sábado, 25 de agosto de 2012

Cooperativismo

POSSIBILIDADE DE REUNIÃO DEFINE A ADMISSÃO DE COOPERADOS - Arinaldo Crispim*

A velha, mas atualizada Lei das Cooperativas, do ano de 1971 (Lei 5.764), contém dispositivo praticamente idêntico, porém com melhor técnica legislativa. É este o teor do inciso XI, do art. 4º, da mencionada lei: “área de ação de associados limitada às possibilidades de reunião, controle, operações e prestação de serviços.” Como se observa, a lei atual em nada inova. Perdeu o legislador uma excelente oportunidade para modernizar o normativo que existia desde 1971. Naquela época, justificou-se a criação da referida norma. Hoje, ela renasce esclerosada. Eis que, naqueles tempos, a máquina de datilografia representava um grande avanço para os escritórios modernos. Hoje, com o mundo internetizado, a reunião presencial pode ser realizada a qualquer momento através da implementação dos mecanismos da mídia eletrônica. O controle é ainda mais simples e imediato. O mundo está próximo de cada um de nós, a qualquer instante que se queira.
Não será a presença física dos sócios que assegurará a eficiência no desempenho da cooperativa. Será a boa gestão, representada pela execução do seu planejamento. A eficiência administrativa servirá de mola propulsora à geração de resultados econômicos para os seus sócios. Sem estes resultados os princípios e a doutrina resultarão em meras palavras inócuas.
A matéria, no entanto, não parece pacífica; posto que a Lei 5.764 (art. 42, §§ 2º e 4º) estabelece à possibilidade de associados serem representados por outros, desde que a cooperativa singular disponha no seu quadro social mais de 3.000 cooperados e ainda mesmo que não tenha este quantitativo, residam a mais de 50 quilômetros da sede da sociedade. Só a doutrina e a jurisprudência lapidarão o alcance e os efeitos práticos dos dispositivos sob enfoque.
De qualquer forma, entendo que o legislador de 2012 deixou escapar uma excelente oportunidade para modernizar a gestão das sociedades cooperativas, mediante a utilização dos instrumentos da mídia eletrônica, indispensável à ativação da participação dos sócios na sua vida societária.
* Arinaldo Crispim é assessor jurídico

Cooperativismo

Exportação de cooperativas do Estado aumenta 42.000%

Sertão pernambucano é maior responsável pelo crescimento

Por AMANDA SOUZA
 
De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), as importações das cooperativas brasileiras somaram US$ 117,8 milhões entre os meses de janeiro e julho deste ano. O número é 20,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2011. Já as exportações deste segmento, no acumulado de 2012, apresentaram uma queda de 2% em comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o valor total de US$ 3,2 bilhões. Com US$ 1 bilhão, o estado de São Paulo foi responsável por 31,5% do total das exportações de cooperativas. Apesar da pouca representatividade no cenário nacional, Pernambuco foi quem apresentou o maior crescimento no período comparativo, passando de US$ 362 para US$ 152,8 mil - um aumento de 42.098,6%. 

A maior parte das exportações feitas pelo Estado foi realizada pela Cooperativa Agrícola de Juazeiro, localizada em Petrolina, no Sertão do Estado, que enviou, nos seis primeiros meses deste ano, 59.904 quilos de uvas frescas para os Países Baixos, o equivalente a US$ 149.760.

Já a Cooperativa de Artesãos Têxteis de Tacaratu (Coopertêxtil), também no Sertão, exportou para a Itália US$ 197 em produtos como redes e bolsas. “A cooperativa existe desde 2003 e conta com 24 cooperados. Há cinco anos temos um cliente fixo na Itália. Este ano tivemos um lucro menor nas exportações, mas ainda temos quatro meses para o fim de 2012 e espero que seja melhor do que o ano passado”, informou o presidente da Coopertêxtil, Edvaldo de Araújo. A Coopertêxtil fatura, anualmente, R$ 450 mil.

Para o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiros de Pernambuco (OCB/PE) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Pernambuco (Sescoop/PE), Malaquias Ancelmo de Oliveira, as cooperativas de fruticulturas conseguem resultados melhores por estarem há mais tempo no mercado internacional.

“Esses resultados são auspiciosos e nos motivam a prosseguirmos nosso trabalho para que essas cooperativas possam ampliar seus mercados, já que, mesmo com pouca experiência, elas têm conseguido aparecer bem. Para nós, do Nordeste, é uma celebração”, comentou. “Para 2013, pretendemos promover uma capacitação para algumas cooperativas que estamos selecionando para que elas também se insiram no mercado internacional”, completou Oliveira.

Cooperativismo


COOTEC: MUDANÇAS PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL
Em comemoração ao Ano Internacional, muitas cooperativas estão contando a sua história. Conheça hoje um pouco sobre a Cootec, cooperativa pernambucana do Ramo Trabalho.

Fundada em 1997, com então 21 associados, a Cooperativa de Trabalho em Ciências Agrárias e Meio Ambiente (Cootec), com sede em Jatobá, cidade a 480 km do Recife, tem se estabelecido na região do sertão de Pernambuco, de forma a atender às comunidades em dois grandes segmentos: elaboração de projetos e locação de veículos. Os trabalhos técnicos vieram primeiro e até hoje, com o apoio de instituições como o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, beneficiam famílias no suporte ao desenvolvimento de atividades agropecuárias. O aluguel de veículos, com e sem motorista, nasceu com a necessidade de expansão dos negócios da cooperativa ante as oportunidades vislumbradas.
O trabalho desenvolvido pela Cootec na área de consultoria e elaboração de projetos voltados ao desenvolvimento da atividade agropecuária surgiu da ideia de técnicos agrícolas que desejavam atender a crescente demanda da região por assistência técnica. Atualmente, um dos principais focos da cooperativa é o projeto de criação de caprinos e ovinos, que atenderá a 18 famílias de Petrolândia, município vizinho a Jatobá, incluindo a elaboração do projeto e uma assessoria, que deve atuar até o final do ano.  Outro projeto de destaque, voltado à fruticultura, encontra-se na etapa inicial, onde há o levantamento de informações para a elaboração do projeto. Outros novos parceiros da cooperativa são o Iterpe e o Mapa, no que concerne a projetos de assentamento rural.

A principal mudança por que passou a cooperativa ao longo de sua atuação aconteceu em 2005, quando, por meio de uma modificação no rol de atividades desenvolvidas, a Cootec passou a oferecer os serviços de locação de veículos, com e sem motorista. A mudança elevou a receita da cooperativa e gerou novas oportunidades, haja vista a carência do município desse tipo de serviço. Uma das mais importantes veio em 2009 com uma parceria entre a Cootec e a prefeitura de Jatobá, por meio da qual os cooperados passaram a fornecer os serviços de transporte de pacientes da zona rural para o centro da cidade. “Atualmente, são 15 comunidades atendidas pela cooperativa, e, em cada uma delas, há um motorista de plantão, que transporta o paciente que necessita de cuidados ao hospital da cidade. A partir daí, dependendo do caso, a prefeitura faz a transferência desses para outros centros de atendimento”, afirma Silvio Augusto Nogueira, presidente da cooperativa. 

A Cootec montou sua estrutura para o mercado de locação por meio das vantagens da intercooperação, quando buscou empréstimo junto a Pernambucred, cooperativa de Crédito, para financiar os veículos necessários, que incluem modelos como vã, caminhão, caminhonete, dentre outros. “Muitos cooperados começaram sem veículos e hoje já possuem os carros. Alguns dos motoristas que ainda não conseguiram usam veículos de outros associados”, afirmou Nogueira.
O olhar voltado para a comunidade, 7º princípio do cooperativismo, é bastante praticado pela Cootec, que é parceira do Programa Cooperjovem em 10 escolas do município: “No âmbito do Programa, apoiamos as escolas com visitas e também fornecendo os recursos materiais necessários para o desenvolvimento de atividades. 

O Cooperjovem é importante, sobretudo, porque estamos criando possíveis sucessores para a cooperativa. Não queremos que o negócio acabe, porque gera muitas oportunidades para as pessoas aqui em Jatobá. No município, todos conhecem a cooperativa”, frisou o presidente. A Cootec também realizou pela segunda vez consecutiva, em parceria com o Sescoop/PE, a Ação Cooperada, Comunidade Beneficiada, evento que levou à comunidade de Jatobá, no último dia 28 de julho, serviços gratuitos como expedição de documentos, corte de cabelo, elaboração de currículos e curso de formação em cooperativismo. “Promover essa ação é uma boa forma de fazer algo pela comunidade”, afirmou Nogueira. 

Silvio Nogueira, que já se encontra em seu segundo mandato como presidente da Cootec, explica o sucesso do negócio cooperativo.  “Quando nos juntamos, nós conseguimos; juntos conseguimos. E é determinante em nosso trabalho vermos as pessoas como seres humanos, não como máquinas”. A Cootec conta atualmente com 55 cooperados e atua nos municípios de Jatobá (sede) Belém do São Francisco, Carnaubeira da Penha, Floresta, Petrolândia, Tacaratu, Inajá, Cabrobó, Águas Belas (municípios de Pernambuco) e Salvador (BA).

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Economia Solidária


Programa de coleta seletiva faz aumentar renda de recicladores de Maceió


Lançado em 7 de julho, dia do cooperativismo, o programa de coleta seletiva inteligente tem colaborado para aumentar a renda das cooperativas de recicladores de Maceió, COOPREL e COOPLUM. O Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras OCB-AL e Sescoop-AL- Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo em Alagoas, tem divulgado nos meios de comunicação do estado a importância da Coleta para a sociedade e . E tem dado certo.


Em menos de 2 meses de programa, a renda dos recicladores quase que triplicou. De acordo com a presidente da Cooperativa de Recicladores de Maceió- COOPREL, Maria José dos Santos, antes da Coleta, a renda mensal não ultrapassava os R$ 120 reais. Agora, o valor chega a R$ 380 reais. “Graças a iniciativa da OCB/SESCOOP e dos empresários estamos conseguindo aumentar a nossa renda”. Afirmou a presidente. A cooperativa existe há 8 anos e conta hoje com 18 cooperados no trabalho de separação do material recebido, e que depois é comercializado.


Para a superintendente do OCB/SESCOOP-AL, Márcia Túlia Pessoa, o programa de coleta seletiva inteligente vai continuar em 2013, até como forma de conscientizar a população a separar o lixo em casa, já que em dois anos, a partir de 2014, o Brasil precisa estar livre dos lixões a céu aberto. Realidade ainda presente em vários municípios do país. Pelo menos, é o que determina o artigo nº 54 da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada por Decreto Presidencial, em 23 de dezembro de 2010. Também ficará proibido, a partir de 2014, colocar em aterros sanitários qualquer tipo de resíduo que seja passível de reciclagem ou reutilização. “Porque não ajudar outras famílias com materiais que seriam descartados e ainda colaborar com o meio ambiente”, declarou Márcia Túlia.


Materiais como alumínio, cobre, vidro, papelão, garrafas peti e de água sanitária são vendidos para os atravessadores, que depois repassam para as empresas de reciclagem. Mas, outros resíduos que poderiam ter um outro destino, como caixas de sabão em pó, caixas de ovos e de sapatos, são encaminhados para os aterros e lixões das cidades, por não terem compradores. Só na Cooprel são em média 1500 toneladas de descartes por semana. Vale a pena destacar, que desde o início do programa de coleta inteligente, dezenas de empresas, parceiros e a população tem contribuído para o sucesso da ação.


RECICLÁVEL É DIFERENTE DE RECICLADO.

Reciclável indica que o material pode ser transformado em outro novo material. Reciclado indica que o material já foi transformado. Algumas vezes, o material que foi reciclado pode sofrer o processo de reciclagem novamente. Certos materiais, embora recicláveis, não são aproveitados devido ao custo do processo ou à falta de mercado para o produto resultante.


RECICLAR É DIFERENTE DE SEPARAR.

Reciclar consiste em transformar materiais já usados em outros novos, por meio de processo industrial ou artesanal. Separar é deixar fora do lixo tudo que pode ser reaproveitado ou reciclado. A separação ou triagem do lixo pode ser feita em casa, na escola ou na empresa. É importante lembrar que a separação dos materiais de nada adianta se eles não forem coletados separadamente e encaminhados para a reciclagem.

Por Márcio Freeire- Assessoria de Comunicação OCB/SESCOOP-AL
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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Economia Solidária

Organizações destacam importância da unidade na abertura do encontro unitário dos trabalhadores/as

O Encontro Unitário dos Trabalhadores, Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas foi aberto oficialmente hoje, 20 de agosto, pelos 7 mil participantes de todos os estados do Brasil, reunidos no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília. O FBES também participa dos debates.

A mística iniciou o dia relembrando todos os momentos de revoltas de camponeses no país, entre eles a Cabanagem, Canudos e Trombas e Formoso. Além disso, foram lembrados os mártires da luta pela terra de várias regiões do país. Dentro desse primeiro momento de animação, foi lida a declaração do I Congresso Camponês, realizado em 1961, em Belo Horizonte (MG), e o documento final do Seminário Nacional de Organizações Sociais do Campo, realizado em fevereiro em Brasília, onde foi discutido e decidido a realização desse Encontro Unitário, em comemoração aos 51 anos do Congresso Camponês, e para reforçar a unidade das organizações e movimentos sociais do campo em torno de lutas comuns.
Os participantes puderam ouvir, também, a mensagem enviada por dom Tomás Balduino, bispo emérito da cidade de Goiás e conselheiro permanente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que, impossibilitado de comparecer ao Encontro, saudou a todos e todas que estão no evento e reafirmou a importância desse momento de luta contra o inimigo comum: o agronegócio e o capital.

Representantes das várias organizações presentes neste Encontro, como os movimentos da Via Campesina, Contag, Fetraf, Quilombolas e Indígenas, saudaram a todos os participantes com palavras de motivação e destacando, principalmente, a importância desse momento histórico para o país e para a luta no campo. A importância da unidade dos movimentos do campo nessa conjuntura, de ações violentas contra trabalhadores e comunidades tradicionais, de grandes projetos que impactam o meio ambiente e expulsam as pessoas do campo, esteve presente em todas as falas.

Dom Guilherme Werlang, representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lembrou que entre as pautas de luta sempre deve estar a busca por justiça social, pela dignidade e pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do campo. Além disso, o bispo destacou a importância de que esses movimentos sejam autônomos e não atrelados aos governos ou a algum tipo de poder. Já Carmem Ferreira, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), enfatizou a importância desse encontro como sendo da classe trabalhadora do país.

“Precisamos impor limites ao agronegócio e aos fazendeiros. Precisamos dar o recado ao governo brasileiro que, com suas políticas, está alimentando esse setor”. Essa foi a mensagem do representante do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Cleber Buzatto. Para a representante do Movimento Camponês Popular (MCP), Aline Nascimento, esse é um momento crucial onde o estado se mostra submisso diante dos interesses do capital. Além disso, segundo ela, esse é o momento de realimentar a utopia.

O cacique Babau Tupinambá, representante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), emocionou a todos e todas com um canto tupinambá que relembra as violências e tudo que os povos indígenas sofreram desde a colonização do país. “Somos considerados entraves para todos os setores do país”, denunciou o cacique. Ele lembrou, ainda, o genocídio do povo indígena nesses 512 anos de dominação, e a luta constante desse povo pela garantia de seu território. Babau denunciou, também, que o agronegócio só consegue fazer tudo o que faz contra os povos do campo, das florestas e das águas, porque tem o aval do governo. Segundo ele, esse governo mostrou de que lado está quando colocou mais de 500 projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) dentro de terras indígenas.

Sergio Miranda, da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) reforçou que somente com a união e a participação de todos os movimentos nesse momento, é possível dar força à luta pela reforma agrária.
A viola entoa o hino nacional

Pereira da Viola, grande artista popular do estado de Minas Gerais, entoou o Hino Nacional em sua viola, animando os 7 mil participantes do Encontro. Sua apresentação levantou os participantes e a mesa de abertura do Encontro.

O representante da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), Benedito, destacou em sua fala o direito que todo quilombolas tem à terra, mas que na prática ainda é muito complicado ter o território reconhecido como remanescente de quilombo, e acessar os programas do governo. Já para Lázaro, da Federação de Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf), esse momento vai ser um divisor de águas para a classe trabalhadora do país, principalmente para a do campo.

Para o representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), José Josivaldo, esse é o momento em que o capitalismo vai aprofundar a retirada de direitos dos povos do campo. “É preciso, da nossa parte, identificar o nosso inimigo tradicional: as transnacionais”, disse ele. Além disso, ele aproveitou o momento para reafirmar a posição do MAB contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Edmundo Rodrigues, da CPT, lembrou toda a luta dos povos do campo durante todos esses anos à custa de muito sangue. “Não queremos mais que nossas lutas sejam à custa do sangue do nosso povo”, enfatizou ele. Segundo Edmundo, o governo conseguiu colocar em prática o que não conseguiu ser feito no período da ditadura, que foram os grandes projetos, nocivos à cultura camponesa e ao modo tradicional dos povos.

Para Noeli, do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), esse é um momento especial para a construção de alianças com as mulheres e homens do campo, das florestas e das águas. “Precisamos combater o inimigo que destroi a terra, as águas e a diversidade”, destacou ela.

Valter Silva, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), destacou que esse Encontro é uma prova de que o campesinato não chegou ao fim, como alguns teimam em dizer. Segundo ele, o Encontro é uma mostra de que o campesinato tem passado, presente e futuro. Valter destacou ainda que o Encontro é um momento importante, mas é necessário um processo de luta unificado após o evento também.

O representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Valdir, reforçou a maturidade política do processo de criação desse Encontro e necessidade de lutas contra o modelo imposto pelo capital. “Ou nós derrotamos esse modelo, ou esse modelo nos derrota”, declarou ele. Além disso, Valdir destacou que sem ocupação de terra não há reforma agrária e convocou a retomada das ocupações de latifúndios no país. Para Alberto Broch, da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), a reforma agrária está no centro para as mudanças mais profundas. “A terra é um bem que precisa ser de todos que querem trabalhar nela”, finalizou ele.

Com a animação de todos esses movimentos e organizações do campo, das florestas e das águas, foram abertas as atividades do Encontro, que segue até o dia 22, em Brasília.

Economia Solidária

Maricultura de Florianópolis terá estrutura de beneficiamento
 
Maricultura de Florianópolis terá estrutura de beneficiamentoO Prefeiro Dário Berger irá assinar, nesta sexta-feira, dia 17,às 10h00, um convênio para a operacionalização de um centro de beneficiamento e capacitação para os maricultores do Sul da Ilha. O prédio será disponibilizado pela Prefeitura e os equipamentos pelo ministério da pesca.

Por meio do Convênio, que será assinado entre a Prefeitura, o Ministério da Pesca e Aquicultura e a Cooperativa dos Produtores de Ostras de Florianópolis (COOPEROSTRAS), os maricultores contarão com uma unidade de beneficiamento de moluscos, instalada no Ribeirão da Ilha.

O prédio será disponibilizado pela Prefeitura e os equipamentos pelo Ministério da Pesca. A COOPEROSTRAS será responsável pela contrapartida mediante gestão da unidade de beneficiamento, promoção de capacitação da comunidade e manutenção dos equipamentos e instalações. O objetivo dessa parceria é oferecer aos maricultores estrutura e capacitação para o beneficiamento de moluscos, ampliando a capacidade produtiva das associações instaladas no Sul da Ilha.

Além dos equipamentos o convênio instituiu um plano de trabalho que deverá ser desenvolvido, a título de contrapartida pela cooperativa. Esse plano de trabalho prevê a realização um censo da maricultura, a elaboração e um banco de dados e cadastro de clientes e o mapeamento das áreas de produção. A cooperativa também deverá oferecer cursos de capacitação em cooperativismo, gerenciamento de agronegócio, manipulação de alimentos, segrança náutica e orientação para registro de embarcações.

Fonte: Portal da Ilha em 16/08/2012

Cooperativismo

Cooperativas paulistas se tornam maiores exportadoras
 
Cooperativas paulistas se tornam maiores exportadorasDe janeiro a julho de 2012, as exportações das cooperativas brasileiras foram de US$ 3,194 bilhões e houve retração de 2% sobre igual período de 2011 (US$ 3,259 bilhões). Nas importações, houve queda 20,9%. As compras foram de US$ 148,9 milhões, no acumulado de 2011, para US$ 117,8 milhões, em 2012.

Com esses resultados, a balança comercial do setor registra saldo positivo de US$ US$ 3,076 bilhões, com diminuição de 1,1% em relação ao mesmo período de 2011 (US$ US$ 3,110 bilhões). A corrente de comércio (soma das exportações e importações) foi de US$ 3,312 bilhões, com recrudescimento de 2,8% em relação aos primeiros sete meses de 2011 (US$ 3,408 bilhões).

Mercados e Produtos


As cooperativas brasileiras exportaram para 129 países de janeiro a julho deste ano. No período, os principais mercados foram: China (vendas de US$ 470,6 milhões, representando 14,7% do total); Estados Unidos (US$ 351,9 milhões, 11%); Alemanha (US$ 198 milhões, 6,2%); Emirados Árabes Unidos (US$ 180,6 milhões, 5,7%); e Países Baixos (US$ 154,8 milhões, 4,8%).

Já os produtos mais vendidos, em valor, no período, foram: açúcar em bruto (com vendas de US$ 448,2 milhões, representando 14% do total exportado pelas cooperativas); soja em grãos (US$ 383,9 milhões, 12%); café em grãos (US$ 367,7 milhões, 11,5%); carne de frango (US$ 341 milhões, 10,7%); e farelo de soja (US$ 281,7 milhões, 8,8%).

São Paulo acumulou o maior volume em valor das exportações de cooperativas, com vendas de US$ 1,007 bilhão, representando 31,5% do total das exportações do segmento. As cooperativas paulistas ultrapassaram as paranaenses que mantinham o maior valor no acumula até junho. Até julho, o setor cooperativista paranaense exportou US$ 1,004 bilhão, com 31,4% do total. Na sequência, aparecem Minas Gerais (US$ 396,6 milhões, 12,4%); Rio Grande do Sul (US$ 209,6 milhões, 6,6%); Santa Catarina (US$ 209,3 milhões, 6,6%).

Em relação às importações, as cooperativas brasileiras realizaram compras de 42 países nos sete primeiros meses de 2012. As principais origens foram: Paraguai (compras de US$ 17,9 milhões, representando 15,2% do total); Estados Unidos (US$ 13,6 milhões, 11,5%); China (US$ 9,1 milhões, 7,8%); Japão (US$ 8,5 milhões, 7,2%); e Marrocos (US$ 5,3 milhões, 4,5%).

Os produtos mais adquiridos pelo setor cooperativista brasileiro foram: ureia com teor de nitrogênio inferior a 45 (com compras de US$ 13,8 milhões, representando 11,7% do total importado pelas cooperativas); cloretos de potássio (US$ 10 milhões, 8,5%); soja em grãos (US$ 9,3 milhões, 7,9%); máquinas e aparelhos para preparação de carnes (US$ 7,5 milhões, 6,4%); e diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 6,7 milhões, 5,7%).

O Paraná foi o estado com maior valor de importações via cooperativas, com US$ 53,9 milhões, representando 45,8% do total das importações do segmento. Em seguida aparecem: Santa Catarina (US$ 34,1 milhões, 28,9%); Rio Grande do Sul (US$ 12,4 milhões, 10,5%); Goiás (US$ 7,5 milhões, 6,4%); São Paulo (US$ 4,1 milhões, 3,5%);

Fonte: Export News em 17/08/2012