quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Cooperativismo

Cooperativismo acreano impressiona pela expressividade
              
O engajamento e a motivação dos cerca de mil cooperados reunidos no último domingo para a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Cooperativa de Trabalhadores Autônomos em Serviços Gerais (Coopserge), de Rio Branco (AC), impressionaram dirigentes e parlamentares ligados ao movimento cooperativista que estiveram na capital acreana entre os dias 2 e 3/9. O superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile, destacou a participação maciça dos cooperados como sinônimo de comprometimento e força, tanto da cooperativa, quando do movimento no estado. O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Acre (OCB-AC), Valdemiro da Rocha, também acompanhou a AGE.

“O que mais chamou atenção foi a efetividade dos cooperados, atuantes como verdadeiros donos da cooperativa, e não alheios às decisões tomadas. Aproximadamente 90% dos associados em condição de votar estiveram presentes à AGE. É um número expressivo e marcante, especialmente porque a Coopserge é uma cooperativa que está presente em 20 dos 22 municípios acreanos, com uma representatividade ímpar”, destacou Nobile.

O superintendente destacou, também, a relevância dos temas trazidos à pauta da AGE. Assuntos como constituição do fundo anual de descanso (FAD) e do fundo de poupança compulsória, além da definição de critérios para utilização do fundo complementar de assistência a saúde (FAZ) fizeram parte da ordem do dia. Segundo Nobile, as discussões refletem a estreita ligação da Coopserge com a atual legislação que regulamenta o setor.

Acompanhado do prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, do presidente da Frente Parlamentar Estadual do Cooperativismo (Frencoop/AC), Eduardo Farias, e do senador da República, Jorge Viana – que se declarou emocionado com a participação expressiva dos cooperados acreanos –, Renato Nobile cumpriu uma agenda que incluiu visita às sedes de outras cooperativas, como a Transterra, do ramo transporte, e a Cooperacre, central que congrega 25 cooperativas e associações de produtores extrativistas espalhadas em mais de 10 municípios do estado.

Na oportunidade, em reunião que contou com a presença também da deputada estadual Perpétua Almeida, foi renovado o acordo do Sistema OCB em atuar junto ao governo do Acre na execução de projetos estruturantes que auxiliem a recuperação do estado, que no início do ano sofreu com o estrago causado pelo excesso de chuva. “Resgatamos a conversa que já vínhamos tendo com o gabinete do senador Jorge Viana para que, tanto a OCB, quanto o Sescoop, sejam parceiros nesse processo de reconstrução dos municípios atingidos. É um compromisso que fazemos questão de levar adiante”, frisou Nobile.

Fonte: OCB em 05/09/2012

Cooperativismo

Cooperativismo em pauta
 
Cooperativismo em pautaO debate aberto para temas como as novas perspectivas do código eleitoral, a legislação trabalhista e ambiental, além das organizações sociais e cooperativas como objetos de ordem econômica, foi o destaque do II Congresso Internacional de Direito Constitucional, que aconteceu na última semana em Cuiabá. O evento trouxe à capital os Ministros do STF – Gilmar Mendes e Dias Toffoli, além dos governadores vizinhos - André Puccinelli, do MS e Tião Viana, do Acre.

Em seu discurso de abertura, o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, destacou a importância da iniciativa que é apoiada pelo Sistema OCB. “É importante a discussão acadêmica para o surgimento de sugestões que melhorem nossa legislação. É um enriquecimento importante para nós, que convivemos com conflitos jurídicos", disse o governador. Já o Ministro Dias Toffoli, defendeu que um dos pontos principais a ser discutido é a uniformização dos vários processos eleitorais e existem atualmente. “O mesmo fato pode ensejar de quatro a cinco ações na justiça em instâncias diferentes. É necessário que se de uma racionalização as ações que correm na justiça. Porque a um candidato ou alguém que assume cargo não pode ficar respondendo quatro ou cinco ações sobre um mesmo fato”, considerou o ministro durante entrevista a imprensa.

O fórum de debate acadêmico foi realizado pela União de Ensino Superior de Diamantino (Uned), com apoio do Instituto Brasiliense de Direito Público – IDP, Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Tribunal de Contas de Mato Grosso, Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, OAB Mato Grosso, Aprovando Centro de Estudos, Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Caramuru, Sistema Famato, Sistema OCB, Associação Matogrossense dos Transportes Urbanos, Governo de Mato Grosso e Fundação Peter Haberle.

Painéis

Em formato de mesa redonda, os governadores dos 3 estados – MT, MS e AC, debateram o tema "Federação, distribuição das competências constitucionais e limites orçamentários: qual pacto federativo?", onde reivindicaram alterações no Pacto Federativo, que estabelece, entre outras questões, diretrizes sobre o repasse de recursos entre União, Estados e municípios.

Também durante o congresso aconteceu o painel: “Ordem Econômica e financeira na Constituição: cooperativismo, organizações sociais e desenvolvimento nacional", que discutiu e apresentou a legislação cooperativista e o sistema cooperativo como negócio. Palestraram sobre o tema o gerente jurídico da OCB Nacional - Adriano Campos Alves, o advogado doutor em Direito Tributário pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - João Caetano Muzzi e o coordenador jurídico do Sescoop Nacional - Paulo Roberto GalliChuery. Para os três especialistas, o modelo é mais justo e solidário, pois distribui as sobras de forma igual, mas ainda causa desconforto no mercado comercial. “É preciso entender que o cooperado brasileiro não pede favor, não pede imunidade, isenção ou benefícios, pois ele já contribui. Ele apenas quer respeito à sua estrutura societária”, disse Muzzi. Ele ainda esclareceu que o cooperativismo resulta em força e pujança para a economia. Através de exemplos, afirmou que a cooperação ganhou o mundo, pois hoje milhões de pessoas integram esse sistema, em 13 áreas distintas. “Uma cooperativa não nasce para si mesma, não busca lucro e todo resultado é liberado ao grupo que a compõe”, explicou. Adriano Campos, da OCB, destaca a legislação específica do negócio. “O cooperativismo é um modelo que propõe renovação econômica, inverte a ordem. É legítimo buscar organização em um grupo, está respaldado na Constituição”, afirma Campos.

Segundo o superintendente da OCB/Sescoop-MT, Adair Mazzotti, a iniciativa do Congresso é um passo importante, já uma das dificuldade é a falta de conhecimento. “Administradores, Contadores, profissionais chave nas empresas saem da faculdade sem ter noções mínimas do funcionamento da lei cooperativista e de suas implicações jurídicas. Isso gera transtornos e prejuízos às cooperativas”, afirmou Mazzotti.
Fonte: Ascom OCB/Sescoop-MT em 05/09/2012

Cooperativismo

Cooperativas podem ser entendidas como 'empresa', mas não vão a falência
 
Cooperativas podem ser entendidas como empresa, mas não vão a falênciaAs cooperativas podem ser entendidas como uma 'empresa', que prestam serviços aos seus cooperados, mas elas não vão a falência, afirmou o gerente jurídico da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Adriano Campos Alves, no painel “Ordem econômica e financeira na Constituição: cooperativismo, organizações sociais e desenvolvimento nacional”, em homenagem ao Ano Internacional das Cooperativas, no II Congresso Internacional de Direito Constitucional, realizado em Cuiabá.

As cooperativas não se sujeitam à falência, já que possuem natureza civil e atividade não empresária. O gerente jurídico da OCB ressaltou que as sociedades, definidas pela Lei 5.764/71 como sociedades civis, podem ser liquidadas extrajudicialmente, mediante intervenção de órgão executivo federal.

“Como a gente não está sujeito nem a falência nem a esses mecanismos de recuperação judicial e extrajudicial, a gente acaba optando por uma reorganização financeira. Se há possibilidade ou a consequência de renovação da cooperativa”, explicou Alves.

O gerente jurídico da Organização das Cooperativas Brasileiras detalha e diz que há um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional. “a gente pretende regularizar o procedimento social, até de maneira adequada. Existem alguns elementos do procedimento hoje regular que não seriam compatíveis com o modelo cooperativo”.

Para Alves, o modelo cooperativista causa desconforto ao mercado comercial. “Indivíduos sozinhos não conseguem tudo. O contrário acontece se estiverem unidos. É preciso conhecer e estudar como aproveitar o desenvolvimento desse sistema. Com ele, podemos ter uma economia mais justa e solidária”, pontuou Adriano Campos Alves.

Ele ainda completa que o principal objetivo da sociedade cooperativa é prestar serviço a seus associados, sem a finalidade exclusiva de lucro. “O cooperativismo é um modelo que propõe renovação, invertendo a ordem econômica. É legítimo buscar organização em um grupo, está respaldado na Constituição”.
Fonte: Agro Olhar em 06/09/2012

Cooperativismo

MDA e Unicafes debatem ações para o cooperativismo
 
MDA e Unicafes debatem ações para o cooperativismoO ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e representantes da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) se reuniram terça-feira, 28, em Brasília, para debater ações estratégicas com vistas ao fortalecimento do cooperativismo no Brasil. Pepe Vargas afirmou que trabalhará para que a parceria seja ainda mais atuante.

"Reconhecemos a importância das cooperativas para o ministério e para o crescimento do Brasil. O MDA dispõe de diversas políticas públicas que podem auxiliar os cooperados, como a Assistência Técnica e Extensão Rural [Ater] e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), dentre outras", colocou o ministro. Dentre os assuntos da reunião estava a lei Ater.

Os representantes da Unicafes fizeram algumas sugestões, como a inclusão do MDA e da própria Unicafes na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e no Serviço Nacional de Aprendizagem ao Cooperativismo (Sescoop), além da criação de um grupo de trabalho dentro do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf). "A reunião com o ministro nos animou, pois reforça o apoio da pasta aos trabalhos das cooperativas", ressaltou o presidente da Unicafes, Luiz Possamai.
Fonte: Jornal de Beltrão em 06/09/2012

Cooperativismo

Livro 'Cooperativismo de crédito ontem, hoje e amanhã' surpreende por sua grande aceitação
 
Livro Cooperativismo de crédito ontem, hoje e amanhã surpreende por sua grande aceitaçãoTranscorridas apenas duas semanas do lançamento do livro de autoria de Ênio Meinen e Márcio Port, abordando diferentes aspectos principiológicos, históricos, legais e de gestão do cooperativismo de crédito, cerca de 2.000 exemplares já foram adquiridos, o que demonstra o grande interesse do público cooperativista em aprimorar seus conhecimentos sobre o setor.

O livro, inédito em sua proposta e abrangência, teve seu lançamento oficial no 9º Concred (Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito), ocorrido em Nova Petrópolis, no dia 21/08/2012, certame durante o qual foram adquiridos os primeiros 1.000 exemplares.

Por sua linguagem de fácil compreensão, o livro é recomendado para dirigentes, executivos, conselheiros de administração e fiscal, gestores, colaboradores, associados, formadores de opinião, líderes de entidades de classe, universidades, escolas entre outros públicos/entidades interessados no cooperativismo.

Segundo Márcio Port, um dos autores, “para darmos ainda mais força ao cooperativismo de crédito precisamos que o público interno das cooperativas tenha o conhecimento adequado com relação às oportunidades e desafios do setor. O sonho de qualquer gestor é ter todos os seus colaboradores engajados no mesmo propósito e com o mesmo nível de informações, e o livro pode auxiliar muito neste sentido.”
De acordo com Ênio Meinen, coautor da obra, “não havia na literatura nacional iniciativa que cobrisse suficientemente as grandes questões societárias e operacionais do cooperativismo de crédito, muito menos que abordasse, pragmaticamente, aspectos doutrinários e estratégicos relacionados à expansão do setor. O que existe até aqui são publicações esparsas sobre matérias pontuais, muitas vezes de conteúdo histórico ou filosófico. Por isso, o livro torna-se ainda mais útil para os atores do segmento”.

Ainda de acordo com os autores, muitas foram as cooperativas que adquiriram livros para disponibilizá-los em seus pontos de atendimento, permitindo que os gestores e demais colaboradores, que são as pessoas que estão diariamente em contato com os associados, conheçam melhor a área em que atuam.

Entre os temas tratados no livro destacam-se
- detida e pragmática alusão aos valores e princípios cooperativistas e ampla evidenciação dos apelos e diferenciais do cooperativismo de crédito, de maneira a estimular a invocação do tipo societário (preferencialmente aos bancos) como argumento de venda;

- visitação às principais experiências globais do setor, permitindo colher referências compatíveis com a realidade socioeconômica do país;

- recomendações detalhadas sobre estratégias a serem postas em ação para ampliar o volume de negócios com os atuais e futuros cooperados, e incentivar novos entrantes, como forma de otimizar o direcionamento de esforços dos dirigentes e executivos, com vistas a uma “nova empreitada” expansionista;

- apreciação didática do marco regulatório vigente, facilitando a compreensão, a aplicação e a adequada utilização de seu conteúdo;

- apresentação de respostas objetivas às indagações mais recorrentes sobre os novos padrões de governança e de sugestões quanto aos papéis a serem conferidos a cada um dos protagonistas (atores principais), de modo a tornar mais assertivas as decisões nesse campo;

- reflexões propositivas do SEBRAE sobre o futuro do setor cooperativo, demonstrando o potencial de crescimento através dos micro e pequenos empreendedores, estimulando uma maior aproximação com esse importante e imprescindível segmento da economia;

- demonstração do funcionamento de uma cooperativa de crédito em toda a sua dimensão, com aplicação dos fundamentos da boa governança, revelando uma espécie de entidade-modelo a servir de paradigma para as melhores práticas.

Fonte: Portal do Cooperativismo de Crédito em 06/09/2012

Cooperativismo

COOPRAP escolhida como das 100 melhores produtoras artesanato do pais
 
COOPRAP escolhida como das 100 melhores produtoras artesanato do paisCom a produção de cestarias e biojoias, feitas de piaçava e a palha da costa, a Cooperativa de Produtores e Produtoras Rurais da Área de Preservação Ambiental (APA) do Pratigi (Cooprap) foi escolhida como um dos 100 melhores produtores de artesanato do Brasil e recebeu nesta terça-feira, 4, o Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato. A premiação aconteceu às 18h30, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. Mais de 1,8 mil unidades produtivas de artesanato inscreveram-se neste ano - 80% a mais que as 1.025 inscrições de 2009; e 211% a mais do que os 586 par¬ticipantes da primeira edição, em 2006.

A Cooprap está localizada no município de Nilo Peçanha, na Costa do Dendê, onde os artesãos desenvolvem cestarias e biojoias, utilizando como matéria prima a piaçava, coco da piaçava e a palha da costa. Atualmente com 198 cooperados e presidida por Creuza Amorim, a cooperativa mantém a unidade produzindo dentro dos padrões de qualidade e excelente capacidade produtiva.

A presidente da Cooprap garantiu que ficar entre as 100 é um avanço muito grande, pois vai facilitar as vendas e abrir portas no mercado. "Nossos produtos vão ser mais divulgados e vamos ter mais oportunidades de participar de eventos, feiras, além de motivar a comunidade por saber que o produto dela está sendo bem aceito", comemora Creuza.

Em abril deste ano durante visita a comunidade Quilombola do Jatimani, na APA do Pratigi, o presidente do Sebrae, Luiz Barreto conheceu as cestarias da Cooprap. Ao lado da presidente da Associação Quilombola Jatimani, Pedrina Belém do Rosário, Luiz Barreto falou da importância do artesanato agregar valor ao turismo. "O artesanato, todas as atividades de gastronomia, a valorização da cultura local são fundamentais para agregar valor ao turismo. O desenvolvimento aqui tem que reforçar as comunidades, gerando emprego e renda e os projetos devem estar integrados de forma a fazer a inclusão produtiva de quem vive aqui", ressaltou.

Inovação e eficiência produtiva

De acordo com a consultora do Sebrae, Fátima Seabra, que realizou a auditoria na Cooprap, a cooperativa foi a unidade produtiva da Bahia vencedora, comprovando possuir os critérios para receber o TOP 100 de Artesanato: grau de inovação dos produtos, gestão estratégica, eficiência produtiva, adequação ambiental, práticas comerciais, responsabilidade social, embalagem, qualidade percebida, adequação cultural, adequação ergonômica dos postos de trabalho e adequação econômica dos produtos.

"Durante a auditoria observamos a organização, a utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) - que permitem que o trabalho seja realizado sem riscos aos artesãos -, e a preocupação com as questões sociais que mobilizam os jovens artesãos. Tudo isso fez com que a Cooprap obtivesse pontuação necessária para concorrer com unidades de outros estados e ser uma das premiadas", conta Fátima. Segundo ela, a Bahia comprova mais uma vez o desenvolvimento do setor artesanal, a qualidade e o valor cultural do artesanato.

Para o gestor do projeto Sebrae no Território da Cidadania do Baixo Sul, José Amândio Barbosa, a participação da Cooprap no TOP 100 é o coroamento de um trabalho sério e de uma parceria vitoriosa com o Sebrae. "Essa premiação é muito importante e dará visibilidade, não só para a cooperativa, mas também para o Baixo Sul e para o arranjo produtivo da piaçava", finaliza Barbosa.

O Prêmio

Promovido pelo Sebrae, o Prêmio Top 100 de Artesanato tem como objetivo destacar as 100 unidades produtivas mais competitivas do país, reconhecendo e incentivando o trabalho dos artesãos brasileiros. Além de reconhecimento e valorização para todo o setor, o prêmio oferece às cem unidades vencedoras o direito de uso do selo "Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato - 3ª Edição" por três anos e divulgação de três produtos nos sites do Sebrae Nacional e de sua região, no CD promocional e catálogo.

Fonte: Bahia Já em 06/09/2012

Cooperativismo

SISTEMA OCB: Sescoop nacional adota marca do Jovemcoop para juventude cooperativista
 
SISTEMA OCB: Sescoop nacional adota marca do Jovemcoop para juventude cooperativistaA logomarca do Jovemcoop, desenvolvida por jovens do Paraná, foi adotada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) para ser a marca oficial do novo programa de organização do quadro social (OQS) do Sistema OCB. Trata-se de um novo formato aplicado ao já conhecido pelas jovens lideranças cooperativistas, vinculando a atuação dos jovens à estratégia das cooperativas e garantir a sustentabilidade do movimento. O anúncio da adoção da marca paranaense foi feito pelo presidente da entidade, Márcio Lopes de Freitas durante abertura de uma Oficina de trabalho realizada em Brasília nos dias 4 e 5 de setembro.

Papel fundamental - Com a presença de 30 representantes de diversos estados, entre eles o gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop Paraná, Leonardo Boesche, Humberto Bridi e Guilherme Gonçalves e também de profissionais do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Lopes de Freitas destacou o papel fundamental a ser cumprido pelo Jovemcoop: “é um programa que vem ‘amarrar’ todos os outros trabalhos desenvolvidos pelo sistema OCB, por meio da integração entre as unidades estaduais do Sescoop e do nacional, cooperativas, cooperados, colaboradores, familiares e a comunidade em geral”, disse o dirigente.

Origem - Leonardo Boesche lembrou que a atual marca do Jovemcoop surgiu dos próprios jovens que integram o movimento no Paraná. “A primeira marca era do ano 2000, e já estava ultrapassada em seus conceitos de mensagem, então, durante o Jovemcoop de 2011, por ocasião da realização do vigésimo encontro da juventude cooperativista paranaense, foi apresentado pelos próprios jovens uma nova sugestão de logomarca, a qual foi aperfeiçoada por uma empresa de design e aprovada, a qual, para nosso orgulho passa a ser adotada em nível nacional pelo Sescoop”, disse. Boesche também frisou que a nova formatação à semelhança do que já vem ocorrendo no Paraná, busca oportunizar para que os jovens possam se destacar como lideranças dentro do sistema, preparando-os para dar continuidade ao que já vem sendo realizado. “Investir na juventude é também promover o enraizamento do cooperativismo, na longevidade das boas práticas da cooperação”, ressaltou.

Inclusão e mobilização - Com um escopo mais moderno e prático, a proposta é focada principalmente na questão da inclusão e da mobilização de cooperados, futuros cooperados e seus familiares, de modo a promover a sustentabilidade do cooperativismo. “O alcance do programa foi ampliado, tornando-se um programa de OQS, de forma que a juventude seja uma das alavancas propulsoras do movimento. para isso, contamos com uma articulação muito forte com as demais áreas finalísticas do Sescoop (promoção social e monitoramento) no sentido de aproveitar as informações por elas produzidas como subsídios para que o programa cumpra com seu objetivo”, comenta a gerente de formação e qualificação profissional do Sescoop, Andréa Sayar.

Mesmo foco - A intenção da oficina, segundo Andréa, foi demonstrar que, muitas vezes, os trabalhos realizados de forma independente pelas unidades estaduais, com nomes diferentes, têm, no fundo, o mesmo foco: motivar a juventude. “não estamos reinventando a roda. estamos trabalhando de uma forma sistêmica, com uma identidade sistêmica, com aquilo que já é desenvolvido pelos estados, estipulando padrões mínimos, porém flexíveis, sem amarrações, que atendam às necessidades das cooperativas e alcancem os resultados propostos”, resume.

Resultados qualitativos - De acordo com o gerente geral de desenvolvimento de cooperativas, Maurício Alves, foram adicionados ao programa resultados qualitativos que mensurem e justifiquem a sua execução, e a expectativa da equipe é que a reformulação propicie resultados concretos para as cooperativas e atratividade para os jovens, responsáveis pela sucessão nas entidades. “o que esperamos de fato é conseguir mobilizar jovens que se incluam nas cooperativas, dentro de uma visão de sustentabilidade e de longevidade dessas instituições”, emenda o gerente geral de desenvolvimento de cooperativas, Maurício Alves. Para ele, não há como se garantir a sustentabilidade de uma cooperativa sem pensar no jovem. “a mudança é natural, as pessoas vão indo embora, vão cansando, envelhecendo. é fundamental que haja motivação para que os mais novos se integrem e tenham vontade e interesse em assumir os trabalhos. quando falamos em OQS falamos de um trabalho intenso de integração que mexe com princípios, mudança de hábitos. os jovens têm um potencial muito grande de comunicação e poder de convencimento junto aos pais que são ferramentas importantes nesse processo”, pontua o gestor.

Fonte: Sistema Ocepar em 06/09/2012