sexta-feira, 13 de julho de 2012

Notícias


Suinocultores terão R$ 200 milhões em crédito especial

O Governo Federal autorizou Linha Especial de Crédito (LEC) para os suinocultores adquirirem leitões ao preço de R$ 3,60/kg. A partir de hoje, estão disponíveis R$ 200 milhões com taxas de juros de 5,5% ao ano. O financiamento pode ser acessado por produtores, agroindústrias, cooperativas e varejistas. Esta é uma das medidas de apoio ao setor anunciadas pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, em audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado nesta quinta-feira (12).
Os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Fazenda (MF) decidiram prorrogar as dívidas de custeio com vencimento ou já vencidas em 2012 para até janeiro de 2013. Já as parcelas de investimento serão adiadas por um ano após o vencimento da última mensalidade. O Plano Agrícola e Pecuário 2012/13, anunciado no final de junho, abriu uma linha de crédito para retenção de matrizes por produtores independentes.
No entanto, o valor limite previsto de R$ 1,2 milhão por produtor agora foi ampliado para R$ 2 milhões, com o prazo de pagamento mantido em até dois anos e juros de 5,5% ao ano. Também já está disponível LEC para compradores de suíno vivo a R$ 2,00/kg. Foi anunciado, ainda, que o setor terá uma linha de crédito para financiamentos fora do sistema bancário, contraídos junto a cooperativas, cerealistas, fornecedoras de insumos e tradings.
Os recursos poderão ser do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou de outras fontes a serem identificadas válidas para operações com vencimento ou vencidas em 2012. Os juros acompanham a taxa de 5,5% ao ano, com prazo de até cinco anos para pagar e vencimento da primeira parcela um ano após a data da formalização.
Dependendo da reação do mercado, o Governo também prevê a definição de o preço referência da carne suína em caráter excepcional (até o dia 28.12.2012) para as operações de subvenção de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) no valor de R$ 2,30/kg de animal vivo. A medida valeria para mercadoria originária da Região Sul e com limite de 50 mil toneladas para cooperativas e agroindústrias que adquiram o produto diretamente dos produtores independentes.


(Fonte: Mapa)

Cooperativismo

BC apoia atuação do segmento no país

Setor ajuda na inclusão financeira.
 
O Banco Central (BC) tem como um de seus grandes desafios aumentar a participação do cooperativismo como instrumento de crédito no Brasil. Esta foi a mensagem do diretor de Assuntos Especiais da instituição, Luiz Edson Feltrim, em pronunciamento, no Senado Federal, no início deste mês. Segundo ele, o sistema cooperativo detém entre 2% e 3% do sistema financeiro, chegando a dois dígitos em alguns segmentos, como o de crédito rural. "O cooperativismo de crédito tem um papel importantíssimo na capilaridade do sistema financeiro", indica, lembrando que "é um instrumento relevante para inclusão financeira e social".

O estímulo ao sistema de cooperativas de crédito integra o projeto do BC de inclusão financeira. Entre seus benefícios destacam-se o maior acesso ao crédito e a taxas mais baixas, considerando que a filosofia do sistema é de cooperação e não propriamente de geração de lucros. Inclusive porque "as sobras" do exercício são divididas entre os próprios cooperados. "O cooperativismo tem muitos outros papéis na economia brasileira", salienta Feltri. Dentre eles, "na reciclagem da poupança em sua área de atuação, levando desenvolvimento, emprego e renda".

Como as cooperativas de crédito têm atuação restrita aos municípios previstos em seus estatutos, essas instituições permitem a aplicação de recursos em benefício da localidade da qual fazem parte, contribuindo para o desenvolvimento financeiro local. E enquanto os bancos priorizam os grandes centros urbanos, as cooperativas atuam também em comunidades mais remotas. O atendimento é mais pessoal e há vínculo com a comunidade, que passa a ser também objeto dos recursos captados.

Presença - Segundo o diretor do BC, as cooperativas de crédito hoje estão presentes em 45% dos municípios brasileiros e o objetivo é aumentar essa participação. "Na área de supervisão do BC, 20% da força de trabalho é direcionada às cooperativas de crédito, um segmento sólido, eficiente e socialmente justo". As cooperativas oferecem uma gama de produtos e não somente concessão de crédito. Realizam depósitos, pagamentos de contas, transferências, disponibilizam cartões, entre outros serviços.

Embora a primeira cooperativa de crédito no Brasil tenha sido instituída em 1902, em um município atualmente denominado Nova Petrópolis (RS), somente em 1945 as instituições passaram a ser reguladas pelo Ministério da Agricultura. Em 1964, com a Lei da Reforma Bancária - Lei 4.595/64 - ficou definido que as cooperativas seriam reguladas pelo BC. E passaram a ser classificadas em dois tipos básicos: cooperativas de crédito de produção rural e cooperativas de crédito dos empregados.

Com a Resolução CMN 3.106/2003, foi permitida a criação de cooperativas de crédito de livre admissão de associados - também conhecidas como abertas ou de livre adesão, com o objetivo de permitir a organização das populações das mais diversas regiões com acesso limitado a serviços financeiros. O objetivo era justamente mobilizar e aplicar recursos dessas comunidades em benefício da economia local e, conseqüentemente, estimular pequenos empreendimentos geradores de empregos.

Fonte: Diário do Comércio

Cooperativismo

Cooperativa de criadores de suínos receberá apoio do governo
 
Cooperativa de criadores de suínos receberá apoio do governoPara estimular o crescimento da suinocultura no Estado, o governador Tião Viana e os secretários de Pequenos Negócios e Produção Familiar anunciaram nesta quarta-feira, 11, à direção da cooperativa que reúne criadores de suínos do Acre (Sinac), que o governo prestará apoio e suporte técnico aos cooperados.

O presidente da Cooperativa de Criadores de Suínos do Acre (Sinac), Tomasso Solito, diz que a cooperativa surge para fortalecer a suinocultura no Estado.


“A carne suína que estamos produzindo aqui já está no mercado, mas precisamos expandir esse mercado, e com a cooperativa isso será possível. Nós garantimos ao governador Tião Viana que vamos atender essa demanda da inclusão da carne suína na merenda escolar e nas demais instituições do Estado que compram o produto, como o Instituto Penitenciário do Acre [Iapen]”, afirmou o presidente da cooperativa.

Solito garante que a carne comercializada no Acre é saudável. Trata-se de um suíno light, que de acordo com o presidente da Sinac passou por um processo de melhoramento genético que torna a carne rica em potássio e possui menos colesterol ruim que a carne bovina, entre outras vantagens.

De acordo com José Carlos Reis, secretário de Pequenos Negócios, sua pasta, em parceria com a Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), será responsável por incluir os pequenos produtores de suínos, oferecendo o suporte técnico de que eles necessitam para expandir suas criações.

“As secretarias vão levar capacitação para os pequenos criadores de suínos para que esses criadores possam entrar no mesmo ritmo de escala dos médios produtores. A fundação da cooperativa possibilitou que os projetos na área de suinocultura possam caminhar com mais facilidade. Trazer o pequeno produtor para esse processo de industrialização permite que eles sejam inseridos no mercado”, observou José Reis.

Fonte: Agência de Noícias Acre / Foto: Sérgio Vale/Secom em 12/07/2012

Cooperativismo

Programa de coleta Seletiva ajuda cooperativas de recicladores
 
Programa de coleta Seletiva ajuda cooperativas de recicladoresA OCB|Sescoop-AL- Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo em Alagoas, lançou no dia 7 de julho, o dia “C” em comemoração ao dia Internacional das Cooperativas. Trata-se do Programa de Coleta Seletiva, onde a população alagoana e empresas ajudam Cooperativas de reciclagem – COOPREL e COOPLUM- a aumentar a renda familiar que muitas vezes não ultrapassa os R$ 300,00 mensais. E a maneira de ajudar em bem simples: juntar e doar materiais que antes iam parar nos lixões, rios, praias e córregos. Além deste tipo de material, outros como descartes eletrônicos (monitores, impressoras, fax, nobreaks) e contribuir assim, com a Macrocoop- Cooperativas dos profissionais de informática.

A Cooprel (Cooperativa de Recicladores de Maceió), existe há quase 7 anos. E possui vinte cooperados que trabalham recolhendo materiais do bairro do Ouro Preto até o Vilage Campestre, na parte alta da cidade. Na unidade, familiares dos cooperados auxiliam no trabalho recolhendo e separando também materiais aproveitáveis. A Cooplum (Cooperativa de recicladores de lixo urbano de Maceió), tem vinte e um associados. Muitos deles trabalhavam no antigo lixão do São Jorge. Já a Macroocop, com 117 cooperados, que com o projeto sócio-ambiental “Reciclando e Formando Cidadãos”, tem como objetivo reciclar lixo eletrônico para oferecer, em forma de comodato, às cooperativas de menor poder aquisitivo, computadores em pleno uso. Além de capacitar associados das cooperativas de reciclagem para a caracterização adequada deste lixo. Quem tem destino certo: renda tanto para os recicladores quanto para a manutenção do próprio projeto.

Não há como não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção. De que maneira? Reduzir o desperdício, reutilizar sempre que possível e separar os materiais recicláveis para a coleta seletiva, é o primeiro passo. Dessa forma, todos podem construir um mundo melhor, e ainda educar as novas gerações.

Para a superintendente da OCB/SESCOOP-AL, o programa de reciclagem só traz benefícios para estas cooperativas. “Aumentar a consciência pública sobre as cooperativas e suas contribuições para o desenvolvimento e ainda promover a formação e o crescimento das cooperativas, só incentiva os governos a estabelecer políticas, leis e regulamentos propícios para a formação, crescimento e estabilidade das instituições”.

Alagoas conta atualmente com 132 cooperativas registradas no sistema OCB e SESCOOP, distribuídas em 8 dos 13 ramos de atividade existentes no País. São cooperativas de crédito, saúde, educação, trabalho, produção, agropecuária, transporte, turismo e lazer, gerando trabalho e renda e emprego para mais 200 mil pessoas direta e indiretamente, contribuindo para o desenvolvimento do estado, e ainda para diminuir os desafios sociais, econômicos e ambientais.

O cooperativismo alagoano tem apresentando respostas palpáveis em instâncias diversas: sanção da Lei Estadual, instalação do Conselho Estadual e Municipal do Cooperativismo, das Frentes Parlamentares nas dimensões de Estado e Municípios (Maceió e Penedo).

Reciclagem no Brasil:

O país perde cerca de R$ 8 bilhões por ano por deixar de reciclar os resíduos que poderiam ter outro fim, mas que são encaminhados aos aterros e lixões das cidades. Este foi o valor estimado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) por encomenda do Ministério do Meio Ambiente. Ainda assim, o volume do lixo urbano reciclado aumentou nos últimos anos. Segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), passou de 5 milhões de toneladas em 2003 para 7,1 milhões de toneladas em 2008, o que corresponde a 13% dos resíduos gerados nas cidades. Se considerada apenas a fração seca (plástico, vidro, metais, papel e borracha), o índice de reciclagem subiu de 17% em 2004 para 25% em 2008. O retorno financeiro é visível: o setor já movimenta R$ 12 bilhões por ano.

Ano Internacional das Cooperativas

A conquista do Ano Internacional das Cooperativas é inédita e recebida com alegria em âmbito mundial. Para evidenciar o quanto o cooperativismo contribui para o desenvolvimento sustentável das comunidades em que atua. A ONU declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, e não apenas, o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos. A intenção da Organização das Nações Unidas, é informar sobre as associações de propriedade coletiva, formadas por pessoas que possuem interesses comuns, que são geridas de forma totalmente democrática, no que diz respeito aos direitos e, também, deveres de cada um dos cooperados, e evidenciar, durante todo o ano, por meio de diversos eventos e atividades. Isso porque, de acordo com a ONU, entre outros benefícios, o modelo de negócio das cooperativas:

– estimula a geração de empregos;
– contribui para a redução da pobreza e
– promove a integração social.
Fonte: Tribuna Hoje - Alagoas em 12/07/2012

Cooperativismo

As cooperativas voltadas ao meio ambiente
 
 
As cooperativas voltadas ao meio ambienteO Dia Internacional do Cooperativismo é celebrado no primeiro sábado do mês de julho. Uma data para a reflexão sobre a importância de pessoas que auxiliam no fortalecimento de valores, como a igualdade e a preocupação com o semelhante.

Atualmente existem cooperativas voltadas para diferentes ramos como de crédito e saúde. Tem também aquelas voltadas ao meio ambiente, como por exemplo, a Coonalter (Cooperativa Mista e de Trabalho Alternativa) e a Recibela (Associação dos Recicladores do Parque Bela Vista), que fica junto ao aterro sanitário de Passo Fundo.

Coonalter

A Cooperativa Mista e de Trabalho Alternativa foi criada há 25 anos e tem como objetivo estatutário a produção, industrialização e comercialização de produtos alimentícios, promovendo feiras itinerantes e efetivo de produtos ecológicos. E é isso que tem acontecido há 14 anos através da Feira Ecológica, que é realizada na praça em frente ao Colégio Fagundes dos Reis.

Todos os sábados, a partir das 6h, já se formam filas para adquiridos os produtos ecológicos produzidos pelos 184 associados, de cidades como Erechim, Aratiba, Sananduva e de toda a região. “A cooperativa acompanha os agricultores, promovendo algumas ações na feira, fortalecendo essa atividade, discutindo algumas ações para que possam melhorar essa atividade”, explica Paula Cristina dos Santos, que é auxiliar administrativa da cooperativa.

São esses associados que administram toda a atividade da feira, fazendo que tenham autonomia para dar o rumo que desejarem. Segundo a auxiliar administrativa, o papel da cooperativa é de ajudar no trabalho: “A gente não interfere em nada, ficamos atrás, olhando o que eles estão fazendo e quando achamos que precisamos intervir, o fazemos, mas apenas mostrando o que está certo e o que está errado. São eles que dão as coordenadas”.

Desde 2004 Coonalter – Feira Ecológica também tem um convênio com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), através do Programa de Aquisição de Alimentos, onde são fornecidas, aproximadamente, 287 toneladas de alimentos anuais para doze instituições sociais do município. “Nós temos esse papel de auxiliar as famílias carentes que não podem estar presente na feira, então doamos alguns alimentos, conseguindo levar o produto orgânico até eles”, salienta Paula.

A Feira Ecológica conta com o apoio do Cetap (Centro de Tecnologias Alternativas Populares) e da Cáritas Diocesana de Passo Fundo. Atuando há 25 anos com a agricultura ecológica, o centro acompanha o trabalho dos agricultores em suas terras, onde organizam o processo de produção, a colheita e o transporte desses alimentos. “Tem muito aquela questão, por exemplo, de produzir um bolo grande para vender na cidade, quando na verdade as pessoas querem algo menor. Então eles estão tendo essa visão, de saber o que a população deseja”, explica Paula.

Com o trabalho da cooperativa, os associados estão aprendendo a cada dia como melhor a sua produção e o atendimento ao público. “A feira é boa por que os produtores têm esse contato com o consumidor, que vai auxiliar ele ver como vender melhor o seu produto, então estamos muito felizes com esse trabalho”, destaca a auxiliar administrativa da Coonalter.

Recibela


A Recibela (Associação dos Recicladores do Parque Bela Vista) executa as atividades junto ao aterro sanitário de Passo Fundo há dois anos. Foi a maneira encontrada para regularizar o trabalho dos catadores o que ficavam no local, recolhendo o resíduo de forma clandestina e sem condições nenhuma de higiene e segurança.
Fonte: Rádio Diário AM 570 / Foto: ALISSON DOZZA em 12/07/2012

Notícias

Copom corta taxa Selic para 8%, nível mais baixo da história
 
Copom corta taxa Selic para 8%, nível mais baixo da históriaA taxa básica de juros da economia brasileira caiu para 8% ao ano, menor patamar da história do Comitê de Política Monetária (Copom), criado em 1996. A decisão foi tomada em meio a uma expectativa quase unânime quanto ao tamanho do corte. A maioria esmagadora dos analistas de mercado já esperava que a Selic caísse 0,50 ponto percentual, o que se confirmou.

Consenso - Como na reunião de maio, houve consenso entre os diretores do Banco Central, que formam o colegiado. A reunião foi a mais longa desde agosto de 2011, quando começou o ciclo de afrouxamento monetário e durou mais de 3 horas e meia.

Breve comunicado -
No seu tradicional e breve comunicado, o Copom repetiu o texto de maio: "O Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O comitê nota ainda que, até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária. Diante disso, dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 8% ao ano, sem viés".

Esperado - A inflação em queda, a piora de indicadores da indústria e do comércio, o incerto cenário mundial, que também é de desaceleração, explicam por que o mercado já esperava um novo corte. Por outro lado, quase ninguém apostava em redução maior do que 0,50 ponto por causa das sinalizações de parcimônia dadas pelo BC. Na ata de maio e no último relatório trimestral de inflação, a autoridade defendeu que o processo de flexibilização deveria ser conduzido com parcimônia porque reduções anteriores na taxa básica de juros ainda não produziram todo o seu efeito potencial sobre a economia.

Conjuntura - "A opção pela parcimônia de 0,5 ponto percentual se manteve fiel à comunicação recente do BC", diz o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros. Na sua opinião, "tanto o Banco Central quanto o governo estão atuando de acordo com a conjuntura, possivelmente com alguma insegurança inconfessável diante da hipótese de eventualmente estarem dando estímulos monetários e setoriais fiscais exagerados, caso as expectativas melhorem um pouco no cenário global". Para Barros, o cenário mundial "certamente não está pior atualmente do que antes. Pode-se dizer que ele até melhorou residualmente na Europa".

Monitoramento - O economista destaca que o monitoramento da conjuntura global (China, Europa e EUA) será crucial para a trajetória dos juros. Ele acredita que o Copom seguirá reduzindo a Selic também de olho nos sinais da atividade econômica. Na sua avaliação, se a atividade não se mostrar claramente melhor no terceiro trimestre, a Selic poderá chegar a 7,75% ou 7,50% ao ano ou até menos. "Se a atividade voltar apenas no quarto trimestre, os juros irão ainda mais abaixo", diz. Ele acrescenta, por outro lado, que não há dúvida sobre a proximidade do fim do ciclo de afrouxamento monetário iniciado em agosto de 2011. Desde então, a Selic já caiu 4,5 pontos percentuais, saindo de 12,5% para 8% ao ano.

Focus - A última edição da pesquisa Focus, feita pelo BC junto a uma centena de empresas e bancos, indica que o mercado acredita em mais um corte de 0,50 ponto percentual em agosto. Seria o último do atual ciclo, com a Selic em 7,5% ao ano.

Balanço de riscos - O economista-chefe da BB DTVM, Marcelo Arnosti, diz que o "balanço confortável de riscos" permitiu ao Copom fazer esse novo corte. Entre os fatores, ele destaca o comportamento do IPCA, cuja variação acumulada em 12 meses vem recuando e já está abaixo de 5%. Até junho, a inflação do índice nesse critério foi de 4,92%. E para o ano calendário de 2012, as expectativas de mercado, que também cederam, apontam inflação de 4,85%, ressalta Arnosti.

Alteração - O economista Antônio Madeira, da LCA Consultores, afirma que o quadro econômico pouco se alterou nos últimos 45 dias para justificar uma decisão diferente da postura parcimoniosa sinalizada na ata de maio. A recuperação da economia doméstica está bastante lenta e, pelo canal externo, seguem pressões de baixas de preços. Para a LCA, está dado como certo mais um corte de 0,5 ponto percentual em agosto, o que levaria a taxa básica para 7,5% ao ano, nível no qual ficaria até o quarto trimestre de 2013.

Juros futuros - Segundo o economista-sênior do Espirito Santo Investment Bank, Flávio Serrano, o mercado de juros futuros deve ver uma intensificação das apostas de que a Selic pode cair para baixo de 7,5%. Ou seja, além do 0,50 ponto em agosto, que fica "contratado" pela repetição do comunicado, haveria redução, também em outubro. No entanto, pondera o economista, o espaço para ajustes de baixa nas taxas parece um pouco limitado, pois os contratos futuros já colocam um corte de 0,15 ponto no Copom de outubro.

Mais tempo - Outro ponto destacado por Serrano é o aumento nas avaliações de que a Selic pode levar mais tempo para subir. A curva futura mostra a possibilidade de alta de juro em junho de 2013, com probabilidade de 1,25 ponto de alta. Antes, o ciclo de alta projetado teria início em abril, com 1,5 ponto de aperto monetário.

Foco - O foco estará agora, na ata da reunião, que sai na próxima semana. Para Serrano, o documento deve reforçar a surpresa com o fraco crescimento da economia, mas manter as indicações de que o segundo semestre será de recuperação.

Senso de urgência - O economista-sênior para a América Latina da empresa de análises de mercado 4Cast, Pedro Tuesta, destaca que ao manter o mesmo comunicado de maio, o BC não dá senso de urgência à tomada de decisão. Com isso, a avaliação do especialista segue em mais um corte de 0,50, com Selic a 7,5% ao ano e juro estável por longo período de tempo. Para Tuesta, o BC deve trocar o espaço para cortes adicionais de juros pela possibilidade de não precisar subir a taxa tão cedo.

Estreia - A reunião desta quarta-feira (11/07) marcou a estreia de Luiz Edson Feltrim, até então secretário Executivo do BC, nomeado diretor de Assuntos Especiais, após ser sabatinado e ter seu nome aprovado pelo Senado Federal. Trata-se de uma diretoria nova do BC, que vai cuidar, dentre outros assuntos, da comunicação externa, principalmente com os usuários do sistema financeiro.

Fonte: Valor Econômico em 12/07/2012

Cooperativismo

OCB/Sescoop-AM, cooperativas de crédito e Amazonastur querem trazer Concred 2014 para Manaus
 
 
OCB/Sescoop-AM, cooperativas de crédito e Amazonastur querem trazer Concred 2014 para ManausO sistema cooperativismo de crédito da Região Norte quer trazer o 10º Congresso Nacional de Cooperativa de Crédito Brasileiras (Concred) de 2014 para Manaus. Para isso, já conta com o apoio do Sistema OCB/Sescoop-AM e busca a parceria da Amazonastur. O pleito será levado para o 9º Concred, que este ano será realizado no município serrano de Nova Petrópolis, no estado do Rio Grande do Sul, nos dias 21 e 22 de agosto. O Concred acontece a cada dois anos.

Nesta quarta-feira, 11 de julho, o presidente do Sistema OCB/Sescoop-AM, Petrucio Magalhães Júnior, esteve reunido com representantes de cooperativas de crédito da Região e diretores da estatal do turismo amazonense. Discutiram a participação das cooperativas singulares e centrais no encontro deste ano e as estratégias para vencer a disputa para sediar o evento em 2014.

Durante a reunião, Petrucio declarou que o objetivo do Sistema OCB/Sescoop-AM em participar do evento no Rio Grande do Sul é pelo fato do Concred ser um evento nacional onde se discute todas as diretrizes nacionais do cooperativismo de crédito. Esperamos que logo após a Copa do Mundo, Manaus possa ser a sede do Concred. “É um momento importante para nós disseminarmos a cultura do cooperativismo de crédito na Região Norte, sobretudo em Manaus onde temos certamente uma condição positiva no aspecto do número de cooperativas e também de pessoas que podem se beneficiar com uma cooperativa de crédito solidário” afirmou.

Particparam da reunião desta quarta a diretora de Marketing da Amazonastur, Roselene Medeiros; do diretor administrativo financeiro da Central Sicoob Norte, Edson Kevedo; do presidente da Credempresa, Henock Lumiere; do diretor financeiro do Sicoob Credfaz Manaus, José Francisco do Nascimento Viana; e do diretor operacional da Central Sicoob Norte, Tabashi Hattori.

De acordo com diretor da Central Sicoob Norte, Edson Kevedo, 15 Centrais apoiadas pelo Sicoob estão unidas para trazer o Concred para a Região Norte, especificamente para Manaus. “As pessoas da Região Norte precisam saber que aqui (na Região Norte) existe um cooperativismo de crédito forte e competitivo que movimenta 3% do credito brasileiro e nós estamos prontos para atender essa demanda”, disse.

A diretora de Marketing do Amazonastur, Roselene Medeiros, colocou a estatal à disposição do Sistema OCB/Sescoop-AM e dos demais membros das cooperativas de crédito para colaborar na participação e na organização do evento e também levar a marca do Amazonas para ser mostrado fora do Estado. “Estamos à disposição para contribuir no que estiver ao nosso alcance para a realização desse evento em Manaus. Vamos à Nova Petrópolis mostrar as qualidades e os recursos que o Amazonas possui para convencer os dirigentes das cooperativas de créditos de que Manaus é um excelente lugar para o crescimento desse segmento econômico”, afirmou

Fonte: Coopcom - Cooperativa de Comunicação do Amazonas / Foto por: Priscilla Torres/Coopcom em 12/07/2012