quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Cooperativismo

Cooperativas se unem para baixar custos no transporte
     
Cooperativas se unem para baixar custos no transporte
 
O secretário Estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, esteve em Cascavel, na manhã desta terça-feira (25/10), assinando acordo com a Cotriguaçu-Cooperativa Central Regional Iguaçu Ltda, através do seu presidente, Dilvo Grolli, e a Ferroeste - Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. em presença do diretor presidente Mauricio Querino Theodoro. Diretores das demais cooperativas da região, autoridades locais e a imprensa acompanharam a assinatura do documento.
    
Acordo - Pelo acordo assinado, o Estado destinou à Cotriguaçu, em forma de sessão de uso, uma área de 11,5 hectares (115 mil m2) de terra, dentro do parque da Ferroeste em Cascavel, às margens da BR 277, onde será implantado um projeto para viabilizar as cooperativas da região, com melhoria da logística e redução nos custos do transporte.
    
Primeira etapa -
Na primeira etapa será construída uma câmara fria para o envio de carnes ao Porto de Paranaguá. Essa obra deve começar em meados de novembro e ser concluída em, no máximo 18 meses. “Na sequência, daremos início a outros projetos para o envio de óleo, grãos, farelo e outros produtos das cooperativas destinados à exportação”, afirmou Dilvo Grolli.

Investimentos -
O projeto vai demandar de R$ 50 milhões em investimentos na primeira etapa, sendo 40 milhões para a construção de câmaras frias, com capacidade para 10 mil toneladas de carnes. Os outros 10 milhões serão investidos em estrutura de apoio, como escritórios, recepção, pátio para estacionamento e desvio ferroviário, além da compra de 60 vagões. As locomotivas serão fornecidas pela própria Ferroeste, através do convênio assinado. De acordo com o secretário, o Oeste é uma das regiões produtores mais importantes para o Estado, e quem ganha com um projeto como esse é a população e os agricultores da região. “O investimento é das cooperativas que acreditam na Ferroeste, que estava em condições precárias, mas que agora está sendo restabelecida”, disse Richa Filho.
    
Redução de custos -
“Se o Brasil, que produz 163 milhões de toneladas de grãos, transferisse todo transporte rodoviário para o ferroviário, o país teria uma redução de custos de U$ 6 milhões com o transporte de grãos e U$ 1,5 milhões com transporte de carnes”, explicou Dilvo Grolli. Somente pelo novo projeto de logística, as cooperativas afiliadas à Cotriguaçu (Copacol, Coopavel, C-Vale e Lar) irão reduzir seus custos de U$ 1,7 para U$ 1,2 mil dólares por container de 25 toneladas.

Fonte: Imprensa Coopavel em 25/10/2011

Cooperativismo

Profissionais das cooperativas conhecem programa Bioclima
               
Profissionais das cooperativas conhecem programa Bioclima
 
A coordenadora de Biodiversidade e Floresta da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), Mariese Cargnin Muchailh, falou sobre o Programa Bioclima Paraná para cerca de 20 profissionais das cooperativas paranaenses. A explanação aconteceu na manhã desta terça-feira (25/10), durante o Fórum do Meio Ambiente promovido pelo Sistema Ocepar, em parceria com a Sema, em Curitiba. O Bioclima, que deve ser lançado oficialmente pelo governo do Estado ainda este ano, prevê compensações financeiras para quem preservar os recursos naturais. A intenção é que toda atividade produtiva que gere algum impacto ambiental seja compensada. A compensação pode ser na forma de incentivo para agricultores que tenham propriedades em áreas e APP (Áreas de Preservação Permanente) – ou Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) nas suas propriedades. O programa prevê também um selo de sustentabilidade para as empresas que participarem.

Logística reversa – O Fórum prossegue à tarde, com debates sobre a Política Estadual de Resíduos Sólidos – Logística Reversa, com a participação do coordenador de Recursos Hídricos e Atmosféricos da Sema, Eduardo Felga Gobbi. As atividades estão sendo coordenadas pelo engenheiro agrônomo e assessor da área de meio ambiente da Ocepar, Sílvio Krinski.

Fonte: Ocepar em 25/10/2011

Cooperativismo

Cooperlimpo, vitória da intercooperação no interior de São Paulo
               
Cooperlimpo, vitória da intercooperação no interior de São Paulo
 
A Cooperativa dos Coletores de Materiais Recicláveis de Bebedouro (Cooperlimpo), fundada em 2008 no município de Bebedouro, a 380 km ao norte da capital paulista, é um bem-sucedido exemplo de intercooperação resultante do apoio financeiro do Fundo de Investimento Social e Cultural (FISC) e do Serviço de Aprendizagem do Cooperativismo em São Paulo (Sescoop/SP).

A história e as realizações dessa cooperativa são apresentadas por Maria Madalena Fernandes Rocha, diretora administrativa da Sicoob Credicitrus e profissional diretamente envolvida com a evolução da Cooperlimpo desde sua constituição.

Como surgiu a Cooperlimpo?


Ela nasceu de um sonho de Leopoldo Pinto Uchôa, um dos fundadores da Sicoob Credicitrus, em 1983, e seu diretor-presidente até abril de 2008, quando faleceu. Ele sempre manifestou o desejo de patrocinar a criação de uma cooperativa de coletores de resíduos recicláveis, preocupado com a situação de informalidade, insalubridade e baixa dignidade das pessoas que trabalhavam no recolhimento desses materiais. Dizia que o valor desse trabalho era “inestimável, porém, pouco reconhecido e até desprezado”.

Por que a Cooperlimpo é um exemplo da intercooperação?
No final de 2008, com o apoio financeiro do Fundo de Investimento Social e Cultural (FISC), mantido pela Coopercitrus e pela Sicoob Credicitrus (ambas pertencentes ao mesmo grupo e presididas por Leopoldo Pinto Uchôa até abril daquele ano), esse sonho foi realizado, em aliança com outras três cooperativas sediadas em Bebedouro: Unimed, Uniodonto e Cotram (de trabalho). A iniciativa contou com o apoio da Prefeitura Municipal, que cedeu à nova cooperativa um galpão, um caminhão e um motorista, e do Serviço de Aprendizagem do Cooperativismo em São Paulo (Sescoop/SP), que ministrou aos 24 coletores que fundaram a Cooperlimpo um curso sobre cooperativismo e gestão de organizações do setor. É importante salientar que essa nova cooperativa também deve sua existência ao empenho do atual diretor-presidente da Credicitrus, Raul Huss de Almeida, que é um grande entusiasta das possibilidades da intercooperação.

O Fundo de Investimento Social e Cultural Coopercitrus/Credicitrus (FISC) foi criado, em 2005, devido à necessidade dessas cooperativas em adotar um mecanismo que lhe permitissem atuar como instituição de fomento e apoio ao Terceiro Setor. Trata-se de um Fundo de Investimento, o que quer dizer que ele pretende atuar como apoio a projetos específicos das Entidades Sociais do Terceiro Setor, nas regiões onde as Cooperativas possuem estrutura comercial ou em áreas sob sua e influência. De que maneira o apoio do FISC foi importante para a nova cooperativa de Bebedouro, a Cooperlimpo?

O FISC deu e dá todo o respaldo necessário para as atividades da Cooperlimpo, junto com as Cooperativas parceiras: Unimed, Uniodonto, Cotram e a Prefeitura Municipal de Bebedouro. O projeto saiu do papel, deu os seus primeiros passos e caminha para a sua consolidação e seu crescimento. O sonho de contribuir para a transformação da sociedade, da construção de um mundo mais justo e solidário, valorizando o ser humano, idealizado pelo grande líder Cooperativista Leopoldo Pinto Uchôa, materializou-se nas ações do FISC junto à Cooperlimpo, deixando para o município todos os frutos da força de transformação do movimento cooperativista em parceria para uma causa nobre.

De maneira prática, como acontece a atuação conjunta dessas cinco cooperativas?

As cinco cooperativas atuam em conjunto com o objetivo de “incubar” a Cooperlimpo até que tenha condições de sustentar-se. A Sicoob Credicitrus, por intermédio do FISC, foi responsável pela estruturação administrativa da nova cooperativa. Contratou para geri-la um profissional com experiência em reciclagem de resíduos, e responde até hoje por seu salário e demais encargos. Assumiu os custos de sua contabilidade externa e, mais recentemente, contratou uma assistente social para atuar no processo de inclusão social dos cooperados. Fornece mensalmente uma cesta básica a cada cooperado (atualmente são aproximadamente 30), doou vários equipamentos à nova cooperativa, incluindo um caminhão, uma prensa-enfardadeira, uma esteira rolante e uma máquina picotadeira e ainda paga o aluguel das instalações que ocupa na região central da cidade. Por sua vez, a Unimed proporciona assistência médico-hospitalar aos cooperados, da mesma forma que a Uniodonto presta assistência odontológica a todos.

Quais os resultados apresentados?

A Cooperlimpo tem registrado números crescentes de coleta. Em 2009, foram 236 toneladas (com média de 23 toneladas mensais). Em 2010, consolidou sua carteira de clientes e praticamente triplicou o volume coletado, que excedeu 780 toneladas (mais de 65 toneladas por mês). E as perspectivas para 2011, são de ir além de mil toneladas.

Que resultados podem ser somados a esses números?

Os números são importantes, mas frios. O que realmente conta é o benefício que significam. A Cooperlimpo está restituindo a cidadania e a autoestima a pessoas que estavam à margem da sociedade e que agora têm diante de si novas perspectivas. Todos trabalham com uniforme, usam equipamentos de proteção individual e, principalmente, são respeitados pela comunidade. Alguns deles já voltaram a estudar. Nosso desejo é que esta cooperativa se transforme em um modelo de negócio com amplo alcance social que possa ser multiplicado em outros municípios da região em que nossas cooperativas atuam.

Entre as conquistas, a sede pode ser colocada como uma das principais?

Em maio de 2010, inauguramos a nova sede e, em novembro, uma nova unidade, para continuar a crescer e fazer a diferença na vida de seus cooperados e de toda a comunidade. A inauguração da sede marcou um novo começo, uma nova conquista, pois passou a ter um espaço amplo, adequado e equipado para realizar seu trabalho com dignidade e ainda mais qualidade, uma nova estrutura, fruto da credibilidade que conquistou junto à comunidade e do apoio constante do FISC e das cooperativas de Bebedouro. Esse espaço, cedido pela prefeitura, tem área de mais de 700 metros quadrados, que permitem que o projeto social e ambiental da cooperativa possa avançar. Há espaço próprio para as refeições e para o trabalho administrativo, além de sanitários adequados. Tudo para proporcionar mais qualidade ao trabalho e ao dia a dia dos cooperados. Em paralelo, adquiriu uma nova prensa com capacidade de prensagem de até 5.000 quilos por dia. Com o mesmo recurso do FISC, também foi adquirida uma empilhadeira hidráulica, dinamizando o serviço e auxiliando no carregamento do material para comercialização.

Quais as últimas conquistas da Cooperlimpo?

Desde novembro de 2010, está funcionando o novo PEV (Posto de Entrega Voluntária de Materiais Recicláveis) da Cooperlimpo, na área central de Bebedouro. Com o novo ponto, a Cooperlimpo aumentou a quantidade de material coletado, por meio de parceria com outros coletores autônomos e empresas. Além disso, qualquer pessoa pode entregar seus recicláveis devidamente separados diretamente no PEV. Além da compra do material coletado, o diferencial fica por conta do trabalho de promoção humana realizada, oferecendo uniformes, carrinhos de coleta padronizados, equipamentos de proteção individual e recolhimento do valor dos encargos sociais e cesta básica, o que trará maior segurança ao trabalho do coletor associado à Cooperlimpo. Também serão desenvolvidas ações educativas, com treinamentos aos novos membros. No primeiro mês de atividades, a cooperativa já sentiu aumento na coleta, tanto pela participação de novos coletores, como doação voluntária de pessoas da comunidade. Como forma de viabilizar o posto e ainda aumentar o número de cooperados, a meta da Cooperlimpo é agregar 10 novos coletores. Quatro novos coletores já foram contratados, a fim de aumentar os resultados da cooperativa, bem como proporcionar resgate de autoestima e esperanças aos colaboradores, como aconteceu com outros cooperados.

Quais as ações programadas?

Os planos da Cooperlimpo vêm aumentando, assim como sua atuação na cidade: em breve os coletores trabalharão com carrinhos personalizados, identificando o trabalho da cooperativa nos bairros da cidade e proporcionando mais comodidade ao trabalho – o que também deve render aumento na quantidade de material coletado. A cooperativa já vislumbra a possibilidade de implantar novos PEVs em outros bairros da cidade. A cooperativa também está articulando parceria com Patrulha Ecológica, para inserir atividades culturais e artísticas no PEV, como oficinas de artesanato, a fim de que mais pessoas conheçam o trabalho que ali é desenvolvido.

Fonte: Encontro Cooperativos em 25/10/2011

Notícias

Audiência Pública discutiu Plano Nacional de Resíduos Sólidos em Recife
A Audiência Pública do Plano Nacional de Resíduos Sólidos - Região Nordeste, na
sua quarta Audiência Nacional, de um total de cinco, foi realizada no período
de 13 a 14 de outubro de 2011, em Recife - PE, com a participação efetiva do
DNOCS através da Coordenadoria Estadual do DNOCS em Pernambuco ( CEST/PE).

O Plano Nacional de Resíduos Sólidos-PNRS é um dos principais instrumentos da
Política Nacional de Resíduos Sólidos e mantém estreita relação com os Planos
Nacionais de Mudanças do Clima (PNMC), de Recursos Hídricos (PNRH), de
Saneamento Básico (Plansab) e de Produção e Consumo Sustentável (PPCS).

Ele apresenta conceitos e propostas que refletem a interface entre diversos
setores da economia compatibilizando crescimento econômico e preservação
ambiental com desenvolvimento sustentável.

O DNOCS - CEST-PE, representado pelo servidor Alexandre Moura, participou do
Grupo de Resíduos Agrossilvopastoris no qual propôs e foi acatada a inclusão de
uma Diretriz “Redução do Consumo de Produtos de Embalagens'.

Dentro dessa diretriz propôs - o que se pode avaliar de mais inovador dentro das
propostas - a inclusão da estratégia “Estimular a Transição Agroecológica”, na
perspectiva da redução da geração de resíduos inorgânicos nas áreas rurais.

O PNRS está disponível para consulta pública na internet e receberá
contribuições da sociedade até o dia 7 de novembro de 2011. Após essas etapas,
todas as contribuições serão apresentadas na audiência Pública Nacional, que
acontece em novembro próximo, em Brasília.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cooperativismo

Banco Central promove III Fórum sobre Inclusão Financeira
Inscrições para o evento, que tem o apoio da OCB, terminam na próxima sexta-feira (27/10)
Com o objetivo de promover um sistema financeiro cada vez mais sustentável, eficiente e inclusivo, o Banco Central do Brasil (BC) promove o III Fórum BC sobre Inclusão Financeira entre os dias 21 e 23 de novembro, juntamente com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O evento, que tem o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), reunirá representantes do governo, segmento de microfinanças, estudiosos e fomentadores, nacionais e internacionais.
Além de debater estratégias para ampliar o acesso da população brasileira aos produtos e serviços desse mercado, o fórum marcará o lançamento da Parceria Nacional para Inclusão Financeira (PNIF). A PNIF tem como pilares três grupos de ações interconectadas: diagnóstico do mercado e articulação de atores (públicos e privados) no processo, regulação adequada para promoção da inclusão financeira e educação financeira e proteção ao cliente e usuário de serviços financeiros.

A consultora do Departamento de Normas do BC, Elvira Cruvinel, reforça a importância da presença do setor cooperativista no evento. “Considerando o papel e a importância das cooperativas de crédito para o processo de inclusão financeira no país, é extremamente relevante a ativa participação dos integrantes do segmento no III Fórum”, disse.
As inscrições para o encontro, que ocorrerá em Brasília (DF), vão até a próxima sexta-feira (27/10), e o credenciamento do cooperativismo de crédito será feito pela OCB. Por isso, as cooperativas interessadas em participar do evento poderão se inscrever pelo e-mail daniela.antunes@ocb.coop.br. Vale lembrar que o número de vagas é limitado. Mais informações pelo telefone: (61) 3217-2148.

Cooperativismo

OCB entrega estudo sobre Código Florestal ao senador Jorge Viana
Informações são resultados de um estudo feito pela Gerência de Mercados da OCB
O relator do novo Código Florestal na Comissão do Meio Ambiente do Senado Federal (SF), senador Jorge Viana (AC), recebeu nesta quinta-feira (20/10), das mãos do superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile, um documento para subsidiar as discussões sobre a matéria. As informações são resultados de um estudo feito pela Gerência de Mercados da OCB.

O objetivo da instituição é mostrar os benefícios que alguns conceitos estabelecidos no texto aprovado na Câmara dos Deputados trazem ao cooperativismo e consequentemente aos pequenos produtores brasileiros. Entre esses, está a isenção da recomposição da Reserva Legal (RL) para as propriedades com até quatro módulos fiscais, e a análise elaborada pela OCB apresenta uma simulação quanto ao parâmetro a ser utilizado e a justificativa para a manutenção desse ponto.
O estudo também aponta a necessidade de fortalecer outros dispositivos importantes para a continuidade da produção agropecuária brasileira, conciliada à preservação ambiental, previstos no texto que tramita no Senado Federal, como a consolidação das áreas produtivas em Área de Preservação Permanente (APP).

Cooperativismo

Integrantes da Coapa participam da 1ª visita à usina da Bunge em Pedro Afonso

Integrantes da Coapa participam da 1ª visita à usina da Bunge em Pedro Afonso
 
Aproximadamente 20 pessoas integrantes do Grupo de Trabalho Consorciado, formado por representantes de Pedro Afonso, Bom Jesus e Tupirama, participaram na tarde desta terça-feira, 18 de outubro, da primeira visita à usina da Bunge em Pedro Afonso. A Coapa foi representada por seu presidente Ricardo Khouri e pelo cooperado José Edgar de Castro Andrade.

Antes da visita foi realizado, no auditório da usina, o 9º Encontro do Grupo de Trabalho Consorciado que desde junho deste ano, planeja, executa e acompanha ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável da região. Os participantes fizeram um retrospecto das ações já realizadas em quase cinco meses de trabalho, principalmente na área de saneamento básico e a integração entre os três municípios envolvidos.

Em seguida foi exibido um vídeo institucional e os representantes da Bunge fizeram uma apresentação mostrando o histórico da empresa, sua participação no mercado nacional e mundial de alimentos e insumos, além de ações sócio-ambientais. Segundo os técnicos da empresa, foram investidos R$ 600 milhões na usina que tem capacidade inicial de moagem de 2,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, e utiliza o que há de mais moderno em tecnologia, realiza plantio e colheita totalmente mecanizados, além de aproveitar integralmente o bagaço da cana para a produção de energia elétrica, processo conhecido como co-geração. A unidade também realiza coleta seletiva e os resíduos do processo industrial (vinhaça e resíduos sólidos de limpeza da cana) são totalmente aproveitados na fertirrigação do canavial. De toda a área plantada, 5 mil hectares são irrigados, incluindo o maior pivô de irrigação do mundo, com mais de 1.300 metros de extensão para atingir uma área superior a 500 hectares.

Segundo a empresa, a usina Pedro Afonso terá capacidade para produzir 180 Gwh por ano de energia e, a partir de 2013, a unidade poderá contribuir para o fornecimento de energia elétrica do Tocantins. Uma parte desta energia será utilizada internamente para operar a usina, ou seja, a unidade é auto-suficiente energeticamente. Outra parte poderá ser disponibilizada ao sistema elétrico nacional, com capacidade para abastecer uma cidade de até 300 mil habitantes.

A próxima etapa foi uma visita as instalações industriais da usina, a primeira unidade greenfield (construída do zero) e a oitava usina produtora de açúcar e bioenergia da Bunge no Brasil. Um técnico deu detalhes sobre o funcionamento e os visitantes conheceram a sala de controle da usina, equipada com modernos sistemas de monitoramento.

Ao final da visita, os integrantes do Grupo de Trabalho Consorciado receberam uma lembrança da usina e avaliaram a experiência de terem sido os primeiros a conhecerem detalhadamente parte da usina, já que a lavoura não pode ser visitada devido às chuvas que caíram no local nos últimos dias.

Para Ricardo Khouri foi uma oportunidade de saber mais sobre o funcionamento da unidade. “Foi uma experiência que serviu para tirar dúvidas”, destacou. José Edgar também gostou da visita dizendo que matou a curiosidade em relação ao funcionamento.

Na ocasião, o gerente administrativo da Bunge, Humberto Delgado, explicou que a expectativa é que a partir de março de 2012, a usina receba visitas de escolas e outras instituições de Pedro Afonso, Bom Jesus e Tupirama.

Fonte: OCB/TO em 20/10/2011