da cooperativa, é o que garante sua continuidade e a manutenção dos princípios cooperativistas”, comenta Freitas.

Na programação do encontro estão incluídas, ainda, palestras abordando os temas “estratégias de fidelização de cooperados”, “gestão de equipes de alto desempenho” e “como vencer os grandes desafios empresariais do cooperativismo do século XXI”. Segundo o presidente do Sistema OCB/Sescoop-GO, Haroldo Max de Souza, o líder cooperativista contemporâneo tem inúmeros desafios na gestão da cooperativa. “O maior deles é levar a cooperativa a se colocar no mercado de maneira tão ou mais eficiente e competitiva do que as empresas com as quais disputa a preferência dos consumidores. E fazer isso sem abandonar sua essência social e de gestão participativa”, resume o dirigente.

http://www.ocb.org.br/site/agencia_noticias/noticias_detalhes.asp?CodNoticia=12652

Notícias

Refinanciamento de dívida de carro deve ganhar força
A inadimplência em níveis recordes nas carteiras de financiamento de veículos deve impor limitações ao desejo do governo de fazer a roda da economia girar com estímulos para aquisição de automóveis e comerciais leves. A percepção é de que a oxigenação dos portfólios vai se dar mais pela renegociação de dívidas do que pelo escoamento de crédito novo. Mesmo com banqueiros vindo a público dizer que o alívio de compulsório casado com incentivo fiscal proporcionam condições mais favoráveis à tomada de crédito, a percepção é de que, na prática, os critérios mais rigorosos na concessão de financiamento novo tendem a prevalecer.

"Os bancos estão calejados e carregam em seus balanços os estragos das facilidades de 2009 e 2010", diz o analista de um banco estrangeiro. "Os prazos podem até aumentar, porém mais pela repactuação de dívidas do que pela disposição das instituições de relaxar os critérios de seleção."

Conforme lembra, antes das medidas de estímulo anunciadas em 21 de maio, o diretor de um grande banco de varejo, bastante ativo no segmento de veículos, dizia não haver ambiente para mudar as práticas mais restritivas na oferta, adotadas desde o início do ano passado. "Ele foi enfático em dizer que a carteira não ia crescer este ano e não creio que tenha mudado de ideia após as medidas."

Em abril, a inadimplência das carteiras de veículos bateu em 5,9%, a mais alta da série histórica do BC. Num momento de depreciação no preços dos usados, esses índices invariavelmente acabam virando perda para as instituições que, mesmo quando retomam o bem, não conseguem reaver o valor integralmente financiado. O analista do banco estrangeiro acrescenta que, como há no radar a possibilidade de incentivos fiscais para as renegociações de dívidas, essa prática também deve ficar, por ora, em banho-maria.
Para a analista da Tendência Consultoria Mariana Oliveira, é justamente a expectativa de condições melhores de refinanciamento que mais poderá contribuir para o arrefecimento da inadimplência daqui para frente. Ela aumentou recentemente as projeções de inadimplência de veículos para o fim do ano, de 4,8% para 5,2%. Mas mantém a previsão, mesmo após o resultado das operações em abril, anunciado na sexta-feira.

A expectativa inicial dos especialistas era de que a inadimplência começasse a dar sinais de acomodação em fevereiro e, em março, caísse. Wermeson França, economista da LCA Consultores, não esperava que a taxa batesse recorde pela terceira vez consecutiva em abril, mas também não se disse surpreso. Diante da alta persistente do calote, ele acredita que os incentivos para a concessão de crédito tendem a ter efeito limitado. "Os bancos têm dinheiro para emprestar, o problema não é liquidez e sim o volume de calotes", diz.

França lembra ainda que as medidas de governo tendem a depreciar o valor dos veículos usados, o que também limitaria o apetite dos bancos para dar mais crédito. "Não vejo outra saída a não ser continuar sendo rigorosos."

A expectativa de uma desaceleração do calote ao longo do ano, porém, permanece e os dados dos empréstimos vencidos entre 15 e 90 dias, que funcionam como um indicador antecedente, apontam para essa direção. Esse índice apresentou leve recuo entre março e abril, passando de 8,6% e 8,5%.
O ambiente mais favorável traçado para a inadimplência no segundo semestre esbarra, porém, na capacidade esgotada das famílias em assumir novas dívidas, ressalta França, da LCA. O endividamento das famílias bateu recorde em março, alcançando 42,95%, o maior nível desde o início da série calculada pelo BC, com início de janeiro de 2005. Em março do ano passado, esse percentual era de 40,14%.

As projeções da LCA para a venda de veículos em 2012 é de crescimento zero em relação a 2011 - com viés de queda, ressalta França.

http://www.valor.com.br/financas/2678324/refinanciamento-de-divida-de-carro-deve-ganhar-forca#ixzz1wA5e2Sj0

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Varejo dependente de crédito cresce menos

Os segmentos do varejo mais ligados à renda exibem neste ano um desempenho superior ao daqueles mais dependentes do crédito. No primeiro trimestre, as vendas dos "setores renda" cresceram 5,7% em relação ao trimestre anterior, feito o ajuste sazonal, enquanto as dos "setores crédito" tiveram alta de 1,6%, segundo divisão elaborada pela LCA Consultores a partir da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE. Na média, as vendas do varejo cresceram 3% em relação ao quarto trimestre de 2011.

O primeiro grupo, mais vinculado à renda, teve como grande destaque o setor de supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que avançaram 6,5% no período. No caso dos segmentos ligados ao crédito, quem puxa o desempenho para baixo são as vendas de veículos, que recuaram 0,3% na mesma base de comparação.

A renda sobe com força neste ano, impulsionada pelo aumento de mais de 14% do salário mínimo e pelo cenário de baixo desemprego, que dá força aos trabalhadores em negociações salariais. Para ajudar, a inflação acumulada em 12 meses está em queda, engrossando o rendimento em termos reais.

No caso dos bens mais ligados ao crédito, o setor de veículos e autopeças foi o mais castigado. O maior endividamento das famílias, associado à inadimplência em alta, afetou tanto a demanda quanto a oferta de crédito para esses bens nos primeiros meses do ano, diz o economista Paulo Neves, da LCA. O desempenho dos setores ligados a crédito foi bastante desigual. No primeiro trimestre, as vendas de móveis e eletrodomésticos aumentaram 4,3% sobre os três meses anteriores, feito o ajuste sazonal. O resultado sugere que as vendas de veículos, bens de maior valor unitário, foram mais afetadas do que de outros segmentos ligados ao crédito que envolvem bens de preços mais baixos. O segmento de material de construção, por exemplo, viu as vendas aumentarem 6%. No entanto, a área de veículos, com peso superior a 32% na pesquisa do IBGE, derruba a média dos setores ligados ao crédito.

A expectativa para os segmentos ligados à renda continua favorável porque o rendimento real deve seguir em alta. O Valor analisou 216 convenções coletivas entre as que foram registradas no Ministério do Trabalho até 25 de maio, referentes a categorias com data-base nos cinco primeiros meses do ano. A média de ganho real negociada nesse intervalo quase dobrou, passando de 1,65% entre janeiro e maio do ano passado para 3,06% neste ano. A queda da inflação, o aumento do salário mínimo e o mercado de trabalho ainda aquecido ajudaram essas negociações salariais neste início de ano, apesar da desaceleração da economia doméstica e das preocupações com o cenário externo.


http://www.valor.com.br/brasil/2678682/varejo-dependente-de-credito-cresce-menos#ixzz1wA4vWqma

Economia Solidária

Artesanato é opção de renda para agricultores familiares

Tendo como matéria prima o tronco da bananeira e a taboa – um tipo de capim encontrado nas margens dos rios -, as agricultoras confeccionam peças artesanais como porta-joias, portas-guardanapo, cestos, caixas para garrafas de vinho, bolsas, suportes para copos e pratos, porta-retratos, vasos e tudo o mais que a criatividade faz surgir.

O material para a confecção das peças é doado pelos agricultores e as mulheres compram apenas a cola e o verniz usado para dar brilho em algumas peças. A diversidade da flora na caatinga oferece pequenas flores, caroços e sementes que as artesãs utilizam como enfeites para os objetos fabricados.
http://www.gazzeta.com.br/artesanato-e-opcao-de-renda-para-agricultores-familiares/