sábado, 20 de outubro de 2012

Notícias

Bahia gera mais de três mil empregos em setembro de 2012

No mês de setembro, a Bahia gerou 3.479 novos postos de trabalho com carteira assinada. Este resultado decorre, principalmente, da expansão no setor de Serviços (1.793 postos), Comércio (1.683 postos), Construção Civil (1.004 postos), Administração Pública (175 postos) e Extrativa Mineral (59 postos).  Os setores que contabilizaram retração no saldo de emprego formal foram o da Agropecuária (-928 postos), a Indústria de Transformação (-251 postos), e os Serviços Industriais e de Utilidade Pública (-56 postos). As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e foram sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).

Armando Castro, diretor de Pesquisas da SEI, analisa: “O resultado do Caged do mês de setembro aponta uma forte recuperação do setor de Construção Civil e uma continuidade da expansão do emprego nos setores de Serviços e Comércio, refletindo um bom desempenho dessas atividades na economia baiana”. Já no que diz respeito aos nove primeiros meses de 2012, a Bahia contabilizou um saldo de emprego de 45.659 postos de trabalho, levando-se em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. Este resultado representa o maior saldo emprego do Nordeste no acumulado do ano. Os demais saldos dos estados da região foram: Pernambuco (44.718 postos),Ceará (33.650 postos), Maranhão (16.556 postos), Paraíba (14.455 postos), Rio Grande do Norte (12.433 postos), Piauí (11.497 postos), Sergipe (8.643 postos) e Alagoas (-7.974 vagas).

RMS e interior do estado - Ao se analisar os dados referentes aos saldos de emprego para a distribuição intraestadual no mês de setembro de 2012, constata-se que os resultados do emprego, tanto no interior do estado, quanto na Região Metropolitana de Salvador, foram positivos. No interior, foram criados 2.171 empregos, correspondendo a 62,4% do total, enquanto na Região Metropolitana de Salvador foi apurado um saldo de 1.308 postos de trabalho gerados.
Quanto à geração de emprego de janeiro a setembro de 2012, a participação do interior do estado foi de 33.062 postos, ou 72,4% de todas as vagas abertas no estado. Já a RMS criou 12.597 empregos com carteira assinada, o equivalente a 27,6% das vagas celetistas.

Em setembro de 2012, Salvador, Feira de Santana e Casa Nova destacaram-se com os melhores desempenhos na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia. Salvador gerou 1.360 empregos, Feira de Santana registrou 1.178 empregos e Casa Nova apurou um saldo de 857 novas contratações formais. Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes que tiveram os menores saldos de empregos em setembro de 2012 ressaltam-se Cruz das Almas (-294 vagas), Lauro de Freitas (-286 vagas) e Barra do Choça (-151 vagas).

No acumulado do ano os municípios que obtiveram melhor desempenho em termos de saldos de empregos formais foram Salvador (13.783 postos), Feira de Santana (7.344 postos) e Juazeiro (5.565 postos). Dentre os menores saldos encontram-se São Francisco do Conde, com retração igual a -2.049 vagas, Maragogipe, com -1.054 vagas e Porto Seguro, com -673 vagas.

Cooperativismo

Pernambucred celebra Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito
 
 
Pernambucred celebra Dia Internacional do Cooperativismo de CréditoAssociados e colaboradores da Pernambucred comemoraram hoje (18 de outubro), no Posto de Atendimento da Rua Tabira, o Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito, celebrado em todo o mundo sempre na terceira quinta-feira do mês de outubro. Na oportunidade, estiveram presentes o presidente do CONAD, Dr. Valdir Barbosa, os diretores: Edmilson do Vale (Diretor Financeiro), Marcos Jair (Diretor Administrativo), Antônio Medeiros (Diretor Jurídico), Giovanni do Prado (Diretor de Expansão), José Admilson Oliveira (vice-presidente da OCB para o Ramo Crédito) e Frederico França (Diretor-presidente da Cooperativa Habitacional de Desenvolvimento Imobiliário do Brasil). Na ocasião, foram destacados os valores do cooperativismo de Crédito, bem como o sucesso e o desenvolvimento do setor. A data representa a força dos que acreditam em um mundo mais sustentável e inclusivo, e é uma oportunidade para prever futuras vitórias para as cooperativas.

Fonte: Pernambucred em 19/10/2012

Cooperativismo

Cooperativa investe R$ 70 milhões em complexo logístico e abre novos rumos para a produção cafeeira
 
 
Cooperativa investe R$ 70 milhões em complexo logístico e abre novos rumos para a produção cafeeiraO processo, já utilizado com commodities como o milho e a soja, nunca tinha sido empregado no café, mas a ideia de retirar as sacas de 60kg, operacionalizando o grão de forma a granel e automatizada parecia tentadora, apesar de distante. A inauguração aconteceu nesta quinta-feira (18), com a presença de mais de 1,5 mil cooperados. O evento também abrigou o XXVI Fórum ABAG Desenvolvimento da Cafeicultura Nacional com o tema Café e Saúde que tinha como palestrantes os médicos Miguel Moretti e Dráuzio Varella. Participaram ainda da abertura do Fórum e inauguração do complexo o Presidente da Cooxupé Carlos Alberto Paulino da Costa e o Presidente da ABAG Luiz Carlos Corrêa Carvalho.

O complexo

Depois de diversas reuniões e estudos, a cooperativa começou um projeto ousado, com investimentos de cerca de R$ 70 milhões, que criou um empreendimento logístico para atender tanto aos pequenos quanto os grandes cafeicultores – 97% dos 12 mil cooperados da COOXUPÉ são pequenos e médios agricultores. “Começamos a receber o café a granel em nossa Unidade em Monte Santo de Minas, através de um projeto piloto. Quando 68% dos cooperados da região entregaram o café a granel, concluímos que o projeto poderia dar certo”, conta o presidente da cooperativa, Carlos Alberto Paulino da Costa.

A primeira etapa do Complexo foi inaugurada em 2011 e, este ano, mais de 80% do café da safra de 2012, recebido na COOXUPÉ até o mês de setembro, foi entregue a granel. “A granelização pula uma etapa cara, demorada e artesanal do processo, que era ensacar o café. Além de gerar uma expressiva economia para o produtor, a cooperativa também ganhou velocidade no armazenamento, beneficiamento e distribuição do grão, com a nova tecnologia e automatização dessas etapas. Estes avanços vão deixar o café mais competitivo”, avalia o presidente. As estruturas inauguradas ampliaram a capacidade de armazenagem em 1,5 milhão de sacas.

A partir de outubro, o café também passa a ser rebeneficiado dentro do Complexo, fazendo com que o empreendimento opere com 100% da sua capacidade. Neste contexto, a COOXUPÉ estará preparada para receber volumes crescentes de café ao longo dos próximos 20 anos. Com a nova infraestrutura, o grão passará por etapas totalmente automatizadas que vão realizar a limpeza, retirar paus e pedras, separar os grãos por tamanho e classificar o café. Depois de preparado, o café segue para os silos e está pronto para atender qualquer blend, de acordo com a necessidade do cliente.

Complexo do Japy em números

Com o complexo, a COOXUPÉ, maior cooperativa de café do mundo, dobrará sua capacidade de armazenamento e beneficiamento do grão, correspondendo às necessidades do mercado atual. A unidade de preparo engloba um conjunto de 60 silos, com capacidade para 3 mil sacas cada, que serão utilizados para guardar os cafés preparados para a venda nos mercados interno e externo.

Estas estruturas podem receber, de forma a granel, o equivalente a 3 mil sacas de café por hora. A capacidade de preparo da COOXUPÉ passa a ser de 27.800 sacas/dia.

O Complexo do Japy e o meio ambiente

Para a maior cooperativa de café do mundo, responsável pela produção de um café cada vez mais sustentável, meio ambiente é coisa séria. Por isso, todo o empreendimento foi desenvolvido através

de uma construção sustentável, focado na preservação da natureza no local. Além de não agredir, a proposta do empreendimento é repassar para as novas gerações a importância de preservar. Dentro dos hectares do Complexo a COOXUPÉ está desenvolvendo, em parceria com a BASF, dois importantes projetos que vão disseminar a sustentabilidade. O primeiro é o Mata Viva, ação que tem o objetivo de recuperar as matas ciliares. Outro projeto é o Núcleo de Educação Ambiental, que teve sua pedra fundamental inaugurada em agosto deste ano. O Núcleo funcionará dentro do Complexo e irá levar noções de meio ambiente para os estudantes do ensino fundamental da região.

Para o presidente da cooperativa, o projeto global do Complexo do Japy é visionário e foi pensado para atender diversas demandas futuras. “O produtor rural é um conservador por natureza e, no caso do Núcleo, vamos dar a oportunidade de suas crianças – muitas delas futuros cafeicultores – entenderem a importância da conscientização ambiental. Além de levar para casa exemplos importantes, no futuro, elas devem aplicar suas próprias técnicas para uma lavoura mais sustentável”, conta.

Outras informações pelo site: www.cooxupe.com.br.

Fonte: ExpressoMT em 19/10/2012

Cooperativismo

Inclusão Financeira será tema de fórum promovido pelo Banco Central
A atuação das cooperativas de crédito nesse processo terá destaque especial na programação do evento

O Banco Central do Brasil (BC) promove, entre os dias 29 e 31 de outubro, o “IV Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira”. Realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), com apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o evento tem como objetivo apresentar e discutir o desenvolvimento das ações do Plano de Fortalecimento do Ambiente Institucional, no âmbito da Parceria Nacional para Inclusão Financeira, lannçada durante a edição do ano passado. O Fórum também trará para discussão a atuação das cooperativas de crédito, como forma de celebrar o Ano Internacional das Cooperativas, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Estão previstas para a abertura, no dia 29, as presenças da presidente da República, Dilma Rousseff, do presidente do BC, Alexandre Tombini, e dos ministros das Comunicações, Paulo Bernardo, e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, também comporá a mesa de abertura.
 
Estratégias para ampliar o acesso da população brasileira aos produtos e serviços do mercado financeiro serão debatidas ao longo dos três dias, com a presença de representantes do governo, segmento de microfinanças, estudiosos e fomentadores, nacionais e internacionais. Dentre os temas que serão abordados nos paineis, estão “Ano internacional das cooperativas: perspectivas para o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo” e “Sistema de proteção e fortalecimento do cooperativismo de crédito: o fundo garantidor nacional das cooperativas de crédito”.

Cooperativismo

Balança comercial das cooperativas tem superávit de US$ 4,075 bilhões
Dados foram divulgados pelo Mdic nesta quinta-feira

A balança comercial das cooperativas apresentou saldo positivo, tendo alcançado US$ 4,075 bilhões de janeiro a setembro de 2012. Nos primeiros nove meses do ano, dos 27 estados brasileiros,19 realizaram exportações por meio de cooperativas. São Paulo teve o maior valor em vendas externas: US$ 1,399 bilhão, representando 32,9% do total do segmento. Em seguida estão: Paraná (US$ 1,327 bilhão; 31,2%); Minas Gerais (US$ 495 milhões; 11,7%); Santa Catarina (US$ 262 milhões; 6,2%); e Rio Grande do Sul (US$ 244 milhões; 5,8%).

De janeiro a setembro deste ano, 161 empresas cooperativas realizaram exportações. A maior parte delas vendeu valores abaixo de US$ 1 milhão. No período, as exportações de cooperativas apresentaram redução de 7,1% sobre os primeiros nove meses de 2011 (US$ 4,7 bilhões), atingindo um total de US$ 4,2 bilhões, o que representa 2,4% das exportações brasileiras no acumulado do ano.

Entre os principais produtos exportados pelo segmento destacam-se: açúcar em bruto (com vendas de US$ 550 milhões, representando 12,9% do total); soja em grãos (US$ 525 milhões, 12,4%); etanol (US$ 507 milhões, 11,9%); açúcar refinado (US$ 474 milhões, 11,2%); e carne de frango (US$ 465 milhões, 10,9%);

As vendas externas das cooperativas alcançaram, de janeiro a setembro de 2012, 133 países. Por conta da participação no total das exportações do setor, merecem destaque: China (vendas de US$ 662 milhões, representando 15,6% do total); Estados Unidos (US$ 581 milhões; 13,7%); Emirados Árabes Unidos (US$ 256 milhões; 6%); Alemanha (US$ 237 milhões; 5,6%); e Países Baixos (US$ 199 milhões; 4,7%).

Importações - Em relação às importações, houve retração de 12,1% nas compras, que passaram de US$ 200 milhões, de janeiro a setembro de 2011, para US$ 175 milhões, no mesmo período de 2012. Entre os principais produtos importados, destacam-se: ureia (teor N>45) (com compras de US$ 26,6 milhões, representando 15,1% do total); cloretos de potássio (US$ 20,8 milhões; 11,9%); soja em grãos (US$ 16,5 milhões; 9,4%); máquinas e aparelhos para preparação de carnes (US$ 12,3 milhões; 7%); diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 9,5 milhões; 5,4%); e batatas preparadas ou conservadas, congeladas (US$ 7,5 milhões; 4,3%).

As compras externas das cooperativas foram originárias de 44 países com destaque para: Paraguai (compras de US$ 26,2 milhões, representando 14,9% do total); China (US$ 16,2 milhões; 9,2%); Estados Unidos (US$ 16,1 milhões; 9,1%); Israel (US$ 10,8 milhões; 6,2%); e Ucrânia (US$ 10,0 milhões, 5,7%).

O Paraná foi o estado com maior valor de importações via cooperativas, US$ 77,2 milhões, representando 44% do total. Em seguida estão: Santa Catarina (US$ 56,7 milhões; 32,3%); Rio Grande do Sul (US$ 15 milhões; 8,5%); Goiás (US$ 12,5 milhões; 7,1%); e São Paulo (US$ 5,6 milhões, 3,2%).

 

Notícias

No Brasil, sobram bens de consumo, mas falta serviço público básico

Nos últimos dez anos, o ganho de renda dos brasileiros proporcionado pela política de valorização do salário mínimo e pelo aumento do número de trabalhadores com carteira assinada elevou o poder de compra da população. Esses fatores, associados também à forte expansão do crédito no período, tornaram o Brasil o oitavo maior mercado consumidor entre 142 países pesquisados, segundo o Fórum Econômico Mundial, e levaram a presença de televisores e geladeiras a superar 96% dos domicílios brasileiros, alcançando 98,7% no caso dos fogões, aproximando assim a presença de algumas comodidades nas casas brasileiras a de países desenvolvidos.

Por outro lado, a oferta de serviços básicos, dependente principalmente de investimentos públicos, alcança porcentagens bastante inferiores da população, embora também tenha avançado na última década. O acesso ao saneamento básico, por exemplo, chega a apenas 55,8% dos domicílios e 31,1% ainda não têm pavimentação na rua, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) e da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 (POF), do IBGE.

Para o diretor de estudos sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rafael Osório, o aumento real de salários com redução da desigualdade de renda permitiu avanços nos indicadores que dependem principalmente da renda das famílias. Entre 2001 e 2011, segundo o IBGE, o rendimento médio mensal do trabalho avançou 16%, já descontada a inflação do período. Essa variação foi bem mais expressiva para as faixas de menor renda. Segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) com base na Pnad, nos últimos dez anos o ganho real de renda dos 50% mais pobres da população foi de 68%.

Já o crédito total praticamente dobrou no mesmo período, ao deixar a casa de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2002 e saltar para 51% em agosto deste ano. Essa evolução, segundo Osório, permitiu avanços dos índices relacionados à posse de bens duráveis pelas famílias. Ele nota também que as condições de moradia melhoraram, com aumento da proporção das habitações próprias e redução de mais de dez pontos na quantidade de domicílios com quatro ou mais pessoas. "Avançou rapidamente tudo o que dependia mais diretamente da evolução da renda das famílias", diz ele, o que explica a aproximação com países desenvolvidos, como os Estados Unidos. Segundo a Pnad, em 2011, 98,7% das habitações possuíam fogão e 96,3% contavam com geladeira, avanços em relação ao números de 2001, indicadores semelhantes aos vistos nos Estados Unidos, onde 99% dos domicílios possuem o "kit-cozinha" completo, formado ainda por uma pia com água encanada, além desses dois itens.

O crescimento da formalização no mercado de trabalho também beneficiou esse cenário, segundo Rodrigo Leandro de Moura, pesquisador da FGV. Entre 2003 a 2011, a expansão dos empregados com carteira assinada foi de 48,1%, diante de um crescimento do total dos ocupados de 21,3% no período. Moura acredita que os incentivos do governo, como reduções temporárias de IPI, também colaboraram para esse cenário, além da queda dos preços, favorecida pela entrada da China no mercado global como grande produtor de manufaturados. Assim, mesmo itens antes praticamente inacessíveis, como computador com acesso à internet, mostraram rápida evolução nos últimos anos. Em 2011, 37,1% dos domicílios possuíam essa facilidade, quatro vezes mais do que há uma década.

No entanto, segundo o IBGE, 60,3% das casas têm rede de abastecimento de água e coleta de lixo e esgoto, além de iluminação elétrica. De acordo com o censo da população americana, em 2011 apenas 0,6% das casas não contavam com água encanada, chuveiro e vaso sanitário com descarga.

A área em que o governo teve mais sucesso no objetivo de universalizar os serviços básicos foi em iluminação elétrica, com 99,3% das casas atendidas.

Para Osório, do Ipea, é surpreendente o avanço nessa área porque o índice de cobertura já era alto há dez anos (96%). Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, lembra que o esforço pela universalização desse serviço data de mais de uma década, com ações do governo federal como o Luz no Campo, criado no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Sales afirma, no entanto, que houve reforço importante com o programa Luz para Todos, principalmente na redução de disparidades regionais. Lançado em 2003 pelo governo federal, o programa tinha como meta acabar com a exclusão elétrica no país e canalizou, segundo o presidente do Acende Brasil, "recursos vultosos para estender as redes para regiões cada vez mais distantes".

O Nordeste, que hoje conta com 98,8% das habitações com acesso à iluminação elétrica, foi a região em que o avanço foi mais acelerado nos últimos dez anos. Em 2001, essa era a única região com um índice inferior a 95% de atendimento pelo serviço, com apenas 89% dos domicílios atendidos pela rede.

O preço desse salto nos últimos dez anos, segundo Sales, não foi desprezível. Dependendo da região do Brasil, diz ele, o custo da ligação de uma residência em região afastada pode chegar a R$ 20 mil. Hoje, diz, o programa como um todo demanda menos recursos, o que inclusive permitiu que a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um dos encargos que incidem sobre a conta de luz e financiam o Luz para Todos, fosse reduzida em 75% a partir de 2013.

Para Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil, o mesmo êxito não foi obtido pelo saneamento básico por uma questão de centralização, já que as ações são de competência da administração municipal, e não federal, como acontece com outros serviços públicos que tiveram avanços mais significativos no período.

Segundo ele, a questão mais relevante hoje para este segmento, e que emperra os projetos de saneamento, não é a falta de recursos, mas de projetos, um diagnóstico comum entre especialistas em relação a outras áreas, como transportes. A baixa execução orçamentária da pasta levou o governo federal a adotar como solução a concessão de rodovias e ferrovias à iniciativa privada, o que também deve ser feito com portos.
Carlos afirma que as prefeituras já caminharam nessa direção, por meio de parcerias público-privadas ou sistemas mistos de gestão.

Osório, do Ipea, assim como Carlos, não acredita que a solução seja federalizar o serviço, já que o município é protagonista fundamental para que as políticas voltadas para essa área produzam resultado, pois conhecem demandas e especificidades da região. O ideal, diz, é que os governos estaduais e federal consigam exercer função de coordenação, mas sem transferência de competências. Outra vez aparece aqui o diagnóstico de que não faltam recursos, e sim projetos, para que as políticas de avanço da cobertura de saneamento produzam resultados mais velozes.

Notícias

IPCA-15 sobe 0,65% em outubro e supera expectativas dos economistas

A  inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) avançou para 0,65% em outubro, contra 0,48% em setembro, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A leitura do indicador ficou acima  da média de 0,58% apurada pelo Valor Data junto a dez consultorias e instituições financeiras. O intervalo das projeções ficou entre 0,55% e 0,63%.

No acumulado do ano, o IPCA-15 registra inflação de 4,49%. Nos últimos 12 meses encerrados em outubro, o índice subiu 5,56%. Nos 12 meses encerrados em setembro, a variação tinha sido menor, de 5,31%. Em outubro de 2011, o IPCA-15 teve variação de 0,43%.

Os alimentos responderam por 57% da inflação de outubro, segundo o IBGE. O IPCA-15 mostra que o grupo alimentação e bebidas saltou de 1,08% em setembro para 1,56% em outubro.

Entre os destaques de aumento de preços dentro do setor de alimentação, citados pelo instituto, estão as altas observadas em outubro nos preços de carnes (2,92%) e arroz (11,91%). Estes dois itens foram  os maiores impactos individuais na composição do IPCA-15 de outubro, com 0,07 ponto percentual (pp) cada, detalhou o instituto.

Outros alimentos também mostraram elevação de preços expressiva, no mês. É o caso de batata-inglesa (19,23%), farinha de mandioca (12,52%), cebola (9,97%), feijão carioca (4,66%), frango (4,13%), óleo de soja (3,01%), e pão francês (2,43%).

A inflação dos produtos não alimentícios, por sua vez, acelerou de 0,30% para 0,37% entre setembro e outubro. Os destaques ficaram por conta das elevações em energia elétrica (0,67%); taxa de água e esgoto (1,32%); artigos de limpeza (0,55%) e artigos de higiene pessoal (0,66%).

Segundo o IBGE, entre as nove classes de despesa usadas para cálculo do IPCA-15, sete apresentaram aceleração de preços entre setembro e outubro. Foram vistas acelerações em habitação (de 0,43% para 0,72%); artigos de residência (de 0,19% para 0,26%); vestuário (de 0,47% para 1,05%); transportes (de 0,09% para 0,11%); saúde e cuidados pessoais (de 0,37% para 0,42%), e comunicação (de 0,01% para 0,18%).

Já as duas classes de despesa que apresentaram desaceleração de preços, no mesmo período, foram despesas pessoais (de 0,57% para 0,15%) e educação (de 0,11% para 0,02%).