terça-feira, 5 de junho de 2012

Cooperativismo

Será criada a primeira federação de cooperativas escolares do país
 
Será criada a primeira federação de cooperativas escolares do paísO fato de existirem cooperativas escolares na região já é inédito. Agora, como se não bastasse, os jovens estudantes já se mobilizaram para criar a primeira Federação das Cooperativas Escolares do país, que será fundada oficialmente na abertura do Rural Show, dia 29 de junho, na Capital Nacional do Cooperativismo.

Na sala de conferências do Colégio Bom Pastor, em Nova Petrópolis, jovens lideranças cooperativistas de diversas faixas etárias e professores coordenadores do projeto em seus respectivos municípios estiveram reunidos, no dia 29 de maio, para desenvolver o estatuto e ideias para a logomarca da Feecopes Pioneira, que tem fins educativos e de representação política. Representando a Coopsanta, fizeram-se presentes o presidente Víctor Luís Südekum e o 1.º tesoureiro João Pedro Schneider da Rocha. Ficou decidido que a entidade será administrada por um conselho de representantes, formado pela presidência das cooperativas escolares associadas, e um conselho executivo, formado por um presidente, vice-presidente e secretário, escolhidos em assembleia ordinária anual. O cargo de presidente será exercido por presidentes oriundos de cooperativas escolares de Ensino Médio, obedecendo à ordem cronológica de fundação das cooperativas associadas. Já os cargos de vice-presidente e secretário serão escolhidos pelo conselho de representantes.

Fernanda Fiorini, presidente da Cooebompa, assumirá a presidência da Federação, pelo fato da Cooebompa ter sido a primeira cooperativa escolar constituída na região. Após, o conselho de representantes escolheu o vice-presidente, Matheus Schenatto, da Unipah, de Linha Nova; e a secretária, Taís Lício da Mota, da cooperativa escolar que será oficialmente constituída em junho na Escola Piá, de Nova Petrópolis. “Hoje foi um dia de grande proveito, de compartilhamento de experiências e muito aprendizado. Que o ano que vem pela frente seja de muito trabalho cooperativo para todos nós da Federação! Que a entidade cresça cada dia mais com o nosso esforço conjunto”, salientou a presidente Fernanda Fiorini.

Já o vice-presidente da Sicredi Pioneira RS e representante da Casa Cooperativa de Nova Petrópolis, Mário José Konzen, que também esteve presente no momento, declarou que não imaginava, há um ano e meio atrás quando foi constituída a Cooebompa, que os passos do cooperativismo escolar na região seriam tão largos. “Foi tudo muito rápido e inspirado em Sunchales, capital do cooperativismo na Argentina e cidade-irmã de Nova Petrópolis. Hoje temos oito cooperativas escolares constituídas e muitas ainda a se constituir. Que a Federação promova cada vez mais a união e força dos jovens de nossa região, ajudando todos a continuarem escrevendo essa bela história”, disse.

Fonte: Blog Cooperativa Escolar de Santa Catarina - http://migre.me/9m5s5 em 04/06/2012

Notícias

Comparação de preços na internet gera ganho anual de R$ 5,9 bi, aponta Fipe

Os instrumentos de comparação de preços pela internet devem proporcionar economia de R$ 5,9 bilhões aos consumidores no Brasil neste ano. A estimativa, feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site Buscapé, considera ganhos obtidos tanto no comércio eletrônico quanto nas compras em lojas físicas. Ela embute a expectativa de crescimento de 25% nas vendas pela internet neste ano, que pelos cálculos da e-Bit, empresa do grupo Buscapé especializada em informações de e-commerce, somarão R$ 23 bilhões.

"Os brasileiros estão comprando mais pela internet, porém também é grande a quantidade de consumidores que pesquisam os preços na web, mas concluem a compra nas lojas físicas", diz Sérgio Crispim, economista da Fipe que coordenou o estudo. Com esse comportamento, explica Crispim, as lojas físicas passaram a ser pressionadas a praticar preços mais próximos aos do comércio eletrônico. Ele destaca que levantamentos feitos nos Estados Unidos, França e Índia mostram que os preços on-line são, em média, 10% menores que os verificados nas lojas físicas.

Crispim ainda destaca que estudo da consultoria McKinsey mostra que, em 2009, a cada R$ 1 gasto no e-commerce, R$ 1,3 era utilizado em compras no varejo físico, após pesquisa de preços pela internet. "Admitindo-se essa mesma proporção em 2012, teríamos uma receita de R$ 29,9 bilhões no varejo físico com origem direta nas buscas na internet. Nessa receita já estariam incorporados os ganhos da transparência de preços possibilitada pela busca on-line de cerca de 10%, ou seja, R$ 3,3 bilhões. Somando-se a esse valor o desconto de R$ 2,6 bilhões obtido nas compras feitas pela internet, chegamos a uma economia total de R$ 5,9 bilhões em 2012, em função de um preço médio 10% menor, que se reflete nas compras on-line e off-line", resume Crispim.

Mesmo na internet, onde se torna mais fácil a comparação de preços, é possível notar uma enorme diferença de preços. Em maio, segundo levantamento da Fipe/Buscapé, a diferença entre o maior e o menor preço para um mesmo produto foi, em média, de 39,2%. O preço médio dos produtos vendidos pela internet no mês passado foi de R$ 1.660,86, período em que o menor preço médio foi de R$ 1.489,37 e o maior, R$ 1.989,85.

"O menor preço médio no e-commerce é 14% inferior ao preço médio. Nesse intervalo há uma oportunidade de ganho extra aos consumidores", ressalta Crispim. Supondo que a diferença fosse reduzida para 7%, o economista da Fipe calcula que os consumidores poderiam ter economia adicional de R$ 3,7 bilhões.

Entre as dez categorias de produtos pesquisadas pela Fipe/Buscapé, as maiores diferenças em maio foram vistas em artigos de fotografia (83,5%) e as menores em itens para casa e decoração (22,6%). Nas câmeras digitais, a variação de preços chegou a 106,2%, com o mesmo produto sendo vendido a R$ 788,70 em uma loja e a R$ 1.626,48 em outra. Em televisores e tablets, as diferenças foram de 42,3% e 74,6%, respectivamente.

O índice Fipe/Buscapé, que mede a variação de preços na internet, apontou queda de 0,36% em maio, registrando desaceleração em relação a abril, quando a retração foi de 0,73%. Desde março a deflação na internet vem perdendo força, desempenho que, na avaliação de Crispim, pode estar sendo influenciado pela valorização do dólar. No mês passado, dos 151 itens pesquisados, 97 ficaram mais baratos e 54 se tornaram mais caros.

Cooperativismo

Unimed é a maior experiência cooperativista na área da saúde do mundo
 
Unimed é a maior experiência cooperativista na área da saúde do mundoAlém de ser a maior rede de assistência médica do Brasil, o Sistema Unimed também é a maior experiência cooperativista, na área de saúde, em todo o mundo. Ele responde por 38% de participação no mercado nacional de planos de saúde, atendendo 18 milhões de clientes. Ao todo, são 370 cooperativas médicas, com abrangência em 83% do território nacional, nas quais 110 mil médicos cooperados desenvolvem suas atividades.

Mas você sabe o que é Cooperativismo? O nome origina-se da palavra cooperação. É uma doutrina cultural e socioeconômica, fundamentada na liberdade humana e nos princípios cooperativos. A cultura cooperativista busca desenvolver a capacidade intelectual das pessoas de forma criativa, inteligente, justa e harmônica, visando a sua melhoria contínua. Os seus princípios buscam, pelo resultado econômico e o desenvolvimento social, ou seja, a melhoria da qualidade de vida.

As cooperativas são empresas a serviço de seus membros, mas que extrapolam o conceito empresarial comum. Além de donos, seus associados são também clientes, permitindo que os resultados possam ser econômicos, sociais e educacionais, agregando qualidade de vida, renda, entre outros de acordo com os segmentos da mesma.

O cooperativismo está fundamentado em sete princípios, a partir dos quais leva seus valores à prática. São eles: adesão voluntária; gestão democrática; participação econômica dos membros; autonomia e independência; educação, formação e informação; intercooperação; e interesse pela comunidade.

Nos últimos anos, o sistema cooperativo tem se mostrado como uma organização de trabalho viável e promissora para uma distribuição de renda mais justa e para o desenvolvimento do país, considerado uma forma democrática para a solução de nossos problemas socioeconômicos.

DIFERENCIAS


Assim, seguindo os princípios do Cooperativismo são valores da marca Unimed: liberdade, simplicidade, relacionamento, diversidade, responsabilidade e cooperação.

Tudo isso expressados pelo desenvolvimento de produtos que dão acesso a uma parcela cada vez maior da população aos planos de saúde; pela promoção de ações sociais que melhoram as condições de vida das comunidades onde as cooperativas médicas estão inseridas; pelas iniciativas de promoção e prevenção em saúde e valorização do trabalho médico; e também pela adequação do modelo de negócio e defesa do funcionamento da saúde supletiva.

Por tudo isso, o Sistema Unimed se destaca dos demais concorrentes por seguir os princípios da participação democrática, solidariedade, independência, equilíbrio e autonomia financeira.

E toda a história do Sistema Unimed foi iniciada na cidade de Santos, em 1967, quando um grupo de médicos se juntou para ir de encontro à medicina mercantilista, que visava apenas o lucro e explorava o profissional médico.

Na Paraíba, a maior experiência de cooperativismo médico é a Unimed João Pessoa, que há mais de quatro décadas, segue os ideais cooperativistas iniciados por seu fundador, o médico Alberto Urquiza Wanderley, que em 16 de dezembro de 1971, ao lado de um grupo de 106 médicos, iniciaram a Cooperativa com a finalidade de garantir uma assistência de qualidade à população e proporcionar trabalho digno para a categoria.

De lá para cá, a empresa cresceu, conquistou o primeiro lugar no mercado de planos de saúde da Paraíba. Hoje, a Cooperativa oferece a mais completa rede de assistência médico- hospitalar. Atualmente, conta com mais de 1,5 mil cooperados, nas mais diversas especialidades médicas. Tudo para garantir uma assistência de qualidade e a satisfação dos seus cerca de 130 mil clientes.

HISTÓRIA DO COOPERATIVISMO


A história do Cooperativismo surgiu no século XVIII, após a Revolução Industrial, na Inglaterra. Um grupo de 28 operários da cidade de Rochdale, na região de Manchester, em sua maioria tecelões, se uniu para superar as dificuldades e buscar uma forma de organização mais justa e democrática.

Em 1844, nascia a primeira cooperativa moderna, a Sociedade dos Probos de Rochdale, pertencente ao Ramo Consumo, e, com ela, o movimento cooperativista começava a ganhar espaço no mundo. Em 1848, já eram 140 membros e, 12 anos depois, chegou a 3.450 associados com um capital de 152 mil libras.

Hoje, o Sistema Cooperativo reúne 1 bilhão de pessoas em mais de 100 países do mundo. Ele responde pela geração de mais de 100 milhões de empregos e está presente nos cinco continentes. Em 2010, as 300 maiores cooperativas do mundo tiveram uma movimentação econômico-financeira de US$ 1,6 trilhão.

ALIANÇA COOPERATIVA

As cooperativistas são representados mundialmente pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), uma instituição independente e não governamental. Atualmente com sede em Genebra, a ACI foi fundada em Londres, em 1895, e seus integrantes são organizações de cooperativas atuantes em diversos setores econômicos.

No Brasil, segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), existem atualmente 7.682 cooperativas, sete milhões de cooperados e 255 mil funcionários a disposição do cooperativismo.

Um dos símbolos do Cooperativismo é o pinheiro, pois unidos eles são mais resistentes e ressaltam a força e a capacidade de expansão.

ANO INTERNACIONAL DAS COOPERATIVAS

A Assembléia Geral da ONU declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, destacando a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento socioeconômico e reconhecendo seu trabalho para a redução da pobreza, geração de emprego e integração social, onde oferecem um modelo de negócio que contribui para o desenvolvimento dos cooperados e comunidades onde atuam.

Os objetivos do Ano Internacional das Cooperativas são: aumentar a consciência pública sobre as cooperativas e suas contribuições para o desenvolvimento socioeconômico e para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), promover a formação e o crescimento das cooperativas; e incentivar os governos a estabelecer políticas, leis e regulamentos propícios para a formação, crescimento e estabilidade das cooperativas.

Fonte: Unimed em 04/06/2012

Notícias

Dilma define novas medidas para destravar economia

Ruy Baron / Ruy BaronPreocupada com a disseminação da expectativa de que o crescimento este ano não passará de 2% a 2,5% - pior, portanto, que os 2,7% do ano passado - a presidente Dilma Rousseff convocou, ontem, uma reunião de emergência para determinar a aceleração dos investimentos públicos e discutir medidas para reanimar os investidores privados. No caso do setor privado, o governo avalia um cardápio de possibilidades, do adiamento do recolhimento de impostos das empresas à isenção da cobrança de imposto sobre investimentos, da depreciação acelerada à redução dos preços da energia elétrica - um importante insumo industrial.

O adiamento do recolhimento de impostos, conforme sugestão dada pelo ex-ministro Delfim Netto, seria feito por 90 a 120 dias e representaria dinheiro a custo zero nas mãos das empresas, para capital de giro. A medida está na mesa de discussão, assim como o adiamento das exigencias de conteúdo local para as encomendas da Petrobras.

Os investimentos públicos estão caindo ao invés de crescer. Os casos mais dramáticos são os do Programa de Mobilidade Urbana e as obras do Ministério dos Transportes, que não saem do papel. A execução das obras conduzidas pelos Transportes neste ano está baixíssima. Para uma dotação orçamentária de R$ 17,751 bilhões, a despesa até abril foi de apenas R$ 40,567 milhões. Proporção semelhante é encontrada no Ministério das Cidades. Ambos os ministros estavam na reunião com a presidente, Paulo Sérgio Passos e Aguinaldo Ribeiro, respectivamente.

As estatísticas oficiais mostram que dos R$ 3,74 bilhões de investimentos públicos no mês de março, R$ 2,5 bilhões foram subsídios ao programa Minha Casa Minha Vida. Em abril, os investimentos totais caíram para R$ 3,17 bilhões e desses, R$ 2,02 bilhões também corresponderam aos subsídios do MCMV.

Dilma fez, ontem, quase uma reunião ministerial para debater esse desempenho. Estavam presentes os ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, da Saúde, Alexandre Padilha, da Integração, Fernando Bezerra e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Estavam, ainda, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, e o do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

Barbosa foi voto vencido no fim do ano passado quando defendeu o aumento dos investimentos públicos para sustentação do crescimento econômico. Para isso, seria preciso abrir mão da meta fiscal "cheia" e abater uma parcela dos investimentos do PAC. Mantega e Augustin advogaram o cumprimento integral da meta. Com a queda no ritmo de crescimento das receitas tributárias, o cumprimento da meta de 3,1% do PIB de superávit primário ficou mais apertado e o Tesouro estaria produzindo os dados mensais com uma administração do pagamento dos investimentos na "boca do caixa".

O governo quer, também, ampliar o uso das compras governamentais para setores que podem ajudar a incentivar o setor privado. No Plano Brasil Maior, por exemplo, foi definida uma margem de preferência de 25% para produtos manufaturados e serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras e incorporem inovação. No caso do setor de confecções, calçados e artefatos, o regime já está funcionando e já foi utilizado pelo Ministério da Defesa para a compra de jaqueta, boné, calças, mochilas. O mesmo incentivo existe para a aquisição pelo governo de retroescavadeiras e motoniveladoras, além de fármacos e medicamentos. Esses, porém, apesar de regulamentados, ainda não foram testados.

Com a depreciação acelerada nos investimentos feitos pelos próximos doze meses, como sugere o economista Luis Gonzaga Belluzzo, as empresas poderiam ter um benefício fiscal na metade do prazo normal, mediante a redução da Contribuição Social sobre o Lucro. Esse benefício vigorou até 2010. A reunião, porém, não foi conclusiva.

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Notícias

Dirigentes discutiram estratégias de fortalecimento das cooperativas               
 
Dirigentes discutiram estratégias de fortalecimento das cooperativasOs dirigentes cooperativistas de Goiás discutiram estratégias de fortalecimento político do setor em Goiás no 4º Fórum Goiano de Presidentes e Diretores Cooperativistas, realizado na última semana (quinta e sexta-feira) em Caldas Novas.

No final do evento, uma plenária reunindo o presidente da OCB/Sescoop Nacional, Márcio Lopes de Freitas, e do Sistema OCB/SESCOOP-GO, Haroldo Max de Sousa, debateu a criação de uma Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) em Goiás. “Não podemos criar só por criar, temos que nos certificar com nossos deputados de que a coisa será para valer”, comentou Max de Sousa na abertura da plenária.

Na sequência, Márcio Lopes de Freitas repassou aos participantes o sistema de trabalho que a OCB estabelece com a Frencoop Nacional e os desafios que o cooperativismo brasileiro vem enfrentando nos debates no congresso nacional, em especial o Novo Código Florestal e a revisão da Lei do Cooperativismo, que segue em pauta no congresso. No dia anterior, os cerca de 100 dirigentes participantes do fórum (entre presidentes e gerentes de diversas cooperativas de todo o estado) assistiram a palestras que enfatizaram questões como fidelização de cooperados, gestão de equipes e desafios de mercado. Como em todas as edições anteriores, o fórum desenvolveu uma ação beneficente, convidando os participantes a doar duas latas de leite em pó tipo NAN. Os donativos serão repassadas ao Grupo Pela Vidda, entidade sem fins lucrativos de Goiânia que presta assistência a mulheres e crianças portadoras de HIV.

Fonte: OCB/GO em 04/06/2012

Cooperativismo

Cooperativismo poderá ser inserido na Constituição Estadual do Amazonas
 
Cooperativismo poderá ser inserido na Constituição Estadual do AmazonasA mesa diretora da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas, apresentou no dia 24 de maio o Projeto de Emenda a Constituição Estadual que pretender instituir a Política Estadual de Apoio ao Cooperativismo, por meio de diretrizes e instrumentos que visam o desenvolvimento da atividade cooperativista, cabendo ao Poder Público Estadual criar instrumentos e mecanismos que estimulem o contínuo crescimento da atividade com objetivo de promover na forma da lei, parceria operacional para o desenvolvimento do sistema, estimulando a forma cooperativa de organização social, econômica e cultural nos diversos ramos de atuação do Estado.

A inclusão na Constituição Estadual de um capítulo sobre o cooperativismo e a ampliação de recursos do Orçamento Estadual no Amazonas para o setor primário, foram defendidas pelo deputado Luiz Castro, que é membro da comissão que trabalhará na revisão da Constituição.

Presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo Amazonense (Frencoop-AM), o deputado Luiz Castro disse que a proposta já conta com o apoio de 14 dos parlamentares integrantes da entidade.

A emenda pretende também desenvolver a cultura cooperativista através do sistema de ensino e de atividades que visem o público em geral, incentivando a organização da produção, do consumo, da comercialização, do crédito e dos serviços a partir dos princípios do cooperativismo, promovendo estudos, pesquisas e eventos de forma a contribuir com o desenvolvimento da atividade cooperativista e prestar assistência técnica com qualidade e eficiência às cooperativas sediadas no Estado.

Manifestando apoio à sugestão de inclusão do cooperativismo na Carta Estadual, o deputado Chico Preto (PSD, foto), afirmou que o trabalho da Frencoop na Aleam, vai ajudar na consolidação da proposta.

"Há campos de atuação legislativa de grande convergência independentemente do fato de sermos situação ou oposição", admitiu Castro, ressaltando o interesse comum em torno de ações de longo prazo para a construção de políticas públicas permanentes e abrangentes.

Luiz Castro defendeu ainda a participação de especialistas da área jurídica das universidades, do Ministério Público e da Defensoria Pública, nos trabalhos de revisão da Constituição Estadual.

“Como ordenamento jurídico que estabelece direitos e a definição de políticas públicas permanentes, a Constituição precisa ser tratada com maior zelo parlamentar do que na formulação de leis ordinárias”, destacou.

O deputado Marco Antônio Chico Preto (PSD/AM) reafirmou o compromisso de defender no processo de atualização da Constituição do Amazonas a inclusão da obrigação do Governo do Estado definir um piso mínimo para investimentos no setor primário e criação de um capítulo específico sobre o cooperativismo.

Em breve pronunciamento o líder da maioria na Assembleia Legislativa do Estado destacou que todas as emendas que estão tramitando na Casa, juntamente com as novas sugestões, vão ser analisadas pela Comissão Especial que foi criada para realizar o trabalho de atualização da Constituição do Estado.

“Ao final teremos uma grande emenda contendo as alterações, as inovações, os adendos e as subtrações que a nossa Constituição merece”, disse ele.

Interiorização

Na avaliação de Chico Preto a interiorização do desenvolvimento passa pelo fortalecimento do setor primário e do cooperativismo, que é uma ferramenta importante de promoção da sustentabilidade e vai merecer atenção especial no processo de atualização da Constituição do Estado.

“Vou defender de forma muito intensa a definição de um piso para investimentos no setor primário na Constituição do Amazonas e que o cooperativismo tenha um tratamento diferenciado”, completou, lembrando que o cooperativismo é uma engrenagem extremamente importante para a realidade socioeconômica do Amazonas.

Piso mínimo

A proposta de emenda à Constituição estadual encaminhada por Chico Preto defende a fixação de percentuais mínimos no orçamento do estado para o setor primário, a exemplo do que ocorre com a saúde e a educação.

A iniciativa tem por objetivo dinamizar o fortalecimento e a promoção do desenvolvimento sustentado do setor primário amazonense e proporcionar os meios necessários à agregação de valor às atividades desenvolvidas no campo.

“Entendemos que o Estado pode destinar percentuais mínimos da sua receita tributária para fortalecer ações relativas à política agrícola, observadas as orientações estabelecidas pelo governador”, explica.

O presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Amazonas (OCB-Sescoop/AM) Petrucio Magalhães Jr. disse que a participação da Frencoop-AM vem se mostrando cada vez mais participativa.

“Acreditamos na união de todos, situação e oposição e, na sensibilidade do Governador Omar Aziz, na aprovação dessa Emenda Constitucional. O governador pode gerar muitas oportunidades no interior e, um legado importante para o desenvolvimento sustentável do estado, afirmou Petrucio.

Fonte: ASCOM deputado Luiz Castro/ ASCOM Chico Preto e OCB-Sescoo/AM em 04/06/2012

Cooperativismo

Lei de desoneração fiscal beneficia cooperativas de radiotáxi

A Lei 12.649, proveniente da Medida Provisória 549/2011 (PLV 7/2012, no Senado Federal), foi sancionada no dia 18 de maio. Entre outros pontos, a lei permite que as cooperativas de radiotáxi excluam da base de cálculo da PIS e do COFINS os valores repassados aos cooperados; os valores das receitas de bens e serviços repassados aos associados; e as despesas financeiras decorrentes de empréstimos contraídos para cooperados.

Além disso, também foi inserida a remissão das dívidas tributárias dessas cooperativas, envolvendo os valores principais, os juros e as multas.

Com a desoneração, o governo federal estima uma renúncia de receitas em torno de R$ 161,99 milhões em 2012 e de R$ 178,80 milhões em 2013.