terça-feira, 28 de maio de 2013

Economia Solidária

O que é Economia solidária?

                                    
Iniciativas

Nas últimas décadas, as mudanças socioeconômicas ocorridas no mundo levaram ao aumento da informalidade e do trabalho precário. Uma situação na qual boa parte dos trabalhadores se sujeita a qualquer ocupação para garantir a sobrevivência, mesmo que seus direitos sociais não sejam atendidos. No entanto, surgiram outras formas de organização do trabalho como alternativa de geração de renda.
 
A economia solidária é uma dessas formas, além de ser um instrumento de inclusão social. É um jeito diferente de produzir, comprar, vender e trocar o que é necessário para viver, sem que haja vantagem para um ou outro lado da negociação. As atividades da economia solidária se opõem à exploração do trabalho e dos recursos naturais e promovem o desenvolvimento sustentável, ou seja, o crescimento econômico em harmonia com a proteção da natureza.
 
Cooperativas e associações visam dividir os resultados dos negócios entre os produtores
São exemplos de empreendimento econômico solidário: cooperativas, associações, grupos de produção e clubes de trocas que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário. Essas organizações têm algumas características em comum. Entre elas o fato de serem empreendimentos coletivos; de terem atividades permanentes ou principais que são a razão de ser da organização; de serem constituídas por trabalhadores urbanos ou rurais que exercem a gestão das atividades de maneira coletiva e dividem os resultados; e de poderem ou não ter registro legal (prevalecendo a existência real ou a vida regular da organização).
 
A economia solidária ganhou força no Brasil com o apoio de instituições e entidades a iniciativas associativas comunitárias e com a constituição de cooperativas populares, feiras de cooperativismo e redes de produção e comercialização. Em 2003, foi criado o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) e hoje há fóruns locais e regionais para debater e promover o assunto. A atividade ganhou também o apoio de governos municipais e estaduais, o que levou a um aumento no número de programas de economia solidária, como bancos do povo, centros populares de comercialização e projetos de capacitação.
 

domingo, 26 de maio de 2013

Notícias

Brasil perdoa 900 milhões de dólares em dívidas de países africanos

Medida anunciada durante as celebrações dos 50 anos da União Africana visa reforçar relação do País com o continente
               
por AFP publicado 25/05/2013 15:32
 
ADIS ABEBA (AFP) - A Presidência da República anunciou neste sábado 25, em Addis Abeba, na Etiópia, a anulação de 900 milhões de dólares em dívidas de 12 países africanos, durante as celebrações do cinquentenário da unidade africana. "Manter relações especiais com a África é estratégico para a política externa brasileira," explicou à imprensa o porta-voz da presidenta Dilma Rousseff, Thomas Traumann.

Dilma foi a Addis Abeba para as celebrações, em sua terceira viagem à África em três meses.

Dos 12 países que terão suas dívidas perdoadas, os principais beneficiados serão a República do Congo (Brazzaville), com uma dívida de 352 milhões de dólares cancelada, e a Tanzânia, com 237 milhões. Entre os outros países a serem beneficiados estão Costa do Marfim, Gabão, Guiné, Guiné-Bissau, República Democrática do Congo e São Tomé e Príncipe.

Traumann explicou que a medida é destinada a dinamizar as relações econômicas entre o Brasil e a África, continente que tem registrado forte crescimento econômico.
Dilma está entre os líderes mundiais que participam do jubileu de criação da Organização da Unidade Africana (OUA), substituída em 2002 pela União Africana e com sede na capital etíope.

Também participaram das celebrações o presidente francês François Hollande, o secretário de Estado americano John Kerry, o vice-primeiro-ministro chinês Wang Yang e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Segundo o governo brasileiro, as trocas comerciais entre o Brasil e o continente africano foram de 25 bilhões de dólares em 2012.
http://www.cartacapital.com.br/politica/brasil-perdoa-900-milhoes-de-dolares-em-dividas-de-paises-africanos-1807.html

Notícias




Com o objetivo de estimular o debate sobre a Bahia Rural, o Governo do Estado da Bahia realizará, no mês de agosto, em parceria com o Governo Federal, a 2ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CEDRSS). Entre os meses de maio e julho, etapas Territoriais irão preceder a CEDRSS nos 27 Territórios de Identidade da Bahia.
Com o tema “Por um Brasil Rural com gente do jeito que a gente quer”, cada etapa terá a função de aprofundamento do debate e construção de documentos com diretrizes que atendam aos novos desafios para a consolidação da Bahia Rural. Além disso, o documento estadual deverá compor, de forma participativa, o Plano Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário a ser aprovado na 2ª Conferência Nacional, que acontecerá em setembro.
Devem participar das Conferências Territoriais os gestores públicos municipais e estaduais, dirigentes de Colegiados Territoriais, representantes de organizações, entidades e outros movimentos sociais relacionados aos agricultores e agricultoras familiares.
A realização das Conferências de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário representa uma ação importante para contribuir com a ampliação e qualificação das políticas públicas voltadas para o desenvolvimento da Bahia e do Brasil Rural.
Segue abaixo, documentos com todas as orientações sobre a 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário e suas etapas municipais, territoriais e estadual para leitura e apoio de todos na mobilização.

 
 

Para maiores Informações:

Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforna Agrária, Pesca e Aquicultura - SEAGRISuperintendência de Agricultura Familiar - SUAF
Comissão Organizadora Estadual e Secretaria Executiva do CEDRS (Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável
(
71) 3115-2879 / 2864 e-mail: cedrs@seagri.ba.gov.br

Notícias

Petrobras e Bahia Pesca incentivam pesca artesanal no recôncavo
 
 
Pescadores de São Francisco do Conde receberão cursos de capacitação, 20 embarcações e exames médicos gratuitos
 
 
Proporcionar um grande salto na renda e na qualidade de vida dos pescadores e marisqueiras de São Francisco do Conde. Esta é a meta do convênio firmado pela Petrobras e Secretaria da Agricultura, por meio da Bahia Pesca, dentro do Projeto Saberes, que contará com oficinas de capacitação, exames médicos e aquisição de ferramentas de pesca, beneficiando 382 famílias.
 
“As atividades permitirão aos profissionais melhorar a manipulação e o transporte dos pescados e mariscos, aumentará a segurança durante o trabalho, minimizará os riscos à saúde e permitirá a ampliação da área de atuação”, diz o Presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto.
 
No âmbito da saúde ocupacional, a Bahia Pesca oferecerá, além dos exames médicos, palestras educacionais de conscientização do uso de equipamento de proteção individual (EPIs) e correção de posturas. “Além disso, as atividades de capacitação englobam oficinas de confecção e consertos de apetrechos de pesca e instrumentos de trabalho, como redes e anzóis”, explica a subgerente de pesca da Bahia Pesca, Eliana Carla Ramos.
 
Por fim, as associações de pescadoras e marisqueiras de São Francisco do Conde receberão também 20 embarcações motorizadas para facilitar a mobilidade aos locais de pesca e o transporte dos produtos. O projeto terá início no próximo mês de junho e duração de 12 meses. “É um projeto de curto prazo, mas cujo benefício maior, a aprendizagem, acompanhará os pescadores por toda a vida”, finaliza o Secretário de Agricultura, Eduardo Salles.
 
Fonte:
Ascom/Bahia Pesca 

Notícias

ABERTAS INSCRIÇÕES PARA TURMAS DE DOUTORADO EM PLANEJAMENTO TERRITORIAL E DESENVOLVIMENTO SOCIAL E MESTRADO EM PLANEJAMENTO AMBIENTAL

 A Católica abriu inscrições para duas turmas de pós-graduação com início previsto para agosto próximo. O Doutorado em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social disponibiliza dez vagas e o Mestrado Profissional em Planejamento Ambiental, vinte e cinco.
O programa de Doutorado em Planejamento Territorial tem por objetivo “criar competências acadêmicas em planejamento do território urbano e regional, na perspectiva do desenvolvimento social, como também formar pesquisadores qualificados para desenvolver atividades nesta área do conhecimento”.  São duas linhas de pesquisa: 1 - Territorialidade e Planejamento Urbano e Regional; 2 – Territorialidade, Desenvolvimento Social e Meio Ambiente. 
Já o Mestrado em Planejamento Ambiental quer capacitar profissionais “a acompanhar e avaliar a execução de planos de gestão ambiental, assim como realizar diagnósticos ambientais e elaborar planos e projetos em diferentes escalas, setores e contextos institucionais”. As linhas de pesquisas propostas são: 1 – Identificação e remediação de comprometimentos biológicos, físicos e químicos no planejamento ambiental com uso de tecnologias ambientais; 2 – Compreensão e atenuação de constrangimentos históricos, políticos, socioeconômicos e geográficos no planejamento ambiental.
 
Acessem:http://www.ucsal.br/

Notícias


Programação (aqui)
Ficha de Inscrição (aqui)
Inscrições: preencher a Ficha de Inscrição e enviar para o e-mail seminario.rms@ucsal.br

Notícias

Quanto vale o ensino superior brasileiro?
 
O ano de 2012 foi marcado pela farra das fusões, aquisições e compras bilionárias no setor da educação. Os casos mudam de nome, mas as histórias são as mesmas. São sempre grupos empresariais que são diretamente vinculados a bancos estrangeiros e ao Banco Mundial, e recebem aportes financeiros de valores astronômicos para o investimento no negócio da educação no Brasil, chegando a quintuplicar seus lucros ano após o ano de aquisição. A estratégia destes conglomerados após adquirir 
 
alguma instituição é sempre igual: reduzem os custos, demitem professores de maior titulação, fecham unidades, superlotam as salas de aula, e principalmente, implantam definitivamente as aulas de Ensino à Distância (EAD) em todo o currículo, precarizando totalmente o processo educacional.
 
Alguns exemplos são marcantes para mostrar quanto vale o ensino superior brasileiro. No dia 22 de abril foi anunciada a fusão dos dois maiores grupos empresariais de educação no país:  Kroton Educacional e Anhanguera Educacional. A  Kroton, até então, foi um dos grupos que mais cresceu no país, estando presente em todos os estados da federação, e apresentou um lucro líquido de R$ 61 milhões no terceiro trimestre de 2012; o que significou um crescimento de mais de 194% em relação ao mesmo período de 2011. Como parte da estratégia para atingir esse resultado, a empresa adquiriu a paranaense Unopar por R$ 1,3 bilhão. A Unopar é uma das líderes brasileiras no ensino a distância, segmento de maior rentabilidade no ensino superior. Já o grupo Anhanguera é campeão disparado no 
número de reclamações e processos administrativos referentes a qualidade, estrutura dos cursos, e ao não pagamento de professores, que em quase todas as suas unidades entraram em greve, reivindicando salários atrasados. Se a fusão for aprovada, a companhia criada terá faturamento bruto de R$ 4,3 bilhões, mais de um milhão de alunos e valor de mercado próximo a R$ 12 bilhões. Se não bastasse isso, a nova empresa assume o posto de maior empresa educacional do mundo, ficando na frente inclusive da chinesa New Oriental. Na empresa resultante, 73% da receita virá do ensino superior em campus, 23% do ensino superior em polos associados e 4% de educação básica. O grupo terá cerca de 800 unidades de ensino superior e 810 escolas associadas.
 
Outro exemplo é a multinacional norte-americana  Laureate, uma das primeiras a adquirir instituições de ensino brasileiras. Além de ter empresas próprias em mais de 30 países só explorando a educação, no Brasil a Laureate é dona da Universidade Anhembi Morumbi, BSP  – Business School São Paulo, Centro Universitário IBMR; ESADE  – Escola Superior de Administração, Direito e Economia; Centro Universitário do Norte (Uninorte), Universidade Salvador (Unifacs), Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), Universidade Potiguar (UnP); Faculdade dos Guararapes (FG) e Faculdade Unida da Paraíba (UNPB). 
 
Essa é a receita com a qual o Brasil vem se tornando o paraíso financeiro para o investimento de capitais internacionais em educação. Não há mecanismos de regulamentação nem de fiscalização sobre o que operam as mantenedoras. Ao mesmo tempo se sucateia a qualidade e transforma direitos em serviços. Neste jogo, no qual as empresas fazem a farra dos bilhões, quem fica no prejuízo são os estudantes.
 
Nesta lógica, com o discurso de ampliar o acesso ao ensino superior para estudantes de baixa renda egressos do ensino público, foi instituído em 2005, por meio da lei 11.096/2005, o Programa Universidade Para Todos (PROUNI), garantindo a concessão de bolsas de estudos integrais ou parciais de 50% ou 25% em instituições privadas de ensino. No entanto, se vemos a inclusão de certa parcela de jovens, o PROUNI beneficia os empresários da educação, não garante permanência aos estudantes e muito menos a qualidade do tripé graduação, pesquisa e extensão.
 
De acordo com a lei, a adesão das faculdades privadas no programa garante a isenção de diversos tributos como o Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), e a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS). Somadas, garantiram uma isenção tributária na ordem de R$700 milhões aos empresários do ensino só no ano de 2012. Para além das isenções já existentes, em julho de 2012, através da lei 12688/2012, o governo possibilitou às IES (Instituições de Ensino Superior) privadas a conversão de 90% das suas dívidas tributárias federais em bolsas PROUNI, o que corresponde a aproximadamente R$ 15,7 bilhões, deixando claro que o ensino superior público, democrático e de qualidade, está longe de ser uma prioridade do governo diante da sanha do mercado do ensino. Por isso nós do Juntos!, ao mesmo tempo que lutamos contra a privatização da educação, lutamos também pelo direito dos estudantes das instituições privadas por uma formação de qualidade e por permanência estudantil.
 
--
Marcello Barra