quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Cooperativismo

Cooperativismo brasileiro é destaque na África do Sul
Missão brasileira visita cooperativas na África e constata que o Brasil – mesmo com muito a ser feito – tem um dos sistemas de apoio mais eficazes para o setor
África do Sul (29/11) – O modelo cooperativista brasileiro é um dos mais completos dentre os países do BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul). Essa é uma das constatações da missão do Brasil, que participa do 3º Encontro das Lideranças Cooperativistas dos Países do Agrupamento BRICS (BRICS Coop). O evento termina hoje e contou com a participação de uma missão técnica, organizada pelo Sistema OCB.

Ontem, os oito membros da comissão brasileira visitaram duas cooperativas sul-africanas e viram o quanto o Brasil é avançado no setor. “As cooperativas aqui da África do Sul ainda carecem de apoio do governo. No Brasil, muito há para se fazer ainda, mas somos uma referência entre os membros do BRICS”, comenta o líder da missão, Petrucio Magalhães Junior, diretor da OCB e presidente do Sistema OCB/AM.

TIBONGO - As delegações do Brasil e da Índia visitaram a Tibongo Co-operative, uma pequena cooperativa de pescadores com cinco associados. Ela é responsável por abastecer grandes redes de supermercados da Cidade do Cabo. A principal queixa dos cooperados é a falta de apoio por parte do governo, que impede seu desenvolvimento.

FINGERPRINT - Em seguida, os delegados tiveram a oportunidade de conhecer a Fingerprint Worker's Co-operative, uma cooperativa de produção gráfica, fundada há 25 anos e que, por sua tiragem mensal – 50 mil livros por mês – é tida como referência em gestão naquele país.

Jacobus Smith, presidente da Fingerprint, explicou à delegação que o governo da África do Sul ainda apoia pouco as cooperativas. “Em 25 anos de existência, o único crédito cedido pelo governo veio no ano passado. Mesmo assim, só foi possível comprar uma impressora mais sofisticada”, observa o sul-africano, dizendo que a legislação da África do Sul, ainda não ampara as cooperativas.

VISITA - O modelo de cooperativismo brasileiro foi citado como exemplo. Em função disso, os líderes cooperativistas da África do Sul demonstraram muito interesse em conhecer as ações realizadas pelo Sistema OCB, em prol do desenvolvimento do cooperativismo brasileiro. A visita ainda não tem data marcada.
 

Notícias

Doação de Cestas de Alimentos beneficia 371 mil famílias carentes

Entre janeiro e setembro deste ano a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) distribuiu 1.186 mil de cestas de alimentos para 371 mil famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional. As doações ocorreram no âmbito da Ação de Distribuição de Alimentos a Grupos Populacionais Específicos (ADA), coordenada pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e operacionalizada pela estatal. Essa quantidade de cestas corresponde a 29.338 t de alimentos.

As cestas foram entregues a acampados (478 mil), quilombolas (168 mil), terreiros (67 mil), atingidos por barragens (78 mil), indígenas (264 mil), marisqueiras/caranguejeiras/pescadores artesanais (47 mil), vítimas de calamidades (34 mil) e outras comunidades tradicionais (50 mil). A operação vem sendo executada desde 2003 e é fruto de parceria firmada entre a Conab e o MDS. (Antônio Marcos da Costa / Conab)

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Notícias

Produtores rurais apresentam resultados do projeto Mata Branca

 
O encontro de disseminação aconteceu no Hotel Sol Bahia, em Patamares, e teve como objetivo apresentar os resultados desenvolvidos a partir de uma nova metodologia de trabalho, com enfoque no aumento do capital social e humano, através de ações nas áreas de associativismo, cidadania, empoderamento comunitário, produção e beneficiamento de produtos e fortalecimento de infraestrutura física e ambiental.
 
Foram apresentadas ações realizadas na área de políticas públicas, voltadas para a gestão integrada de ecossistemas e subprojetos demonstrativos, os quais se caracterizam pela influência profunda e transformadora da qualidade de vida dos sertanejos em relação aos temas mais básicos e essenciais ao ser humano, como acesso a água potável, produção de alimentos e geração de renda sustentável.
 
Estiveram presentes na abertura oficial do evento o diretor executivo da CAR, José Vivaldo de Mendonça Filho, a superintendente geral da Fundação Luís Eduardo Magalhães, Vera Lúcia Queiroz, o coordenador do projeto Mata Branca da Bahia, Cássio Biscarde, e a coordenadora do Ceará, Maria Tereza Bezerra Sales, a coordenadora estadual do programa Vida Melhor, Maysa Flores, entre outras autoridades. Estiveram presentes ainda técnicos do projeto e beneficiários do Ceará e da Bahia. 
 
Para Vivaldo Mendonça, o Mata Branca é um exemplo não só para a Bahia, mas todo o Nordeste. “A Bahia e o Ceará fizeram o esforço de execução e certamente teremos outros investimentos que darão continuidade à convivência com o semiárido, a geração de riqueza e o combate à pobreza, com a perspectiva da conservação, dentro dessa linha de que o homem no vermelho não constrói o verde”.
 
O projeto está encerrando o seu ciclo de trabalho neste mês de outubro. De 2007 a 2013, o Mata Branca beneficiou mais de 9.500 famílias do semiárido com projetos como o de recuperação e preservação de áreas degradadas, construção de cisternas e barragens subterrâneas, hortas pedagógicas, manejo sustentável, beneficiamento de frutas nativas da caatinga, criação de galinha caipira, viveiros, quintais produtivos, criação de abelha sem ferrão, entre outros.
 
Segundo o coordenador do Mata Branca da Bahia, Cássio Biscarde, “o momento é apenas de agradecer a confiança depositada, aos parceiros no âmbito nacional e internacional que fizeram com que tudo isso acontecesse, aos beneficiários que são a razão desse projeto e aos técnicos que fizeram com que o Mata Branca fosse um grande sucesso”.
 
Um desses casos bem-sucedidos é o da beneficiária do projeto, Jaciaria Santos, que relata que antes de tomar conhecimento do projeto Mata Branca, a comunidade sofria com a falta de água, pela falta de um reservatório de água, por isso só se plantava em época de chuva e quando a seca chegava acabava com tudo. “Às vezes a gente não tinha nem o dinheiro para comprar a verdura. Agora já temos uma cisterna, telas, regador, adubo, sementes e uma horta produtiva, além de não precisar comprar, ainda temos a possibilidade de vender alguma coisa”.
 
O técnico João Paulo, responsável pelas ações em Jeremoabo, se emocionou ao falar do projeto. “Fazer parte dessa experiência foi também realizar sonhos. Ele não vai acabar nunca, pois os investimentos e os ensinamentos passados para as comunidades atendidas vão ficar para sempre nessas localidades”.
 
A programação do evento contou ainda com a exposição da avaliação final do projeto feita pelos consultores Carlos Aquino, Martin Obermaier. Foram apresentadas as avaliações dos Componentes I, II e III que contemplam I - Apoio Institucional e Político para Gestão Integrada de Sistemas, II - Subprojetos demonstrativos: Promoção de Práticas de Gestão Integrada de Ecossistemas e III – Monitoramento & Avaliação, Disseminação e Gestão do Projeto. Foi realizada também a apresentação do estudo estratégico de Políticas Públicas/COPPE pela consultora Heliana Vilela.
 
O principal objetivo do projeto é contribuir para a preservação, conservação, uso e gestão sustentável da biodiversidade do Bioma Caatinga nos estados da Bahia e do Ceará, estabelecendo um ciclo eficaz entre as práticas integradas de gestão do ecossistema e a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes. Na Bahia, o projeto integra as ações do Programa Vida Melhor, um conjunto de estratégias que busca incluir socioprodutivamente, pelo trabalho decente, até 2015, pessoas em situação de pobreza e com potencial de trabalho na Bahia, com vistas à sua emancipação.

Notícias

Norte da Bahia recebe máquinas agrícolas

 

O Governo da Bahia, através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), entregou, nesta sexta-feira (18), um conjunto de máquinas agrícolas para municípios do norte do estado.

Os 24 municípios consorciados ao Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território Sertão Baiano foram beneficiados com o maquinário entregue pelo governo. O conjunto é composto por trator, pá carregadeira, retroescavadeira e caminhão caçamba. Um investimento de R$1,5 milhão. "As máquinas serão de responsabilidade do consórcio. Com rodízio entre os municípios, todos serão beneficiados. Fortalecer os consórcios significa desenvolver os municípios, desenvolver o semiárido", afirmou Rui Costa.

Através da CAR, mais equipamentos foram distribuídos. Desta vez, associações e cooperativas foram contempladas, recebendo oito tratores, com valor unitário de R$72 mil. A ação em prol da mecanização agrícola da agricultura familiar vai colaborar com o fortalecimento da renda de 3 mil famílias, distribuídas em sete municípios da região.

Em relação ao abastecimento de água, uma parceria entre o Ministério da Integração Nacional e a CAR viabilizará a implantação de 1.057 cisternas na região. E as barragens de Bodocó e Coronon serão recuperadas.

O ato foi em Paulo Afonso, sob coordenação do secretário da Casa Civil, Rui Costa, que monitora as ações de desenvolvimento do semiárido, e contou com a presença do diretor executivo da CAR, José Vivaldo de Mendonça Filho.

O evento também contou com a presença do superintendente da CAR, Dernival Oliveira, além de autoridades locais, do governo e de lideranças comunitárias.

Fonte: Secom

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cooperativismo

RBPC define realização do III Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo
 
Evento está programado para acontecer em Palmas, no Tocantins, em outubro do ano que vem
Brasília (16/10) – A mais jovem capital do País – Palmas – no Tocantins será palco do III Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo, entre os dias 20 e 22 de outubro de 2014. A confirmação da data e do local do evento é um dos resultados da reunião realizada nesta segunda-feira, entre os membros que compõem a Rede Brasileira de Pesquisadores em Cooperativismo (RBPC).

PARTICIPAÇÃO - O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, abriu a reunião, que também teve a participação de representantes das universidades federais do Tocantins, Santa Catarina, Viçosa (MG), Recôncavo Baiano (BA), Mato Grosso do Sul e Vale dos Sinos, além de outros representantes do Sistema OCB.

O presidente Márcio afirmou o compromisso do Sistema OCB em estreitar as relações com a academia e, ainda, de incentivar o desenvolvimento de pesquisas para o cooperativismo brasileiro, alinhadas com as grandes diretrizes nacionais e internacionais. Ele também destacou as cinco metas para a década do cooperativismo, estabelecidas na XVIII Conferência Regional da ACI Américas, realizada no início deste mês. São eles:

- Participação dos sócios e governança
- Identidade cooperativa
- Capital seguro para as cooperativas
- Sustentabilidade
- Marco Jurídico

SECRETARIA CENTRAL - Foi proposto, e aceito pelos membros da Rede, que o Sescoop passe a atuar como uma secretaria central de articulação e organização das reuniões e ações da RBPC, buscando dar uma identidade à rede.

Cooperativismo

Intercooperação Internacional entre os países do BRICS

Cooperativistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se encontrarão na Cidade do Cabo, a partir de domingo
Brasília (24/10) – O Brasil será representado por uma deleção no III Encontro das Lideranças Cooperativistas dos Países do Agrupamento BRICS (BRICS Coop). O evento será realizado na Cidade do Cabo, na África do Sul, entre os dias 27 e 29 deste mês. Com isso, lideranças cooperativistas do Brasil, Rússia, Índia, China e do próprio país-anfitrião poderão estreitar, ainda mais, os laços comerciais que se estabeleceram historicamente entre essas nações.

A deleção brasileira – organizada pelo Sistema OCB – será liderada pelo Diretor do Sistema, Petrucio Júnior, também presidente do Sistema OCB/AM. Integram ainda a comitiva: o  presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol da Silva, o superintendente da OCDF, Remy Gorga Neto, a Cônsul-Geral do Brasil na Cidade do Cabo, que representará o Itamaraty, e representantes de cooperativas brasileiras.

MISSÃO – Cabe à delegação brasileira divulgar a atividade econômica das 201 cooperativas exportadoras. Juntas, foram as responsáveis por 99,5% do resultado financeiro obtido com as exportações, em seus ramos de atuação. Para essa divulgação, os brasileiros contarão com um Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras. Outro importante objetivo é vislumbrar possibilidades de cooperação técnica e benchmarking que possam interessar o mercado cooperativista brasileiro.

BRICS Coop – O evento teve origem em Brasília, por iniciativa do Sistema OCB, no ano de 2010, durante a I Cúpula dos Chefes de Estado dos Países do BRICS. Àquela época participaram representantes da China, Rússia e Índia.

OBJETIVO – O BRICS Coop tem por objetivo aproximar comercialmente as cooperativas dos cinco países e promover a cooperação entre elas. Suas reuniões são convocadas pelo governo do país que exerce a presidência  pelo período de um ano. Em 2013, o cargo está sendo ocupado pela África do Sul, que irá repassá-lo ao Brasil, em 2014.

Notícias

Nova lei facilita trabalhos de armazenagem e pagamento de dívidas

A Lei 12.873, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 25 de outubro, vai facilitar algumas das ações desenvolvidas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na área agrícola. O artigo 1º, por exemplo, permite que a empresa tenha, a partir de agora, uma redução de quase um terço no tempo de contratação de serviços de construção e reforma de armazéns.
 
Com o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), instituído pela lei, o período entre a abertura do processo e a entrega final da obra não deve passar de 12 meses, enquanto que pela legislação anterior (Lei 8.666/93) chegava a cerca de 36 meses. Este é o entendimento dos técnicos da empresa sobre a nova medida.
 
Outro artigo, o de número 50, diz respeito a prazos para pagamento de dívidas de terceiros com o governo federal, quer judiciais ou administrativas, em caso de perdas de produtos pertencentes à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e aos Estoques Reguladores.
 
 
Um dos parágrafos estabelece que a adesão à renegociação do débito deve ser feita em até 180 dias após a publicação da lei, mediante pedido formal apresentado na Conab, pelo próprio devedor ou representante legal. (Raimundo Estevam)
 
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Palavras chave: armazenagem dívidas Conab