segunda-feira, 9 de julho de 2012

Cooperativismo

Mais de mil pessoas participam de comemoração do Dia Internacional do Cooperativismo na Paraíba
Prestação de serviços e degustação de produtos variados chamaram a atenção da população
Mais de mil pessoas passaram, na manhã do último sábado, pela estrutura montada no Ponto de Cem Réis, em João Pessoa, para a comemoração do Dia Internacional do Cooperativismo. O evento contou com a participação de 91 voluntários de cooperativas e órgãos públicos que ofereceram uma série de serviços gratuitos e apresentaram seus produtos à população. Também foi festejada a iniciativa da ONU, que declarou 2012 como “Ano Internacional das Cooperativas”.

O presidente do Sistema, André Pacelli, destacou que o evento teve como objetivo chamar a atenção da sociedade paraibana para a importância econômica e social do cooperativismo. “Nós representamos aqui 133 cooperativas e mais de 46 mil associados que contribuem para o crescimento do Estado em 13 ramos econômicos. E sabemos que nos lugares onde há cooperativas o desenvolvimento humano é maior”, afirmou.

Verificação de pressão arterial, entrega de preservativos, teste de glicemia, corte de cabelo, massagens e orientação odontológica foram alguns dos serviços mais procurados pelo público. Só na tenda da Unimed foram realizados mais de 250 atendimentos, enquanto 80 atendimentos odontológicos foram registrados pela Uniodonto. “Eu estava passando aqui por acaso e acabei vindo verificar a pressão. Gostei do evento porque acho que o cooperativismo é algo muito importante”, disse o taifeiro marítimo Alexandre Queiroz Pereira.

A população fez fila para degustar mais de 70 litros de iogurtes, além de queijos e coalhadas da Coapecal – cooperativa que fabrica os produtos Cariri. “Muita gente gosta dos nossos produtos, mas não sabe que eles vêm de uma cooperativa. Nós somos um laticínio de 547 cooperados e não de um empresário só. Isso tem grande um significado social”, afirmou Laudemiro Lopes, da Coapecal.

 Houve, ainda, participantes como o técnico em Transportes e Logística, José Queiroz, que aproveitaram a oportunidade para doar sangue para o estoque do Hemocentro. “É um ato simples que tem uma grandeza enorme porque salvar vidas é primordial. É importante cada um fazer sua parte, principalmente hoje, que é o Dia Internacional do Cooperativismo”, comentou o técnico.

Também foi grande a procura por mudas de pinheiros – planta símbolo do cooperativismo -, doadas pela Federal Cred. Esta cooperativa, assim como a Unicred JP e a central Sicoob NE, aproveitou o evento para divulgar as vantagens do cooperativismo de crédito. O evento contou ainda com a animação do show multicultural “Paraíba, sim sinhô” e forró pé-de-serra.

A comemoração, promovida pelo Sistema OCB-Sescoop-PB, contou com a participação das seguintes entidades: Corpo de Bombeiros, Senac, Secretaria de Saúde de João Pessoa, Unimed, Hemocentro, Uniodonto, Cuidar Fisio, Associação Médica, Coapecal, Cooperar, central Sicoob Nordeste, FederalCred, Unicred João Pessoa, Mulheres em Ação, Codisma, Polícia Militar e Empreender Paraíba.

(Fonte: Sistema OCB/Sescoop-PB)
 

Cooperativismo

O Sistema de Cooperativas de Crédito, Sicredi, é a quarta instituição financeira do Brasil que mais libera recursos para o Plano Safra. O Sistema projeta a liberação de R$ 6,2 bilhões para a sua plataforma nacional de associados, que compreende dez estados brasileiros.

O Governo Federal anunciou na semana passada aumento de 7,5% no total de recursos para o Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013. Serão mais de R$ 115,25 bilhões, para a agricultura comercial. Deste total, R$ 86,95 bilhões são para custeio e comercialização e R$ 28,30 bilhões para investimento.

Juros mais baixos – As taxas de juros de crédito rural para a safra 2012/13 foram reduzidas em relação a safra 2011/12.

PRONAMP – Para o Programa nacional de apoio ao médio produtor rural, volume de recursos aumentou de R$ 8,31 para R$ 11,15 bilhões, acréscimo de 34%.

Programas de investimento – Houve aumento também no montante de recursos ofertados para programas de investimento na safra 2012/13 é de R$ 28,3 bilhões, com aumento de 4,8% em relação à safra 2011/12.
Limite de Financiamento – O limite de custeio ao amparo de recursos controlados para cada tomador em cada safra e em todo o SNCR passa de R$ 650 mil para R$ 800 mil. O limite de comercialização ao amparo de recursos controlados para cada tomador passa de R$ 1,3 milhão para R$ 1,6 milhão.

Entre os pontos positivos, vale ressaltar:
  1. Redução das taxas de juros de crédito rural.
  2. Aumento da cobertura do Proagro de R$ 150 mil para R$ 300 mil por safra.
  3. Aumento da renda bruta para enquadramento dos produtores – Pronamp – passando de R$ 700 para R$ 800 mil por produtor, bem como o limite de financiamento de custeio por produtor de R$ 400 para R$ 500 mil por produtor.
  4. Aumento dos recursos do Programa ABC – agricultura de baixo de carbono passando de R$ 3,15 para R$ 3,4 bilhões.
  5. Aumento do limite de financiamento de custeio por produtor de R$ 650 mil para R$ 800 mi por safra.
http://cooperativismodecredito.com.br/news/2012/07/sicredi-projeta-r-62-bilhoes-em-credito-rural-para-o-plano-safra-20122013/

Economia Solidária

Microcrédito e as Cooperativas de Crédito

Em sua publicação "Microfinanças - O Papel do Banco Central do Brasil e a Importância do Cooperativismo de Crédito", o BACEN faz uma análise do mercado de microfinanças no Brasil.

Seguem alguns trechos do conteúdo publicado:

"Para análise da demanda e oferta do mercado de microfinanças brasileiro, feita pela primeira vez neste livro, foi utilizada metodologia bastante simplificada, sem a pretensão de apresentar números definitivos. No caso do microcrédito, pela sua importância estratégica, foram feitas depurações e corrigidas tabelas de períodos anteriores, tudo com o objetivo de trazer elementos úteis para a análise desses mercados.

O cálculo do volume de demanda por microfinanças foi baseado na Pesquisa Nacional de Análise Domiciliar (PNAD) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2005, com a estratificação resumida na Tabela 1, utilizando-se metodologia que parte dos seguintes pressupostos:
  • as faixas A, B e C representam o público que interessa aos bancos tradicionais (8,9%);
  • as faixas C, D e E são aquelas que representam ambiente mais propício ao desenvolvimento do cooperativismo de crédito (25,3%);
  • as faixas de E a H são aquelas onde se situam o público-alvo das microfinanças (80,6%);
  • as faixas C e E representam as zonas de concorrência."

Analisando-se estes dados e comparando-os ao enorme desafio do Cooperativismo de Crédito brasileiro, que é o aumento da participação de mercado, temos que o público alvo das Cooperativas é de aproximadamete 22 milhões de brasileiros (somatório das faixas C, D e E).

Tabela de Público Alvo de Microfinanças
Em termos e faixa de renda as Cooperativas de Crédito encontrariam maior respaldo na população com renda entre R$ 1.000,00 e R$ 5.000,00 mensais.

Sob o ângulo das Microfinanças "tem-se então que 80,6% (faixas de E a H) das 87 milhões de pessoas com rendimento, ou seja setenta milhões, encontram-se na faixa de renda compatível com o mercado das microfinanças. Considerando-se que metade tem interesse em obter crédito, chega-se ao valor de 35 milhões de pessoas demandantes por microfinanças (40,2% de 87 milhões)."

Para que as Cooperatvas de Crédito pudéssem experimentar maiores percentuais de crescimento no Brasil e assumissem um papel mais importante na concessão de empréstimos também ao público alvo do microcrédito, o CMN (Conselho Monetário Nacional) editou em 2003 a Resolução 3.106/03 permitindo que as Cooperativas pudéssem transformar-se em "livre admissão de associados", deixando as mesmas de ser essencialmente rurais ou de crédito mútuo "fechadas".

As Cooperativas de Crédito tem fundamental importância no cenário nacional quando analisada sua expressão na rede de atendimento do país. Em dez/10, os quase 4.500 pontos de atendimento cooperativo repesentavam 18,5% de todas as agências bancárias brasileiras, ou 10,5% quando considerados também os PAB´s e os PAP´s.

O que se percebe, no entanto, é que das mais de 1.300 cooperativas de crédito do Brasil apenas um pequeno grupo de aproximadamente 250 aproveitaram os benefícios da livre admissão (Resolução 3.106/03) e abriram-se para outros públicos que não o rural ou o segmentado. A grande maioria das cooperativas brasileiras (50%) ainda tem em seus estatutos a previsão de atenderem apenas à um público específico, normalmente o de funcionários ou profissionais de uma mesma categoria, fato este que limita o crescimento do market share (participação de mercado) das Cooperativas de Crédito, tanto no microcrédito como nas operações de valores maiores.

Cooperativismo

A concentração do mercado financeiro

O mercado financeiro mundial está cada vez mais concentrado na mão de poucas e grandes instituições financeiras.

"Com a aliança, Itaú e Unibanco passam a fazer diferença na terra de gigantes em que se transformou o sistema bancário internacional nos últimos tempos. Em 1998, os 25 maiores bancos do mundo detinham 28% do total de ativos do setor. Dez anos e muitas fusões e aquisições depois, esse índice chegou a 44%." Entre julho e setembro/08 os anúncios de fusões e aquisições entre instituições financeiras totalizaram U$ 174 bilhões.

Segundo dados do BACEN (jun/11), no Brasil os ativos financeiros estavam assim distribuídos:

  1. Banco do Brasil - com 18,0% dos ativos
  2. Itaú Unibanco - com 16,0%
  3. Bradesco - com 12,7%
  4. BNDES - com 11,7%
  5. Caixa Econômica Federal - com 9,6%
  6. Santander Real - com 8,6%
  7. HSBC - com 3,0%
  8. Votorantim - com 2,5%
  9. Cooperativas de Crédito (SICREDI + SICOOB + UNICRED + CONFESOL + CECRED + ...) - com 2,2% com ativos totais de R$ 104 bilhões. (veja os dados)
  10. Safra - com 1,7%
  11. Citibank - com 1,1%
  12. BTG Pactual - com 1,1%
  13. Banrisul - com 0,7%
  14. Credit Suisse - 0,6%
  15. BNP Paribas - 0,5%

Temos nas primeiras 10 instituições financeiras 86,1% dos ativos do mercado financeiro brasileiro. Veja no site do BACEN os dados atualizados dos 50 maiores bancos brasileiros.

Quando analisado os montantes emprestados na carteira de crédito as Cooperativas de Crédito detinham em jun/2011 o total de R$ 42,4 bilhões, representando 2,40% do total emprestado no país.

Analisando-se apenas o volume de depósitos as Cooperativas de Crédito detinham R$ 50 bilhões, 3,2% do total, em 7º lular no ranking nacional.

Cooperativismo

Cooperativas Escolares ressurgem no sul do Brasil

No dia 29/06/2012, durante o RuralShow, evento realizado em Nova Petrópolis/RS, com foco na agricultura familiar e no cooperativismo, um grupo de 12 cooperativas escolares criou uma Federação de Cooperativas Escolares, com objetivo de unir forças e traçar estratégias para as entidades já existentes.

Na região da serra gaúcha, a 1ª cooperativa escolar foi fundada em Nova Petrópolis/RS, Capital Nacional do Cooperativismo, no ano de 2010 (Cooebompa), seguida por cooperativas escolares nos municípios de Linha Nova e São José do Hortêncio. Neste ano de 2012, através do incentivo da Casa Cooperativa de Nova Petrópolis, várias outras cooperativas juntaram-se ao grupo inicial, contando atualmente com cerca de 700 alunos associados a elas.
Para o Presidente da Casa Cooperativa de Nova Petrópolis, Márcio Port, “além de despertar o interesse dos jovens para o cooperativismo, estamos também estimulando o surgimento de novas lideranças. Independentemente de estes jovens continuarem no cooperativismo após saírem da escola, teremos em nossas comunidades cidadãos mais conscientes e com espírito de trabalho comunitário/associativo.”
O QUE É UMA COOPERATIVA ESCOLAR?

As cooperativas escolares são associações de estudantes com finalidade educativa, podendo desenvolver atividades econômicas, sociais e culturais em benefício dos associados. Em sua essência, buscam formular uma proposta pedagógica com a participação do corpo discente em atividades práticas. Inspiradas, em parte, no pedagogo francês Célestin Freinet e nas experiências da cidade argentina de Sunchales as cooperativas escolares possuem na educação cooperativista, no trabalho e na cooperação a tríade desse projeto pedagógico que tem por finalidade a convivência, o respeito mútuo, a solidariedade, promoção da justiça social, igualdade, autonomia, a cooperação e a realização de objetivos comuns. Nelas, o caráter educativo, espírito cooperativo e o movimento entre o saber e o fazer são inerentes e constantes. Através das cooperativas escolares, são vivenciados os sete princípios do cooperativismo: 1º Adesão voluntária e Livre; 2º Gestão democrática pelos membros; 3º Participação econômica dos membros; 4º Autonomia e Independência; 5º Educação, formação e informação; 6º Intercooperação e 7º Interesse pela comunidade.
Outra característica é o desenvolvimento de projetos e oficinas como: artesanatos, merenda escolar, teatro, paródias, corais, reciclagem de papel e produção de mudas de flores, árvores, sabonetes e cartões comemorativos. Para ter-se uma ideia mais clara sobre as cooperativas escolares, destaca-se o aprendizado que os estudantes adquirem ao construírem as atas das reuniões e assembleias, o manuseio do livro caixa, ao conduzirem reuniões, ao preparem suas pautas e outras demandas. Esses eventos são muito importantes, pois promovem os jovens ao exercício da cidadania responsável, conscientes dos seus direitos e deveres. Segundo Freinet, “a atividade é o que orienta a prática escolar e o objetivo final da educação é formar cidadãos para o trabalho livre e criativo, capaz de dominar e transformar o meio e emancipar quem o exerce”.
Todo esse trabalho pedagógico é desenvolvido com a participação de um professor orientador (ou tutor) que se responsabiliza pela escola em apoiar a construção cotidiana da cooperativa escolar. Uma das tarefas desse professor é criar uma atmosfera laboriosa na comunidade escolar, de modo a estimular as crianças e jovens, dela participantes, a fazer prática cooperativa através das atividades inerentes à gestão, educação, produção, cultura, oficinas e lazer. Outra função primordial do orientador é colaborar ao máximo para o desenvolvimento da liderança, autonomia, ética e responsabilidade dos estudantes.
Outro ponto de destaque é o protagonismo de crianças e adolescentes, únicos sócios das cooperativas escolares. Esses são os responsáveis pela administração e condução dos projetos, embora seja necessário um professor para auxiliá-los.
Conforme já dito, as Cooperativas Escolares constituem um projeto educativo e está amparado pela lei Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da lei nº 5764/71.
Segundo o ECA deve ser assegurado aos jovens:
  1. garantia de acesso e frequência obrigatória ao ensino regular;
  2. atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente;
  3. horário especial para o exercício das atividades.
Portanto, dentro da realidade das cooperativas escolares brasileiras, as determinações acima e as mencionadas na lei 5764/71 são fundamentais e obrigatórias. Todo o trabalho e tempo dedicado ao projeto devem englobar atividades que promovam a liberdade, a cooperação, o saber e o fazer. É imperativo praticá-los como modo de vida no exercício da liderança, da solidariedade, da simplicidade, da sinceridade e, quando necessário, em mudanças de atitudes.
As cooperativas escolares constituem um laboratório de aprendizagem do cooperativismo. E, para dar conta dessa proposta, a Casa Cooperativa de Nova Petrópolis, a Escola Bom Pastor e Ocergs/Sescoop apoiam e promovem cursos de formação cooperativa para estudantes e professores.
Atualmente é ofertado um Curso de formação básica em Cooperativismo para todas as pessoas e escolas interessadas. O referido curso está estruturado em 40 horas de duração e conta com facilitadores muito bem preparados; muitos desses profissionais possuem uma vasta formação no cooperativismo e outros agregam, além do conhecimento cooperativista, a experiência na condução de nossas cooperativas.
No curso de Cooperativismo Escolar, os alunos estudam o conceito de cooperação, o contexto histórico do cooperativismo, a história dos pioneiros de Rochdale, do Cooperativismo no Brasil, das capitais do cooperativismo do Brasil e da Argentina; das diferenças entre cooperativas, sindicados e associação; dos ramos e dos princípios do cooperativismo; da classificação das cooperativas, da lei nº 5764/71, da importância do estatuto social, dos direitos e deveres dos associados, da organização do sistema cooperativista, da organização do quadro social, das reuniões, atas, assembléias e conselhos das cooperativas.
Enfim, no contexto atual das dificuldades de geração de empregos correspondentes à expansão da oferta de trabalho, o Cooperativismo vem conquistando espaços cada vez maiores nos diferentes ramos da atividade produtiva e de prestação de serviços. As organizações cooperativas contribuem efetivamente para aumentar oportunidades de trabalho e renda e, ao mesmo tempo, desenvolvem ações empreendedoras e a consciência das pessoas sobre a necessidade do apoio mútuo e solidariedade humana.
As Cooperativas Escolares, laboratórios de aprendizagens do cooperativismo, constituem esse mecanismo de educação e promoção do diálogo cujos valores da cooperação balizam o saber e o fazer pedagógico inerente às praticas promovidas nos espaços dessas cooperativas.
Por Everaldo Marini – Mestre em Educação. Especialista em Supervisão Educacional e História do Brasil. Filósofo. Membro do Conselho Municipal de Cultura de Nova Petrópolis e Coordenador do Curso de Cooperativismo Escolar pela Casa Cooperativa de Nova Petrópolis e Escola Técnica Bom Pastor.

Economia Solidária

Governo anuncia aquisição de mais de 100 mil caprinos e ovinos de pequenos criadores

O governo de Pernambuco, em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, e os governos municipais, inicia a implementação de um programa de assistência aos pequenos criadores de caprinos e ovinos que vêm sofrendo os efeitos da estiagem prolongada e dificuldades em comercializar os seus rebanhos.

A ação que funcionará no modelo do Programa de Aquisição de Alimentos com Doação Simultânea – PAA, foi uma decisão da presidenta, Dilma Rousseff, juntamente com o governador, Eduardo Campos, e o Ministério da Agricultura, e será anunciada, nessa segunda-feira (09/07), durante a VIII reunião ordinária do Comitê Integrado de Convivência com o Semiárido.

A aquisição dos animais será, apenas, aos pequenos criadores com rebanho de até 50 animais, podendo vender até 20. A Conab irá pagar R$ 6,65 por quilo de animal vivo, um preço em torno de 50% a mais do praticado no mercado.
http://www.gazzeta.com.br/governo-anuncia-aquisicao-de-mais-de-100-mil-caprinos-e-ovinos-de-pequenos-criadores/

Cooperativismo

Mendes Ribeiro, Ministro da Agricultura, diz que o cooperativismo agrícola terá todo investimento necessário.
 
Brasília – O Brasil convive com previsão de mais uma safra agrícola recorde, mas o governo mantém toda atenção no setor com vistas a aumentar sempre mais a produção do campo, de acordo com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, ao participar na última sexta-feira (6) de solenidade comemorativa do Dia Internacional do Cooperativismo, no Senado.

Deputado federal (PMDB-RS) licenciado, ex-integrante da Frente Parlamentar pelo Cooperativismo, Mendes Ribeiro disse que “o Brasil não deixará de investir na agricultura e no cooperativismo”, pois o país precisa avançar em várias áreas. E uma delas, segundo ele, é o sistema de irrigação, no qual muito pode ser feito em parceria com as cooperativas.

O ato solene teve a participação de deputados e senadores, além de representantes do cooperativismo e do diretor de Assuntos Especiais do Banco Central (BC), Luiz Edson Feltrim, convidado especial para a comemoração por haver pautado sua atuação no BC “muito em prol do cooperativismo de crédito”, destacou o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes Freitas.

Em rápido discurso, Feltrim disse que o cooperativismo de crédito tem importância fundamental na capilaridade do sistema financeiro, em razão da atuação das cooperativas em todo o país. Essa presença forte no interior, principalmente, aumenta a concorrência na prestação de serviços das instituições financeiras, além de o sistema gerar também emprego e renda, acrescentou.
O presidente da OCB lembrou que o sistema cooperativo mobiliza atualmente 10 milhões de associados e suas famílias – o que dá aproximadamente 33 milhões de brasileiros - graças à atuação de 6.586 cooperativas em 13 segmentos da economia. E o setor continua em franco desenvolvimento, disse ele, porque “o cooperativismo encontrou campo fértil no país”, começando pela Região Sul, mas hoje se espraia por todo o território nacional.

Entusiasta do setor, a senadora Ana Amélia (PP-RS) disse que a Organização das Nações Unidas (ONU) designou 2012 como Ano Internacional do Cooperativismo “com justa razão, porque o sistema cooperativo contribui de forma decisiva para a redução da pobreza e a integração social”. Em especial porque, segundo ela, exige gestão democrática e está ligado, principalmente, à agricultura familiar, disseminando extensão rural e práticas sustentáveis.