segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Cooperativismo

Governo do Acre compra produção de rapadura para as escolas e apoia cooperativa
                     
João Ferreira salienta que quem produz a rapadura tem renda mensal de R$ 2 mil (Foto:Angela Peres/Secom)
Governo do Acre compra produção de rapadura para as escolas e apoia cooperativaOs investimentos do governo do Estado na área de produção estimulam o crescimento da rentabilidade da população rural. Quem está aproveitando o incentivo é a Cooperopção, cooperativa localizada no km 18 da BR-317 que está vendendo toda a produção de rapadura para o governo e complementando a alimentação escolar.

Para o processo de produção, os cooperados dispõem de uma agroindústria equipada, com capacidade de produzir e embalar até 12 mil rapaduras por dia. O destino da produção do ano de 2014 já está certo para escolas da rede estadual de ensino de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Sena Madureira.

Com o nome de “rapadurinha”, o produto é embalado de forma atrativa para os alunos. “O objetivo é que possamos dobrar a produção para que os alunos possam ter a rapadura mais vezes no cardápio”, explicou o presidente da cooperativa, João Evangelista Ferreira.

No momento, a agroindústria possui cinco pessoas na parte de produção e outras três para cortar a cana nas propriedades. Desde a fase que começa no moedor e decantador ao momento de empacotar e fazer a distribuição, os cooperados receberam o apoio do governo em equipamentos próprios, além de um caminhão disponível para operacionalizar.

Composta por 53 pessoas, a Cooperopção abrange a produção de milho, café, cana-de-açúcar e outras culturas. Segundo João, quem produz as rapaduras ganha em média até dois mil reais por mês. “Nessa produção cinco famílias são beneficiadas com essa renda boa, pra nós isso é a melhor coisa que tem”, salienta.

Fonte: Agência de Notícias do Acre em 31/01/2014

Economia Solidária

Cooperativas da economia solidária anunciam criação da Unicopas
                     
Cooperativas da economia solidária anunciam criação da UnicopasAs três maiores centrais de cooperativas de economia solidária do Brasil – Unicafes, Unisol e Concrab anunciam quarta-feira (29), em Brasília, a União Nacional das Cooperativas Solidárias, a Unicopas. A iniciativa vai facilitar a aprovação do Projeto de Lei nº 3, de 2007, que regulamenta agricultura familiar e está parado na Comissão de Agricultura do Senado desde 2012.

Os ministros Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário, participaram do evento. Carvalho afirmou, em entrevista à TVT, que o acordo deve facilitar o trabalho do governo junto ao Congresso Nacional de modo a agilizar a votação do projeto, que tem como avanço admitir a convivência de "dois sistemas de cooperativas no país" – além da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), que agrega as tradicionais grandes cooperativas, e agora a Unicopas, cuja formação segue conceitos de gestão da chamada economia solidária.

O texto da lei prevê ainda novos incentivos para a produção de agricultura familiar, a exemplo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que só no ano passado distribuiu R$ 20 bilhões para o segmento.

O presidente da Unisol, Arildo Mota Lopes, observou que o processo de construção da Unicopas durou cinco anos, e que o momento representa um "fortalecimento da agricultura familiar, da economia solidária campo-cidade".

Fonte: Redação Rede Brasil Atual em 31/01/2014

Cooperativismo

Cooperativas se unem para fortalecer agricultura familiar em todo o país
                      
Cooperativas se unem para fortalecer agricultura familiar em todo o paísUnião Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias - Unicopas - Foto MDA
Entidades que representam a agricultura familiar no Brasil se uniram, na última quarta-feira (29), para congregar as cooperativas e a economia solidária em todo o país. Três grandes organizações formam, agora, a União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas), que teve seu estatuto aprovado e o conselho diretor definido durante o evento, na quinta-feira (30), em Brasília (DF).

A União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), a Confederação das Cooperativas da Reforma Agrária do Brasil (Concrab) e a Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol) formam a Unicopas, que terá a missão de fortalecer, cada vez mais, a agricultura familiar.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, representante da presidenta Dilma Rousseff, ressaltou a importância dessa união entre as cooperativas. “Os agricultores familiares agora podem sobreviver com mais dignidade. É uma iniciativa que o Brasil precisa conhecer melhor. Precisamos mostrar a importância desse país ainda desconhecido. O nosso sentimento com o cooperativismo é de gratidão, pela persistência que todos tiveram em se unir”, disse.

O ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas, reafirmou que a participação dessa parcela da sociedade é fundamental para o crescimento e fortalecimento do País. “Esse é um dia importante e histórico para nós, mas somente mais para frente teremos a dimensão de tudo isso. Precisamos ainda de grandes avanços em diversos setores, sim, mas é inegável que nesses últimos 12 anos levamos inclusão, políticas públicas, renda e trabalho a tantas pessoas”, comentou. “O nosso desafio com a Unicopas é fazer com que tantos agricultores que ascenderam social e economicamente sejam cidadãos que fortaleçam ainda mais essas organizações cooperativistas”, definiu.

Integração

O presidente da Unicopas, Luiz Possamai, mostrou-se confiante com a união das entidades e lembrou que as portas estarão abertas para a integração de outras cooperativas. “Esse é um namoro de mais de cinco anos que se transformou em casamento. A ação vai fortalecer o cooperativismo e facilitar até mesmo o diálogo com o Governo Federal. Espero que tenhamos grandes conquistas neste ano, que é especial por ser o Ano Internacional da Agricultura Familiar, e ganhar o espaço que é devido para essas entidades”, argumentou.

Alessandra Dunas, secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), representou as mulheres durante o ato e destacou que a Unicopas será fundamental na construção de um uma economia mais solidária e justa. “Somos todos parceiros nesse desafio de concretizar esse desenvolvimento de ações no campo e, também, na cidade, para avançarmos cada vez mais.

O cooperativismo é fundamental nesse sentido”, garantiu. Nesta quinta-feira (30), segundo dia de reunião, os participantes farão um aprofundamento no formato organizacional da Unicopas, além de definirem as primeiras ações e propostas de interação e estratégias entre os três órgãos.

Fonte: MDA em 31/01/2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Cooperativismo

C.Vale amplia sobras e faturamento
O aumento da produção de frangos ajudou a incrementar a receita. A cooperativa alcançou a marca de 400 mil aves/dia
O desempenho do segmento grãos foi o principal responsável pelo crescimento da C.Vale em 2013. A soja, com quase 26 milhões de sacas, volume 45% maior que o do ano anterior, foi a principal responsável pela ampliação do faturamento. A receita bruta da cooperativa aumentou 29,5%, totalizando R$ 4,18 bilhões. "Uma data histórica com um desempenho extraordinário", resumiu o presidente Alfredo Lang, lembrando que em 2013 a cooperativa completou 50 anos de fundação.

O grande volume de produção aliado à valorização do grão fez da soja a alavanca do crescimento da C.Vale, mas outra atividade também apresentou grande contribuição. O aumento da produção de frangos ajudou a incrementar a receita. A cooperativa alcançou a marca de 400 mil aves/dia.

Em assembleia, no dia 31 de janeiro, na Asfuca de Palotina, Lang revelou que o crescimento da receita foi acompanhado pela expansão das sobras aos produtores em 45%. A cooperativa propôs e os associados aprovaram o pagamento de R$ 31,8 milhões em sobras e juros sobre o capital social. O pagamento começa na segunda-feira, dia 3 de fevereiro, em todas as unidades de grãos da C.Vale.

Para 2014, as principais metas da cooperativa são a melhoria da estrutura de recebimento de cereais e a construção de uma nova unidade em Terra Roxa. A previsão para este ano é de um faturamento de R$ 5 bilhões.

(Fonte: C.Vale)

Economia Solidária

No país, 67 empresas passaram a ser geridas por funcionários após falir
 
De empregado a patrão de si mesmo. Essa é a realidade de funcionários de 67 empresas no Brasil. São companhias que faliram e foram recuperadas por trabalhadores, para evitar o desemprego.
 
Hoje, são geridas pelos ex-funcionários coletivamente. Decisões e eleição dos diretores ocorrem em assembleias.
 
O levantamento, publicado em 2013 por pesquisadores de dez universidades, buscou todos os casos do país.
 
OS 67 CONFIRMADOS TÊM 11,7 MIL TRABALHADORES. MAIS DA METADE ESTÁ NO SUDESTE E BOA PARTE SÃO METALÚRGICAS LOCALIZADAS NO ABC PAULISTA. A MAIORIA PASSOU À MÃO DOS TRABALHADORES NO FIM DOS ANOS 1990 E INÍCIO DOS ANOS 2000.
 
"Antes o funcionário era preparado só para obedecer, hoje tem que planejar e executar", diz o presidente da Coopertrim, Efigênio Avelino.
 
A cooperativa, de Raul Soares (MG), nasceu da falência da Tarza, produtora de ferramentas para construção civil e agricultura, que chegou a ter 380 empregados em 2006. A partir desse ano, a companhia começou a demitir e fechou em 2008, quando Avelino já tinha 21 anos de casa.
 
Já em 2009 os trabalhadores começaram a se organizar, mas só com a falência da Tarza, no fim de 2011, puderam assumir seu comando.
 
A fábrica foi recuperada com R$ 150 mil doados pela CUT (Central Única dos Trabalhadores). Por autorização judicial, a Coopertrim aluga a empresa, repassando parte do faturamento à massa falida.
Segundo Avelino, a receita atingiu agora R$ 120 mil. Em 2008, era de R$ 2,5 milhões.
 
Hoje, a cooperativa tem 40 funcionários --"com direitos e deveres iguais"-- produzindo 35 mil ferramentas por mês, um décimo da capacidade. Cada um tira cerca de R$ 1.000 por mês. "Tem mais gente agora querendo voltar. Mas temos que ter crescimento sustentável. Não podemos repetir os erros do passado."
 
CONSULTORIA
 
A Coopertrim contou com a consultoria da Uniforja, outra empresa tocada por ex-funcionários. Ela nasceu em 1997, com a iminente falência da Conforja, de Diadema (SP).
 
Primeiro, os trabalhadores arrendaram a metalúrgica. Em 2003, compraram-na num leilão, com financiamento de R$ 20 milhões do BNDES. Hoje a cooperativa fornece para grandes, como a Petrobras, e fatura R$ 160 milhões ao ano.
 
Dos 470 trabalhadores, 200 são contratados e 270 são cooperados. Mas, antes da crise, em 2008, a Uniforja chegou a ter 650 trabalhadores. Mesmo gerida por eles, não deixou de demitir. "Temos que manter a empresa equilibrada", diz o presidente João Trofino.
 
Situação menos estável é a da Flaskô, do ramo plástico. A empresa, que chegou a ter 600 trabalhadores nos anos 1990, agora tem 70. A jornada caiu para 30 horas semanais em 2008, sem reduzir salários, que vão até R$ 3.000.
 
A remuneração é abaixo do mercado, mas a autonomia compensa, diz Fernando Martins, que trabalha na empresa. "São seis horas por dia, não tem patrão enchendo o saco."
 
A empresa opera por autorização judicial, mas seu futuro é incerto. O sonho dos trabalhadores, que assumiram a Flaskô no primeiro ano do governo Lula, é que a empresa seja estatizada pela União, maior credora.
 
O governo do PT não abraçou a proposta, e um projeto de lei nesse sentindo, do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), dorme no Congresso.
 

Economia Solidária

Unicafes, Concrab e Unisol lançam frente pelo cooperativismo solidário

Por Daniela Rueda (Secretaria-Executiva do FBES)
 
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À noite do dia - 29/01/2014 - foi marcada por um acontecimento histórico, através da criação da União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias - UNICOPAS. A solenidade ocorreu na sede da Contag em Brasília, através das falas da Diretoria da Unicopas: Luiz Ademir Polsamai (Presidente-Unicopas / Unicafes), Arildo Lopes (Tesoureiro-Unicopas / Unisol), Chico Dalgiovan (Secretário-Unacopas / Concrab). Os convidados foram: Ademar Bertuci (FBES), Alessandra Duras (Contag), Chico de Oliveira (BNDES), João Vintini (CONAB), Paul Singer (SENAES / MTE), Ministro Gilberto Carvalho (SGP), Ministro Pepe Vargas (MDA), Assis do Couto (PT/PA) e José Caetano de Andrade (FBB).
 
A União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias tem por objetivo lutar pela concepção do cooperativismo solidário no Brasil. Segundo destaques da mesa, Ademar Bertuci chamou de “casamento” essa parceria e disse que em 2003, num momento de grande afirmação do movimento social com a criação do FBES, que naquele momento se tinha clareza que cooperativismo seria uma das saídas importantes para a construção da economia solidária. “Daqui pra frente vamos avançar nesta luta e da afirmação, sobretudo na mudança da legislação que acompanha a economia solidária”.
Chico Dalgiovan coloca que não cabe a esta organização obrigar qualquer cooperativa a se filiar a ela, porque o primeiro princípio é o absoluto respeito a adesão livre e voluntária. “Nós seremos grandes pela nossa capacidade de organização que nós exerceremos a partir também desta articulação. Sem dúvida alguma temos o desafio de buscar a unidade política. […] Aqui se configura outra questão – existem dois fatores fundamentais para uma organização dessa natureza avançar – a necessidade e a vontade. Esta organização nasce desses dois elementos fundamentais. Espero que consigamos nesse período histórico vencer esses desafios e que possamos criar uma grande organização de cooperativas porque hoje pelo desenvolvido do capitalismo não existe mais espaço para o pequeno individualmente. Não existe como criar uma pequena empresa para cada um. Só cresceremos e nos juntarmos, no campo a mesma coisa.[...].”
 
O evento marcou a criação da Unicopas e o desafio seguinte é sua estruturação e regimento.

Notícias

Adab impede que animais mortos por intoxicação virem alimento
 
Foto: Ascom/ADAB
Na manhã da última sexta-feira (24), após receber denúncia anônima, os servidores da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) em Euclides da Cunha, órgão vinculado à Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), detectaram bovinos mortos, supostamente intoxicados por erva daninha conhecida como tingui, que estavam prestes a serem saqueados para consumo humano. A oferta de alimentos inadequados para o consumo humano é crime contra as relações de consumo tipificado pela Lei nº 8.137/90 com o disposto no art. 7°, II, VII e IX. 
 
Ao chegar à Estrada de Algodões o gerente da Adab de Euclides da Cunha, médico Veterinário Jefferson Carneiro de Carvalho, observou que bovinos já mortos tinham sido sangrados, o que indica a tentativa de aproveitamento da carne dos animais para consumo humano, já que a feira-livre do município acontece aos sábados. “Enquanto a Polícia Militar resguardava o local, alguns veículos tipo pick-up e reboques passaram pela estrada, certamente na tentativa de aproveitar as carcaças dos bovinos”, descreveu o técnico em Fiscalização Agropecuária, Regys Mendonça. Não houve flagrante e ninguém foi preso.
 
“A equipe da Adab trabalha para proteger a saúde animal e, principalmente, a saúde pública. Por isso foi uma satisfação poder evitar que estes animais mortos fossem comercializados e consumidos, trazendo prejuízos para a saúde da população, visto que no município já tivemos casos de pessoas hospitalizados por ingestão de alimentos de origem animal contaminados, inclusive com o óbito de uma criança”, acrescentou o gerente da Adab de Euclides da Cunha.
Os animais foram recolhidos por veículos da prefeitura de Euclides da Cunha e levados ao Aterro Sanitário.
 

Fonte:
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