quinta-feira, 5 de julho de 2012

Cooperativismo

Cooperativas vão investir R$ 1,7 bilhão em projetos no Estado
 
Cooperativas vão investir R$ 1,7 bilhão em projetos no EstadoDentro das comemorações do Dia Mundial do Cooperativismo, o Tá na Mesa da Federasul contou, nesta quarta-feira (4), com a presença do presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Virgílio Frederico Perius. Segundo ele, o sistema cooperativista possui um planejamento estratégico, seguindo o modelo europeu, que pretende, até 2015, acoplar as cooperativas por área de interesse ou geograficamente, para que se tornem fortes.

Além disso, estão sendo implantados diversos projetos no Estado, que permitirão agregar valor aos produtos. Os recursos, aponta Perius, virão das próprias cooperativas e equivalem a R$ 1,7 bilhão (deste total, 90% são recursos próprios). Também está sendo negociada com o governo federal a criação de uma parceria entre o BNDESPar e a Ocergs-Sescoop/RS.

Vale ressaltar que o Rio Grande do Sul é o estado com maior número de cooperativas do País. São 1026 ao todo, que representam 2.143.339 associados e empregam quase 60 mil pessoas. O faturamento consolidado pelo sistema em 2011 foi de R$ 27 bilhões, um incremento de 25,2% em relação ao ano anterior.


Fonte: Jornal do Comercio em 05/07/2012

terça-feira, 3 de julho de 2012

Economia Solidária

Projeto com catadores de lixo ajuda a frear a poluição no País
 
Projeto com catadores de lixo ajuda a frear a poluição no PaísCom o objetivo de contribuir para a conservação do meio ambiente e melhorar a qualidade da água, um programa social promove a reciclagem dos resíduos urbanos e combate as difíceis condições de vida dos catadores de lixo no Sul do Brasil.

Batizado de "Coleta Solidária", o projeto faz parte de um programa que há nove anos é executado pela hidrelétrica de Itaipu. A meta é diminuir o impacto nocivo do ser humano na bacia do rio Paraná, fronteira natural entre Paraguai e Brasil.

A iniciativa tem a função de afastar da exclusão social quem vive no limite da marginalidade e também contribuir para a reciclagem dos resíduos urbanos para evitar que substâncias poluentes vazem para a água, que constitui a fonte energética da represa de Itaipu.

O projeto, que atualmente beneficia cerca de 2,5 mil pessoas, prevê a organização dos catadores sob a fórmula de associações ou cooperativas para ganhar mais força e obter melhores condições de trabalho. Uma das ideias é construir espaços com balanças, prensas e maquinaria para separar o lixo e transportá-lo. Além disso, há cursos de formação e também entrega de uniformes de trabalho e carros para que os catadores recolham o lixo.

Uma das unidades se encontra no município de São Miguel de Iguaçu, no Paraná, com 34 catadores, a maioria mulheres. O presidente da cooperativa, José Feijoo, explica que nesse armazém se processa, diariamente, pouco mais de 1 t de lixo. Desde que foram organizados como grupo, ele garante que as coisas melhoraram, tanto pelos lucros que recebem, quanto pelas condições nas quais desenvolvem seu trabalho.

Mesmo assim, os membros da cooperativa ainda pleiteiam mais equipamentos de trabalho e melhores salários.

Fonte: Terra em 03/07/2012

Cooperativismo

Cooperativas de Trabalho e o PL 4.622
 
Cooperativas de Trabalho e o PL 4.622Agora as cooperativas de trabalho contam com uma regulamentação específica.

Isso é bom ou ruim?

O que muda para as cooperativas de trabalho?

Inicialmente, importante olharmos para o fenômeno social que ensejou esta lei, visto que direito é permeado pelo fato social, que, após manifestado, é regulado pela lei.

As cooperativas de trabalho vêem sofrendo ataques, por conta de ausência de lei regulando-as, no que se refere à sua identidade, o que, ao final, vulnerabilizou-as ao longo de anos.

O que isso significa?

Identidade é diferente de identificação. E isto deve ser observado, antes de entrarmos nos aspectos técnicos da lei.

As cooperativas de trabalho estavam devidamente identificadas, mas não possuíam, sob o aspecto da lei, uma “identidade”.

A Lei 5.764/71 identificava as cooperativas de trabalho como espécie do gênero cooperativas, de forma difusa. Agora, o PL 4.622 trouxe uma identidade para as mesmas.

É como se as cooperativas de trabalho ganhassem um “RG”. E isso lhes fazia falta. Por que?

O que mais se indagou durante estes anos todos foi: O que é uma cooperativa de trabalho?

Isto significava que a Lei 5.764/71 já não era suficiente para fazer o seu papel, qual seja, de dizer o que é uma cooperativa de trabalho, em nossa opinião.

E por que? Porque o ramo denominado cooperativas de trabalho, atraia e atrai elementos de direito do trabalho, contaminando os seus aspectos civis com agentes oriundos das relações de trabalho.

Não se discute, por exemplo, o que é uma cooperativa de crédito, consumo, habitacional, porque todas estas possuem natureza jurídica restrita ao direito civil, principalmente no que se refere à sua atividade propriamente dita.

Cooperativas de trabalho não. São identificadas como entidades civis por fora, que carregam o direito do trabalho por dentro. Por conta disso, muito se questionava: O que é uma cooperativa de trabalho? Esta pergunta instigou a dúvida e a dúvida se transformou em uma certeza, de que não se sabia mais o que era uma cooperativa de trabalho.

Como então ninguém já não sabia mais o que era uma cooperativa de trabalho, passou-se a fazer uma interpretação residual do seu conceito, ou seja, passou-se a dizer “o que não era” uma cooperativa de trabalho.

E quem, geralmente dizia o que “não era uma cooperativa de trabalho” era e ainda é, a Justiça do Trabalho, tudo isso porque existia a dificuldade de se dizer o que é uma cooperativa de trabalho. E dizia isso valendo-se dos princípios do direito do trabalho. Eis a justificativa de uma lei regulando as cooperativas de trabalho. É certo que a morte de muitas cooperativas de trabalho não se deu somente por conta da Justiça do Trabalho, mas este fato influenciou muito o seu destino.

Agora o PL 4622 avança revertendo esta tendência, ou seja, através de um texto propositivo vem à público “dizer o que é” uma cooperativa de trabalho. Este é o mais importante avanço que notamos no referido texto legal.

E onde está este avanço?

1) Pela primeira vez uma lei no Brasil introduz a figura do trabalho coordenado, absorvendo os elementos do trabalho associativo, contido na Recomendação 193 da Organização Internacional do Trabalho, para identificar a natureza jurídica do trabalho cooperado. Há anos defendemos a teste de que o trabalhador cooperado não é e nunca foi um trabalhador tipicamente autônomo, nem tipicamente subordinado, nos moldes do artigo 3o. da CLT. Agora, o PL 4.622 traz a figura do trabalho coordenado, que é exatamente o tipo de trabalho que o sócios cooperado exercem, quando atuantes em uma cooperativa de trabalho. Ele não é subordinado nem autônomo, está, no que o direito do trabalho italiano chama de “trabalho parassubordinado”, ou coordenado.

2) O PL 4.622 avança na valorização da soberania assemblear e no princípio da autogestão, remetendo, corajosamente, as decisões de determinado modus operandi trabalhista da cooperativa, para a assembléia geral. É a primeira vez que uma lei prevê textualmente, o que antes era encarado como a encarnação do demônio, que não se podia mais falar. O PL 4.622 prevê a flexibilização das relações de trabalho, por meio da aplicação do princípio da soberania assemblear, no que se refere o descanso semanal e anual do cooperado.

3) O PL 4.622 valoriza o que se denomina as normas de ordem pública, no que se refere à obediência às normas de saúde, segurança e medicina do trabalho, ao estabelecer que trabalhador cooperado está protegido, como qualquer outro, inclusive se seu trabalho for exercido na condição de médico, ou taxista, só para citar dois exemplo, dos riscos de acidente do trabalho e efeitos de aposentadoria.

4) O processo de fiscalização das cooperativas de trabalho não se altera, ou seja, é o Ministério do Trabalho e Emprego que vai fiscalizar o seu funcionamento, que não se assemelha à “intervenção” estatal nas mesmas. Fiscalização não se parece com interferência em gestão. Cooperativas de crédito estão submetidas ao Banco Central, das de Saúde à Agência Nacional de Saúde. As de trabalho ao Ministério do Trabalho e Emprego.

5) A gestão das cooperativas de trabalho se torna mais dinâmica, uma vez que sua constituição pode ocorrer com o mínimo de 7 sócios e não mais 20. O direito deve estar atendo à realidade. Não são poucas as cooperativas de trabalho que têm em seu estatuto 20 sócios cooperados e destes 20 somente 1/3 participa efetivamente da sua gestão.

6) Há exclusão expressa de aplicação do PL 4.622 para as cooperativas onde o trabalhador cooperado não se aproxima, enquanto executor de suas atividades, do trabalho executado com os pressupostos do artigo 3o. da CLT. Ou seja reconhece, mais uma vez, a figura do trabalho coordenado.

7) A fraude, caso ocorra, deve ser identificada pelo Poder Judiciário, como é hoje, ou seja, cooperativas de trabalho, se forem consideradas inidôneas, deverão ser assim identificadas, única e exclusivamente por meio de ações judiciais. Com isso afasta-se, definitivamente, a possibilidade de o Ministério Público do Trabalho, por meio de Termos de Ajustamento de Conduta, “dizer” o que é uma cooperativa de trabalho fraudulenta. Terá que, caso assim entenda, necessariamente entrar com uma ação civil pública para tal. Os TACs foram relativizados.

Outras são as novidades, mas vamos nos deter as acima citadas.

Por este motivo, entendemos que o PL 4.622 representa um avanço significativo, tanto no que se refere ao processo legislativo quando à doutrina cooperativista.

Eduardo Pastore
Advogado SINCOTRASP
Fonte: Assessoria de Imprensa SINCOTRASP em 03/07/2012

Notícias

Aquisição e Comercialização da Agricultura Familiar
 
O acesso à alimentação é um direito de todos os cidadãos, e é obrigação legal do Estado atuar por meio de políticas públicas de segurança alimentar e nutricional para garantir o acesso das famílias ao alimento. A agricultura familiar tem papel crucial na economia das pequenas cidades e responde por uma parcela significativa da produção de alimentos, tornando-se fundamental para garantir a segurança alimentar do País.

Por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em suas quatro modalidades, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) adquire alimentos da agricultura familiar. Os alimentos são disponibilizados para o atendimento de pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional assistidas pela Rede de Proteção e Promoção e Social.

A ação Distribuição de Alimentos a Grupos Populacionais Específicos é outra forma de garantir o direito humano à alimentação adequada. Política pública de caráter emergencial e complementar, a ação beneficia grupos sociais que apresentam mais dificuldades para produzir ou obter alimentos.

Uma parte significativa dos alimentos disponibilizados a esses grupos é originada da agricultura familiar por meio do PAA. Entre os grupos assistidos, estão indígenas, quilombolas, comunidades de terreiros, atingidos por barragens, acampados aguardando reforma agrária e pescadoras artesanais.

Programa de Aquisição de Alimentos
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é uma das ações do Fome Zero e promove o acesso a alimentos às populações em situação de insegurança alimentar e promove a inclusão social e econômica no campo por meio do fortalecimento da agricultura familiar.

O PAA também contribui para a formação de estoques estratégicos e para o abastecimento de mercado institucional de alimentos, que compreende as compras governamentais de gêneros alimentícios para fins diversos, e ainda permite aos agricultores familiares que estoquem seus produtos para serem comercializados a preços mais justos.

O Programa propicia a aquisição de alimentos de agricultores familiares, com dispensa de licitação, a preços compatíveis aos praticados nos mercados regionais. Os produtos são destinados a ações de alimentação empreendidas por entidades da rede socioassistencial; Equipamentos Públicos de Alimentação e Nutrição como Restaurantes Populares, Cozinhas Comunitárias e Bancos de Alimentos e para famílias em situação de vulnerabilidade social. Além disso, esses alimentos também contribuem para a formação de cestas de alimentos distribuídas a grupos populacionais específicos.
 

Economia Solidária

Ministra Tereza Campello assina primeiro termo de adesão ao novo PAA

Programa de Aquisição de Alimentos foi desburocratizado para facilitar o acesso de famílias e municípios mais pobres. Cerimònia será nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, com a presença da presidenta Dilma e do ministro Pepe Vargas, do MDA.
      
Brasília, 3 – A ministra Tereza Campello, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), assina nesta quarta-feira (4) o primeiro termo de adesão ao novo modelo de Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Vai ser durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2012-2013, no Palácio do Planalto. No mesmo evento, a presidenta Dilma Rousseff assina decreto com alterações no programa.

O novo PAA será desburocratizado para atender às demandas do Plano Brasil Sem Miséria. A partir de agora, estados e municípios que aderirem ao programa não precisarão mais entrar com contrapartida financeira. Assim, o MDS poderá apoiar produtores de localidades mais pobres. Outra mudança é o repasse do recurso do governo diretamente ao produtor, por meio de cartão bancário.

Além da presidenta Dilma e da ministra Tereza Campello, a cerimônia, no segundo andar do Palácio do Planalto, terá a presença do ministro Pepe Vargas, do MDA.

SERVIÇO
Lançamento do Plano Safra 2012/13 – Anúncio do novo PAA

Quando:
quarta-feira (4), às 11h
Onde: segundo andar do Palácio do Planalto

Neila Baldi
Ascom/MDS
3433-1021

Cooperativismo

Cooperativismo teve espaço na Rio+20

Durante a Rio+20, dois eventos focados em cooperativismo tiveram destaque.

No dia 21 de junho, às 19h, os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, e da Secretária-Geral da Presidência, Gilberto de Carvalho, assim como o embaixador especial da FAO para o cooperativismo, Roberto Rodrigues, participaram de painel sobre cooperativismo e sustentabilidade, no Parque dos Atletas.

Na ocasião, o Mapa lançou um selo em homenagem ao cooperativismo. Ao todo, serão produzidos 40 mil selos pela Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). Esta é uma das ações da pasta relativas às comemorações do Ano Internacional das Cooperativas, decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O outro evento aconteceu no dia 16 de junho,quando a OCB Nacional e o Sistema OCB/Sescoop-RJ promoveram no espaço Agro Brasil, no Píer Mauá, o Dia do Cooperativismo, com o debate de assuntos focados em políticas públicas e inclusão social, sociedade e agricultura, práticas agrícolas e tecnologias sustentáveis, produção de alimentos, segurança alimentar, meio ambiente e reciclagem.

Fizeram parte da mesa principal o presidente da OCB Nacional, Márcio Lopes de Freitas; o presidente da OCB/RJ, Marcos Diaz; a diretora de negócios da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Betsy Dribben; o vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Carlos Rivacci Sperotto; o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes; e o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Erikson Camargo Chandoha.

Após os pronunciamentos dos componentes da mesa principal, foram realizadas palestras.

A primeira foi sobre a temática Cooperativismo e Sustentabilidade Agropecuária, ministrada pelo chefe de Produção e Desenvolvimento Agropecuário (DEPDAG MAPA/RJ), Celso Merola Junguer, ocasião em que o fiscal federal agropecuário do DEPDAG, Carlos Alberto Rocha, destacou o programa do Plano ABC.

Em seguida, o tema abordado foi Agricultura Familiar Contemporânea e seus Desafios e Segurança Alimentar Nutricional na Agricultura. A palestra foi ministrada pelo secretário executivo de segurança alimentar nutricional, Francisco Guimarães, que comentou que a questão norteadora da agropecuária na agricultura familiar está focada no cooperativismo, sendo essencial em todos os aspectos.

O deputado federal Edson Santos, que compôs a mesa na parte da tarde, informou que se deve estabelecer uma relação de troca com países que possuem uma noção sobre o cooperativismo. Assim, é possível ampliar a área e a troca de experiências em todos os ramos cooperativos. São elementos fundamentais para que se possa contribuir com a Rio+20 para um mundo melhor, disse.

O superintendente técnico do Sescoop/RJ, Jorge Barros, ministrou palestra sobre Agricultura Familiar e Economia Verde na Produção do Cooperativismo Fluminense, considerou o evento gratificante para todas as cooperativas. Em sua apresentação, Barros frisou a importância do cooperativismo no processo de sustentabilidade socioeconômica e ambiental, propiciando novas oportunidades para todos que se dedicam à agricultura familiar de forma consciente e cooperativa, frisando que o Sescoop/RJ está de portas abertas para auxiliar em cada passo que esses grupos necessitam para crescer de maneira totalmente sustentável.

A segunda etapa do evento contou com os painéis Cooperativismo e Certificação Ferramentas para a Agroindústria Sustentável, apresentado pelo tecnologista e engenheiro químico do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Ronaldo Rodrigues de Sousa, e Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, com o fiscal federal agropecuário da Superintendência Federal de Agricultura (SFA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ronaldo Gil Pereira.

Foram apresentadas ainda as palestras Quilombos e Comunidades Tradicionais: uma Reflexão do Processo Histórico, com o historiador Emanoel Campos Filho, e Cooperativas Orgânicas e Agroecológicas: Sustentabilidade Agrícola e Social, com professora Sylvia Wachsner, da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

Encerrando o encontro, esteve presente a Cooperativa de Médicos Veterinários do Rio de Janeiro (Unimev Rio), apresentando um case de sucesso com o médico veterinário e cooperado Márcio Machado Carneiro, mostrando o trabalho realizado em aproximadamente 70 lojas. Devido a isso, a importância de ter a necessidade de um Termo de Segurança Alimentar.

Ao final do evento, ocorreu o lançamento do livro Cooperativismo Contemporâneo, do cientista social Júlio Aurélio Vianna Lopes, publicado pelo Sescoop/RJ.

Notícias

CMN mantém meta de inflação para 2014

O Conselho Monetário Nacional (CMN) – de acordo com notícia veiculada no portal do Ministério da Fazenda no dia 28 de junho – decidiu, por unanimidade, fixar em 4,5% a meta da inflação para 2014, com intervalos de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, como forma de o Brasil ter mais resistência aos choques externos. Para isso, o CMN considerou o cenário de incerteza no mercado internacional e a perspectiva de recuperação do vigor a economia nos próximos trimestres, a partir das medidas de estímulo a investimento anunciadas pelo governo.

Lembrando que “as expectativas inflacionárias não são construídas por um mero anúncio de regime de meta por autoridade econômica, mas a partir da observação dos analistas, dos economistas e dos diversos setores produtivos”, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, observou que “essa meta de inflação vem nos dar tranquilidade para absorver flutuações não antecipadas de dificuldades das economias mundiais e, ao mesmo tempo, nos dá flexibilidade para fazer política macroeconômica no conjunto da economia”, e destacou que o cenário atual é “diferente do período 2008, em que, a partir da quebra do Lehman Brothers, vivenciamos uma crise internacional mais aguda. Esta crise atinge as economias de forma lenta e gradual”.

O regime de metas de inflação, implantado em 1999, segundo Holland, tem sido uma estratégia de política monetária bastante exitosa para o País. “Desde 2005, praticamente em todos os anos, a inflação tem se comportado dentro dos intervalos anunciados pelo CMN”, completou ao ressaltar que a variabilidade das taxas de inflação também vem caindo no País, fator que auxilia na manutenção da estabilidade monetária: “Não é importante somente mantermos a inflação, em média, sob controle, mas a variabilidade também deve se acomodar. Até setembro do ano passado a inflação acumulava 7,31% a.a. e acumula, segundo o nosso último indicador, 4,99% a.a., indo para o centro da meta até o final desse ano”.

O secretário lembrou que o último índice de inflação (IPCA-15 para junho de 2012), de 0,18%, já antecipa que a inflação se acomoda mais rapidamente no Brasil.

Com relação à perspectiva de retomada crescimento econômico, citou as medidas adotadas pelo governo para expandir a oferta de bens e serviços, através do Plano Brasil Maior, do aumento dos desembolsos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e do PAC Equipamentos. “Essas medidas geram estímulos adicionais para que a economia se mantenha vigorosa esse ano”.

Holland destacou ainda que o Brasil tem hoje equilíbrio macroeconômico capaz de sustentar o crescimento do país mesmo diante do cenário de agravamento da crise internacional. Para ele, o equilíbrio macroeconômico permitirá ao País crescer em 2012 a uma taxa superior à verificada em 2011, quando o PIB foi de 2,7%. “Nós acreditamos que podemos crescer mais esse ano do que ano passado e termos taxas de crescimento ao final do ano entre 4,5% e 5,5%”.

Ele ponderou, no entanto, que o PIB é apenas uma variável do crescimento econômico, pois “mais importante que uma taxa de crescimento em ano-calendário é o cenário de crescimento com o desemprego baixo”, exemplificou, lembrando que o Ministério da Fazenda ainda não consegue avaliar um número mais claro sobre o crescimento porque aguarda outros indicadores da economia e frisou: “De qualquer forma, essa visão para frente, de crescimento a taxas crescentes, faz manter o ânimo dos investimentos e os planos serem tirados da gaveta e colocados na mesa”.