domingo, 11 de novembro de 2012

Notícias

Biocombustível: micro-usina funcionará em dezembro
Biocombustível: micro-usina funcionará em dezembro A partir do mês de dezembro, o sistema de transporte alternativo da rede intermunicipal será abastecido com biocombustível produzido a partir do resíduo de óleo vegetal usado em frituras de alimentos. A micro-usina já está em fase final de implantação no município de Itabaiana, com data de inauguração prevista para o próximo dia 30 na perspectiva de, efetivamente, entrar em operação no dia 19 de dezembro com capacidade para produzir 20 mil litros do produto.

O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira, 9, pelo presidente da Central de Cooperativas de Cooperativas de Transportes do Estado de Sergipe (Unicoopes), Edilson Tavares. A micro-usina funcionará em Itabaiana, mas as seis cooperativas que controlam o sistema de transporte alternativo no Estado se responsabilizarão para abrir pontos de abastecimento que serão instalados na capital e no interior do Estado.

Trata-se de um investimento avaliado em R$ 600 mil feito com recursos próprios, oriundos de doações feitas diretamente pelas seis cooperativas e por 330 cooperados, filiados à Unicoopes, segundo o presidente da entidade. A matéria-prima, neste caso os resíduos do óleo comestível usado em frituras, virá dos cerca de 200 pontos de coletas já instalados em 22 municípios sergipanos, entre os quais 32 se concentram em Aracaju.
Edilson Tavares prevê instalação de 12 micro-usinas em Sergipe

Certamente, o número de pontos de coletas será bem maior, pelo menos é o que prevê Tavares. “Não visamos lucro. Se você tiver 600 ml de resíduo guardados em casa, nós iremos pegar”, garante Edilson Tavares. “Nossa ideia é criar pontos de coleta nos 75 municípios e as cooperativas do sistema alternativo de transporte coletivo facilitará a logística”, comenta o presidente da Unicoopes.

A micro-usina de Itabaiana começa a funcionar com a produção de 20 mil litros diários, mas terá capacidade para produzir até 90 mil litros de biocombustível. O número de empregos diretos a ser gerado é mínimo, conforme admitem os idealizadores, mas os benefícios são inúmeros.

“Se levar em consideração carga horária diária de oito horas, só serão gerados dois empregos diretos, mas o mais importante na geração de renda está na rede de coletores, composta por cerca de mil pessoas, que terá a possibilidade de cada um deles se tornar um microempresário individual”, considera o engenheiro agrônomo Ubaldino Dantas, assessor técnico da Unicoopes.

Benefícios

Outras iniciativas desta natureza já estão em pauta na Unicoopes, que tem a pretensão de instalar 12 unidades deste porte em outros municípios sergipanos. De acordo com informações do engenheiro, em Sergipe são consumidos cerca de 1 milhão de litros de óleo vegetal. “E deste volume só 30% vão para os alimentos, os 70% são jogados fora, trazendo problemas ambientais e entupindo a rede de esgotamento sanitário”, comenta o engenheiro. Ele revela que os dados foram obtidos na Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiov).

Com a iniciativa, acredita-se que, além dos benefícios que a iniciativa trará para o meio ambiente que deixará de receber um grande volume de resíduos do óleo comestível, os cooperados também serão beneficiados em termos econômicos. A produção do biocombustível deixará o litro R$ 0,50 mais barato. Mas, a tarifa do transporte não será alterada. “Nós não definimos tarifa, mas vamos lutar para manter a tarifa inalterada. Até porque estamos com mais de dez anos sem reajuste”, comenta o presidente da central de cooperativas. “Nós lutamos contra a proposta de reajuste de 12% feita no ano passado pelo Governo e o reajuste não aconteceu”, comenta Tavares.


Fonte: Infonet em 09/11/2012

Cooperativismo

Banco do Brasil cria gerência de negócios com cooperativas
Banco do Brasil cria gerência de negócios com cooperativasNo Ano Internacional das Cooperativas, o Banco do Brasil está criando a Gerência de Negócios com Cooperativas (Genec), vinculada à vice-presidência de Agronegócios e de Micro Empresas, e que centralizará a gestão de clientes, produtos e serviços destinados ao segmento cooperativista.

“Em face à crescente importância das cooperativas no desenvolvimento do país, bem como às oportunidades proporcionadas pelo setor, pretende-se expandir os negócios já existentes e fortalecer, ainda mais, o relacionamento com as cooperativas”, afirmou o vice-presidente de Agronegócios do BB, Osmar Dias, em correspondência encaminhada ao sistema cooperativista para comunicar a novidade. O documento também é assinado pelo gerente executivo do banco, Álvaro Schwerz Tosetto.

Ainda de acordo com Osmar Dias, a Genec deve atuar de forma a promover aproximação com as cooperativas no desenvolvimento de soluções, realização de parcerias e apoio a todos os ramos do cooperativismo. “Os atuais canais de atendimento do Banco do Brasil continuam os mesmos, cabendo à nova gerência desenvolver diretrizes para aprimoramento de produtos, serviços e modelos de atendimento”, acrescenta o vice-presidente de Agronegócios do BB.


Fonte: Tribuna Hoje em 09/11/2012

Cooperativismo

Novas resoluções do CMN atendem cooperativas e microcrédito
O Conselho Monetário Nacional aprovou Resolução 4150 que estabelece requisitos e parâmetros mínimos para o funcionamento de um fundo garantidor para as cooperativas singulares de crédito e para os bancos cooperativos. O fundo deverá ser constituído na forma de entidade privada sem fins lucrativos e terá como associados as cooperativas singulares de crédito que captam recursos de seus associados e os bancos cooperativos. Uma vez associados ao novo fundo, os bancos cooperativos serão desfiliados do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
O objetivo do novo fundo é garantir créditos de clientes das entidades do sistema cooperativista e realizar operações de assistência e suporte financeiro com estas instituições.
A criação do fundo garantidor das cooperativas fortalecerá a rede de proteção já existente, contribuindo para a intensificação do crescimento que o sistema cooperativista vem apresentando nos últimos anos, e consolidando o setor como alternativa para os usuários de produtos e serviços do sistema financeiro, além de um eficaz instrumento de inclusão financeira.
Balancete

Na mesma ocasião, o CMN aprovou Resolução 4151 que cria o Balancete Combinado do Sistema Cooperativo e estabelece condições para sua elaboração e remessa ao Banco Central do Brasil. Desse modo, entre outras ações, os bancos cooperativos, as confederações de crédito e as cooperativas centrais de crédito devem elaborar e remeter, trimestralmente, ao Banco Central do Brasil o Balancete Combinado do Sistema Cooperativo, a partir da data-base de 30 de junho de 2013.
Esse balancete combinado do Sistema Cooperativo deve ser elaborado para os seguintes níveis de combinação contábil:
I – cooperativa central de crédito, incluindo o patrimônio das cooperativas singulares de crédito filiadas;
II – confederação de crédito, incluindo o patrimônio das cooperativas centrais de crédito e cooperativas singulares de crédito integrantes do respectivo sistema; e
III – banco cooperativo, incluindo o patrimônio das cooperativas centrais de crédito e cooperativas singulares de crédito integrantes do respectivo sistema.
Operações de microcrédito

A Resolução 4152, aprovada na mesma oportunidade –– aprimora o conceito das operações de microcrédito. Pela nova norma, passarão a ser classificadas como microcrédito as operações de crédito com as seguintes características: feitas com empreendedor urbano ou rural, seja ele pessoa física ou jurídica, por meio do uso de qualquer fonte de recursos; realizadas aplicando-se metodologia específica e equipe especializada que acompanha a operação no local onde a atividade econômica do tomador do empréstimo é realizada, o que garante maior probabilidade de sucesso para a operação; e limitadas a um valor total de endividamento do tomador de recursos do microcrédito que será de até três vezes o valor do Produto Interno Bruto (PIB) per capita do ano anterior ao da contratação do empréstimo. Por esta metodologia, o limite atual é de R$ 67.750,00.
O novo conceito permite ampliar o conhecimento sobre o mercado de microcrédito, incentivar a realização de operações inspiradas nas melhores práticas internacionais, bem como aprimorar a regulamentação, o monitoramento e a fiscalização dessas operações.
Já a Resolução 4153  trata das operações de crédito à população de baixa renda e aos microempreendedores, alterando regras relacionadas a operações de crédito destinadas à população de baixa renda e a microempreendedores.
O limite do teto de saldo devedor dos microempreendores beneficiados por essas operações foi alterado com a norma e aumenta de R$ 20 mil para R$ 40 mil.
A resolução do CMN permite que as captações de recursos do direcionamento das cooperativas de crédito e das sociedades de crédito ao microempreendedor e à empresa de pequeno porte possam ser feitas diretamente por meio da concessão de uma operação de crédito de instituições bancárias.
Outra mudança é que, a partir de julho de 2013, as operações com atraso de sessenta dias ou mais não poderão mais ser computadas para o cumprimento da exigibilidade de aplicação nessas operações.

sábado, 27 de outubro de 2012

Notícias

Notícias

Renda média do baiano aumenta e extrema pobreza diminui no estado
O rendimento médio da população da Bahia aumentou 21% em termos reais entre 2006 e 2011, passando de R$ 729 para R$ 881 no período. As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan), a partir de estudos realizados com os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na zona urbana cresceu de R$ 872 para R$ 1.006, e na zona rural passou de R$ 405 para R$ 407 entre 2006 e 2011. O rendimento médio das pessoas no meio urbano apresentou um aumento real de 15,5% entre 2006 e 2011. Já o rendimento médio real no meio rural apresentou variação de 20,2%.
O estudo aponta que todas as classes da população tiveram ganhos reais de rendimento entre 2006 e 2011, tanto na zona rural quanto na zona urbana, com a renda dos mais pobres crescendo a taxas mais elevadas. Os 10% mais pobres apresentaram um crescimento real na renda média de 31,1%, ao passo que os 10% mais ricos apresentaram um crescimento de 18,9%, o efeito disso é a redução da desigualdade no estado da Bahia.
Diminuição da extrema pobreza -
Além de observar as variações de renda e desigualdade, verificou-se também a variação da extrema pobreza no estado, a partir do critério do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), definido para o plano do Governo Federal Brasil sem Miséria. A extrema pobreza diminui entre 2006 e 2011, com o indicador passando de 11,6% para 9,3% da população total. O número equivale a cerca de 200 mil pessoas fora da extrema pobreza no estado da Bahia no período analisado.
Na zona urbana, o quantitativo de pessoas em extrema pobreza diminui em quase 80 mil pessoas, passando de 695 mil para 616 mil de acordo com o critério do MDS/IBGE. Com isso, a taxa de extrema pobreza na zona urbana da Bahia declina de 7,5% para 5,9% de 2006 para 2011. Na zona rural, o número de pessoas abaixo da linha diminui em 116 mil, porém, como a redução da população rural ocorreu a uma taxa mais elevada, a proporção de extrema pobreza aumentou de 19,1 para 19,9% no meio rural.
Armando Castro, diretor de pesquisas da SEI, avalia o resultado do estudo: “a análise dos resultados da PNAD evidencia que as políticas públicas de transferência de renda e combate à pobreza estão se traduzindo em resultados significativos no estado da Bahia. Elevação substancial da renda média, redução da pobreza e da desigualdade, são fenômenos decorrentes diretamente de programas como o Bolsa Família, Brasil Carinhoso, ou pelo Benefício de Prestação Continuada, além das políticas de incentivo ao emprego e ampliação real do salário mínimo”.
O estudo está disponibilizado na integra no site www.sei.ba.gov.br.
Ascom
3115-4729

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Economia Solidária

Associações e cooperativas recebem incentivo
 
 
Associações e cooperativas recebem incentivoA partir de dezembro o estado de Minas Gerais passa a pagar a Bolsa Reciclagem, uma remuneração às associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis pelos serviços ambientais prestados.

O Programa Bolsa Reciclagem foi instituido por lei. O incentivo será concedido trimestralmente às cooperatias e associações, sendo que 90% serão destinados aos catadores. O restante poderá ser utilizado para despesas administrativas, infraestrutura, equipamentos, formação de estoque de materiais recicláveis e capacitação de associados.

Foram cadastrados 119 organizações (1561 catadores) de todo o estado, das quais 59 (1167 catadores ) foram aprovados pelo comitê gestor para o primeiro pagamento. Na primeira fase do programa, será remunerada a coleta de papel, plástico, vidro e metal. Outro beneficio esperado é p incremento da cadeia produtiva da indústria de transformação, com atração de novos empreendimentos.
Fonte: Agência Minas em 26/10/2012

Cooperativismo

Cooperativismo é homenageado no 8º Agrimark
 
 
Cooperativismo é homenageado no 8º AgrimarkAconteceu, na manhã desta quinta-feira (25), na Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), o 8º Seminário Brasileiro de Marketing no Agronegócio. O evento foi promovido pelo Instituto Universal de Marketing em Agribusiness (I-UMA), com o apoio do Sescoop/RS e da Escoop.

Declarado pela ONU como o Ano Internacional das Cooperativas, especialmente pela contribuição socioeconômica, redução da pobreza, geração de emprego e integração social, o tema exposto foi escolhido para destacar a consciência pública sobre as cooperativas e a interrelação com a educação no agronegócio.

Com a presença do embaixador da ONU, Roberto Rodrigues, o evento teve como objetivo convidar governos e autoridades a pensarem políticas adequadas, legislações, incentivos e oportunidades de diálogo indispensáveis para o crescimento e a transformação das cooperativas.

A abertura do evento foi realizada pelo presidente do Instituto I-UMA, José Américo Silva, em que foi enfatizada a necessidade do Seminário de apoiar e capacitar o desenvolvimento das cooperativas agrícolas e alimentares. Após, o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, saudou os cerca de 180 participantes e agradeceu a homenagem ao cooperativismo, além de apresentar alguns dados que demonstram a força do cooperativismo. “A ONU afirmou que as cooperativas constroem um mundo melhor. Isso significa dizer que podemos, então, construir um Rio Grande do Sul melhor”, completou.

Em seguida, o Seminário contou com o Painel das Agroindustrias, que abriu espaço para um debate objetivo e focado na missão e atividades cooperativistas. O primeiro painel apresentou os cenários da cadeia de grãos, representada pelo presidente da Cotrijal, Nei Mânica, e pelo vice-presidente de Assuntos Corporativos da Syngenta, Valter Brunner.

O painel sobre cadeia produtiva de carnes foi apresentado pelo presidente da Cooperativa Majestade, Loreni Domingos Foscarini, e por Renato Kreimeier, vice-presidente da Cooperativa Languiru, cujo projeto sobre juventude cooperativista receberá o prêmio Pesquisador Gaúcho 2012.

Cases de gestão e mercado foram abordados pelo presidente da Cosuel, Gilberto Piccinini, e por Frederico Hansen, na ocasião representando o consultor Mário Hansen, no terceiro painel sobre a cadeia produtiva láctea. No último painel, o presidente da Ibravin, Alceu Dalle Molle, e o diretor executivo da Fecovinho, Hélio Marchioro, apresentaram práticas de governança da cadeia produtiva vitivinicultura.

Após o recebimento de uma placa em sua homenagem, oferecida pelo Instituto I-UMA e pelo Sescoop/RS, Roberto Rodrigues proferiu a palestra sobre “O Cooperativismo como Fonte de Transformação nos Mercados do Agronegócio”, em que abordou a importância do cooperativismo para a economia mundial. Para Rodrigues, as novas lideranças cooperativistas precisam ser treinadas e capacitadas para unir a oferta e a procura, enfatizando a necessidade de novos projetos nesta área .

Rodrigues acredita que, para que o mundo cresça em 20% sua produção de alimentos, o Brasil pode e precisa crescer 40% no agronegócio nos próximos anos. E afirma que isso é possível através do treinamento de lideranças cooperativistas, administração estratégica e gestão de marketing profissional. “O Ano Internacional do Cooperativismo não é o fim de uma comemoração, é o começo de um trabalho orientado para satisfazer o bem estar das pessoas e a realidade do mercado”, finalizou.

O 8º Agrimark foi encerrado com um almoço, oferecido pela Federasul.

Fonte: Sistema Ocergs-Sescoop/RS em 26/10/2012