domingo, 27 de novembro de 2011

Notícias

Brasil e Argentina fortalecem o cooperativismo
Brasil e Argentina fortalecem o cooperativismo
Os governos do Brasil e Argentina declararam compromisso em buscar comércio equilibrado nas áreas agrícola e pecuária, em reunião bilateral dos ministros da Agricultura Mendes Ribeiro Filho (Brasil) e Julián Domínguez (Argentina). O encontro foi realizado nessa quarta-feira, 23 de novembro, após a 21ª Reunião Ordinária do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), em Brasília.

Na agenda bilateral, os ministros se comprometem a buscar soluções de mútuo interesse relacionadas ao comércio bilateral de setores sensíveis, de forma a assegurar que a continuidade do comércio seja consistente com as necessidades de desenvolvimento de seus respectivos mercados. Os ministros brasileiro e argentino firmaram propósito de estimular medidas para promover a integração produtiva regional e o acesso conjunto a terceiros mercados para cadeias produtivas comuns aos dois países.

Em virtude de 2012 ser o Ano Internacional do Cooperativismo, Argentina e Brasil tiveram iniciativa semelhantes na constituição da Secretaria de Cooperativismo dentro de seus ministérios da Agricultura. Foi consenso que o cooperativismo é uma forma de fortalecer os produtores e, no caso da Argentina, enfrentar as multinacionais. Os ministros colocaram o cooperativismo como forte alavanca na questão da soberania de mercado e como forma de agregar valor à produção agropecuária de seus países.

Um novo encontro para manter e aprofundar o diálogo bilateral está programado para março do ano que vem, em Buenos Aires, quando ocorrerá a Conferência Regional da FAO para América Latina e Caribe.

Fonte: Mapa em 24/11/2011

Cooperativismo

OCB destaca papel das cooperativas para implementação da Rec. 193/OIT

OCB destaca papel das cooperativas para implementação da Rec. 193/OIT
 
“O cooperativismo brasileiro deve fazer o seu dever de casa para a implementação efetiva da Recomendação 193 da OIT. É necessário avaliar as ações já realizadas e o que ainda precisa ser feito. Além disso, é preciso verificar, dentro do proposto, o que cabe ao próprio movimento, as medidas de responsabilidade do governo e ainda a participação da sociedade civil no processo de fomento às cooperativas”. Assim, o assessor Jurídico da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Adriano Campos Alves, falou a representantes do governo, de outras instituições do segmento e da Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (Recm), na tarde desta quinta-feira (24/11), em Brasília (DF). Os debates ocorreram na sede do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), durante oficina sobre o tema.  
 
Alves expôs o posicionamento da entidade durante o painel “O papel da sociedade civil e das organizações cooperativas na promoção da Recomendação 193”. Integrantes da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol), União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) e do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) também falaram sobre o assunto. Todos eles reconheceram os avanços alcançados, inclusive o apoio do governo federal, mas, ao mesmo tempo, ressaltaram que ainda há muito a fazer.

Também no período da tarde, foi promovido um debate sobre “O papel do governo e do Legislativo e as políticas públicas de promoção das cooperativas”. Fizeram parte desse painel membros da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), Departamento de Cooperativismo e Associativismo Rural (Denacoop) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Secretaria Geral da Presidência da República. Os participantes do evento aproveitaram o momento para cobrar do governo maior priorização dos temas que envolvem o cooperativismo.

O resultado dos trabalhos serão levados à Conferência Intergovernamental da Recm, que será realizada nos dias 6 e 7 de dezembro, em Montevidéu, no Uruguai.

Fonte: OCB em 24/11/2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Notícias

Coleta já recolheu mais de mil toneladas de lixo em 2011

Coleta já recolheu mais de mil toneladas de lixo em 2011
 
O serviço de coleta de lixo na zona rural de Uberlândia recolheu mais de 1,1 mil toneladas de resíduos de janeiro a outubro deste ano. Caçambas e tambores colocados nas vias de acesso aos distritos da cidade permitem que o descarte do lixo tenha destino correto. No ano passado, 1,2 mil toneladas de resíduos foram coletadas.

Em atividade desde 1995, o programa Cerrado Limpo mantém pontos fixos de coleta regular de lixo e atende às novas demandas, à medida que elas surgem, segundo o assessor da Secretaria de Serviços Urbanos, João Júnior.

O número de pontos de recolhimento de resíduos subiu de 50 para cerca de 60 neste ano. A coleta é feita por um caminhão que percorre diariamente os pontos. “Ele circula todos os dias e faz a retirada de materiais nos pontos e ao longo do trajeto. Chega a passar até duas vezes por semana onde há maior volume”, afirmou o assessor.

Arrendadores de uma propriedade na região da comunidade Quilombo, no acesso para Cruzeiro dos Peixotos, Fernando Guimarães e a mulher dele, Denisie Vicente, passaram a utilizar o ponto de coleta há cerca de seis meses e percebem que a atitude virou hábito dos moradores dos arredores. “A caçamba fica sempre cheia”, disse o fazendeiro.

Segundo João Júnior, é feito trabalho de conscientização porta a porta. “Nem sempre encontramos os moradores nas casas, mas a população tem cooperado”, afirmou.

Fonte: Correio de Uberlândia em 21/11/2011

Cooperativismo

Cooperativas lideram investimentos com recursos financiados

Cooperativas lideram investimentos com recursos financiados
 
O cooperativismo do Paraná é o que mais se industrializa no Brasil – e também o que mais acessa os recursos públicos destinados para investimentos, revelam dados do setor. A expansão da agroindústria nacional vem se apoiando nas linhas de financiamento público. Essa tendência ocorre de forma mais acentuada no estado, que vem absorvendo praticamente metade dos empréstimos nacionais.

Do total de R$ 1,1 bilhão que as cooperativas paranaenses estão investindo em 2011, em torno de 80% são recursos obtidos via linhas de crédito, informa o Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). O acesso a financiamentos é fundamental para que as cooperativas do estado al­cancem um grau de investimentos um terço maior que a média nacional, de acordo com o doutor em Economia Agrícola Eugênio Stefanello.

Dos recursos liberados pelo Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre 45% e 50% têm sido destinados às cooperativas paranaenses, conforme levantamento da Ocepar. O Prodecoop financia investimentos que permitem às cooperativas brasileiras industrializarem a matéria-prima de sua produção agrícola.

Em 2004, as cooperativas paranaenses, segundo a Ocepar, obtiveram em torno de R$ 225 milhões do Prodecoop – metade dos R$ 450 milhões destinados pelo BNDES ao programa. Ano passado, o Prodecoop desembolsou R$ 1,4 bilhão, dos quais 45% – ou R$ 630 milhões – foram absorvidos pelas cooperativas do Paraná. Um crescimento de 2,8 vezes, em seis anos.

O acesso a créditos como o do Prodecoop é o que tem permitido às cooperativas impulsionarem a industrialização de produtos da atividade primária, avalia o especialista Válter Bianchini, ex-secretário da Agricultura Fa­­miliar do Ministério da Agricultura (2003-2006) e ex-secretário de Agricultura do Paraná (2007-2010). “O Paraná é uma potência na agricultura, mas não só por ser líder na produção de grãos. O que chama a atenção é o potencial da agroindústria, principalmente das cooperativas”, aponta o agrônomo.

Stefanello, professor de agronegócio na Universidade Federal do Paraná (UFPR), enaltece a taxa de investimentos das cooperativas paranaenses, que é de 3% do faturamento de R$ 30 bilhões previsto para 2011. Esse porcentual, assinala, está 30% acima do verificado entre cooperativas de outros estados. No entanto, poderia ser cinco vezes maior, chegando a 15%.

Apesar da ampliação do crédito nos últimos anos, Stefanello considera que é fundamental uma maior diversificação das linhas de financiamento em relação às atuais, para se caminhar rumo “à taxa de crescimento ideal”. “O BNDES tem hoje o Prodecoop, mas é preciso mais linhas de crédito para investimentos de médio e longo prazo.”

Cascas de pinus viram substrato em Telêmaco

As indústrias de madeira concentradas em Telêmaco Borba, nos Campos Gerais, são exemplo de como uma cadeia agroindustrial pode se desdobrar. Praticamente tudo se aproveita das árvores colhidas nos 230 mil hectares de florestas da Klabin. A produção abastece 70 indústrias (do total de 100) instaladas no distrito industrial do município. Elas fabricam de móveis a substrato orgânico.

A fábrica de substrato Mecprec é uma das empresas satélites. Instalada em 1997, compra as cascas de pinus para produzir substrato. O produto é usado no cultivo de tabaco. “O substrato garante o suporte da planta e, dependendo do cliente, nós definimos a granulação do produto”, explica a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Mecprec, Silvia Leite de Campos. A fábrica tem 86 funcionários e capacidade de produção de até 80 mil toneladas anuais de substrato.

“Hoje aproveitamos 90% dos produtos da madeira”, estima o chefe da Divisão de Desenvolvi­mento Econômico da prefeitura, Josemir Zanetti. Um dos produtos que ainda não tem finalidade é a casca do eucalipto. A árvore, no entanto, é utilizada para a fabricação de móveis e até de violino.

Uma parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), lançada há um mês, promete orientar os empresários a agregar mais valor à produção. As cerca de 70 empresas que pertencem à cadeia da madeira em Te­­lêmaco Borba geram perto de 4,2 mil empregos. Um dos desafios do setor é a qualificação dos trabalhadores. Duas escolas técnicas estão em funcionamento no município.

Ano de expansão

Uma série de investimentos foi confirmada no Paraná no último ano. Confira os principais e o que eles representam para o agronegócio.

Logística

A Cocamar destina, neste ano, R$ 50 milhões à adequação de entrepostos e à reestruturação de sua unidade industrial, em Maringá. Especializada em produtos para o varejo, a cooperativa tem previsão de faturamento de R$ 2 bilhões para 2011 e tenta alcançar R$ 3 bilhões até 2015.

Papel

A Klabin anunciou mês passado que planeja investir R$ 5,8 bilhões na implantação de uma nova fábrica de celulose na região dos Campos Gerais. O novo empreendimento começaria a funcionar em 2015. O valor é cinco vezes maior que o total dos investimentos das cooperativas do Paraná programado para 2011.

Carne suína

A Frimesa investiu R$ 10 milhões na unidade industrial de Matelândia, Oeste do estado, inaugurada neste ano. A fábrica tem capacidade para processar 36 mil toneladas de alimentos derivados de leite.

Ração

Com faturamento próximo de R$ 5 bilhões ao ano, a cooperativa Coamo está ingressando no ramo de rações e concentrados, destinados aos produtores de carnes, suínos, aves, peixes e de leite. Inicialmente, lançou apenas marca própria, com produção terceirizada, como ocorreu com a industrialização da soja, até hoje seu carro-chefe.

Frango

O Paraná lidera as exportações de frango, respondendo por 26% das vendas externas do Brasil. A Unifrango (foto), holding que envolve 17 empresas avícolas do estado, investe atualmente R$ 26 milhões na construção de um centro de distribuição em Apucarana. A previsão é que o empreendimento seja inaugurado em dezembro.

Novos projetos

Estratégia é diversificar


A industrialização de produtos primários como a soja e o milho costuma predominar quando se fala em agregar valor às matérias-primas da agricultura paranaense. Mas o atual momento de apostas na agroindústria tem sido marcado também pela diversificação. Segmentos como papel, madeira, lácteos e sucos cada vez mais são contemplados com os investimentos, das cooperativas e empresas convencionais, oriundos das linhas de financiamento.

O gerente de operações do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) no Paraná, Paulo César Starke Júnior, cita como exemplo a procura por financiamentos para moagem de trigo. Só em 2010, dos R$ 216,5 milhões que o banco desembolsou à agroindústria de alimentos no estado, R$ 55 milhões foram destinados a investimentos na moagem do cereal, assinala.

No segmento do leite, o caso mais recente é o da nova unidade da Batavo Cooperativa Agroindustrial, em Ponta Grossa. Inaugurada em setembro, a fábrica produz leite concentrado para indústrias parceiras. Dos R$ 60 milhões investidos pela cooperativa, 60%, ou R$ 36 milhões, saíram de crédito do BRDE.

Para o Norte Pioneiro, o banco financiará R$ 10,8 milhões a produtores de aves de corte, fornecedores da BR Frango Alimentos. “E nos últimos três anos financiamos ainda R$ 12,8 milhões para a indústria de couro, R$ 15,9 milhões para a de madeira e R$ 27 milhões para a de papel e celulose”, acrescenta Starke Júnior, ilustrando a demanda mais diversificada.

Além dos projetos que envolvem recursos do setor (financiandos ou acumulados), o desenvolvimento da agroindústria depende de investimentos públicos em infraestrutura, afirma o doutor em Economia Agrícola Eugênio Stefanelo. Os gargalos logísticos (ferrovias insuficientes, portos no limite das operações) somam-se às questões tributárias, aponta. Ele considera ainda que a eliminação de barreiras tarifárias e sanitárias é imprescindível para a exploração do mercado externo e a expansão da agroindústria nacional.

Fonte: Gazeta do Povo em 22/11/2011

Cooperativismo

Governador de Minas Gerais Antonio Anastasia anuncia criação do Bolsa Reciclagem

Governador de Minas Gerais Antonio Anastasia anuncia criação do Bolsa Reciclagem
 
O governador Antonio Anastasia sancionou, nesta segunda-feira (21), durante a abertura do 10º Festival Lixo e Cidadania, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos, projeto de lei que cria o Bolsa Reciclagem. Com a iniciativa, o Governo de Minas pretende incentivar a utilização de materiais recicláveis, preservando os recursos naturais e também contribuir para a inclusão social dos catadores de materiais recicláveis.

A ideia é conceder incentivo financeiro às cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis que fazem segregação, enfardamento e a comercialização de papel, papelão e cartonado e reciclam plásticos, metais, vidros e outros resíduos pós-consumo. Estima-se que há em Minas Gerais 40 mil famílias que vivem da coleta de resíduos sólidos.

“Este é um projeto inovador do Estado, um estímulo que nós estamos concedendo às associações e entidades de catadores de resíduos sólidos, exatamente com o objetivo de demonstrar o otimismo nesta atividade, que é uma atividade cidadã muito importante. Vamos começar no próximo ano com valor estimado em R$ 2 milhões. Tenho certeza que à semelhança da Bolsa Verde, que já é um grande sucesso em Minas Gerais, nós teremos com a Bolsa Reciclagem, na área de resíduos sólidos, uma notícia muito boa para Minas mostrar ao Brasil”, afirmou o governador.

O incentivo será concedido trimestralmente a cooperativas ou associações, sendo que 90% dos recursos terão de ser repassados aos catadores cooperados ou associados. O restante poderá ser utilizado no custeio de despesas administrativas, investimento em infraestrutura, aquisição de equipamentos, capacitação de cooperados ou associados, formação de estoque de materiais recicláveis.

Para ter direito ao recebimento da Bolsa Reciclagem as entidades de catadores de materiais recicláveis precisarão manter atualizados seus dados cadastrais no Estado; ser reconhecida como cooperativa ou associação de catadores de materiais recicláveis pelo comitê gestor da Bolsa Reciclagem ou pela entidade por ele indicada e apresentar relação de repasses feitos a cooperados ou associados beneficiados pelo incentivo.

Participaram da solenidade de abertura do 10º Festival Lixo e Cidadania, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campelo, o secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho; os secretários de Estado Adriano Magalhães (Meio Ambiente) e Eliane Parreiras (Cultura); o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Dinis Pinheiro; e a presidente do Servas, Andrea Neves.

O Festival Lixo e Cidadania é um dos maiores e mais importantes eventos para a discussão da coleta seletiva e inclusão social dos catadores de materiais recicláveis no Brasil. Este ano, o festival acontece junto com a Semana Mineira de Redução de Resíduos, que tem o objetivo de conscientizar a sociedade para a necessidade de reaproveitar e reciclar.

De 19 a 26 de novembro, catadores de materiais recicláveis, técnicos, estudantes e cidadãos comuns que possuem um olhar diferenciado para a questão dos resíduos sólidos e, principalmente, para o consumo, estarão mobilizados em torno do debate e trabalho em favor do meio ambiente.

Fonte: Agência Minas / Foto: Wellington Pedro/Imprensa MG em 22/11/2011

Cooperativismo

Cooperja é premiada em programa de sustentabilidade

Cooperja é premiada em programa de sustentabilidade
 
A Iharabrás anunciou na manhã do dia 22 de novembro o resultado do seu Programa de Sustentabilidade, que realiza em parceria com clientes de todo o país. A Cooperja se classificou entre as dez vencedoras, das 60 empresas concorrentes e recebe destaque no cenário brasileiro. O Projeto Fênix - Cultivando Vida é desenvolvido pela Cooperja em parceria com E.M.E.B. Albino Zanatta, EPAGRI, Prefeitura Municipal de Jacinto Machado, Associação dos Suinocultores de Jacinto Machado, AFUBRA e Centro Universitário Barriga Verde (UNIBAVE).

De acordo com o representante da Cooperja, o engenheiro agrônomo Jordanis Hoffmann, a classificação já era esperada. “Desde o inicio, quando da efetiva reunião com o demais colaboradores na elaboração do projeto, não tínhamos duvida que, pela qualidade do trabalho, pelo envolvimento das pessoas e pelas idéias criativas que foram surgindo, o projeto se destacaria. Não tivemos acesso ao conteúdo dos demais concorrentes, mais pelos títulos percebemos que a “briga” não seria fácil. De qualquer modo confiávamos muito no que foi elaborado. Todas as entidades envolvidas, já citadas acima, não apenas apostaram, mas sim, baseado no foco ao qual o projeto de sustentabilidade se destina e promovido por uma empresa preocupada com sua responsabilidade social, a Iharabrás, abraçaram e se dedicaram naquilo que irá trazer muitos benefícios, principalmente a sociedade do município de Jacinto Machado. Através da educação e da consciência ambiental é possível e necessário progredir, assim como preservar. O Projeto Fênix – Cultivando Vida se propõe a isso. Todos estão de parabéns”, declara Hoffmann.

A primeira ação do projeto ainda está acontecendo. É a campanha de recolhimento de 11 mil caixas de leite vazias, onde na próxima etapa, serão semeadas as sementes de árvores nativas. O prêmio em dinheiro recebido pela Cooperja é um incentivo, que deverá ser investido no projeto.

Fonte: Assessoria de Comunicação - Cooperja em 22/11/2011

Cooperativismo

Coopercentral Aurora conquista mercado da China

Coopercentral Aurora conquista mercado da China
 
Mercado cobiçado há muitos anos, a China está, finalmente, comprando carne diretamente do Brasil – e não mais via Hong Kong. Por enquanto, carnes de aves, mas, em breve, comprará carne suína. A Coopercentral Aurora (Aurora Alimentos) – uma das pouquíssimas empresas brasileiras de processamento de carnes de aves e suínos habilitadas a vender para aquele país asiático – já embarcou 30 milhões de dólares em produtos de frango neste ano e em janeiro inicia os embarques de carne suína.

O presidente Mário Lanznaster e o gerente de mercado internacional Dilvo Casagranda expõem o novo e promissor relacionamento comercial com a China.

 A China não comprava carne brasileira de forma direta?

A China somente consumia a carne brasileira através das importações de Hong Kong, que repassa a carne para a China. A partir de 2009 passou a comprar diretamente frango e, em abril de 2011, com o acordo firmado pela presidente Dilma Rousseff, a exportação de carne suína direta Brasil/China foi autorizada. Isso é bom para os dois países: para a China, porque vai comprar sem atravessador, a preço menor e, para o Brasil, porque poderá incrementar as vendas, oferecer cortes mais nobres e entrar num país com população de renda emergente que, certamente, aumentará o consumo de carne progressivamente nas próximas décadas. O consumo da carne de frango confirma essa expectativa: em 2009, a China importou do Brasil 20 mil toneladas e, em 2010, pulou para 120 mil toneladas.

Quando iniciaram as exportações da Coopercentral Aurora DIRETAMENTE para a China?
Iniciamos no ano de 2009, quando as plantas de aves de Maravilha e de Quilombo receberam a aprovação para a exportação para a China Continental, após anos de negociação entre o Brasil e China, que culminou com a habilitação de 23 plantas brasileiras à exportar para aquele mercado.

 Quais os produtos exportados?

Os principais são: Asa inteira, asa porcionada (ponta, meio e coxinha da asa) e pés de frango.

 Qual o volume físico e valor financeiro de cada produto exportado?

Em 2011 foram exportadas até o mês de outubro 12.500 toneladas de produtos de aves, diretamente para a China, com faturamento aproximado de 30 milhões de dólares.

 Essas vendas foram feitas diretamente pela Aurora ou foram via ABIPECS, APEX etc?

As vendas foram feitas diretamente pela equipe comercial do mercado externo da Coopercentral Aurora, que buscou atuar diretamente junto aos clientes chineses. As instituições Apex, Ubabef e Abipecs serviram de canais de prospecção, mas todos os negócios foram conduzidos exclusivamente pela Aurora.

 Qual a projeção de vendas para 2012?

A Aurora espera incrementar as vendas para o continente asiático e principalmente para a China, já que as relações comerciais têm crescido significativamente entre Brasil e China, contando agora também com o início das exportações de carne suína para aquele país.

 O mercado chinês pode também comprar produtos de alto valor agregado ou só cortes de segunda linha?

As características de consumo da China são de produtos resfriados, sendo que para as importações a demanda é pelos produtos congelados que servirão de matéria prima para a elaboração de produtos finais industrializados e ou para pratos em cadeias de restaurantes. Mas, como a China tem disponibilidade de mão de obra, é natural que importe matérias-primas para utilizar em indústria local. Os países têm um certo protecionismo que dificulta a entrada de produtos elaborados, além das características peculiares de sabor e costumes que dificultam a chegada ao mercado com o produto pronto.

 Na área de carne suína, quando iniciou a aproximação definitiva com a China?

Em outubro de 2010, uma comitiva chinesa visitou oficialmente 13 agroindústrias no Brasil e três foram classificadas para exportação de carne suína: Coopercentral Aurora (SC), Cotrijuí (RS) e Rio Verde – BRF (GO). Outras 10 foram condicionadas a melhorias internas ou de controle e serão liberadas quando o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) aprovar as adequações.

Quando a Coopercentral Aurora inicia a exportação de carne suína?

Em janeiro faremos o primeiro embarque.

 Qual é o status da suinocultura chinesa no mundo?

A China é o maior produtor mundial de suínos, com plantel de 446 milhões de cabeças. No mundo inteiro são 774,5 milhões de cabeças e no Brasil o plantel é de 33,5 milhões de cabeças. Já em termos de produção, a China produz metade da carne suína do mundo com 48,7 milhões de toneladas e consome 100% de volume. O Brasil produz 3 milhões de toneladas e exporta 600 mil toneladas de carnes suínas. Dentro desse cenário está Santa Catarina que produz 750 mil toneladas e exporta 170 mil toneladas de carnes suínas.

Fonte: MB Comunicação em 22/11/2011