domingo, 5 de agosto de 2012

Cooperativismo

AGRÁRIA: Cooperativa vai gerar mil empregos na região central
 
AGRÁRIA: Cooperativa vai gerar mil empregos na região centralO governador Beto Richa e o diretor vice-presidente da cooperativa agroindustrial Agrária, Paul Illich, assinaram nesta quinta-feira (02/08) protocolo de intenções para a expansão da produção de malte cervejeiro no distrito de Entre Rios, em Guarapuava, região central do Estado. Enquadrada no programa Paraná Competitivo, a unidade receberá investimentos de R$ 210 milhões e criará cerca de mil empregos, entre diretos e indiretos.

Primeira - A Agrária é a primeira cooperativa paranaense a participar do programa do governo estadual de incentivos fiscais para novos investimentos. O objetivo da cooperativa é agregar maior valor à produção de cevada cervejeira e ampliar o volume de industrialização.

Adiado estratégico - Richa destacou que o setor cooperativista é um aliado estratégico do Estado no processo de industrialização e disse que não faltará crédito nem apoio a projetos de expansão. “O Paraná tem o compromisso de promover o desenvolvimento econômico e social do seu povo. Para isso, investimentos como o da Agrária são fundamentais e contarão com nosso apoio”, disse ele.

Contrapartida - O protocolo de intenções prevê que, como contrapartida, aos incentivos fiscais, a cooperativa Agrária deverá investir na capacitação e formação de mão de obra e fomentar o plantio de cevada na região. De acordo com o secretário de Agricultura, Norberto Ortigara, o objetivo é oferecer aos produtores uma alternativa de plantio durante o inverno.

Ampliação - A intenção é ampliar a área de cevada plantada de 40 mil hectares para 100 mil hectares em até oito anos. Segundo Ortigara, isso irá consolidar o Paraná como maior plantador nacional de cevada e reduzir os custos com importações, já que o Estado ainda não é autossuficiente na cultura. “É uma garantia para os agricultores e uma forma de garantir a qualidade do produto e geração de empregos”, disse ele.

Interior – O governador disse que o compromisso de seu governo é investir na industrialização do interior. Ele lembrou que o Paraná Competitivo já assegurou investimentos de R$ 18 bilhões e a criação de 85 mil empregos. “O programa tem resgatado a confiança do setor produtivo, que se sente mais seguro para investir com um governo estável e com segurança jurídica”, disse Richa.

Impostos - A expectativa da diretoria da cooperativa Agrária é que o novo investimento gere anualmente R$ 12 milhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os cofres estaduais e R$ 25 milhões em outros impostos federais. A obra será concluída no final de 2014. Paul Illich explica que atualmente a cooperativa Agrária tem 550 cooperados e produz 50% da cevada (malte) brasileira, o que representa 240 mil toneladas por ano. Segundo ele, com o investimento haverá incremento de 80 mil toneladas na produção, o que corresponde a 30%.

Novas opções - “Queremos ganhar mercado e oferecer aos nossos cooperados novas opções de culturas”, afirmou. De acordo com o diretor, o incentivo fiscal do governo foi fundamental para viabilizar o investimento. “Temos no Paraná uma parceria importante com o governo para que nossos produtos sejam competitivos com os de outros estados”, disse.

Agrária - Fundada há 60 anos por imigrantes de origem alemã, a Agrária tem 1.200 funcionários e três unidades de armazenagem, com produção de 671,9 mil toneladas de grãos por ano.

Cooperativas – Nesta semana, o governador autorizou a liberação, pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), de R$ 335,5 milhões em financiamentos para 14 cooperativas do Paraná. Os recursos serão aplicados no desenvolvimento de tecnologias e em projetos para melhorar as estruturas de armazenagem, logística e industrialização. “É importante ver o compromisso que o Estado tem com o cooperativismo paranaense. Com investimentos importantes e suporte técnico, as cooperativas estão se fortalecendo e transformando o Paraná”, disse o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski. Ele classificou os investimentos da Agrária como fundamentais para a consolidação da produção de cevada no Estado.

Aditivo – Além do protocolo de intenções, o governador assinou outro documento que amplia o investimento da Agrária na instalação da indústria de processamento de milho. A intenção é prorrogar o pagamento do ICMS dos equipamentos importados. Em outubro de 2011, Richa visitou a cooperativa Agrária para assinar um protocolo para investimentos de R$ 124 milhões e criação de cerca de 460 empregos diretos e indiretos. A nova indústria, que já está em obras, irá produzir 180 mil toneladas por ano de itens como grits e flakes (para indústria cervejeira e alimentícia), fubá, creme de milho e germe e película (para rações animais).

Presenças - O protocolo de intenções foi assinado ainda pelos secretários Luiz Carlos Hauly (Fazenda) e Jonel Iurk (Meio Ambiente), além de executivos da cooperativa. Também estiveram na cerimônia o secretário Cezar Silvestri (Desenvolvimento Urbano) e o diretor-presidente do Iapar, Florindo Dalberto. (Com informações da AEN)

Fonte: Sistema Ocepar em 02/08/2012

Cooperativismo

A regularização do trabalho cooperado
 
 
A regularização do trabalho cooperadoNos últimos anos, as cooperativas de trabalho foram fortemente combatidas pelas centrais sindicais, Ministério Público do Trabalho, Justiça do Trabalho e pelo próprio Ministério do Trabalho e Emprego. Alegava-se que elas burlavam as leis trabalhistas e previdenciárias e tornavam precário o trabalho.

Algumas realmente agiam assim e, por causa disso, muitas cooperativas idôneas foram perseguidas e fechadas. As empresas passaram a temer a contratação do trabalho cooperado. Não havia segurança jurídica, pois de uma hora para outra uma contratante podia ser condenada a assumir como seus empregados os sócios de uma cooperativa, com graves consequências.

O trabalho moderno se realiza por meio de vários tipos de contratos - prazo indeterminado, prazo determinado, tempo parcial, por projeto, a distância e também por meio de trabalhadores cooperados.

Com a sanção da Lei 12.690 de 19/7/2012, o Brasil passou a legitimar e disciplinar o trabalho realizado pelas referidas cooperativas. As empresas terão segurança jurídica para contratar e os cooperados terão tratamento condigno, desde que sejam obedecidas as regras ali estabelecidas. Dentre elas, destacamos: as cooperativas terão de pagar uma remuneração mínima aos seus cooperados ou o piso da categoria de profissionais correspondente; a jornada de trabalho será de 8 horas diárias e 44 semanais, assegurando-se ainda um repouso semanal e outro anual (férias) - ambos remunerados -, assim como os aplicáveis adicionais de insalubridade e de periculosidade; os cooperados serão cobertos por seguro acidente de trabalho e a empresa contratante terá responsabilidade solidária nesse campo. Várias dessas proteções estão contidas em incisos do artigo 7.º da Constituição Federal.

Nada mais justo. Aliás, essas proteções já vinham sendo praticadas pelas boas cooperativas de trabalho do País. Até hoje, muitas mantêm fundos que atendem os cooperados nos casos de férias, dispensa e de desocupação.

A lei trouxe segurança também para os cooperados. Pela natureza de seu relacionamento, esses não são nem empregados nem autônomos. São o que a lei classificou de profissionais com natureza jurídica de trabalho coordenado, seguindo o disposto na Recomendação 193 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e os "Critérios de Identificação das Cooperativas de Trabalho", estabelecidos em documento inovador da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Muitos dirão que as novas exigências complicaram e encareceram a contratação de cooperativas de trabalho. Mas, esse é o preço a pagar pela garantia para quem trabalha e para quem contrata. Os que passaram pelos dissabores de uma ação civil pública ou de um processo judicial sabem que isso tem um valor inestimável.

Além de legitimar o trabalho cooperado, a lei criou um fundo público para promover e desenvolver o cooperativismo do trabalho - o Procoop -, a ser gerido paritariamente por membros do governo e das cooperativas.

Foram passos importantes. Terminaram as desculpas para execrar o trabalho cooperado. As regras foram definidas. Esse tipo de trabalho pode e deve ser utilizado em benefício mútuo, dos contratantes e dos contratados, longe da precarização. E são inúmeras as atividades que se ajustam bem ao trabalho cooperado - serviços gerais, de manutenção, de transporte, assim como as que requerem maior qualificação, como é o caso da saúde e da educação.

Vem agora uma tarefa tão ou mais difícil do que a aprovação de uma lei: é o seu rigoroso cumprimento. Isso vai depender, em primeiro lugar, do esforço das empresas contratantes e das cooperativas contratadas e, em segundo lugar, da compreensão dos dirigentes sindicais, dos auditores fiscais, dos procuradores e dos juízes do trabalho. Mas vale a pena enfrentar o desafio. Trabalho cooperado é digno e útil. É uma forma de trabalho decente.

José Pastore é professor de relações do trabalho da FEA-USP, membro da Academia Paulista de Letras e Presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomercio.
e-mail: jpjp@uninet.com.br

José Eduardo Gibello Pastore, Mestre em Direito das Relações Sociais PUC/SP. Advogado trabalhista" e advogado do SINCOTRASP (Sindicato das Cooperativas de Trabalho no Estado de São Paulo)
e-mail: eduardopastore@pastoreadvogados.com.br
Fonte: José Pastore e José Eduardo Gibello Pastore em 03/08/2012

Cooperativismo

INTERCOOPERAÇÃO: Cooperativas Batavo e Castrolanda lançam nova marca no Agroleite
              
Uma das mais expressivas bacias leiteiras do país dá um passo estratégico no mercado. As cooperativas Batavo (Frísia) e Castrolanda formaram uma parceria comercial e operacional para as indústrias de lácteos, lançando uma nova marca no mercado, a Colônia Holandesa. A parceria intercooperativas será oficializada no dia 07 de agosto, às 11h, no Parque Dario Macedo, em Castro (PR), durante a abertura do Agroleite 2012, com a participação do governador Beto Richa e autoridades locais.

Intercooperação - Com as fusões e aquisições no mercado de laticínios, esta ação fortalece o cooperativismo, com alta capacidade de inovação e gestão profissionalizada em âmbito industrial e comercial. As duas unidades possuem qualidade e adequação frente a mercados internacionais, com tecnologias de ponta e plantas flexíveis, tornando seus produtos mais acessíveis e com grande possibilidade de aumento do mix de produtos alinhados as necessidades de novas demandas.

A marca- O nome da nova marca faz menção a região que remete à excelência pecuária, onde localizam-se as duas plantas industriais, nos Campos Gerais do Paraná. Além disso, a região tem o reconhecimento centenário pela qualidade e tradição de produtos holandeses na área de lácteos. Assim, nasce uma nova e já consolidada marca, Colônia Holandesa, que traduz o carinho e experiência, aliados à segurança alimentar que a tecnologia empregada nos processos de produção garante.

A região - Os Campos Gerais é uma região do Estado do Paraná tradicionalmente reconhecida pela produção sustentável. A história centenária da imigração holandesa desenvolveu nesta região um cooperativismo voltado ao desenvolvimento socioeconômico da comunidade. A atividade pecuária, aliada ao espírito empreendedor, fez surgir as primeiras cooperativas de produção do país. Criou-se então, nesta região, uma referencia mundial em produtividade.

Produtos e serviços - A Colônia Holandesa possui as seguintes linhas de produtos: leite UHT integral, leite UHT semidesnatado e leite UHT desnatado, e recentemente lançou o leite condensado em caixinha de 395g. Estes produtos já estão disponíveis nas principais redes supermercadistas da região. As duas indústrias também operam como prestadoras de serviços para empresas do setor, fabricando as seguintes linhas de produtos: Leite pré beneficiado integral, semidesnatado e desnatado, creme de leite pasteurizado, cru e UHT, leite concentrado integral, semidesnatado e desnatado, leite cru resfriado, além de leite condensado, leite longa vida e bebidas lácteas.

Diferenciais - O leite UHT Colônia Holandesa foi lançado para atender aquele consumidor que busca qualidade diferenciada num produto que ele consome diariamente. Já o leite condensado atende aqueles consumidores que procuram produtos que garantam sucesso em suas receitas culinárias. Os produtos da marca Colônia Holandesa diferenciam-se pelas características:

- Matéria Prima: originada na região dos Campos Gerais, reconhecida nacionalmente pela excelência na qualidade e produtividade.

- Agilidade e rapidez no processo produtivo: o tempo de produção é de, no máximo, 18 horas, entre a ordenha da vaca e o envase na “caixinha”, reduzindo a exposição do produto.

- Validade do produto: enquanto a maioria coloca como 4 meses a validade do leite UHT, os produtos Colônia Holandesa têm 5 meses de validade, testados e comprovados.

Embalagens e logotipo - As imagens da embalagem remetem ao estilo holandês colonial campestre, com moinho e predominância da cor laranja (dinastia Orange). O logotipo também segue este padrão, mas com a cor azul, acompanhados dos logotipos da Frísia e Castrolanda.

Rastreabilidade na produção - Todas as exigências no processo de produção na origem do leite são mantidos e garantidas pelas modernas estruturas das duas indústrias, Frísia e Castrolanda. Os produtores que produzem o leite in natura são todos associados, tendo como característica serem grandes produtores de leite, o que possibilita a rastreabilidade total dos produtos.

Sustentabilidade - Com apelo de origem e credibilidade junto aos consumidores, a nova marca atende às tendências do cooperativismo contemporâneo, com formação de redes cooperativas que tratam a intercooperação como ação estratégica para o futuro do negócio, trazendo vantagens econômicas e mercadológicas mútuas em benefício do desenvolvimento e viabilização de seus cooperados. Respeitando seus clientes e parceiros comerciais, o leite, matéria prima dos produtos Colônia Holandesa, é produzido em propriedades rurais de nossos associados, que adotam boas práticas de fabricação, sendo inspecionados e orientados para a melhoria constante na qualidade do produto, no bem-estar dos animais e na higienização e adequação das instalações. Além disso, todos os resíduos dos processos são tratados para gerar o menor impacto ambiental.

Estruturas (plantas industriais) - Localizadas em Ponta Grossa (Frísia) e Castro (Castrolanda), as duas plantas industriais são equipadas com sistemas de última geração em processamento de leite e processos de utilidade em geral. O padrão de operacionalização é composto de sistemas automáticos e semi-automáticos, com capacidade de industrialização diária para processar mais de 2 milhões de litros de leite.

Investimentos e empregos - A Frísia emprega 107 pessoas e gera mais de 500 empregos indiretos. O investimento total nas duas fases é de mais de R$ 70 milhões de reais. A Castrolanda emprega 230 pessoas, com investimentos de R$ 75 milhões de reais.

Novos investimentos - As cooperativas Batavo (Frísia) e Castrolanda estão ampliando sua parceria para o interior de São Paulo. Uma nova planta industrial contará com uma área construída de 20 mil metros quadrados, num investimento de mais de R$ 80 milhões, implantado em três fases. Na primeira, a nova indústria irá beneficiar 600 mil litros por dia, passando a um milhão por dia na segunda fase e 2 milhões de litros de leite por dia ao atingir sua capacidade máxima de produção. O início da produção está previsto para o final de 2013, sendo que o empreendimento deverá gerar 200 empregos diretos e cerca de 600 indiretos. Além de produtos lácteos, a nova indústria também deverá envasar suco de frutas, estimulando uma nova cadeia produtiva para a região.

Espírito cooperativo - Para o presidente da Cooperativa Batavo e diretor da Ocepar, Renato Greidanus, entre os princípios do cooperativismo, o sexto, que trata da intercooperação, comprova que as cooperativas estão praticando o “espírito cooperativo”, expressando a união de esforços para atender seus associados de forma efetiva, fortalecendo o movimento cooperativo, trabalhando juntas por meio de estruturas regionais. “O movimento de fusões e aquisições tem sido expressivo entre as empresas do setor nos últimos anos, criando um ambiente de dinamismo. Com esta parceria, enfrentamos o mercado com o mesmo dinamismo, aumentando nosso mix de produtos, revertendo um pouco o perfil de prestadores de serviços. Estamos investindo cada vez mais, beneficiando os consumidores e oferecendo ao produtor rural associado uma alternativa rentável e estruturada no mercado”, avalia Renato.

Conveniência - A parceria intercooperativas entra no mercado de lácteos com uma nova marca com força estratégica para adaptar-se não somente às novas exigências dos consumidores e necessidades específicas nutricionais do produto, mas também a aspectos relacionados à conveniência.
Fonte: Imprensa Batavo em 03/08/2012

Cooperativismo

BRDE libera R$ 335,5 milhões para 14 cooperativas do Estado
 
BRDE libera R$ 335,5 milhões para 14 cooperativas do EstadoO governador Beto Richa, o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, e o vice-presidente e diretor financeiro do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Jorge Gomes Rosa Filho, anunciaram, na noite de segunda-feira (30), a liberação de R$ 335,5 milhões em financiamentos para 14 cooperativas do Paraná.

Os recursos serão aplicados no desenvolvimento de tecnologias e em projetos para melhorar as estruturas de armazenagem, logística e industrialização. O anúncio da liberação dos contratos aconteceu na abertura do Fórum de Presidentes das Cooperativas Paranaenses, em Curitiba.

O governador Beto Richa lembrou que o cooperativismo agrega no Paraná mais de 600 mil produtores e gera em torno de 1,5 milhão de empregos. “Queremos fortalecer ainda mais as cooperativas paranaenses, que são motivo de orgulho para todo o País”, declarou o governador.

Richa destacou ainda que o respeito e o diálogo com o setor produtivo são marcas fortes do governo, que busca oferecer condições adequadas para que haja ampliação da produção paranaense em todos os setores da economia.

Além do apoio direto às cooperativas, Richa destacou as ações desenvolvidas pelo governo na área de infraestrutura, que refletem diretamente em benefícios para o meio rural. “Estamos colocando em prática um sólido programa de investimentos em infraestrutura”, disse.

Entre as ações citadas pelo governador estão as licitações para executar as obras de conservação dos 12 mil quilômetros da malha rodoviária estadual, com um investimento previsto de R$ 840 milhões; a compra de 380 equipamentos para a readequação das estradas rurais, com investimentos de R$ 67 milhões; e a modernização do Porto de Paranaguá para melhorar o escoamento da produção.

UNIÃO - O presidente do Sistema Ocepar afirmou que o Governo do Estado é um importante parceiro no desenvolvimento da economia paranaense. “É uma união de esforços, com um cooperativismo mais forte e um Estado mais desenvolvido”, disse Koslovski.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, as cooperativas agroindustriais recebem e processam a metade da produção agropecuária do Paraná. “As cooperativas transformam vegetais e animais em produtos com valor agregado, gerando renda aos produtores rurais e aos municípios”.

Ortigara reforçou que outros segmentos do cooperativismo atuam de forma intensa no desenvolvimento econômico do Estado, como as cooperativas de crédito rural, infraestrutura e energia, transporte, trabalho, saúde.

FINANCIAMENTOS - O vice-presidente e diretor financeiro do BRDE, Jorge Gomes Rosa Filho, disse que neste ano os contratos de financiamento realizados pelo banco somaram R$ 710 milhões. Quase metade deste valor - R$ 347,3 milhões - foi destinada a projetos apresentados por cooperativas.

“Os contratos firmados com as cooperativas demonstram não só a pró-atividade do banco em atender as demandas do setor, como a pujança destas empresas que souberam agregar valor aos produtos com a industrialização e hoje despertam o orgulho do Estado”, disse.

O diretor de Acompanhamento e Recuperação de Créditos do BRDE, Nivaldo Assis Pagliari, informou que o banco fechou 1.441 contratos no primeiro semestre com empreendedores do Paraná. “Isso evidencia a pulverização do crédito e a vocação do banco em atender todos os segmentos produtivos da economia paranaense”, apontou

As cooperativas atendidas pelos contratos de financiamento são: Cooperativa Agroindustrial Nova Produtiva, de Astorga; Frimesa Cooperativa Central, de Medianeira; Cotriguaçu Cooperativa Central, de Cascavel; Coodetec Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola, de Cascavel; Copacol Cooperativa Agroindustrial Consolata, de Cafelêndia; Unitá Cooperativa Central, de Ubiratã; Coasul Cooperativa Agroindustrial, de São João; Cooperval Cooperativa Agroindustrial Vale do Ivaí, de Jandaia do Sul; Cooperativa Agroindustrial Lar, de Medianeira; Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento Econômico de Marechal Cândido Rondon (Cercar); C Vale Cooperativa Agroindustrial, de Palotina; Coamo Agroindustrial Cooperativa, de Campo Mourão; Cooperativa Agropecuária Castrolanda, de Castro; e Cooperativa Agrária Agroindustrial, de Entre Rios, distrito de Guarapuava.

MBC – Durante a abertura do Fórum, João Paulo Koslovski anunciou a doação de R$ 900 mil, por 15 cooperativas estaduais, ao Programa Modernizando a Gestão Pública, do Governo do Estado. O programa tem como foco a melhoria no controle das despesas estaduais e é desenvolvida em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC).

“Agradeço o apoio das cooperativas por demonstrarem sensibilidade no processo de modernização da máquina administrativa estadual, com ações como a redução nos gastos de custeio, o estabelecimento dos contratos de gestão e a transparência nos contratos e licitações”, afirmou o governador.

FÓRUM – O Fórum de Presidentes das Cooperativas Paranaenses, que encerra nesta terça-feira (31), promove palestras sobre o setor, homenagens pela passagem do Ano Internacional das Cooperativas, escolhido pela Organização das Nações Unidas para ser comemorado em 2012. No encontro também será feita a entrega do 9º Prêmio Ocepar de Jornalismo.

Fonte: Paranashop em 01/08/2012

Notícias

Rabobank poderá demitir até 3,5 mil funcionários na Holanda
 
O banco cooperativo Rabobank, maior banco da Holanda, decidiu reduzir até 3,5 mil postos de trabalho para fazer face ao aumento dos impostos e do reforço dos rácios de capital exigido pelos reguladores. O objetivo de redução de pessoal é para cumprir nos próximos quatro anos.
Rabobank poderá demitir até 3,5 mil funcionários na Holanda
O objetivo do Rabobank é reduzir a seu quadro entre 5% e 10% e a meta de redução de pessoal é para cumprir até 2016, segundo a Bloomberg.

O banco holandês quer reduzir os seus custos operacionais anuais de 4,5 bilhões para 4 bilhões de euros, segundo disse o porta-voz do banco, Hendrik Jan Eijpe, à Bloomberg. Sem levar a cabo o plano de redução de custos, as despesas anuais iriam “aumentar para cinco mil milhões de euros”, disse.

O banco antecipa que 2013 e 2014 não serão anos “particularmente promissores”, devido ao lento crescimento dos ativos, ao aumento das exigências dos reguladores para a banca e impostos sobre a banca holandesa.

O Governo da Holanda aprovou um imposto extraordinário de 600 milhões de euros para 2013. A decisão fez parte de um acordo com a oposição para aprovar um pacote de austeridade e ao Rabobank vai caber o pagamento de 188 milhões de euros.

“Queremos manter a nossa posição de solidez”, disse o porta-voz do banco que foi um dos seis bancos europeus a ter o “rating” da sua dívida cortado em dois níveis pela Moody’s para “Aa2′.

Fonte: jornaldenegocios.p em 03/08/2012

Notícias

Capacitação leva conhecimento sobre agricultura de precisão
              
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promove seminário sobre Agricultura de Precisão, entre os dias 6 e 9 de agosto, em Boa Vista (RR), com objetivo de levar conhecimento das técnicas preconizadas pela Agricultura de Precisão às associações e cooperativas de agricultores da Região Norte.

Com o apoio da Superintendência Federal da Agricultura do Estado de Roraima, o evento, que pretende enfocar as lavouras de graníferas (grãos), de fruticultura e de oleicultura (verduras e legumes), contará com um público de 400 participantes. Já o público convidado será composto por líderes produtores, cooperativas, alunos das escolas agrícolas, professores e pesquisadores, técnicos da assistência técnica e da extensão rural.

Fabrício Juntolli, do Departamento de Propriedade Intelectual da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo do Mapa, explica que “nas regiões onde são aplicadas as técnicas da agricultura de precisão o incremento no desenvolvimento social do meio rural é notório”. Ele disse ainda que o “uso racional dos recursos naturais, com a otimização do lucro e a conservação ambiental, são pontos estratégicos para a sustentabilidade e a competitividade da agricultura brasileira no mercado mundial, aspectos imprescindíveis para o pequeno, médio ou grande agronegócio”.

“O forte interesse pela inovação tecnológica em Roraima vem confirmar que as ferramentas e tecnologias da Agricultura de Precisão, utilizadas predominantemente no Sul, podem muito bem serem utilizados e adaptadas ao Norte do Brasil, demonstrando que não existem fronteiras para a utilização da inovação tecnológica no Brasil”, afirma Juntolli.

A capacitação contará com o suporte técnico de parceiros como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Drakkar Solos Consultoria, a Universidade Federal de Roraima (UFRR) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Uma reunião de especialistas com vasto conhecimento técnico e cientifico em agricultura de precisão”, conclui Juntolli.
Fonte: AgroNotícias em 03/08/2012

Cooperativismo

Cooperativas de mineração debatem desenvolvimento sustentável
 
Cooperativas de mineração debatem desenvolvimento sustentávelApresentar à população garimpeira de Tocantins a potencialidade mineral do estado por meio do desenvolvimento sustentável. Com esse objetivo, o Sistema OCB/Sescoop-TO promoveu na última sexta-feira (27/7) o II Seminário da Pequena Mineração do Estado do Tocantins.

Cerca de 60 participantes, entre cooperados e especialistas no tema, estiveram reunidos na Associação Comercial e Industrial de Paraíso (ACIP) para uma manhã de palestras e debates. A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) esteve representada pela analista de Ramos e Mercados Flávia Zerbinato.

A analista proferiu a palestra “Associativismo e Cooperativismo como instrumento de gestão sustentável para mineração em pequena e média escala”. Segundo Flávia, a ideia foi apresentar às cooperativas, associados e empregados a importância de organizar, capacitar e fortalecer a atividade.

Em sua apresentação, destacou a representatividade do setor cooperativista em todas as categorias e a importância de o ramo trabalhar organizado. “Isto é fundamental para conseguirmos defender ações e políticas para o desenvolvimento do setor”, frisou.

De acordo com a analista, a apresentação da forma de organização do Sistema OCB como modelo de gestão e promoção da atividade foi motivadora para os participantes. “Esperamos ter contribuído para as futuras tomadas de decisão dos dirigentes das cooperativas tocantinenses”, pontuou.

E emendou: “No caso de Tocantins, as cooperativas são muito bem assistidas. Todas do ramo são filiadas à organização estadual (OCB-TO), que as apoia promovendo o crescimento e fortalecimento das atividades”.
Fonte: Tribuna Hoje em 31/07/2012