quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cooperativismo

Cooperativa Sem Fronteiras recebe equipamentos do BNDES
A cooperativa de reciclagem Sem Fronteiras, localizada em Jaçanã, São Paulo, finalizou em julho deste ano a compra de equipamentos por meio de projeto com o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento). O empreendimento conquistou três balanças, um caminhão com capacidade de carga de oito toneladas, kombi, prensa, 30 carrinhos suporte-bag para armazenar os materiais que são triados, aparelho de fax, computador, impressora e data show, armário para guardar os pertences dos cooperados, geladeira e empilhadeira, este último um dos principais produtos adquiridos já que agora os cooperados não precisam dispender de tanto esforço físico para carregar os materiais.

O projeto foi enviado em 2008 e no fim do mesmo ano o empreendimento recebeu a aprovação. O contrato de 24 meses para adquirir os equipamentos foi assinado em 2009 e aquisição dos mesmos se deu entre julho de 2010 até julho de 2011.

http://www.unisolbrasil.org.br/cooperativa-sem-fronteiras-recebe-equipamentos-do-bndes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=cooperativa-sem-fronteiras-recebe-equipamentos-do-bndes

Economia Solidária

Caixa inicia microcrédito para empreendedores
21/09/2011


Para incentivar a geração de trabalho e renda de empreendedores formais e informais que tem faturamento anual de até R$ 120 mil, a Caixa Econômica Federal assinou as primeiras operações do Crescer - Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado. O início das operações acontece no primeiro dia útil após a publicação da portaria que regulamenta o programa.

O banco promete oferecer recursos com taxas de juros reduzidas, de até 8% ao ano, com financiamento, podendo chegar até R$ 15 mil, e prazo de até 24 meses; a taxa de abertura de crédito (TAC) é de 1,0%.

Os empreendedores podem obter crédito nas modalidades capital de giro e investimento. O prazo médio no capital de giro é de 4 a 6 meses. Já no microcrédito para investimento, o prazo médio fica entre 12 e 24 meses.

O programa de microcrédito produtivo orientado vai atender necessidades financeiras, pois tem como metodologia o relacionamento direto com os empreendedores nas suas localidades. Além disso, prevê assistência e orientação técnica no planejamento do negócio.

Para fechar o contrato, a Caixa realiza avaliações da atividade e da capacidade de endividamento de cada cliente e os empreendedores são acompanhados e orientados por agentes de microcrédito.
Oportunidades
A Caixa promete dispensar uma atenção especial às mulheres autônomas participantes do programa, que poderão formar grupos e, assim, receber a visita de um agente de microcrédito, que dará as orientações necessárias para realização de seus projetos.

Em seu modelo de atuação, a Caixa também estimulará a formalização dos trabalhadores autônomos, a partir do empreendedor individual, que transforma pequenos negócios em empresas com CNPJ, mesmo que o único empregado seja o próprio dono. Com uma contribuição mensal reduzida de 5% do salário mínimo, ou seja, R$ 27,25 por mês, o empreendedor e sua família terão a possibilidade de acesso a todos os benefícios da Previdência.

Atualmente, a Caixa possui aproximadamente 500 mil empreendedores individuais como clientes. Também merecerá atenção especial o público beneficiado pelo Bolsa-Família, que conta com 1,2 milhão de famílias com perfil empreendedor.

Finanças pessoais

Calculadora ajuda os endividados em Cartão de Crédito


Calculadora
Visitando o site da uol, verificamos uma novidade que vai ajudar os endividados em cartão de crédito (aqueles que sempre pagam o valor mínimo da fatura, ou até mesmo parcelam suas prestações vencidas).

Trata-se de uma calculadora que mostra o quanto será desembolsado pelo endividado do cartão e crédito e quanto desembolsará caso opte por tomar um empréstimo com juros mais baixo para quitar sua dívida de cartão.

Vale ressaltar que esse procedimento de compra de dívida não deve ser cumulativa. Após pagar sua dívida do cartão de crédito, seus limites devem ser reduzidos ao máximo ou até mesmo zerados, até que o empréstimo contraído seja totalmente pago.

Outro fator importante é sempre gastar dentro do limite das receitas, pois não há milagres.
Segue o link abaixo da calculadora:


E mesmo para àqueles que usam o cartão de crédito e pagam em dia, prefiram o cartão da Federalcred cuja taxa de juros é de 7,99% a.m., ante os 15,99% da maioria dos cartões.

E quanto mais você usa o cartão da sua cooperativa, menos anuidade no ano seguinte você paga, além de poder trocar por milhas aéreas.

Frederico França
Dir. Presidente
FEDERALCRED-PE

Cooperativismo

Conferência Nacional vai debater emprego e trabalho decente

CNCoop está envolvida na realização das etapas preparatórias e incentiva a mobilização nos estados
Gerar emprego e trabalho decente para combater a pobreza e as desigualdades sociais. Esse é o objetivo da I Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente (I CNETD), instituída pelo governo federal em 2010 e coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O sistema confederativo sindical das cooperativas participa ativamente desse processo, por meio da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop).
A CNCoop é uma das entidades que compõem a comissão organizadora nacional da I CNETD. “A conferência tem por finalidade promover um amplo debate no território nacional e envolve a temática das políticas públicas de trabalho, emprego e proteção social”, define a gerente da CNCoop, Júnia Dal Secchi. Segundo ela, o que se busca é a construção e promoção de uma Política Nacional de Emprego e Trabalho Decente a partir das prioridades estabelecidas no Plano Nacional de Emprego e Trabalho Decente de 2010.
A estrutura da I CNETD prevê a realização de conferências estaduais prévias, em cada unidade da Federação, com o intuito de consolidar propostas em torno dos quatro eixos temáticos da Conferência (princípios e direitos; proteção social; trabalho e emprego; fortalecimento dos atores tripartites e do diálogo social como instrumento de governabilidade democrática). Uma das tarefas da comissão organizadora é mobilizar parceiros para a preparação e participação nessas conferências. “É fundamental que os representantes das entidades sindicais se envolvam nessa questão para o sucesso das teses dos empregadores nas conferências estatuais e, consequentemente, na nacional”, afirma Júnia.
Júnia destaca que é de suma importância a permanência dos delegados (representantes da bancada patronal) nas conferências estaduais até o momento das deliberações das propostas, que embasarão as discussões da I CNETD.
As conferências estaduais (CEETDs) começam este mês e seguem até novembro. A Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente (I CNETD) tem data prevista de realização para o período de 2 a 5 de maio de 2012.

Confira a entrevista com Júnia Dal Secchi, gerente da CNCoop.
1- Qual a participação da CNCoop na realização da I Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente (I CNETD)?A CNCoop compõe a Comissão Organizadora Nacional da I CNETD, que é a instância de deliberação, organização, coordenação e promoção da conferência. A comissão é presidida pelo Ministério do Trabalho e Emprego e possui 21 membros, como o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Ministério da Previdência Social (MPS), Ministério da Saúde (MS), Centrais Sindicais, Confederações Patronais, etc. Entre outras atribuições, a comissão organizadora é responsável por aprovar o Regimento Interno da I CNETD, e mobilizar parceiros, no âmbito de sua atuação, para a preparação e participação nas conferências.
2 – Qual a importância do engajamento dos estados nas conferências estaduais?A participação dos estados nesta fase preparatória da I CNETD é fundamental. O objetivo é unir esforços para que os representantes das cooperativas e a bancada patronal discutam, de forma tripartite, as diretrizes a serem seguidas. O objetivo é tornar realidade, para todos os brasileiros, o ideal do trabalho decente, por meio da construção e promoção de uma Política Nacional de Emprego e Trabalho Decente. É muito importante que haja a produção de propostas consensuais, com a participação efetiva dos representantes do segmento cooperativista, na defesa da categoria econômica das cooperativas.


3 – Quais os eventos estão sendo promovidos pela CNCoop para motivar a participação dos estados?
A CNCoop informou a todos os presidentes das federações e sindicatos do Sistema sobre a realização das conferências estaduais (CEETD) e da nacional (I CNETD) e o contato com as secretarias estaduais de Trabalho de cada unidade da Federação. Juntamente com as demais Confederações Patronais (CNC, CNI, CNA, CNS, CNT e CNF), promovemos também um encontro de representantes dos empregadores para as conferências estaduais e nacional de emprego e trabalho decente, nos dias 1º e 2 de setembro deste ano, realizado em Brasília. Disponibilizamos material abordando a conceituação e o posicionamento da bancada patronal sobre cada um dos quatro eixos temáticos a serem abordados na I CNETD. E estamos trabalhando na produção de uma cartilha que trará essa abordagem de forma mais didática.
4 – Quais serão os próximos passos?
As conferências estaduais. Já foi definido o cronograma e, a partir do dia 22 de setembro, os encontros começam a acontecer. A primeira CEETD será na Bahia. As CEETDs seguem até novembro deste ano e a I CNTED acontece em Brasília, no período de 2 a 5 de maio de 2012.



Cooperativismo

Valorização do Real
* Jomázio Avelar

Algumas correntes de economistas propõem medidas para reverter a doença holandesa, que interpretam ser fenômeno atual da economia brasileira. Assim pensam, dado o volume de exportações de commodities, com perspectivas de incremento, tendo em vista a exportação
de petróleo proveniente do pré-sal, futuramente.
doença holandesa, explicam os economistas, é grande valorização da moeda de um país em decorrência do aumento de exportações de um produto ou um conjunto de produtos, o que causa entrada de excesso de moeda de outros países (dólar). O que ocorre a seguir é a redução de competitividade de produtos no mercado interno da indústria local, com desincentivo a exportar – eles ficam mais caros em dólar. Esse conceito se estabeleceu nos anos 70, quando a Holanda exportou gás encontrado em seus campos no Mar do Norte.
A entrada forte de moeda estrangeira ocorre pelo fluxo de capitais, seja como investimentos ou empréstimos tomados no exterior, e commodities. No futuro acresçam-se entradas provenientes do pré-sal. Logo, a tendência é de aumentar ainda mais a entrada de capital. E ainda o governo poderá insistir na política de aumento das reservas externas.
Esses fatores todos dependem de muitos atores internos e externos. Mas a ação sobre as causas estruturais da baixa competitividade dos produtos brasileiros depende só de atores internos, se objetivado derrubar o alto “custo-Brasil”, composto da elevadíssima carga tributária gravando o produtor, juros altíssimos, deficiente e cara infraestrutura, Justiça lenta, excesso de burocracia, ensino de baixa qualidade, etc.
No quesito infraestrutura, localiza-se o interesse dos engenheiros, arquitetos e agrônomos, por gerar contratos para as empresas e dar ocupação para os profissionais. A “cidadania profissional” pode desempenhar o papel de puxar a fila da agenda de redução do “custo-Brasil”. É bom para os engenheiros, para a economia brasileira, bom para o Brasil, como apresentado no programa do “Movimento Recriar o CREA-SP”. Reduzir os juros fortemente e utilizar a economia decorrente para investir na infraestrutura.

Os economistas poderão não gostar da solução aventada; porém, é o interesse dos engenheiros. As soluções em nível de país resolvem-se por decisões políticas: o mais influente vence.

*Jomázio Avelar − Engenheiro civil, presidente da EngeCredSP (Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos da Região Metropolitana de São Paulo) e líder do movimento “Recriar o CREA-SP”

Cooperativismo

Cooperativa: oportunidade para pequenos empreendedores
Há 89 anos, no primeiro sábado de julho, o mundo comemora o Dia Internacional do Cooperativismo. Este ano, a comemoração teve um estímulo maior. A Organização das Nações Unidas, em reconhecimento à contribuição desse sistema econômico para um mundo melhor, proclamou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. É um incentivo para comemorar hoje o que podemos ainda realizar no amanhã.

Do crescimento da economia brasileira surgem oportunidades em vários ramos, não apenas para grandes investidores, mas especialmente para os pequenos empreendedores. Nesse contexto, o cooperativismo desponta como modelo ideal para os cidadãos que desejam ter seu próprio negócio, mas não dispõem de recursos necessários para a empreitada. A união dessas pessoas numa cooperativa aumenta seu poder de barganha, uma vez que negociam em grupo ou cooperativamente o seu produto ou a prestação de serviços.

Presente no mundo todo, os empreendimentos cooperativos, com a força e a vontade de pequenos empreendedores unidos, estão mudando a realidade de muitas famílias. Sem o objetivo do lucro, proporcionam melhores condições de vida a seus associados e familiares, gerando e distribuindo renda aos cooperados de forma proporcional ao trabalho ou participação de cada um. Diferentemente das empresas tradicionais, as cooperativas não têm um dono. Todos os cooperados são donos, empresários que participam ativamente da formulação de suas políticas e da tomada de decisões.

O cooperativismo também está presente em iniciativas que, além de gerar renda a seus cooperados, cumpre papel social fundamental. É o caso das cooperativas de reciclagem. A tendência é que esses empreendimentos ganhem mais força nos próximos anos, diante da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Hoje, as cooperativas de catadores são responsáveis por 98,2% da reciclagem das latas de alumínio e 56% das garrafas PET.

Pesquisa da Universidade de São Paulo demonstra que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é maior em municípios que contam com a atuação de cooperativas. Seja no campo ou na cidade, o cooperativismo brasileiro avança, proporcionando a seus cooperados não apenas uma fonte de renda, mas a oportunidade de concretizar com um mundo mais justo e humano.
(*) Edivaldo Del Grande é presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo (Sescoop/SP)
 

Cooperativismo

O Governo e o direito das cooperativas
Davi Zaia*

Com a finalidade de regular a participação das cooperativas nas licitações públicas da administração direta e indireta do Estado, o governador Geraldo Alckmin assinou recentemente o Decreto 57.179.

A iniciativa é importante porque regulamenta uma situação que vinha dando margem a diversas interpretações e questionamentos no Tribunal de Contas do Estado e Procuradoria, pela falta de uma legislação adequada. Na Câmara Federal tramita um projeto de lei a respeito que já havia sido aprovado, mas que foi modificado no Senado e será reavaliado pelos deputados federais.
O Estado de São Paulo abriga cerca de 3 milhões dos 9 milhões de cooperados de todo o País. Com a assinatura do decreto, o governador Geraldo Alckmin volta a demonstrar a sua sensibilidade para com o cooperativismo, após ter sido procurado pela Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (OCESP) e outras entidades representativas do setor.

Com o decreto, a cooperativa que deseja disputar as licitações públicas do Governo do Estado deve estar registrada na OCESP e indicar o gestor encarregado de representá-la junto ao contratante. Ele estabelece as condições e os casos em que as cooperativas podem participar das licitações.

Como deputado e presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo Paulista (Frencoop-SP) e, agora, como Secretário de Emprego e Relações do Trabalho, estou contente de ter contribuído para encontrar uma solução para as cooperativas que estavam impedidas de participar das licitações públicas.

O Governo de São Paulo, ao atender as reivindicações do setor, confirmou sua opção pelo diálogo e pelo direito ao trabalho daqueles que se encontram organizados nas cooperativas e no movimento cooperativista, pela sua importância na geração de trabalho e renda para o Estado.
*Davi Zaia é secretário de Estado do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo.