sábado, 26 de maio de 2012

Cooperativismo

Coopersil quer aumentar produção para atender a demanda do mercado


É na cidade de Cariacica, no Espírito Santo, que a cooperativa Coopersil quer atingir a meta de confeccionar 7,5 mil pares de uniformes por ano. O empreendimento conta com seis sócios cooperados, que hoje produzem 1,8 mil pares. No entanto, a demanda por uniformes profissionais, escolares e camisas para eventos é latente e aumenta cada vez mais no município.

De acordo com a presidente da cooperativa, Mirian Pereira Soares, os uniformes são comercializados em empresas do setor de Construção Civil, colégios particulares e sindicatos. Este ano eles pretendem superar os desafios do mercado e adquirir capital de giro para que possam produzir cada vez mais. “A UNISOL Brasil está nos ajudando nessa importante etapa, mantendo conosco uma relação de representação institucional, de parceria e solidariedade”, disse Mirian.

A Coopersil foi criada em 2006, mas só veio a se consolidar oficialmente em 2010. Nesse meio tempo ecoaram algumas conquistas como a aquisição de máquinas, consolidação de grupo, filiação a UNISOL Brasil e participação no projeto Brasil Local.

Economia Solidária

Governo quer incentivar produção e consumo de produtos orgânicos no país

Brasília – O governo prepara uma política nacional de agroecologia e produção orgânica para ampliar para 300 mil, até 2014, o número de famílias envolvidas na produção de produtos agroecológicos, além de incentivar o consumo desses produtos pela população. Essas ações foram discutidas hoje (18) no evento Diálogo Governo e Sociedade Civil.

Para alcançar a meta, uma das ações previstas para ampliar a quantidade de famílias empregadas na produção de orgânicos, estimada atualmente em 200 mil, é a implantação de projetos agroecológicos em assentamentos de reforma agrária.

Está previsto também o aumento da distribuição de sementes, qualificação dos produtores e da assistência técnica. A política busca ainda passar de 2% para 15% a participação de produtos orgânicos nas compras governamentais, também até 2014.

Romeu Leite, presidente Câmara Temática Nacional de Agricultura Orgânica, que é formada por governo e organizações da sociedade civil, citou a ampliação da pesquisa e o registro legal de insumos que substituem os agrotóxicos como lacunas que precisam ser preenchidas pela política.

“É irrisório o que se investe no Brasil em pesquisa nessa linha limpa. Para reduzir o uso de agrotóxicos, é preciso que haja insumos. E, nesse sentido, têm insumos usados há décadas dentro da orgânica que agora foram tornados ilegais porque precisa de registro, embora sejam de baixo impacto. É preciso que haja agilidade nessa questão do registro”, disse.

Ao apresentar as linhas gerais da política, o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Cabral, também assinalou a disposição do governo de disponibilizar linhas de crédito diferenciadas para a agricultura orgânica, além de ampliar a pesquisa no setor com o objetivo de aumentar o número de registros de insumos regulamentados para a agricultura orgânica.

Gilson Alceu Bittencourt, da Secretaria-Geral da Presidência da República, defendeu que as medidas busquem também baratear a produção, tornando os produtos orgânicos acessíveis a toda a população. “Se por um lado precisamos ampliar a oferta de produtos, por outro precisamos ampliar o acesso. Não adianta ser uma produção orgânica para uma minoria”, constatou.

O Diálogo Governo e Sociedade Civil é organizado em parceria entre a Secretaria-Geral da Presidência da República e o Ministério do Meio Ambiente.
http://www.unisolbrasil.org.br/2012/05/21/governo-quer-incentivar-producao-e-consumo-de-produtos-organicos-no-pais/

Notícias

Prefeitura se reúne com cooperativas de material reciclável


A Coopermape (Cooperativa de Reciclagem de Matéria-Prima de Embu das Artes) e representantes de cooperativas de outros municípios (Osasco, Jandira, Cotia, Taboão da Serra, Carapicuíba, Itapevi e Santana do Parnaíba) se reuniram com o prefeito Chico Brito em seu gabinete para a exposição de propostas para a coleta seletiva de resíduos recicláveis.

Uma das ideias visa a criação de uma cooperativa de 2º grau (associação que agrega várias cooperativas). Outro projeto demonstra a intenção da Coopermape em assumir 100% da coleta seletiva do município.

As atividades desenvolvidas pelas cooperativas são fundamentais para a política de reciclagem, pois colaboram para a redução dos resíduos nos aterros sanitários.
http://www.unisolbrasil.org.br/2012/05/25/prefeitura-se-reune-com-cooperativas-de-material-reciclavel/

Notícias

Autoridades se reúnem para debater as sociedades cooperativas


Foi realizada audiência pública no Senado, em Brasília, no dia 24 de maio, que debateu as normas sobre as sociedades cooperativas, projetos de lei de autoria dos senadores Osmar Dias e Eduardo Suplicy. A sessão foi promovida pela CRA (Comissão de Agricultura e Reforma Agrária) e ao abrir o debate, o ministro Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário, pediu aos senadores que aprovassem uma lei com regras mais simples, que facilitem a organização dos agricultores familiares.

A UNISOL Brasil esteve muito bem representada na audiência pela presença do diretor presidente, Arildo Mota Lopes, que defendeu a necessidade de respeitar e praticar os princípios cooperativistas, além da livre representação e do livre registro. “Em pleno ano internacional do cooperativismo e no momento em que representamos 6% do PIB (Produto Interno Bruto), não podemos ficar só no marketing, precisamos avançar na lei”, afirmou Lopes.

Conforme explicou o presidente da UNISOL, é necessário mudar o atual sistema de representação, garantindo a democracia plena, um dos princípios mais importantes para as cooperativas. A aprovação do PL 03/2007 proporcionará o surgimento de novas entidades sejam elas pequenas, médias ou grandes, conforme aponta o relatório do ex-senador Renato Casagrande, hoje governador do Espírito Santo.

No mesmo sentido, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, que já presidiu a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), argumentou que a legislação deve refletir a unicidade do cooperativismo. “É uma doutrina e, portanto, fundamental que haja unicidade”.

Já, em sentido oposto, o economista Paul Singer, secretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, classificou como “absurdo” o modelo em vigor. Para ele, representantes devem ser escolhidos e não impostos por lei. “Há grandes diferenças entre as cooperativas, que são tão heterogêneas como é a sociedade brasileira. O cooperativismo não pode deixar de refletir isso. Está errado dizer que há uma única representação de todos”. Vale lembrar que Singer defende um sistema democrático e flexível, capaz de representar os diversos ramos de cooperativismo.

Com posição semelhante, Daniel Rech, da Unicafes (União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária), citou manifestação de juristas que consideram inconstitucional a associação compulsória.

A senadora Ana Amélia, e Eduardo Suplicy ressaltaram a importância de um novo marco legal para o cooperativismo. A lei que trata do setor tem mais de 40 anos e a regulamentação do sistema cooperativista é aguardada desde a promulgação da Constituição Federal.
http://www.unisolbrasil.org.br/2012/05/25/autoridades-se-reunem-para-debater-as-sociedades-cooperativas/

Cooperativismo

Eduardo Suplicy registra debate sobre formas cooperativas de produção

Eduardo Suplicy registra debate sobre formas cooperativas de produçãoEm pronunciamento nesta quinta-feira (24), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) relatou audiência publica realizada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) para ouvir pontos de vista diversos sobre os projetos de lei que definem normas sobre as formas cooperativas de produção em tramitação no Senado.

O evento contou com a participação do ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues; e dos professores Paul Singer, Daniel Rech e Vergílio Perius, além de representantes de cooperativas e instituições ligadas ao setor.

Suplicy disse que a audiência, que se estendeu por três horas e meia, foi uma oportunidade de diálogo e debate esclarecedora para os parlamentares que puderam ouvir os mais diversos pontos de vista a respeito do assunto.

Educação


Em seu pronunciamento, Eduardo Suplicy disse ainda que gostaria de esclarecer à jornalista Maria Lima, do jornal O Globo, que o fato de senadores terem cumprimentado Demóstenes Torres (sem partido-GO), que esteve no Plenário na quarta-feira (23), não significa propriamente que tenham tomado qualquer decisão a respeito do seu destino, seja no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, seja na Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Cachoeira.

- Trata-se de uma atitude de boa educação cumprimentar as pessoas que conhecemos, mesmo quando delas divergimos. Alguns dos senadores presentes, inclusive eu, até porque há alguns dias não o via, quando o vi, cumprimentei-o, estendi a mão – disse.

Suplicy acrescentou ainda que, até mesmo em visita a cadeias públicas, cumprimenta e dá a mão aos prisioneiros. Ele afirmou que o fato de ter boa educação e cumprimentar Demóstenes, mesmo que eventualmente discordando do seu procedimento, “de maneira alguma significa já uma definição do voto” que dará.

Fonte: CenárioMT com Agência Senado / Waldemir Barreto - Agência Senado em 25/05/2012

Cooperativismo

Regra para representação de cooperativas divide opiniões

A nova lei do cooperativismo manterá a representação do sistema em uma única organização, como ocorre hoje, ou promoverá a descentralização, permitindo que mais de uma entidade represente as cooperativas? A questão está no centro das discussões sobre projetos que estabelecem o novo marco legal do cooperativismo.

Para a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), que hoje representa o sistema, a centralização é necessária para manter valores do cooperativismo. Odacir Klein, que falou em nome da entidade, condenou qualquer mudança nessa forma de representação.

– Há um organismo com funções legais para exercer a representação, fazer com que haja uma coordenação das atividades dos mais diversos ramos. Retirar isso do texto legal seria altamente prejudicial – opinou.

No mesmo sentido, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, que já presidiu a OCB, argumentou que a legislação deve refletir a unicidade do cooperativismo.

– É uma doutrina e, portanto, é fundamental que haja unicidade. Senão, será o cisma, a divisão, que é o que deseja a empresa capitalista que só visa lucro – disse.

Em sentido oposto, o economista Paul Singer, secretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, classificou como “absurdo” o modelo em vigor. Para ele, representantes devem ser escolhidos e não impostos por lei.

– Há grandes diferenças entre as cooperativas, que são tão heterogêneas como é a sociedade brasileira. O cooperativismo não pode deixar de refletir isso. Está errado dizer que há uma única representação de todos – disse, ao defender um sistema democrático e flexível, capaz de representar os diversos ramos de cooperativismo, muitas vezes antagônicos.

Com posição semelhante, Daniel Rech, da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), citou manifestação de juristas que consideram inconstitucional a associação compulsória.

Fonte: Agência Senado em 25/05/2012

Notícias

A utopia da sustentabilidade

   

 

A primeira década do século XXI foi marcada por um despertar global para os impactos dos nossos hábitos de consumo no meio ambiente. Ecologia deixou de ser um assunto restrito ao universo de cientistas e ambientalistas, tornando-se moda, passando a ocupar lugar de destaque na mídia e na mente dos consumidores e, por consequência, na agenda das empresas.

Entretanto, é impossível pensar em sustentabilidade num sistema baseado em lixo. Como falar em “ecologicamente correto” se nossos hábitos de consumo geram todos os dias, somente no Brasil, mais de 240 mil toneladas de lixo?

Para se ter uma ideia desse volume: 1 caminhão carrega 7 toneladas de lixo. Estamos falando de 35 mil caminhões de lixo produzidos todos os dias no Brasil. O atual modelo de desenvolvimento econômico está lastreado em um padrão insustentável de poluição e lixo. Quanto mais rica a economia de um país, mais lixo é gerado. Mas o que é o lixo mesmo e porque esse conceito não combina com uma sociedade ecologicamente correta?


Conhecido por nós como algo sujo, inútil e descartável, o lixo é um conceito humano simplesmente desconhecido pela Natureza. É impossível encontrar desperdício na Natureza, um sistema em que o reaproveitamento é lei básica. O lixo é um termo criado para explicar uma anomalia nos padrões naturais da Vida, pois não há lixo nos processos naturais. Na Natureza, as substâncias produzidas pelos seres vivos e que são inúteis ou prejudiciais para o organismo, tais como as fezes e urina dos animais, ou o oxigênio produzido pelas plantas verdes como subproduto da fotossíntese, assim como os restos de organismos mortos são, em condições naturais, reciclados.

Pelo contrário, somente 5% do lixo no Brasil é reciclado. Segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, 76% do lixo brasileiro acaba em lixões a céu aberto. Esses lixões são uma ameaça à saúde pública porque permitem a proliferação de vetores de doenças. Além disso, a decomposição do lixo nesses locais não só gera o metano, que polui o ar, como também o chorume, um líquido preto e fedido que envenena as águas superficiais e subterrâneas.

Ao mesmo tempo em que é um problema em si, o lixo é um sintoma de um problema maior: a forma errada com que exploramos o meio ambiente. Como pensar em sustentabilidade onde o padrão atual de consumo dos recursos naturais desrespeita leis básicas da Natureza? Nosso consumo é a mola mestra de um modelo de desenvolvimento insustentável e ecologicamente irresponsável.

Dessa forma, diante desse cenário, sustentabilidade é uma utopia, uma visão fantasiosa, muito distante da realidade atual. Para caminharmos em direção a uma civilização em harmonia com a Natureza, é preciso mudar os objetivos, a postura, a forma de pensar e principalmente os hábitos. Reciclar e reaproveitar, copiando o modo de funcionamento da Natureza, é a única forma de sermos ecologicamente corretos de verdade.

E essa é a importância das utopias: nos indicar qual caminho seguir.
http://reciclage.org/sustentabilidade/utopia/