quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Noticias

Tecnologia no plantio de mandioca

O diretor técnico da empresa, Almir de Souza Ferro, ressalta que a nova diretriz técnica tem como objetivo levar tecnologia que não onere o custo de produção, mas traga aumento na produtividade e renda do agricultor, abordando os principais pontos para garantir retorno do investimento. Ele cita as pragas e métodos de controle e destaca que a lagarta mandarová é a mais devastadora por causa de sua capacidade de consumo foliar. O especialista recomenda a catação manual e a destruição das lagartas nas áreas menores e o controle biológico nas áreas maiores. A cultura da mandioca resiste às situações adversas de solo e clima. O diretor conta que toda a planta é utilizada. As folhas e talos são usados para alimentação animal. A raiz é servida in natura ou como farinha e fécula e as hastes são usadas para o plantio. "A mandioca exerce um importante papel na alimentação humana e animal em função do seu alto valor energético". Produtores da Baixada Cuiabana plantam 30% da mandioca produzida em Mato Grosso. Na opinião de Almir, os produtores ainda são resistentes às mudanças e, principalmente, à aplicação de novas tecnologias. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aprovou que o tamanho ideal da maniva para plantio é de 15 a 20 centímetros e o produtor insiste em plantar com 5 a 10 centímetros. "A diretriz técnica apresenta uma metodologia fácil para produzir com tecnologia e garantir a produtividade. A nossa meta é ampliar de 14 toneladas por hectare para mais de 20 toneladas". Portal do Agronegócio.

Notícias

Petrolina destaca-se maior geradora de emprego no interior do Nordeste

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (CAGED/MTE), Petrolina ocupa o primeiro lugar em geração de emprego no interior do Nordeste, sendo responsável por cerca de 14.121 contratações no período entre janeiro e agosto deste ano.

Só no mês de agosto, Petrolina gerou 2.253 empregos diretos, o setor Agropecuário se destaca com um aumento de 8,66% no número de contratações em relação ao mês de julho, o comércio vem logo depois com um crescimento de 7,62%. Esses dados também colocam a região Nordeste em destaque em relação as outras regiões do país. Somente em agosto, foram criados 59.513 empregos formais que resultaram numa taxa de crescimento de mais 1,02% de trabalhadores com carteira assinada. No ranking de todos os estados brasileiros, Pernambuco é o que mais gerou empregos em agosto, com 18.613 postos de trabalho, o responsável pelo resultado de destaque foi o cultivo de uva, que gerou 1.144 postos.

Os demais estados do Nordeste apresentaram os seguintes resultados em agosto: Ceará (+8.005 postos); Bahia (+7.143); Rio Grande do Norte (+ 4.596); Alagoas (+3.922); Maranhão (+3.429); Sergipe (+ 2.521); e Piauí (+1.013). Quanto às cidades do interior do Nordeste, o segundo lugar no ranking ficou com a cidade de Feira de Santana na Bahia e a vizinha cidade de Juazeiro aparece na 13ª posição, sendo responsável por 3.990 empregos.

http://www.gazzeta.com.br/?p=noticia&s=economia&id=11388

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Economia Solidária

Projeto une recuperação ambiental e inclusão social

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Projeto oferece oportunidade de ressocialização/Foto: Divulgação
Apoiada em um tripé que reúne sustentabilidade, reparação do meio ambiente e inclusão social, a empresa Florestas Inteligentes surgiu em 2010 com o objetivo de mudar o conceito de reflorestamento e dar oportunidade aos excluídos.

Após uma parceria com a Penitenciária Edgar Magalhães Noronha (Pemano), localizada em Tremembé, no interior de São Paulo, o projeto foi implantado em uma área de 7,8 hectares, o equivalente a oito campos de futebol, onde 53 detentos cultivam mudas de árvores da mata atlântica e plantam um novo futuro.

A cada três jornadas de oito horas de trabalho, um dia é descontado na pena a ser cumprida. Os selecionados recebem um salário mínimo e mais 10% do valor dos vencimentos. Este capital extra é creditado em uma poupança e entregue ao fim do período de reclusão.

“Nós fomos buscar um público carente no último degrau dos excluídos. A sociedade carcerária é muito complexa e sempre é a última a receber algum recurso”, ressalta Paulo Franzine, sócio e principal idealizador da empresa Florestas Inteligentes.

A seleção, baseada em bom comportamento, prioriza internos em regime semi-aberto que estão cumprindo a fase final de detenção. A partir do momento em que são aprovados, passam a ser conhecidos como reeducandos e recebem a qualificação necessária para trabalhar nas áreas de irrigação, manutenção, plantio, dentre outras.

Mudas
As mudas convencionais, vendidas com altura entre 50 e 70 centímetros, são mais vulneráveis ao ataque de pragas e alterações climáticas. A Florestas Inteligentes oferece versões com mais de um metro, consideradas mudas adultas e mais resistentes às intempéries.

Franzine afirma que cultivá-las em sacos plásticos iria de encontro aos valores do projeto, por isso, as mudas são acondicionadas em embalagens biodegradáveis, compostas de casca de arroz e celulose. O vaso é permeável e, conforme o crescimento da planta, é inserido em outro com maior capacidade. Aos poucos, a embalagem menor se decompõe e enriquece o substrato. Desta forma, o sistema evita o choque durante o transplante das mudas e utiliza matéria-prima local.

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Vasos biodegradáveis favorecem o crescimento saudável das mudas/Foto: Divulgação

Ao todo, são 130 espécies de árvores exóticas e nativas da mata atlântica, como o Ipê Amarelo, o Jequitibá e a Embaúba. Vendidas por cerca de R$ 10,00, as mudas possuem mais chances de sobrevida. “O plantio feito com pequenos tubetes em sacos plásticos, com mudas pequenas, resulta no inverso, pois apenas 20% das plantas sobrevivem e, sendo assim, não existe o cumprimento da lei e nem do reflorestamento”, explica Franzine.

A comunidade que vive ao redor da penitenciária também é beneficiada pelo projeto Florestas Inteligentes, pois as mudas são oriundas de sementes colhidas por famílias carentes da região. A empresa oferece cursos preparatórios de arvorismo e rapel e fornece os equipamentos adequados para a coleta. Ao final do mês, toda a colheita realizada por cerca de 50 famílias é adquirida. Com isso, a empresa tem capacidade de produzir 100 mil mudas por mês.

“Encontramos um nicho no mercado, mas entendemos que esse caminho não tinha que ser apenas comercial e, sim, um trabalho que tivesse uma preocupação ambiental e um cunho social”, define Franzine.

Sustentabilidade

Atualmente, o projeto conta com 1,5 milhões de exemplares prontos para serem utilizados em reflorestamento ou compensação ambiental, quando empresas são obrigadas, por lei, a recuperar áreas degradadas.

Na área destinada ao projeto, além dos dois viveiros, está instalada a fábrica de substrato. Diariamente, 10 reeducandos produzem a fórmula que garante a saúde e o crescimento vigoroso das plantas.

Notícias

Lixo industrial é transformado em negócio rentável

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Foram investidos R$ 15 milhões/Foto: Gov/Ba

“Queremos mostrar que todo e qualquer passivo ambiental pode ser transformado para continuar atendendo à demanda da indústria", frisou Ney Silva, diretor presidente da Empresa de Proteção Ambiental (Cetrel). Esta declaração é referente à inauguração do primeiro Centro de Inovação de Tecnologia Ambiental (CITA) do Brasil, realizada em 25 de agosto.

Desenvolvido para transformar resíduos industriais em novos produtos, o empreendimento da Cetrel possui uma área de 2,5 mil metros quadrados no Pólo Industrial de Camaçari, localizado no estado da Bahia. O centro possui um espaço específico para a implantação de modernas plantas-pilotos. Foram investidos R$ 15 milhões.

“Transformamos lixo industrial em negócios rentáveis, e esta é uma necessidade de setores que querem crescer de forma sustentável. Não existe, no País, centro de pesquisa e tecnologia como o criado pela Cetrel em Camaçari”, afirmou o diretor presidente.

Aproximadamente 10% do faturamento da companhia são destinados à pesquisa neste sentido. A partir do tratamento de efluentes sólidos, líquidos e gasosos, a empresa pretende desenvolver tecnologias para o aproveitamento dos resíduos.

Linhas de Pesquisa
Primeira - Utilização de biocompósitos, materiais produzidos a partir de resíduos industriais, como a madeira plástica, que utiliza resíduos sólidos de fibra natural e resinas da Braskem, empresa parceira da companhia.
Segunda - Recuperação de enxofre com um grau de pureza até cinco vezes maior do que o produto disponível no mercado. A planta-piloto para produção deste elemento deve estar pronta para oferecer o produto ao mercado em 2012.
Terceira - Recuperação de metais preciosos como ouro, prata, cobre e alumínio encontrados em alguns resíduos descartados pelas empresas, principalmente, as do setor de tecnologia. Já há perspectiva para implantação de um projeto piloto no Rio Grande do Sul. O objetivo é instalar no estado uma unidade-piloto para representar a ação pioneiro no país.
Quarta - Pesquisadores da Cetrel desenvolveram asfalto ecológico produzido a partir dos resíduos gerados em indústrias. O estudo engloba estudos na área de inovação, o desenvolvimento de membranas para a adsorção de poluentes gasosos.
A Cetrel foi fundada em 1978 como responsável pelo tratamento e disposição final dos efluentes e resíduos industriais, por meio do monitoramento ambiental do complexo industrial e de toda a área de influência. Atualmente, o Estado da Bahia possui 23% da companhia e a Braskem 54%.

http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2011/agosto/transformar-lixo-industrial-em-negocios-rentaveis#ixzz1YQ4Q5pit

Notícias

Rede por cidades sustentáveis.


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Toda cidade tem a capacidade de se tornar um melhor lugar para se viver, respeitando os direitos básicos dos cidadãos. Transformar um centro urbano implica em compreender e transformar as relações políticas, sociais e culturais que se desenvolvem nele. É preciso acompanhar os trabalhos dos gestores públicos, promover ações comunitárias e fazer com que as pessoas dialoguem e definam um modelo ideal de conduta que respeite a cultura e costumes locais.

Em busca dessa melhor qualidade de vida, a Rede Social por Cidades Justas e Sustentáveis surge no Brasil. Ela segue o exemplo da bem-sucedida iniciativa de Bogotá que, há nove anos, vem transformando e melhorando as condições de vida da população da capital colombiana.

Nas cidades brasileiras, a rede é formada por organizações sociais apartidárias e inter-religiosas apoiadas por lideranças comunitárias, entidades da sociedade civil, empresários, além de cidadãos interessados em mudar o panorama atual de nossos centros urbanos.

O principal objetivo é comprometer a sociedade e sucessivos governos com comportamentos éticos, verdadeiros, justos e que contribuam para o verdadeiro desenvolvimento sustentável. Cada organização promove atividades, articula ações e monitoramentos para alcançarem a eficácia e transparência das políticas públicas.


domingo, 18 de setembro de 2011

Notícias

Imposto maior para carro importado começa a valer; veja detalhes

O governo anunciou na quinta-feira a elevação do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para veículos importados ou que não atendam a novos requisitos de conteúdo nacional. A medida vale a partir de hoje.

As empresas, no entanto, terão dois meses para provar que atendem às novas regras. Nesse prazo, o imposto continua nos níveis atuais, mesmo para as importadoras.

A mudança pode representar reajuste de 25% a 28% nos preços para o consumidor que comprar um carro que tenha menos de 65% de componentes fabricadas no país.

Serão afetados automóveis, caminhões, caminhonetes e veículos comerciais leves. Deve encarecer, principalmente, carros chineses, coreanos e de luxo.

O IPI sobe 30 pontos percentuais. Atualmente, o tributo varia de 7% a 25%, dependendo da potência e do tipo de combustível. Agora, ficará entre 37% e 55%.

Para as montadoras que cumprirem a nacionalização exigida, não haverá mudança do imposto.

Além do percentual de componentes nacionais, as montadoras precisam fazer investimentos e deverão realizar no Brasil pelo menos 6 de 11 etapas de produção definidas pelo governo. Entre elas, fabricação de motores e montagem de chassis.

A estimativa do Ministério da Fazenda é que entre 12 e 15 montadoras não devem ter alta de imposto, principalmente as que estão há muito tempo no país.

Como o Brasil tem acordo automotivo com a Argentina e o México, componentes desses países não serão considerados como importados. Por isso, o governo estima que cerca de metade dos veículos importados terá aumento de imposto e preço.

A medida vigora até dezembro de 2012 e faz parte do plano Brasil Maior, anunciado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff.

Notícias

Empresa deverá investir no cultivo de laranja no Vale do São Francisco     

A empresa paulista Cutrale anunciou que irá investir no cultivo e processamento de laranja no Semiárido brasileiro, na região do polo Petrolina/Juazeiro. O volume de recursos necessários será definido até março de 2012. A Cutrale é considerada a maior indústria de suco de laranja do mundo, respondendo por cerca de 30% da produção na atualidade. As informações são da Assessoria de Comunicação da 3ª Superintendência da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Os investimentos na área partiram de um projeto do Ministério da Integração Nacional, apresentado à direção da empresa no primeiro semestre deste ano. Na ocasião, por meio da Codevasf, representantes da Cutrale estiveram em visita técnica ao polo Petrolina/Juazeiro e ao Projeto Baixio de Irecê, na Bahia. Após a visita, os diretores da Cutrale acreditaram na viabilidade do projeto. O próximo passo é realizar a análise dos investimentos necessários e promover um "chamamento" a outros produtores de laranja para o cultivo na região.

Segundo dirigentes da empresa, o projeto tem grandes dimensões e vai atender, principalmente, os consumidores externos com exportações pelos dois portos de Pernambuco, o de Recife e o de Suape. Na região, a Cutrale espera poder ampliar o sistema de irrigação graças à PPP (Parceria Público-Privada) com o governo federal, que deverá lançar em breve, por meio do Ministério da Integração Nacional, um programa de irrigação que alcançará R$ 5 bilhões em investimentos no setor, utilizando as PPPs.