sábado, 11 de agosto de 2012

Cooperativismo

Molhos Pindorama conquistam mercado
 
Molhos Pindorama conquistam mercadoCom aproximadamente um mês no mercado os molhos de pimenta, inglês e alho da Cooperativa Pindorama mostraram surpreendente aceitação. O produto, já na rede de comercialização da cooperativa em todo Brasil, ganha força a cada dia. Em um mês foram comercializadas duas mil caixas de molho de pimenta, mil de molho inglês e mais mil de molho de alho.

Entre os novos produtos, o molho de pimenta Pingo de Pindorama, é o que mais faz sucesso. Esse crescimento se dá porque além das redes varejo e varejinho o novo produto da Cooperativa Pindorama está ingressando na rede fast food. Bares, restaurantes e lanchonetes estão apostando no produto alagoano.

“A aceitação foi surpreendente. Tivemos um começo muito positivo, temos um produto de qualidade que vem acompanhado da marca social que é a Cooperativa Pindorama. Ingressando nas redes de restaurantes e lanchonetes devemos ganhar um mercado ainda maior, visto que o fast food é uma grande porta para novos clientes”, avaliou Daniel Lavenère, gerente comercial da Cooperativa Pindorama.

O crescimento das vendas reflete no desenvolvimento do campo. No Povoado de Pindorama, município de Coruripe, onde fica instalada a Cooperativa, dezenas de produtores já investem no plantio de variedades de pimenta, matéria prima para produção do molho da cooperativa.

O crescimento nas vendas incentiva a produção no campo e garante qualidade de vida para os produtores. A expectativa é que conquistemos cada vez mais o mercado e assim fixamos uma nova cultura em Pindorama, a produção de pimenta”, frisou o gerente comercial.

Fonte: Tribuna Hoje - Alagoas em 10/08/2012

Economia Solidária

Ovinocultura, piscicultura e fruticultura: novas opções para agricultura familiar no Vale do Paranapanema
 
 
Ovinocultura, piscicultura e fruticultura: novas opções para agricultura familiar no Vale do ParanapanemaNovas oportunidades surgem para a agricultura familiar no Médio Vale do Paranapanema, com a ampliação do leque de atividades para setores como ovinocultura, piscicultura e fruticultura. É o que revela o pesquisador Ricardo Augusto Dias Kanthack, diretor do Polo Médio Paranapanema/APTA Regional, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP). “Ainda predomina a produção de grãos (soja e milho safrinha), e a mandioca está presente em mais de 70% dos estabelecimentos produtivos. Os grãos e as atividades mencionadas ocupam importância sócio-econômica diferenciada, embora a cana ainda seja predominante em área.”

O Polo Regional, diz Kanthack, tem se esforçado para apresentar alternativas aos produtores, que respondem prontamente. “A banana hoje é uma realidade na região devido aos trabalhos realizados pela Unidade.” Uma Associação dos Bananicultores auxilia no gerenciamento de área de agricultura irrigada sustentável em Palmital, em parceria com o Instituto Florestal (IF) e a Prefeitura Municipal. “A Área hoje é referência para essas atividades, são cerca de 40 hectares com soja, milho, aveia, mandioca... Além dos experimentos lá realizados, também fazemos muitas atividades de fomento. Estamos trabalhando nesse local também com pêssegos e uvas, além de maçã em Tarumã.” Os trabalhos são coordenados pelo pesquisador Sergio Doná.

Na área de grãos, Kanthack menciona, entre os parceiros do Polo Regional, as empresas produtoras de sementes de milho que atuam no Estado de São Paulo. Estas empresas participam do projeto de avaliação de cultivares e híbridos, trabalhos estes viabilizados pela FUNDAG (Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola). No caso de soja, trigo e outros cereais de inverno, o Polo Regional recebe o suporte de instituições como Moinho Nacional, Cooperativa dos Cafeicultores e Plantadores de Cana da Média Sorocabana (COOPERMOTA) e Cooperativa Agropecuária de Pedrinhas Paulista (CAP).

Ainda em relação aos grãos, é importante citar os trabalhos de pesquisa e difusão de tecnologias sobre plantio direto e sucessão soja/milho safrinha no Médio Vale do Paranapanema, fruto de parceria do Polo Regional com Instituto Agronômico (IAC-APTA), Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e setor privado. O plantio direto contribui no aumento da produtividade da sucessão soja/milho safrinha, desde que haja emprego da rotação de culturas, cultivares adequados e monitoramento do desenvolvimento das plantas e das propriedades do solo, dizem os especialistas. Eles recomendam semeadura da soja em outubro (antes do milho safrinha), em condições favoráveis de umidade e temperatura; manejo do solo por meio do plantio direto (melhora o aproveitamento de água no solo); e utilização de alternativas de outono-inverno e de verão (interrompe a monocultura soja/milho safrinha).

Quanto à mandioca, são realizados cerca de 10 ensaios de avaliação de cultivares e de novos clones promissores para mandioca de indústria e consumo humano nas propriedades dos produtores. Os trabalhos contam com a participação do segmento industrial da região, como Ciral-Tereos (antiga Halotek Fadel), Gabi, Lótus e Alcir Baldo. “A Coopermota nos auxilia na divulgação dos dados e doação de insumos. A CAP-Pedrinhas Paulista é parceira para a mandioca de mesa”, informa Kanthack que cita ainda a Associação de Pequenos Produtores de Assis e Região.

No setor de cana-de-açúcar, o Polo Regional tem parceria com as empresas Nova América (antiga Usina e agora fornecedores da Raízen em Tarumã) e Agroterenas (fornecedores) e as usinas Zilor Quatá, Raízen Ipaussu e Grupo Alto Alegre, atuando em sintonia com o grupo fitotécnico coordenado pelo Centro de Cana do IAC. “É um grupo eclético no qual se discutem vários assuntos pertinentes à cadeia da cana.”

No setor de ovinocultura, Kanthack ressalta que formulação feita por pesquisadores do Polo Regional, e processada pela Coopermota, foi a que obteve melhor desempenho para ovinos até o presente. Os trabalhos contam com o apoio da Associação de Ovinocultores (ASPROVALE), além das cooperativas da região.

Kanthack cita ainda a parceria com universidades regionais, como a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), em trabalhos com plantas medicinais; a Escola Superior de Agronomia de Paraguaçu Paulista (ESAPP) e a Universidade de Marília (UNIMAR), entre outras, e com fundações como Sungi Nishimura, Fundag e Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa Agropecuária (FUNDEPAG).

Na piscicultura, a cada ciclo de produção, avançam a qualidade e a eficiência do manejo, o que tem incentivado bastante as criações. Em parceria com o Centro de Desenvolvimento Agropecuário do Médio Vale do Paranapanema (atual CDVale), o Polo Regional e o Instituto de Pesca (IP-APTA) atuam na transferência de tecnologias, por meio de dias de campo, cursos e palestras, além do atendimento a aquicultores e outros interessados.

Estudo desenvolvido no Polo Regional – abrangendo 20 municípios da área do Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema (CIVAP) – aponta a existência de 360 propriedades de piscicultura e 378,8 hectares de espelho d´água (1,05 hectare/propriedade). Os peixes redondos (pacu, patinga e tambacu) são os mais cultivados pelos piscicultores no sistema de criação em viveiros escavados (60% da produção), seguidos da tilápia (21,6%), piauçu (6,2%) e as demais espécies (12,5%). As informações constam do trabalho “Panorama da piscicultura no Estado de São Paulo”, dos pesquisadores Luiz Marques da Silva Ayroza e Daercy Maria Monteiro de Rezende Ayroza, disponível no site www.aptaregional.sp.gov.br.

Eventos e treinamento -Os trabalhos com o setor privado estendem-se à realização de eventos e treinamento, lembra Kanthak. “São fundamentais as parcerias das empresas de maquinário para suporte nos dias de campo e outros eventos de difusão de tecnologias.” Ele cita ainda empresas produtoras de insumos como Syngenta, Basf, produtoras de adubos (Yara) “As parcerias são muitas e efetivas.

Nesse contexto, Kanthack destaca ainda o trabalho de longa data com a CATI, principalmente nos ensaios de avaliação de cultivares das várias culturas. “Trabalhamos muito em eventos de treinamento e capacitação dos técnicos da CATI, além de outros para diagnósticos de demandas e ações e diretrizes de trabalhos da SAA para a região.”

Quatro eventos são realizados anualmente no Polo Regional há cerca de 20 anos, destaca o pesquisador Paulo César Reco. São eles: visita técnica aos experimentos de milho (janeiro/fevereiro); reunião técnica de milho (maio); visita técnica aos experimentos de milho safrinha (junho/julho) e reunião técnica de milho safrinha (novembro).

Por meio das “visitas técnicas”, técnicos das empresas de sementes de milho (parceiras do projeto via FUNDAG e inicialmente via CDVale) e agrônomos das redes pública (CATI) e privada (revendas e empresas de assistência técnica) e das cooperativas podem conhecer os experimentos de desempenho agronômico dos híbridos avaliados, relata Reco. Já as “reuniões técnicas” são destinadas à divulgação dos resultados da experimentação de milho e de milho safrinha aos pesquisadores, técnicos agrícolas, agrônomos e demais interessados no agronegócio do milho. Sempre na programação do evento, procura-se incluir palestras técnicas sobre assuntos “do momento” e gerar discussão sobre os principais fatos ocorridos durante a safra, bem como gerar discussão entre os técnicos participantes, visando gerar novas demandas.

Além disso, Reco cita a recente criação do evento anual sobre ovinocultura. O “III Encontro de Ovinocultores do Médio Paranapanema” está programada para 2013. Já a também recente “Reunião Fitotécnica de Cana-de-Açúcar”, de periodicidade bianual, teve sua segunda edição realizada este ano. Anualmente, realiza-se ainda um workshop sobre aquicultura/piscicultura e, ultimamente, tem-se promovido dias de campo sobre o consórcio de milho safrinha com capins, divulgando assim os resultados obtidos com experimentação regional sobre o tema.

Reco revela ainda que o primeiro seminário sobre a cultura do milho safrinha foi realizado em Assis em 18 de fevereiro de 1993, numa iniciativa da antiga Estação Experimental (atual Polo Regional) e do antigo CDV. O atual CDVale financiou parcialmente o evento que, na época, foi coordenado pelo pesquisador Aildson Pereira Duarte. As quatro primeiras edições do seminário foram realizadas em Assis, a quinta em Barretos e a sexta em Londrina. A partir da sétima edição, o evento tornou-se seminário nacional de milho safrinha, realizado periodicamente e ininterruptamente nos anos ímpares em regiões produtoras do Brasil.

Histórico -O Polo Regional Médio Paranapanema tem tradição em trabalhar com o setor privado. Na década de 1980, a antiga Estação Experimental do IAC já desenvolvia trabalhos com trigo e outros cereais de inverno, sob a coordenação do pesquisador Carlos Eduardo de Oliveira Camargo (falecido), em parceria com as cooperativas CAP-Pedrinhas Paulista, fundada por imigrantes italianos, Coopermota-Cândido Mota, composta por pessoas originárias da própria região, e a extinta Cooperativa da Colônia Rio Grandense (imigrantes de origem alemã).

Segundo Kanthack, os projetos eram financiados com o aval das cooperativas e recursos da então CETRIN-BB (antiga comissão para compra de trigo, vinculada ao Banco do Brasil), que arrecadava um percentual do trigo comercializado no Brasil para uso em tecnologias agrícolas. Além do melhoramento genético, avaliavam-se cultivares em plantio de sequeiro, irrigação, diferentes adubações e ambientes e verificava-se a susceptibilidade quanto às principais doenças e pragas. “Vários cultivares de expressão foram lançados com valor agregado, e os principais avanços foram obtidos quanto à tolerância ao Alumínio tóxico e incorporação de genes de baixa estatura, evitando o acamamento, bem como a toxicidade aguda do Al3+, tão comum nos solos tropicais brasileiros.” Com a extinção da CETRIN-BB no Governo Collor, o convênio terminou e os trabalhos de trigo e outros cereais de inverno foram interrompidos na região.

No início da década de 1990, as três cooperativas fundaram o CDV, com o objetivo de planejar e apoiar o desenvolvimento econômico e social da região. Entre os objetivos do CDV, estava o de apoiar a pesquisa agropecuária. A entidade (hoje, mais conhecida como CDVale) teve papel fundamental no financiamento de projetos de avaliação de cultivares de milho e soja, bem como de épocas e densidade de semeadura das duas culturas. “Isto foi de suma importância para o desenvolvimento da cultura do milho safrinha na região e para a antecipação da semeadura da soja para o mês de outubro, permitindo a colheita a tempo de semear o milho safrinha em fevereiro/março”, explica Reco.

Outra atividade contemplada foi a piscicultura. O CDVale, em parceria com o Instituto de Pesca (IP), verificou, em levantamentos nas propriedades rurais do Médio Paranapanema, a existência de cerca de 3.000 hectares de várzeas passíveis de aproveitamento, demonstrando o grande potencial de instalação de projetos de piscicultura na região.

Outros trabalhos, revela Kanthack, foram realizados em parceria com o então Consórcio Intermunicipal do Escritório Regional da Região de Assis (CIERGA), voltados para a classificação dos solos do Médio Paranapanema em função da grande necessidade de práticas conservacionistas e dos descaminhos a que os solos eram submetidos pelos produtores da região. “O CIERGA foi encabeçado, tecnicamente, pelo engenheiro agrônomo Hugo de Sousa Dias e, politicamente, pelo prefeito José Santilli Sobrinho do Município de Assis. Os municípios se cotizaram e foi possível a contratação de dois especialistas, que sob as orientações do pesquisador Hélio do Prado (IAC) possibilitou o mapeamento dos solos do Médio Paranapanema.” O Consórcio viabilizou inclusive a ida para a região de um pesquisador do Instituto de Pesca (IP) para ações de pesquisa nesta área.

O Cierga acabou por transformar-se no CIVAP, com mais de 20 municípios associados e de grande ação e referência para outras associações, informa Kanthack. “Atualmente, o CIVAP atua como órgão político para o atendimento das prefeituras dos municípios, e tem apoiado até hoje as ações do Polo Regional Médio Paranapanema.”

O CIVAP coordenou, por exemplo, audiência pública sobre o Código Florestal para discutir proposta do Médio Paranapanema, conta Kanthack. “Recentemente, juntou mais de 800 produtores no Cine Municipal de Assis, quando a proposta foi apresentada por um pesquisador do Polo Regional. Inúmeros trabalhos e ações têm sido realizados em conjunto.” [www.apta.sp.gov.br].
Fonte: Portal Fator Brasil em 10/08/2012

Cooperativismo


Primeira turma do programa Jovem Aprendiz em Alagoas começa em Pindorama


A Cooperativa Pindorama foi a primeira em Alagoas, a receber o programa Jovem Aprendiz do Serviço Na­cional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado de Alagoas (Sescoop-AL). Nesta quarta-feira (8 de agosto), estiveram presentes na aula inaugural, a coordenadora de capacitação da OCB/SESCOOP-AL, Marivá Oliveira e a Superintendente do Centro de Treinamento Rural de Pindorama (CETRUP), Alda Santos. Cerca de 42 jovens, filhos de colonos, de cooperados e de moradores da comunidade, participam dessa turma, que vai ser comandada pelo analista de sistemas da Cooperativa de Trabalho dos profissionais em informática e telecomunicações- Macrocoop, André Marinho. Editor de texto, planilhas, segurança de informática, serão alguns dos assuntos passados por ele, nas aulas que seguem até o dia 6 de setembro.
 
Leandro dos Santos, de 20 anos, é neto de um cooperado. E já participou de outros programas, como “Jovens Lideranças”, que também é ofertado pelo SESCOOP, e que também foi destaque. O estudante não parou por aí. Aproveitou a oportunidade e se inscreveu no “Jovem Aprendiz”. Para ele, o aperfeiçoamento é importante para o futuro. “Quero me preparar para o mercado de trabalho”, afirmou empolgado, o jovem.
 
Para a Superintendente do CETRUP, programas como esses só trazem benefícios para a Cooperativa, já que muitos jovens são aproveitados na Pindorama. “A Cooperativa sempre se preocupa com a reciclagem dos funcionários e a preparação dos jovens para o mercado de trabalho”, destacou Alda.
 
O Programa Jovem Aprendiz
 
   O programa Aprendiz Cooperativo do Sescoop/AL proporciona às cooperativas condições de se adequarem à Lei 10.097/00 e ao Decreto 5.598/05, que estabelecem cota obrigatória de contratação de jovens aprendizes para cooperativas que se enquadram nos critérios de médio e grande porte. O programa oferece formação cidadã com base nos valores cooperativistas, possibilitando ao jovem o seu desenvolvimento integral e inserção no mercado do trabalho.

Notícias

Diretor do BC vê recuo da inadimplência no segundo semestre


Por Fernando Travaglini | Valor
 
SÃO PAULO – Os indicadores de inadimplência apontam recuo neste segundo semestre, assim como o comprometimento da renda da população com dívidas nos últimos meses. A afirmação foi feita pelo diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, durante a abertura do VII seminário sobre riscos, estabilidade financeira e economia bancária, realizado pelo BC nesta sexta-feira.

“O aumento recente [de atrasos] das pessoas físicas em parte refletiu fatores específicos, tempestivamente corrigidos pelas medidas prudenciais”, disse.

Segundo o diretor do BC, em nenhum momento o avanço do atraso dos pagamentos colocou em risco a estabilidade do sistema financeiro, que se encontra bem provisionado e capitalizado, “capaz de acomodar eventuais perdas”.

“O comprometimento da renda tem recuado nos últimos meses e os indicadores antecedentes indicam a continuidade dessa tendência”, disse. De acordo com o diretor, a relação entre o estoque de dívida e a renda anual das famílias está próxima de 43%, mas excluindo a parcela de crédito habitacional a proporção cai para cerca de 30%.

Hamilton lembrou que no fim de 2010 o BC identificou excessos em alguns segmentos de crédito e que providências foram tomadas para corrigi-los.

“Há poucos dias, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou dois relatórios sobre estabilidade e regulação bancária, em que avaliou como eficaz nossa rede de proteção financeira, em particular o FGC [Fundo Garantidor de Créditos]”, disse.

Evolução do crédito
Para o diretor de Política Econômica do Banco Central, a evolução do crédito no Brasil tem ocorrido de forma sustentável. Ele observa um aprofundamento entre o mercado de crédito e a economia brasileira.

“Temos um sistema financeiro sólido, bem regulado e bem supervisionado”, disse. Hamilton observou que o ritmo de crescimento do crédito tem desacelerado. Segundo ele, o crédito cresceu a taxas de 20% nos últimos anos, mas nos últimos meses nota-se desaceleração para taxas de 15%. “Certa redução seria natural.”

O diretor do BC ressaltou, porém, que existe espaço para expansão do crédito, expansão essa que é possível e desejável. “Temos espaço para crescer de forma segura”, disse Hamilton.

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Notícias

A busca por investimentos sempre mais rentáveis


Com a redução da taxa Selic, investimentos alternativos passaram a entrar no radar dos aplicadores. Como os juros estão em patamares historicamente baixos, a percepção é que existem diversas oportunidades a serem exploradas para multiplicar mais rapidamente a poupança, além das tradicionais aplicações financeiras.

Reportagem de Flavia Lima, do Valor, mostrou que mesmo o que não é investimento pode, em muitas ocasiões, proporcionar um retorno financeiro razoável. Os preços de joias, tapetes, obras de arte e vinhos subiram significativamente nos últimos anos. Mas é fundamental manter em perspectiva aquilo que é simplesmente um prazer e o que é investimento. Caso contrário, os riscos de perder dinheiro aumentam exponencialmente.

A queda dos juros possui impacto na economia real. O custo dos empréstimos bancários diminui, a intensidade da atividade econômica aumenta, ideias inovadoras para explorar lacunas de serviços encontram mais facilidades para serem financiadas e novos produtos podem ser lançados no mercado. Tudo isso favorece o ambiente de negócios, provoca o aumento do preço dos ativos e gera uma sensação de prosperidade.

Nesse cenário, ampliam-se as oportunidades de lucro com aplicações alternativas.

Mas é importante ser suficientemente cético para conseguir controlar o entusiasmo e analisar as novas possibilidades de investimento da maneira mais racional possível. Decisões financeiras precipitadas costumam ser desastrosas.

Uma das mais eficientes estratégias de investimento é montar uma carteira de ações analisando o negócio de cada companhia. Se o empreendimento desenvolvido pela empresa for suficientemente sólido, bem administrado e as ações estiverem sendo negociadas a um preço justo, é uma boa oportunidade de compra, porque tende a proporcionar excelente retorno no longo prazo.

Apesar de trabalhosa, essa abordagem – adotada por Warren Buffett, o mais bem-sucedido investidor do planeta – pode ser adaptada e usada por todos os investidores que pretendam diversificar a carteira de investimentos. Principalmente por aqueles que buscam aplicações alternativas.

A despeito do atual patamar das taxas de juros, investimentos solidamente embasados são as únicas garantias para combinar segurança e rentabilidade.

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O RESGATE DO COOPERATIVISMO DE TRABALHO

Não é sem tempo que foi aprovado pelo Congresso Nacional o projeto de lei (PL 4622/04) que regulamenta as cooperativas de trabalho em nosso país.

A Constituição da República prevê expressamente que o Estado, como agente normativo e regulador da atividade econômica, deverá apoiar e estimular o cooperativismo (CF, art. 174, § 2º).

Os únicos marcos normativos nacionais, até o momento, que balizavam as cooperativas de trabalho, eram a genérica Lei 5.764/71, sobre o cooperativismo e suas modalidades, e o art. 442, parágrafo único, da CLT, que afastava o vínculo empregatício entre os trabalhadores cooperados e as cooperativas ou tomadoras de seus serviços.

Tais marcos eram notoriamente insuficientes para regular o fenômeno, tanto que houve notório desvirtuamento da modalidade associativa, gerando as falsas cooperativas de trabalho, cujo intuito era exclusivamente burlar a legislação trabalhista, reduzindo custos de contratação de mão de obra pelas empresas.

Quando participamos da 90ª Conferência Internacional do Trabalho em Genebra, no ano de 2002, denunciamos essa prática desvirtuadora do instituto, conseguindo que fosse inserido na Recomendação 193 da OIT dispositivo específico recomendando o combate às falsas cooperativas, que não garantiam aos trabalhadores todos os direitos constitucionalmente assegurados (item 8.1.b).

Se, por um lado, nessa Conferência, se alertou para o problema que ocorria em países em desenvolvimento com as falsas cooperativas de trabalho, essa modalidade organizativa foi amplamente prestigiada com a referida recomendação, como forma de estímulo à empregabilidade e à autogestão empreendedora dos trabalhadores. Tanto que num de seus dispositivos a Recomendação estabelece que não se pode dar às cooperativas de trabalho condições menos favoráveis do que às empresas que se dediquem ao mesmo ramo produtivo ou de serviços (item 7.2).

Por isso chamou a atenção a exigência, pelo Ministério Público do Trabalho, de que a União firmasse termo de ajuste de conduta, alijando das licitações públicas as cooperativas de trabalho, numa atitude preconceituosa e generalizadora quanto às irregularidades de algumas cooperativas, condenando o próprio instituto, ao arrepio da Constituição, da lei e das normas internacionais de estímulo ao cooperativismo laboral.

O ponto nodal do desvirtuamento das cooperativas de trabalho era o de não haver norma legal específica garantindo aos trabalhadores cooperados os mesmos direitos garantidos constitucionalmente a todos os trabalhadores brasileiros pelo art. 7º da Constituição Federal. A essência do PL 4622/04, que ataca a raiz dos desvirtuamentos, é justamente garantir ao cooperado esses direitos, tais como elencados nos arts. 7º e 8º do projeto, que são como sua espinha dorsal.

Por outro lado, os princípios básicos que regem uma cooperativa de trabalho, e que eram maculados pelas falsas cooperativas, tais como seu surgimento espontâneo da vontade dos trabalhadores, e não criadas pelas empresas, bem como a autogestão e liberdade de filiação, ficaram estampados no art. 3º do projeto.

Nesse sentido, terão o Ministério Público e a Justiça do Trabalho os parâmetros legais concretos para separar o joio do trigo, sem preconceitos ou voluntarismos. As regras, agora, são claras.

É de se louvar o empenho de figuras exponenciais como o Professor Paul Singer, Secretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, e Rosany Holler, Vice-Presidente da OCB na época da maturação do projeto, que acreditaram numa organização laboral que valoriza o homem como gestor de seus negócios e empreendedor em associação com outros trabalhadores, para oferecer à sociedade bens e serviços de que ela necessita (art. 4º, I e II).

A nova lei virá resgatar, em nosso país, a grandeza e beleza dessa modalidade organizativa laboral, que prestigia o trabalhador como dono de seu próprio negócio, em regime de solidariedade e coordenação de esforços, visando sua colocação no mercado, o sustento de suas famílias e o bem de toda a sociedade. Auguramos um futuro promissor às novas cooperativas de trabalho sob o pálio da nova lei.

* Ives Gandra da Silva Martins Filho é ministro do Tribunal Superior do Trabalho

Cooperativismo

Cooperativas paranaenses investem em São Paulo

R$ 80 milhões é o valor a ser investido pelas cooperativas paranaenses Batavo e Castrolanda em unidade de processamento de leite em Itapetininga, no interior de São Paulo. De acordo com as empresas, esse trata-se de mais passo no projeto de operação conjunta em laticínios, iniciado em 2011 e que avançou para o segmento de suínos e pode se estender também para sucos. A planta industrial paulista será erguida em três fases e deverá entrar em operação em outubro de 2013, terá 20 mil metros quadrados de área construída e ficará em um terreno de 26 alqueires adquirido recentemente.

A meta inicial é de beneficiamento diário de 600 mil litros de leite por dia, ampliada posteriormente para 1 milhão de litros e, na sequência, 2 milhões. A fábrica – a exemplo do que acontece nas unidades do Paraná – processará produtos das cooperativas e de terceiros, cabendo à Castrolanda 60% da unidade e à Batavo, 40%.

Distante 300 quilômetros da sede da Castrolanda, em Castro (PR), a fábrica de Itapetininga deve gerar 200 empregos diretos e 600 indiretos.

http://www.mundocoop.com.br/2012/08/cooperativas-paranaenses-investem-em-sao-paulo/