segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Economia Solidária

Sebrae paraibano organiza evento para agricultores familiares
                     
Sebrae paraibano organiza evento para agricultores familiaresCompradores e fornecedores do Programa Nacional de Alimentação Escolar participaram no último dia 27 de janeiro, em João Pessoa (PB), de uma ação organizada pelo Sebrae paraibano para capacitar empreendimentos agrícolas familiares no fornecimento de merenda escolar e ampliar o acesso dos agricultores ao mercado de compras públicas.

Cerca de 900 pessoas participaram do evento, entre professores, produtores rurais e empresários. Durante o evento, foram transmitidas informações para facilitar a participação dos agricultores nas licitações.

As ações fazem parte do programa Compra Legal, criado pelo Sebrae em 2012 para facilitar o acesso de pequenos empreendedores ao mercado de compras públicas.

Fonte: Unisol Brasil Com informações da Agência Sebrae em 31/01/2014

Cooperativismo

Governo do Acre compra produção de rapadura para as escolas e apoia cooperativa
                     
João Ferreira salienta que quem produz a rapadura tem renda mensal de R$ 2 mil (Foto:Angela Peres/Secom)
Governo do Acre compra produção de rapadura para as escolas e apoia cooperativaOs investimentos do governo do Estado na área de produção estimulam o crescimento da rentabilidade da população rural. Quem está aproveitando o incentivo é a Cooperopção, cooperativa localizada no km 18 da BR-317 que está vendendo toda a produção de rapadura para o governo e complementando a alimentação escolar.

Para o processo de produção, os cooperados dispõem de uma agroindústria equipada, com capacidade de produzir e embalar até 12 mil rapaduras por dia. O destino da produção do ano de 2014 já está certo para escolas da rede estadual de ensino de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Sena Madureira.

Com o nome de “rapadurinha”, o produto é embalado de forma atrativa para os alunos. “O objetivo é que possamos dobrar a produção para que os alunos possam ter a rapadura mais vezes no cardápio”, explicou o presidente da cooperativa, João Evangelista Ferreira.

No momento, a agroindústria possui cinco pessoas na parte de produção e outras três para cortar a cana nas propriedades. Desde a fase que começa no moedor e decantador ao momento de empacotar e fazer a distribuição, os cooperados receberam o apoio do governo em equipamentos próprios, além de um caminhão disponível para operacionalizar.

Composta por 53 pessoas, a Cooperopção abrange a produção de milho, café, cana-de-açúcar e outras culturas. Segundo João, quem produz as rapaduras ganha em média até dois mil reais por mês. “Nessa produção cinco famílias são beneficiadas com essa renda boa, pra nós isso é a melhor coisa que tem”, salienta.

Fonte: Agência de Notícias do Acre em 31/01/2014

Economia Solidária

Cooperativas da economia solidária anunciam criação da Unicopas
                     
Cooperativas da economia solidária anunciam criação da UnicopasAs três maiores centrais de cooperativas de economia solidária do Brasil – Unicafes, Unisol e Concrab anunciam quarta-feira (29), em Brasília, a União Nacional das Cooperativas Solidárias, a Unicopas. A iniciativa vai facilitar a aprovação do Projeto de Lei nº 3, de 2007, que regulamenta agricultura familiar e está parado na Comissão de Agricultura do Senado desde 2012.

Os ministros Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário, participaram do evento. Carvalho afirmou, em entrevista à TVT, que o acordo deve facilitar o trabalho do governo junto ao Congresso Nacional de modo a agilizar a votação do projeto, que tem como avanço admitir a convivência de "dois sistemas de cooperativas no país" – além da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), que agrega as tradicionais grandes cooperativas, e agora a Unicopas, cuja formação segue conceitos de gestão da chamada economia solidária.

O texto da lei prevê ainda novos incentivos para a produção de agricultura familiar, a exemplo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que só no ano passado distribuiu R$ 20 bilhões para o segmento.

O presidente da Unisol, Arildo Mota Lopes, observou que o processo de construção da Unicopas durou cinco anos, e que o momento representa um "fortalecimento da agricultura familiar, da economia solidária campo-cidade".

Fonte: Redação Rede Brasil Atual em 31/01/2014

Cooperativismo

Cooperativas se unem para fortalecer agricultura familiar em todo o país
                      
Cooperativas se unem para fortalecer agricultura familiar em todo o paísUnião Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias - Unicopas - Foto MDA
Entidades que representam a agricultura familiar no Brasil se uniram, na última quarta-feira (29), para congregar as cooperativas e a economia solidária em todo o país. Três grandes organizações formam, agora, a União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas), que teve seu estatuto aprovado e o conselho diretor definido durante o evento, na quinta-feira (30), em Brasília (DF).

A União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), a Confederação das Cooperativas da Reforma Agrária do Brasil (Concrab) e a Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol) formam a Unicopas, que terá a missão de fortalecer, cada vez mais, a agricultura familiar.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, representante da presidenta Dilma Rousseff, ressaltou a importância dessa união entre as cooperativas. “Os agricultores familiares agora podem sobreviver com mais dignidade. É uma iniciativa que o Brasil precisa conhecer melhor. Precisamos mostrar a importância desse país ainda desconhecido. O nosso sentimento com o cooperativismo é de gratidão, pela persistência que todos tiveram em se unir”, disse.

O ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas, reafirmou que a participação dessa parcela da sociedade é fundamental para o crescimento e fortalecimento do País. “Esse é um dia importante e histórico para nós, mas somente mais para frente teremos a dimensão de tudo isso. Precisamos ainda de grandes avanços em diversos setores, sim, mas é inegável que nesses últimos 12 anos levamos inclusão, políticas públicas, renda e trabalho a tantas pessoas”, comentou. “O nosso desafio com a Unicopas é fazer com que tantos agricultores que ascenderam social e economicamente sejam cidadãos que fortaleçam ainda mais essas organizações cooperativistas”, definiu.

Integração

O presidente da Unicopas, Luiz Possamai, mostrou-se confiante com a união das entidades e lembrou que as portas estarão abertas para a integração de outras cooperativas. “Esse é um namoro de mais de cinco anos que se transformou em casamento. A ação vai fortalecer o cooperativismo e facilitar até mesmo o diálogo com o Governo Federal. Espero que tenhamos grandes conquistas neste ano, que é especial por ser o Ano Internacional da Agricultura Familiar, e ganhar o espaço que é devido para essas entidades”, argumentou.

Alessandra Dunas, secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), representou as mulheres durante o ato e destacou que a Unicopas será fundamental na construção de um uma economia mais solidária e justa. “Somos todos parceiros nesse desafio de concretizar esse desenvolvimento de ações no campo e, também, na cidade, para avançarmos cada vez mais.

O cooperativismo é fundamental nesse sentido”, garantiu. Nesta quinta-feira (30), segundo dia de reunião, os participantes farão um aprofundamento no formato organizacional da Unicopas, além de definirem as primeiras ações e propostas de interação e estratégias entre os três órgãos.

Fonte: MDA em 31/01/2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Cooperativismo

C.Vale amplia sobras e faturamento
O aumento da produção de frangos ajudou a incrementar a receita. A cooperativa alcançou a marca de 400 mil aves/dia
O desempenho do segmento grãos foi o principal responsável pelo crescimento da C.Vale em 2013. A soja, com quase 26 milhões de sacas, volume 45% maior que o do ano anterior, foi a principal responsável pela ampliação do faturamento. A receita bruta da cooperativa aumentou 29,5%, totalizando R$ 4,18 bilhões. "Uma data histórica com um desempenho extraordinário", resumiu o presidente Alfredo Lang, lembrando que em 2013 a cooperativa completou 50 anos de fundação.

O grande volume de produção aliado à valorização do grão fez da soja a alavanca do crescimento da C.Vale, mas outra atividade também apresentou grande contribuição. O aumento da produção de frangos ajudou a incrementar a receita. A cooperativa alcançou a marca de 400 mil aves/dia.

Em assembleia, no dia 31 de janeiro, na Asfuca de Palotina, Lang revelou que o crescimento da receita foi acompanhado pela expansão das sobras aos produtores em 45%. A cooperativa propôs e os associados aprovaram o pagamento de R$ 31,8 milhões em sobras e juros sobre o capital social. O pagamento começa na segunda-feira, dia 3 de fevereiro, em todas as unidades de grãos da C.Vale.

Para 2014, as principais metas da cooperativa são a melhoria da estrutura de recebimento de cereais e a construção de uma nova unidade em Terra Roxa. A previsão para este ano é de um faturamento de R$ 5 bilhões.

(Fonte: C.Vale)

Economia Solidária

No país, 67 empresas passaram a ser geridas por funcionários após falir
 
De empregado a patrão de si mesmo. Essa é a realidade de funcionários de 67 empresas no Brasil. São companhias que faliram e foram recuperadas por trabalhadores, para evitar o desemprego.
 
Hoje, são geridas pelos ex-funcionários coletivamente. Decisões e eleição dos diretores ocorrem em assembleias.
 
O levantamento, publicado em 2013 por pesquisadores de dez universidades, buscou todos os casos do país.
 
OS 67 CONFIRMADOS TÊM 11,7 MIL TRABALHADORES. MAIS DA METADE ESTÁ NO SUDESTE E BOA PARTE SÃO METALÚRGICAS LOCALIZADAS NO ABC PAULISTA. A MAIORIA PASSOU À MÃO DOS TRABALHADORES NO FIM DOS ANOS 1990 E INÍCIO DOS ANOS 2000.
 
"Antes o funcionário era preparado só para obedecer, hoje tem que planejar e executar", diz o presidente da Coopertrim, Efigênio Avelino.
 
A cooperativa, de Raul Soares (MG), nasceu da falência da Tarza, produtora de ferramentas para construção civil e agricultura, que chegou a ter 380 empregados em 2006. A partir desse ano, a companhia começou a demitir e fechou em 2008, quando Avelino já tinha 21 anos de casa.
 
Já em 2009 os trabalhadores começaram a se organizar, mas só com a falência da Tarza, no fim de 2011, puderam assumir seu comando.
 
A fábrica foi recuperada com R$ 150 mil doados pela CUT (Central Única dos Trabalhadores). Por autorização judicial, a Coopertrim aluga a empresa, repassando parte do faturamento à massa falida.
Segundo Avelino, a receita atingiu agora R$ 120 mil. Em 2008, era de R$ 2,5 milhões.
 
Hoje, a cooperativa tem 40 funcionários --"com direitos e deveres iguais"-- produzindo 35 mil ferramentas por mês, um décimo da capacidade. Cada um tira cerca de R$ 1.000 por mês. "Tem mais gente agora querendo voltar. Mas temos que ter crescimento sustentável. Não podemos repetir os erros do passado."
 
CONSULTORIA
 
A Coopertrim contou com a consultoria da Uniforja, outra empresa tocada por ex-funcionários. Ela nasceu em 1997, com a iminente falência da Conforja, de Diadema (SP).
 
Primeiro, os trabalhadores arrendaram a metalúrgica. Em 2003, compraram-na num leilão, com financiamento de R$ 20 milhões do BNDES. Hoje a cooperativa fornece para grandes, como a Petrobras, e fatura R$ 160 milhões ao ano.
 
Dos 470 trabalhadores, 200 são contratados e 270 são cooperados. Mas, antes da crise, em 2008, a Uniforja chegou a ter 650 trabalhadores. Mesmo gerida por eles, não deixou de demitir. "Temos que manter a empresa equilibrada", diz o presidente João Trofino.
 
Situação menos estável é a da Flaskô, do ramo plástico. A empresa, que chegou a ter 600 trabalhadores nos anos 1990, agora tem 70. A jornada caiu para 30 horas semanais em 2008, sem reduzir salários, que vão até R$ 3.000.
 
A remuneração é abaixo do mercado, mas a autonomia compensa, diz Fernando Martins, que trabalha na empresa. "São seis horas por dia, não tem patrão enchendo o saco."
 
A empresa opera por autorização judicial, mas seu futuro é incerto. O sonho dos trabalhadores, que assumiram a Flaskô no primeiro ano do governo Lula, é que a empresa seja estatizada pela União, maior credora.
 
O governo do PT não abraçou a proposta, e um projeto de lei nesse sentindo, do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), dorme no Congresso.
 

Economia Solidária

Unicafes, Concrab e Unisol lançam frente pelo cooperativismo solidário

Por Daniela Rueda (Secretaria-Executiva do FBES)
 
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À noite do dia - 29/01/2014 - foi marcada por um acontecimento histórico, através da criação da União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias - UNICOPAS. A solenidade ocorreu na sede da Contag em Brasília, através das falas da Diretoria da Unicopas: Luiz Ademir Polsamai (Presidente-Unicopas / Unicafes), Arildo Lopes (Tesoureiro-Unicopas / Unisol), Chico Dalgiovan (Secretário-Unacopas / Concrab). Os convidados foram: Ademar Bertuci (FBES), Alessandra Duras (Contag), Chico de Oliveira (BNDES), João Vintini (CONAB), Paul Singer (SENAES / MTE), Ministro Gilberto Carvalho (SGP), Ministro Pepe Vargas (MDA), Assis do Couto (PT/PA) e José Caetano de Andrade (FBB).
 
A União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias tem por objetivo lutar pela concepção do cooperativismo solidário no Brasil. Segundo destaques da mesa, Ademar Bertuci chamou de “casamento” essa parceria e disse que em 2003, num momento de grande afirmação do movimento social com a criação do FBES, que naquele momento se tinha clareza que cooperativismo seria uma das saídas importantes para a construção da economia solidária. “Daqui pra frente vamos avançar nesta luta e da afirmação, sobretudo na mudança da legislação que acompanha a economia solidária”.
Chico Dalgiovan coloca que não cabe a esta organização obrigar qualquer cooperativa a se filiar a ela, porque o primeiro princípio é o absoluto respeito a adesão livre e voluntária. “Nós seremos grandes pela nossa capacidade de organização que nós exerceremos a partir também desta articulação. Sem dúvida alguma temos o desafio de buscar a unidade política. […] Aqui se configura outra questão – existem dois fatores fundamentais para uma organização dessa natureza avançar – a necessidade e a vontade. Esta organização nasce desses dois elementos fundamentais. Espero que consigamos nesse período histórico vencer esses desafios e que possamos criar uma grande organização de cooperativas porque hoje pelo desenvolvido do capitalismo não existe mais espaço para o pequeno individualmente. Não existe como criar uma pequena empresa para cada um. Só cresceremos e nos juntarmos, no campo a mesma coisa.[...].”
 
O evento marcou a criação da Unicopas e o desafio seguinte é sua estruturação e regimento.